No último dia 26 de novembro, representantes de quatro grupos de torcedores do Náutico espalhados pelo Brasil se reuniram, na sede do clube, com o presidente eleito Paulo Wanderley, com o vice eleito Toninho Monteiro e com o diretor de relacionamento Toninho Feitosa. Um destes quatro grupos era justamente o nosso grupo do Bar do Náutico, a Manáutico. Olha como estamos ficando importantes!
A notícia foi publicada no site do Náutico: http://www.nautico-pe.com.br/NoticiaCompleta.asp?codigo=925. Nosso amigo Adley (o mais à esquerda) foi o representante da Manáutico no encontro, que na prática representou todos os alvirrubros residentes em Manaus. Além da Manáutico, estavam também presentes a Timbumac (Alagoas), a Timbu da Garoa (São Paulo) e a Confraria do Timbu (Brasília). Outras torcidas parceiras, espalhadas pelo Brasil, mesmo não podendo enviar representantes, se mostraram favoráveis ao encontro.
O objetivo principal da reunião foi reinvindicar à direção a oficialização desses diversos grupos de apaixonados pelo Timbu como sendo um braço oficial do clube fora do estado. Em outras palavras, que o Náutico passe a apoiar e institucionalizar essas torcidas, fazendo nosso clube crescer além das fronteiras de Pernambuco.
No encontro, os futuros dirigentes se mostraram interessados na ideia e prometeram total apoio institucional para fortalecer as torcidas e buscar mais sócios para o clube. Vamos torcer para que a semente plantada nesta reunião não vire apenas promessa de ano novo e, sim, que tenhamos boas novidades nos próximos meses.
Ei, você aí de Manaus, que ainda não foi ao Bar do Náutico confraternizar conosco. Junte-se a nós!
sábado, 31 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Despedida de 2011 e comemoração no Bar do Náutico
O dia 26 de novembro de 2011 marcou um momento histórico no Bar do Náutico. Era o último jogo do ano do timbuzinho. Era um confronto direto contra a Ponte Preta pelo vice-campeonato da Série B e a defesa da invencibilidade em casa. Mais do que isso, era um jogo de festa em comemoração à volta do Náutico à Serie A.
Neste dia, se o estádio, em Recife, estava lotado, da mesma forma estava o Bar do Náutico, em Manaus, que recebeu seu maior público do ano. Praticamente todos os amigos que formam a Manáutico comparecem e até caras novas pintaram por lá pela primeira vez. Nem parecia dia de um simples jogo "amistoso", tamanha era animação da galera. No cardápio do bar: língua, sururu e cerveja. O que todos queriam mesmo era comemorar e confraternizar.
- Olá, pessoal. Cheguei!
- Ooooooopa, Júnior. Tudo bem? Trouxe o mascote?
- É, hoje é dia festa. Trouxe meu herdeiro, já torcedor do Náutico, para a comemoração.
- Qual o nome dele?
- É Carlos Eduardo.
- Tudo bom, Cadoca? Todo Carlos Eduardo é Cadoca, né?
- Não, esse é Cadu.
- Vai pegando a cadeira, mais para dentro do bar, para ficar mais tranquilo para ele.
- Ei, Roberto! Fechou a clínica hoje?
- Hoje mandei avisar que não atendo ninguém.
- Vai deixar os cachorros tudo morrendo.
- Hahahaha.
Era dia de bar cheio. Todos em festa, tomando uma gelada e jogando papo fora. As atenções mudaram de direção quando o jogo começou. Todos de olho no Timbu. Empurrado pela torcida, o Náutico começou indo para cima, mas o clima de festa parecia ter contagiado os jogadores que erravam muitos passes. E foi num vacilo da defesa que a Ponte Preta fez um a zero, após cobrança de escanteio.
- Garçon, mais um cerveja para o Náutico empatar.
- E pode ser agora.
- Bora, Timbu!
- Olha o gol!
- Vai, Kiesa!
- Gooooollll!
- Não, pra fora!
- Perdeu? Como?
- A bola estava quase dentro do gol. Ele perdeu sem goleiro.
- Inacreditável Futebol Clube.
- Parece que agora o time acordou, foi só tomar um gol.
- Faaaaaltaaaa!
- Ele marcou. Ele marcou.
- Olha aí, olha o gol agora.
- É gooooooollll!
- Gooooooollllllllll!
- Goooollllllllllllllllll!
- Foi de Marlon!
- Eneeeeeee!
- A-U-Tê-I-Cê-O!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O!
- Náutico! Náutico! Náutico!
Era o empate. Era festa no bar. O resultado que deixava o timbu com o vice-campeonato. E foi assim que o primeiro tempo acabou. Veio o segundo tempo e torcida queria a virada. O time foi para cima, mas a Ponte Preta começou também a buscar a vitória. Era jogo lá e cá, até que, perto do 15 minutos, a Ponte ficou com um jogador a menos. O Náutico foi ao ataque e aos 23 minutos, o bar explodiu novamente:
- Goooollll!!!!!
- Goooollll!!!!!
- Goooollll!!!!!
- Goooollll!!!!!
Lenon fazia o segundo e virava o jogo. A torcida não parava de cantar e o time de atacar. Aos 30 minutos, após receber passe em impedimento, Kiesa finaliza para o gol e é expulso. 10 contra 10 era o que o adversário precisava para voltar para o jogo. Entram dois atacantes e a Ponte vem para cima. O Náutico recua e passa a aguardar o fim de jogo. Antes disso, em novo contra-ataque, o timbu consegue uma falta e Eduardo Ramos acerta a trave.
- Gooolll!
- Uhu!!!!
- Quase! Foi na trave, lá onde a coruja dorme.
Foi o último lance de Eduardo Ramos. Depois daí, só deu Ponte Preta, buscando pelo menos o empate. Naquele momento, o nome do jogo passava ser o goleiro Gideão pegando tudo. A torcida comemorava e o time só aguardava o fim do jogo para participar da festa. Naquela altura, o vice-campeonato já era nosso. Nem o empate da Ponte Preta, no último lance do jogo, mudou a situação. O jogo acabou: 2 x 2. Invencibilidade e vice-campeonato garantidos. Adeus Série B. Agora o timbu so joga na Série A.
Eram cinco horas da tarde, mas quem queria ir embora? Se no estádio, o Náutico preparou um show ao vivo no gramado, após o jogo, em Manaus, o pessoal também não parava de festejar.
- Bota o CD Júnior.
- Pôxa, hoje não trouxe.
- Fernando trouxe!
- Pega lá, então e bota o hino para tocar!
Pronto! Amigos confraternizando, músicas do Náutico tocando e muita cerveja para todos. A festa entrou pela noite no bar. Nem sabemos a hora que o último alvirrubro foi para casa. Ele também não lembra.
E assim foi a despedida da galera alvirrubra do Bar do Náutico em 2011. Que seja sempre assim! 2012 tem mais!
Neste dia, se o estádio, em Recife, estava lotado, da mesma forma estava o Bar do Náutico, em Manaus, que recebeu seu maior público do ano. Praticamente todos os amigos que formam a Manáutico comparecem e até caras novas pintaram por lá pela primeira vez. Nem parecia dia de um simples jogo "amistoso", tamanha era animação da galera. No cardápio do bar: língua, sururu e cerveja. O que todos queriam mesmo era comemorar e confraternizar.
- Olá, pessoal. Cheguei!
- Ooooooopa, Júnior. Tudo bem? Trouxe o mascote?
- É, hoje é dia festa. Trouxe meu herdeiro, já torcedor do Náutico, para a comemoração.
- Qual o nome dele?
- É Carlos Eduardo.
- Tudo bom, Cadoca? Todo Carlos Eduardo é Cadoca, né?
- Não, esse é Cadu.
- Vai pegando a cadeira, mais para dentro do bar, para ficar mais tranquilo para ele.
- Ei, Roberto! Fechou a clínica hoje?
- Hoje mandei avisar que não atendo ninguém.
- Vai deixar os cachorros tudo morrendo.
- Hahahaha.
Era dia de bar cheio. Todos em festa, tomando uma gelada e jogando papo fora. As atenções mudaram de direção quando o jogo começou. Todos de olho no Timbu. Empurrado pela torcida, o Náutico começou indo para cima, mas o clima de festa parecia ter contagiado os jogadores que erravam muitos passes. E foi num vacilo da defesa que a Ponte Preta fez um a zero, após cobrança de escanteio.
- Garçon, mais um cerveja para o Náutico empatar.
- E pode ser agora.
- Bora, Timbu!
- Olha o gol!
- Vai, Kiesa!
- Gooooollll!
- Não, pra fora!
- Perdeu? Como?
- A bola estava quase dentro do gol. Ele perdeu sem goleiro.
- Inacreditável Futebol Clube.
- Parece que agora o time acordou, foi só tomar um gol.
- Faaaaaltaaaa!
- Ele marcou. Ele marcou.
- Olha aí, olha o gol agora.
- É gooooooollll!
- Gooooooollllllllll!
- Goooollllllllllllllllll!
- Foi de Marlon!
- Eneeeeeee!
- A-U-Tê-I-Cê-O!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O!
- Náutico! Náutico! Náutico!
Era o empate. Era festa no bar. O resultado que deixava o timbu com o vice-campeonato. E foi assim que o primeiro tempo acabou. Veio o segundo tempo e torcida queria a virada. O time foi para cima, mas a Ponte Preta começou também a buscar a vitória. Era jogo lá e cá, até que, perto do 15 minutos, a Ponte ficou com um jogador a menos. O Náutico foi ao ataque e aos 23 minutos, o bar explodiu novamente:
- Goooollll!!!!!
- Goooollll!!!!!
- Goooollll!!!!!
- Goooollll!!!!!
Lenon fazia o segundo e virava o jogo. A torcida não parava de cantar e o time de atacar. Aos 30 minutos, após receber passe em impedimento, Kiesa finaliza para o gol e é expulso. 10 contra 10 era o que o adversário precisava para voltar para o jogo. Entram dois atacantes e a Ponte vem para cima. O Náutico recua e passa a aguardar o fim de jogo. Antes disso, em novo contra-ataque, o timbu consegue uma falta e Eduardo Ramos acerta a trave.
- Gooolll!
- Uhu!!!!
- Quase! Foi na trave, lá onde a coruja dorme.
Foi o último lance de Eduardo Ramos. Depois daí, só deu Ponte Preta, buscando pelo menos o empate. Naquele momento, o nome do jogo passava ser o goleiro Gideão pegando tudo. A torcida comemorava e o time só aguardava o fim do jogo para participar da festa. Naquela altura, o vice-campeonato já era nosso. Nem o empate da Ponte Preta, no último lance do jogo, mudou a situação. O jogo acabou: 2 x 2. Invencibilidade e vice-campeonato garantidos. Adeus Série B. Agora o timbu so joga na Série A.
Eram cinco horas da tarde, mas quem queria ir embora? Se no estádio, o Náutico preparou um show ao vivo no gramado, após o jogo, em Manaus, o pessoal também não parava de festejar.
- Bota o CD Júnior.
- Pôxa, hoje não trouxe.
- Fernando trouxe!
- Pega lá, então e bota o hino para tocar!
Pronto! Amigos confraternizando, músicas do Náutico tocando e muita cerveja para todos. A festa entrou pela noite no bar. Nem sabemos a hora que o último alvirrubro foi para casa. Ele também não lembra.
E assim foi a despedida da galera alvirrubra do Bar do Náutico em 2011. Que seja sempre assim! 2012 tem mais!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Boa 2x1 Náutico. Que felicidade!
19 de novembro de 2011. Penúltima rodada do campeonato.
- Saudações alvirrubras!
- Fala, galera!
- É hoje?
- Tem que ser hoje. Já estamos há muito tempo naquela de "subiu, mas não matematicamente".
- Pois é. Até porque deixar para últma rodada vai ser tenso, né?
- Garçon! Bota a cerveja que vai começar.
O Náutico enfrentava o Boa Esporte em Varginha. O empate classificava o Náutico para Série A. Mas isso nem precisava: bastava que Vitória ou Bragantino não vencessem seus jogos. A galera no bar secava esses times? De forma alguma, todos queriam que esses times vencessem para deixar o time do mangue na Série B.
O Náutico começou bem, pressionando desde o começo, mas foi o Boa que abriu o placar. Quando o pessoal no bar já começava a ficar apreensivo, eis que o artilheiro entra em ação.
- Goooooolllll.
- Pegaaaaaa!
- É gol de Kiesa!
O Náutico empatava no primeiro tempo. Esse resultado já bastava. No outro jogo, o ASA fazia 1x0 no Bragantino.
- Gol do Náutico e gol do ASA.
- Pronto! Já subimos. Garçon, desce a grade!
- Calma, está só no primeiro tempo.
- Nada. Já pode comemorar. Ih, olha André chegando, aí?
- Oi, pessoal.
- Você chegou e o Náutico acabou de empatar.
O primeiro tempo acabou. Hora de começar a comemoração.
- Garçon, bota o CD do Náutico para a gente bebemorar!
- "Da união de duas cores mágicas...."
- "É o timbu! É o timbu coroado!..."
- Rapaz, esse CD é muito bom. Tem até gols narrados por Adilson Couto.
O segundo começou. O Náutico voltou em ritmo de comemoração. Time tocando bola, deixando o Boa atacar e só esperando fim do jogo. Bem diferente do primeiro tempo. Durante todo o segundo tempo, só alguns contra-ataques e só o Boa atacava.
- 35 minutos! Faltam só 10 para Série A.
- Olha o gol. Vai, Rogério!
- Para fora! Como perde um gol desses?
- ÔôÔô! Vamos subir Náuticoooo!
- 40 minutos, acaba juíz!
- Gol do São Caetano. Empatou com o Vitória no Barradão!
- Agora não tem mais jeito. Todos os resultados classificam o Náutico.
- Ih. Gol do Boa.
- Que merda!
- Mas esse gol não muda nada. É Série A, amigão.
- Olha Derley, no banco de reservas, já comemorando.
- Vai acabar! Vai acabar!
- Acabouuuuuu!
- Eneeeee...
- A! Ú! Tê! I! Cê! Ó!
- Ene! A! Ú! Tê! I! Cê! Ó!
- Ene! A! Ú! Tê! I! Cê! Ó!
- Náutico! Náutico! Náutico!
O Timbu subiu! Perdeu o jogo, mas foi premiado pelo que fez em toda a competição. Pontos corridos é isso. A regularidade é premiada no final. Para o matemáticos, o Náutico conquistava, naquele jogo, o acesso à Série A, porque, para a torcida, o acesso veio desde o jogo com o Barueri, há duas rodadas. Agora era só cumprir tabela e festejar.
- Garçon! Cerveja!!!
- Saudações alvirrubras!
- Fala, galera!
- É hoje?
- Tem que ser hoje. Já estamos há muito tempo naquela de "subiu, mas não matematicamente".
- Pois é. Até porque deixar para últma rodada vai ser tenso, né?
- Garçon! Bota a cerveja que vai começar.
O Náutico enfrentava o Boa Esporte em Varginha. O empate classificava o Náutico para Série A. Mas isso nem precisava: bastava que Vitória ou Bragantino não vencessem seus jogos. A galera no bar secava esses times? De forma alguma, todos queriam que esses times vencessem para deixar o time do mangue na Série B.
O Náutico começou bem, pressionando desde o começo, mas foi o Boa que abriu o placar. Quando o pessoal no bar já começava a ficar apreensivo, eis que o artilheiro entra em ação.
- Goooooolllll.
- Pegaaaaaa!
- É gol de Kiesa!
O Náutico empatava no primeiro tempo. Esse resultado já bastava. No outro jogo, o ASA fazia 1x0 no Bragantino.
- Gol do Náutico e gol do ASA.
- Pronto! Já subimos. Garçon, desce a grade!
- Calma, está só no primeiro tempo.
- Nada. Já pode comemorar. Ih, olha André chegando, aí?
- Oi, pessoal.
- Você chegou e o Náutico acabou de empatar.
O primeiro tempo acabou. Hora de começar a comemoração.
- Garçon, bota o CD do Náutico para a gente bebemorar!
- "Da união de duas cores mágicas...."
- "É o timbu! É o timbu coroado!..."
- Rapaz, esse CD é muito bom. Tem até gols narrados por Adilson Couto.
O segundo começou. O Náutico voltou em ritmo de comemoração. Time tocando bola, deixando o Boa atacar e só esperando fim do jogo. Bem diferente do primeiro tempo. Durante todo o segundo tempo, só alguns contra-ataques e só o Boa atacava.
- 35 minutos! Faltam só 10 para Série A.
- Olha o gol. Vai, Rogério!
- Para fora! Como perde um gol desses?
- ÔôÔô! Vamos subir Náuticoooo!
- 40 minutos, acaba juíz!
- Gol do São Caetano. Empatou com o Vitória no Barradão!
- Agora não tem mais jeito. Todos os resultados classificam o Náutico.
- Ih. Gol do Boa.
- Que merda!
- Mas esse gol não muda nada. É Série A, amigão.
- Olha Derley, no banco de reservas, já comemorando.
- Vai acabar! Vai acabar!
- Acabouuuuuu!
- Eneeeee...
- A! Ú! Tê! I! Cê! Ó!
- Ene! A! Ú! Tê! I! Cê! Ó!
- Ene! A! Ú! Tê! I! Cê! Ó!
- Náutico! Náutico! Náutico!
O Timbu subiu! Perdeu o jogo, mas foi premiado pelo que fez em toda a competição. Pontos corridos é isso. A regularidade é premiada no final. Para o matemáticos, o Náutico conquistava, naquele jogo, o acesso à Série A, porque, para a torcida, o acesso veio desde o jogo com o Barueri, há duas rodadas. Agora era só cumprir tabela e festejar.
- Garçon! Cerveja!!!
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Contra o São Caetano, a buchada é que foi de primeira
12 de novembro de 2011, tarde de sábado. A torcida Manáutico já comemorava o "acesso" quase matemático do Timbuzinho obtido na terça-feira. É verdade que faltava pouco, mas a festa já estava garantida no bar com uma buchada legitimamente pernambucana.
- Saudações alvirrubras, Thomas!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-Ó. A buchada já está no fogão.
- Oba. Vamos ver se essa é da boa.
- Bora ver o jogo agora que o intervalo vai ser bom.
O jogo agora era contra o São Caetano em São Paulo. O timbu com oito pontos de vantagem sobre o quinto colocado jogava com o regulamento de baixo do braço, em busca dos últimos pontinhos para garantir a volta à Série A. O São Caetano jogava pressionado para se distanciar do Z4 e buscava o ataque desesperadamente. Já o Náutico atacava só na boa.
- É agora! Kiesa! Vai!
- Faaaaalta!
- Era o último homem.
- O que é isso? Deu só amarelo para esse Domingos.
- Era para expulsar.
- Pode sair o gol agora nesta falta.
- Bateu para fora.
A iniciativa do jogo continuava com o Sao Caetano, mas os contra-ataques do Náutico eram perigosos. O jogo foi ficando neste ritmo até a segunda metade do primeiro tempo quando Artur foi expulso. Com um a mais, o Náutico passou buscar mais o ataque, mas o São Caetano não se intimidou continuou no ataque. Na melhor chance deles, o bar tirou a bola com o olhos.
- Essa falta é o último lance do primeiro tempo.
- Bora tirar zaga!
- Não!! Gideããão salvou!
- Na trave!
- Eita! Na trave de novo!
Foi um susto, mas o primeiro tempo acabou no 0x0. Com o empate e os resultados da outras partidas, o timbu ainda não se garantia matematicamente, mas ficava ainda mais perto da Série A.
- Intervalo! Bora encher os pratos de buchada galera.
- Vamos lá, Thomas, Júnior, Edmilson, Eduardo....
- Rapaz, esta buchada está muito boa! Eu vou é me acabar em outro prato.
- Essa foi encomendada do Bar Pernambuco, lá do calçadão da Suframa.
- Me passa o telefone de lá, que vou encomendar uma coisas de lá.
Foi um intervalo de encher o bucho. O segundo tempo recomeçou.
- Garçon, mais cerveja!
- Bora, Náutico.
- Agora o São Caetano cansou, só dá Náutico.
- Também! Eles correram muito no primeiro tempo com um a menos.
- Bora Derley, agora!
- Uhu!!!!
- ....
- Toca, Rogério.
- Driblou! Chutaaaa!
- Quase!
- ...
- Chuta Elicarlos!!!
- Looonge.
O segundo tempo foi de um time só. O timbu mandava no jogo e o São Caetano já passava a jogar segurando o empate. O Náutico jogava com muita tranquilidade. Pressionava, mas parecia que faltava mais vontade para ganhar o jogo. Pela classificação, o empate era um bom resultado, mas a vitória poderia vir a qualquer momento. O gol estava para sair, mas ficou no quase.
O jogo acabou. O timbu fez mais um ponto fora de casa. Se os resultados da rodada não classificaram o Náutico matematicamente, agora o time ficava muito mais próximo do acesso: seis pontos a frente do quinto colocado, faltando duas rodadas.
- Júnior, subiu?
- Ainda não. Agora falta um ponto.
- Pensei que o empate já servisse.
- Serviria, mas a combinação dos outros resultados não foi suficiente.
- É questão de tempo. Vamos comemorar.
- Tem mais buchada?
- Sim, claro. Vamos encher o prato, pessoal!
- Saudações alvirrubras, Thomas!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-Ó. A buchada já está no fogão.
- Oba. Vamos ver se essa é da boa.
- Bora ver o jogo agora que o intervalo vai ser bom.
O jogo agora era contra o São Caetano em São Paulo. O timbu com oito pontos de vantagem sobre o quinto colocado jogava com o regulamento de baixo do braço, em busca dos últimos pontinhos para garantir a volta à Série A. O São Caetano jogava pressionado para se distanciar do Z4 e buscava o ataque desesperadamente. Já o Náutico atacava só na boa.
- É agora! Kiesa! Vai!
- Faaaaalta!
- Era o último homem.
- O que é isso? Deu só amarelo para esse Domingos.
- Era para expulsar.
- Pode sair o gol agora nesta falta.
- Bateu para fora.
A iniciativa do jogo continuava com o Sao Caetano, mas os contra-ataques do Náutico eram perigosos. O jogo foi ficando neste ritmo até a segunda metade do primeiro tempo quando Artur foi expulso. Com um a mais, o Náutico passou buscar mais o ataque, mas o São Caetano não se intimidou continuou no ataque. Na melhor chance deles, o bar tirou a bola com o olhos.
- Essa falta é o último lance do primeiro tempo.
- Bora tirar zaga!
- Não!! Gideããão salvou!
- Na trave!
- Eita! Na trave de novo!
Foi um susto, mas o primeiro tempo acabou no 0x0. Com o empate e os resultados da outras partidas, o timbu ainda não se garantia matematicamente, mas ficava ainda mais perto da Série A.
- Intervalo! Bora encher os pratos de buchada galera.
- Vamos lá, Thomas, Júnior, Edmilson, Eduardo....
- Rapaz, esta buchada está muito boa! Eu vou é me acabar em outro prato.
- Essa foi encomendada do Bar Pernambuco, lá do calçadão da Suframa.
- Me passa o telefone de lá, que vou encomendar uma coisas de lá.
Foi um intervalo de encher o bucho. O segundo tempo recomeçou.
- Garçon, mais cerveja!
- Bora, Náutico.
- Agora o São Caetano cansou, só dá Náutico.
- Também! Eles correram muito no primeiro tempo com um a menos.
- Bora Derley, agora!
- Uhu!!!!
- ....
- Toca, Rogério.
- Driblou! Chutaaaa!
- Quase!
- ...
- Chuta Elicarlos!!!
- Looonge.
O segundo tempo foi de um time só. O timbu mandava no jogo e o São Caetano já passava a jogar segurando o empate. O Náutico jogava com muita tranquilidade. Pressionava, mas parecia que faltava mais vontade para ganhar o jogo. Pela classificação, o empate era um bom resultado, mas a vitória poderia vir a qualquer momento. O gol estava para sair, mas ficou no quase.
O jogo acabou. O timbu fez mais um ponto fora de casa. Se os resultados da rodada não classificaram o Náutico matematicamente, agora o time ficava muito mais próximo do acesso: seis pontos a frente do quinto colocado, faltando duas rodadas.
- Júnior, subiu?
- Ainda não. Agora falta um ponto.
- Pensei que o empate já servisse.
- Serviria, mas a combinação dos outros resultados não foi suficiente.
- É questão de tempo. Vamos comemorar.
- Tem mais buchada?
- Sim, claro. Vamos encher o prato, pessoal!
domingo, 27 de novembro de 2011
ASA e Barueri: as vitórias que nos confirmaram na Série A
Após uma brilhante vitória contra o Sport, por 2x0, todos os torcedores já faziam as contas: faltavam 2 vitórias em 5 jogos para a Série A. Dos 5 jogos, seriam 2 em casa e 3 fora. No sábado, dia 5 de novembro o adversário era o ASA em Arapiraca.
- Triimm.
- Alô.
- Júnior! Aqui é Adley. Já estou no bar!
- Mas já?
- Pensei que o jogo seria as 14h20. Só descobri agora que é as 15h. Já está vindo?
- Não. Estou em casa ainda. Estou fazendo mudança. Mesmo sendo as 15 ou atrasar.
- Ok. Vem logo.
Era jogo decisivo. Um vitória fora, naquele momento seria ótimo. Mas como acompanhar um jogo tão importante sem poder ir pro bar? A mudança de casa, que havia começado pela manhã, se estendera pela tarde? Rádio? Não. Twitter pelo celular.
Pense numa coisa mais agoniante que acompanhar futebol pelo twitter. Muito pior que rádio. A cada tuite novo, um suspense. O jogo rolava aparentemente truncado. Foi quando eu carregava uma TV para o quarto que li: "Gol do Náutico. Kiesa abre o placar." Segurei forte a TV para não deixá-la cair. A vontade era só de comemorar o gol. Em seguida, fui a uma loja que material de construção para comprar parafusos. Quando estava no caixa, os tuites anunciavam o fim do primeiro tempo. Era o placar perfeito.
Cheguei em casa, a mudança terminou. Hora de correr pro bar. No caminho, um olho no trânsito, outro no celular. Os tuites anunciavam forte pressão do ASA.
- "Não pode empatar. Não empatar", pensei.
28 minutos do segundo tempo. Chego ao bar.
- Enneeeee!
- Ei, rapaz, isso é hora!
- Segura timbu.
A pressão continuava, mas o timbu também contra-atacava. Era lá e cá. Em um contra-ataque incrível, grande jogada de Eduardo Ramos, chute forte, cara-a-cara, e três defesas seguidas do goleiro ASA. Não poderia perder um gol desses. Foi então que Timbu decidiu o jogo:
- Bora! É agora.
- Para cima dele.
- É Derley. Toca!
- Chutou!
- É gooooooollll!
- Gooollllll!
- Gol! Gol! Gol!
- Derley é o cara.
- Agora acabou.
Não acabou. 2x0 dava muita tranquilidade, mas o adversário não estava morto. A torcida já comemorava quando o ASA diminuiu as 45 minutos. Apreensão no bar para os minutos de descontos. Tudo sob controle.
- Acabooooouuuu!
- Eneeee-A-U-T-I-C-O!
- Agora é só vencer terça em casa!
- Eu vou estar lá.
- Vai quando, Fernando?
- Viajo hoje e já mandei comprar o ingresso.
- Cara de sorte. Eu nem vou poder vir ao bar: tenho um curso a noite esta semana.
A vitória fora de casa deixou o Náutico numa situação muito tranquila: vice líder, 59 pontos, a 3 pontos da pontuação mágica (62) para a série A e tendo o próximo jogo em casa 3 dias depois.
A terça-feira chegou voando. Neste dia, a torcida invadiu o estádio, em Recife, e o nosso bar, em Manaus. Eu, no entanto, não pude estar lá. Foi entre um assunto e outro da aula que, de novo pelo celular, fiquei acompanhando os detalhes da partida. Quando abri o twitter, lá estava o placar: Náutico 0x1 Barueri.
- Não era possível! Perder a chance de subir logo hoje?
Não foi o aconteceu. O timbu reagiu. Quando voltei a olhar o celular, eram 35 do segundo tempo e o placar já marcava Náutico 2x1. Era justamente o intervalo da aula. Que suspense. E aos 48 minutos, lá estava o tuite: "Acabou nos Aflitos. Náutico já comemora o acesso."
Matematicamente, o Náutico não estava classificado, mas jogadores, torcida e imprensa já cravavam: o Timbu voltou! Todos tínhamos a certeza que com 62 pontos já estávamos na Série A. Agora era só festejar! Náutico na Série A!
- Triimm.
- Alô.
- Júnior! Aqui é Adley. Já estou no bar!
- Mas já?
- Pensei que o jogo seria as 14h20. Só descobri agora que é as 15h. Já está vindo?
- Não. Estou em casa ainda. Estou fazendo mudança. Mesmo sendo as 15 ou atrasar.
- Ok. Vem logo.
Era jogo decisivo. Um vitória fora, naquele momento seria ótimo. Mas como acompanhar um jogo tão importante sem poder ir pro bar? A mudança de casa, que havia começado pela manhã, se estendera pela tarde? Rádio? Não. Twitter pelo celular.
Pense numa coisa mais agoniante que acompanhar futebol pelo twitter. Muito pior que rádio. A cada tuite novo, um suspense. O jogo rolava aparentemente truncado. Foi quando eu carregava uma TV para o quarto que li: "Gol do Náutico. Kiesa abre o placar." Segurei forte a TV para não deixá-la cair. A vontade era só de comemorar o gol. Em seguida, fui a uma loja que material de construção para comprar parafusos. Quando estava no caixa, os tuites anunciavam o fim do primeiro tempo. Era o placar perfeito.
Cheguei em casa, a mudança terminou. Hora de correr pro bar. No caminho, um olho no trânsito, outro no celular. Os tuites anunciavam forte pressão do ASA.
- "Não pode empatar. Não empatar", pensei.
28 minutos do segundo tempo. Chego ao bar.
- Enneeeee!
- Ei, rapaz, isso é hora!
- Segura timbu.
A pressão continuava, mas o timbu também contra-atacava. Era lá e cá. Em um contra-ataque incrível, grande jogada de Eduardo Ramos, chute forte, cara-a-cara, e três defesas seguidas do goleiro ASA. Não poderia perder um gol desses. Foi então que Timbu decidiu o jogo:
- Bora! É agora.
- Para cima dele.
- É Derley. Toca!
- Chutou!
- É gooooooollll!
- Gooollllll!
- Gol! Gol! Gol!
- Derley é o cara.
- Agora acabou.
Não acabou. 2x0 dava muita tranquilidade, mas o adversário não estava morto. A torcida já comemorava quando o ASA diminuiu as 45 minutos. Apreensão no bar para os minutos de descontos. Tudo sob controle.
- Acabooooouuuu!
- Eneeee-A-U-T-I-C-O!
- Agora é só vencer terça em casa!
- Eu vou estar lá.
- Vai quando, Fernando?
- Viajo hoje e já mandei comprar o ingresso.
- Cara de sorte. Eu nem vou poder vir ao bar: tenho um curso a noite esta semana.
A vitória fora de casa deixou o Náutico numa situação muito tranquila: vice líder, 59 pontos, a 3 pontos da pontuação mágica (62) para a série A e tendo o próximo jogo em casa 3 dias depois.
A terça-feira chegou voando. Neste dia, a torcida invadiu o estádio, em Recife, e o nosso bar, em Manaus. Eu, no entanto, não pude estar lá. Foi entre um assunto e outro da aula que, de novo pelo celular, fiquei acompanhando os detalhes da partida. Quando abri o twitter, lá estava o placar: Náutico 0x1 Barueri.
- Não era possível! Perder a chance de subir logo hoje?
Não foi o aconteceu. O timbu reagiu. Quando voltei a olhar o celular, eram 35 do segundo tempo e o placar já marcava Náutico 2x1. Era justamente o intervalo da aula. Que suspense. E aos 48 minutos, lá estava o tuite: "Acabou nos Aflitos. Náutico já comemora o acesso."
Matematicamente, o Náutico não estava classificado, mas jogadores, torcida e imprensa já cravavam: o Timbu voltou! Todos tínhamos a certeza que com 62 pontos já estávamos na Série A. Agora era só festejar! Náutico na Série A!
domingo, 30 de outubro de 2011
2x0: o Porteiro foi demitido
Manaus, 29 de outubro, 13:50. Faltam 30 minutos para o clássico que poderia deixar o Náutico mais próximo da Série A, mas o bar já começava a ficar cheio: Fernando, André, Adley... já estavam no bar marcando território. Apareceu até torcedor que nunca tinha aparecido no Bar.
- É hoje!
- E não se fala mais em outra coisa hoje em Recife.
- Hoje não, a semana toda.
- Não tem Pan Americano. Não tem Lula doente. Não tem crise mundial. O jogo é esse!
Todo mundo chegando cedo. CD com músicas do Náutico tocando. Quem chegava, já passava na frente do bar buzinando. Dia de clássico é sempre assim e a Torcida Manáutico continuava chegando: Júnior, Jerônimo, Thomas com o inseparável timbuzinho... Faltando 10 minutos, não tinha mais lugar para ninguém.
- Garçon, suspende a música que vai começar!
- Começou!
- Para cima Timbu!
- Isso! Já é falta.
- Cortou a zaga. Sobrou! Derleeeyy!
- Uhhhh! Passou perto.
- Tiro de meta.
- Boa, sobrou para nossa zaga!
- Ei, porra!
- Que merda é essa?
- Na trave!
- Mas quem fez esta besteira?
- Foi Marlon que entregou a bola de graça. A sorte é que foi na trave.
- Iria ser o gol no primeiro toque na bola do Sport.
O jogo começou eletrizante. O Náutico foi para cima logo no começo e, com menos de dois minutos de jogo, quase entrega um gol de graça. A partir daí, os dois times passavam a procurar o gol. O Náutico apostava na velocidade de Rogério, sempre partindo para cima dos marcadores. Já o adversário buscava cavar faltas para tentar o gol na sua única jogada de perigo: as bolas paradas.
- Caramba. Outra falta contra o Náutico.
- Esse juíz tá comprado. Não pode encostar que ele dá falta contra a gente.
- É tudo que eles querem.
Foram quatro faltas perto da área. Todas levantadas na área por Marcelinho. Todas rebatidas pela zaga ou defendidas por Gideão. Nesse meio termo, o Náutico chegava com chutes de Rogério, Derley e Peter.
Aos 23 minutos, Kiesa partiu em velocidade e foi calçado por Marcelinho. Na passada, Hamilton deixou a pé em Kiesa já caído. Confusão formada que terminaria da melhor forma possível:
- Hamilton pisou nele! Eu vi!
- O bandeirinha também viu, mas não falou nada.
- Não deu nem amarelo.
- Quem bate?
- Eduardo Ramos na bola.
- É agora!
- É goooollll!!!!!!
- GGGGOOOOOLLL!
- GGGGOOOOOLLL! GGGGOOOOOLLL!
- GOOOOOLLL!
- É gol! Levantaram tanta bola na nossa área e quem fez de cabeça foi a gente.
- Foi de Marlooooon.
- Peeeegaaaa, Magrão.
- A agora eles endoidam!
1x0. Timbu na frente, aumentando a vantagem dentro do G4. Resultado que "matava" o adversário. O gol em nada mudou o panorama da partida. Ameaça? Só de bola parada. Nosso meio de campo marcando muito e atacando em bloco. Na demorou muito para pintar a obra de arte do monstro Elicarlos e o bar voltar a festejar.
- Boa, Eli.
- Haha, Marcelinho passou lotado.
- Joga muito!
- Eita, passou por mais dois.
- Chuta! Chuta!
- Outro drible!
- Faz, miserável!
- GOOOOLLLLLL!
- Que golaaaaaaaço!
- GOOOOOOOOOOOLLL!
- GOOOLLLLLLLLLLLLLL!
- GGGGGGGOOOOOOOOLLLLLLLL!
O gol mais bonito da carreira de Elicarlos. O gol mais bonito do Náutico no ano. O gol mais bonito do campeonato. O gol que enterrou o Sport. Humilhante.
- Alô, tio!
- Ei, pô. Desliga esse telefone! Só pode ligar depois do jogo.
- É meu tio alvirrubro.
- Me dá esse telefone, me dá!
- Vai acabar o primeiro tempo. Tem que aproveitar, que eles não estão levando perigo, para fazer mais um.
- Outra falta para eles.
- Bateu longe, tá tranquilo.
Acabou o primeiro tempo e o hino do Náutico voltava a ecoar no bar. "Da união de duas cores mágicas, nasceu a força e a raça ....". Sorriso no rosto de todo mundo e muitos chamadas ao Garçon.
- Garçon, outra cerveja!
- Garçon, mais duas!
- Pô, garçon! Cadê a sua camisa do Náutico?
- Eu usei ontem, tem que lavar ainda.
- Pára com isso. É melhor uma camisa do Náutico suja do que outra limpa.
- Hahahahaha!
- Vou botar no próximo jogo.
- Agora desliga a música que já vai recomeçar.
O segundo tempo começou com uma mudança de postura. O Sport voltou com duas alterações e adiantou o time. Já o Náutico passou a explorar os contra-ataques. Na cabeça de todos passou o filme do empate com o Icasa. Mas dessa vez foi diferente.
- O Náutico está dando muito espaço.
- Mas pelo menos não está levando perigo ... até agora.
- Lá vem eles de novo.
- Boooaaaa, Rogério. Robou a bola desse Velhinho Paraíba.
- O bom de Rogério é que ele corre muito na frente e ainda volta para ajudar a defesa.
- Ei! Vai deixar chutar?!
- Gideããão! Goleirão! Pega muito!
- Mas não pode dar esse espaço todo. Foi de longe, mas deixaram chutar fácil.
O tempo ia passando. O ímpeto do Sport caindo e nossa marcação "voando baixo". O terceiro gol não saiu no contra-ataque, mas nem precisava. A vitória estava muito bem encaminhada e ficou ainda mais nítida quando Renato foi expulso.
- Ráááá. Agora acabou para eles.
- Cotovelada de graça. Perderam a cabeça.
- Adeus, Coisa!
- Eita, gol do Icasa! Ferrou-se o Bragantino!
- Excelente! Vamos subir!!!
- Outra falta para eles.
- Se roubar essa bola, é fazer o terceiro no contra-ataque.
- Tirou!
- Bora, Elton! Grande jogada!
- Agora! Três contra dois. Três contra dois.
- Pô, Rogério! Errou o passe.
- Dava para ter feito esse.
- Alô, Roberto!
- Deixa acabar, pô.
- Agora tem perigo não. faltam 30 segundos! Já podem telefonar a vontade.
- Acaboooou!!!!
- Enneeeeee.....!
- AAA-úúúú´- TÊ -iiii- CÊ - ó.
- Ene-a-u-tê-i-cê-o!
- Ene-a-u-tê-i-cê-o!
- Náutico! Náutico! Náutico!
- E agora?
- CERVEJAAAAAA!
Fim de jogo. Náutico permanece em terceiro, abrindo seis pontos para o quinto colocado. Duas vitórias (ou menos) separando o Náutico da Série A. Mais que isso: vitória no clássico, convencendo e invencibilidade mantida em casa. E o adversário? Nem mais na portaria está. Porteiro demitido!
- É hoje!
- E não se fala mais em outra coisa hoje em Recife.
- Hoje não, a semana toda.
- Não tem Pan Americano. Não tem Lula doente. Não tem crise mundial. O jogo é esse!
Todo mundo chegando cedo. CD com músicas do Náutico tocando. Quem chegava, já passava na frente do bar buzinando. Dia de clássico é sempre assim e a Torcida Manáutico continuava chegando: Júnior, Jerônimo, Thomas com o inseparável timbuzinho... Faltando 10 minutos, não tinha mais lugar para ninguém.
- Garçon, suspende a música que vai começar!
- Começou!
- Para cima Timbu!
- Isso! Já é falta.
- Cortou a zaga. Sobrou! Derleeeyy!
- Uhhhh! Passou perto.
- Tiro de meta.
- Boa, sobrou para nossa zaga!
- Ei, porra!
- Que merda é essa?
- Na trave!
- Mas quem fez esta besteira?
- Foi Marlon que entregou a bola de graça. A sorte é que foi na trave.
- Iria ser o gol no primeiro toque na bola do Sport.
O jogo começou eletrizante. O Náutico foi para cima logo no começo e, com menos de dois minutos de jogo, quase entrega um gol de graça. A partir daí, os dois times passavam a procurar o gol. O Náutico apostava na velocidade de Rogério, sempre partindo para cima dos marcadores. Já o adversário buscava cavar faltas para tentar o gol na sua única jogada de perigo: as bolas paradas.
- Caramba. Outra falta contra o Náutico.
- Esse juíz tá comprado. Não pode encostar que ele dá falta contra a gente.
- É tudo que eles querem.
Foram quatro faltas perto da área. Todas levantadas na área por Marcelinho. Todas rebatidas pela zaga ou defendidas por Gideão. Nesse meio termo, o Náutico chegava com chutes de Rogério, Derley e Peter.
Aos 23 minutos, Kiesa partiu em velocidade e foi calçado por Marcelinho. Na passada, Hamilton deixou a pé em Kiesa já caído. Confusão formada que terminaria da melhor forma possível:
- Hamilton pisou nele! Eu vi!
- O bandeirinha também viu, mas não falou nada.
- Não deu nem amarelo.
- Quem bate?
- Eduardo Ramos na bola.
- É agora!
- É goooollll!!!!!!
- GGGGOOOOOLLL!
- GGGGOOOOOLLL! GGGGOOOOOLLL!
- GOOOOOLLL!
- É gol! Levantaram tanta bola na nossa área e quem fez de cabeça foi a gente.
- Foi de Marlooooon.
- Peeeegaaaa, Magrão.
- A agora eles endoidam!
1x0. Timbu na frente, aumentando a vantagem dentro do G4. Resultado que "matava" o adversário. O gol em nada mudou o panorama da partida. Ameaça? Só de bola parada. Nosso meio de campo marcando muito e atacando em bloco. Na demorou muito para pintar a obra de arte do monstro Elicarlos e o bar voltar a festejar.
- Boa, Eli.
- Haha, Marcelinho passou lotado.
- Joga muito!
- Eita, passou por mais dois.
- Chuta! Chuta!
- Outro drible!
- Faz, miserável!
- GOOOOLLLLLL!
- Que golaaaaaaaço!
- GOOOOOOOOOOOLLL!
- GOOOLLLLLLLLLLLLLL!
- GGGGGGGOOOOOOOOLLLLLLLL!
O gol mais bonito da carreira de Elicarlos. O gol mais bonito do Náutico no ano. O gol mais bonito do campeonato. O gol que enterrou o Sport. Humilhante.
- Alô, tio!
- Ei, pô. Desliga esse telefone! Só pode ligar depois do jogo.
- É meu tio alvirrubro.
- Me dá esse telefone, me dá!
- Vai acabar o primeiro tempo. Tem que aproveitar, que eles não estão levando perigo, para fazer mais um.
- Outra falta para eles.
- Bateu longe, tá tranquilo.
Acabou o primeiro tempo e o hino do Náutico voltava a ecoar no bar. "Da união de duas cores mágicas, nasceu a força e a raça ....". Sorriso no rosto de todo mundo e muitos chamadas ao Garçon.
- Garçon, outra cerveja!
- Garçon, mais duas!
- Pô, garçon! Cadê a sua camisa do Náutico?
- Eu usei ontem, tem que lavar ainda.
- Pára com isso. É melhor uma camisa do Náutico suja do que outra limpa.
- Hahahahaha!
- Vou botar no próximo jogo.
- Agora desliga a música que já vai recomeçar.
O segundo tempo começou com uma mudança de postura. O Sport voltou com duas alterações e adiantou o time. Já o Náutico passou a explorar os contra-ataques. Na cabeça de todos passou o filme do empate com o Icasa. Mas dessa vez foi diferente.
- O Náutico está dando muito espaço.
- Mas pelo menos não está levando perigo ... até agora.
- Lá vem eles de novo.
- Boooaaaa, Rogério. Robou a bola desse Velhinho Paraíba.
- O bom de Rogério é que ele corre muito na frente e ainda volta para ajudar a defesa.
- Ei! Vai deixar chutar?!
- Gideããão! Goleirão! Pega muito!
- Mas não pode dar esse espaço todo. Foi de longe, mas deixaram chutar fácil.
O tempo ia passando. O ímpeto do Sport caindo e nossa marcação "voando baixo". O terceiro gol não saiu no contra-ataque, mas nem precisava. A vitória estava muito bem encaminhada e ficou ainda mais nítida quando Renato foi expulso.
- Ráááá. Agora acabou para eles.
- Cotovelada de graça. Perderam a cabeça.
- Adeus, Coisa!
- Eita, gol do Icasa! Ferrou-se o Bragantino!
- Excelente! Vamos subir!!!
- Outra falta para eles.
- Se roubar essa bola, é fazer o terceiro no contra-ataque.
- Tirou!
- Bora, Elton! Grande jogada!
- Agora! Três contra dois. Três contra dois.
- Pô, Rogério! Errou o passe.
- Dava para ter feito esse.
- Alô, Roberto!
- Deixa acabar, pô.
- Agora tem perigo não. faltam 30 segundos! Já podem telefonar a vontade.
- Acaboooou!!!!
- Enneeeeee.....!
- AAA-úúúú´- TÊ -iiii- CÊ - ó.
- Ene-a-u-tê-i-cê-o!
- Ene-a-u-tê-i-cê-o!
- Náutico! Náutico! Náutico!
- E agora?
- CERVEJAAAAAA!
Fim de jogo. Náutico permanece em terceiro, abrindo seis pontos para o quinto colocado. Duas vitórias (ou menos) separando o Náutico da Série A. Mais que isso: vitória no clássico, convencendo e invencibilidade mantida em casa. E o adversário? Nem mais na portaria está. Porteiro demitido!
domingo, 23 de outubro de 2011
Mistão do timbu cai em Salvador
Sábado, 22 de outubro de 2011. Era comecinho da tarde, pois, sem horário de verão, o jogo do Náutico contra o Vitória começaria as 14h20 de Manaus. O jogo era dificílimo: contra o Vitória, na Bahia, e com 4 desfalques sérios. Na verdade, 3,5 desfalques porque a lateral esquerda é nula no timbu.
- Fala, Thomas.
- Olá.
- Cedinho hoje, hein?
- Olha o garçon com a camisa do Náutico, aí!
- Agora ele vai vestir essa camisa até o fim do campeonato.
- Phillip está escalado. Waldemar tirou Rogério.
- Vai o mesmo esquema do jogo em Americana: cinco no meio, então.
- Ele vai botar Phillip de lateral esquerdo.
- E Jeff? Não vai no lugar de Airton não?
- Jeff ainda está machucado.
- Começou!
- Bora timbu. Segura isso aí!
- Oi, pessoal.
- Chegaram Fernando e André.
- Como está aí.
- É a maior retranca do Brasil. Agora que vocês chegaram vamos ver se o Náutico passa do meio de campo.
- Olha aí! Passooouu!
- Lá vem contra-ataque. Falta para eles.
- Marca esse grandão. Marca esse grandão.
- Na trave! É hoje, hein?
- Vai ser muita pressão.
Apesar de um início de pressão do adversário, dificuldade em tocar a bola e até bola na trave, o timbu foi se encaixando em campo. Bem plantado na defesa e segurando a bola, o timbu cozinhava bem a partida. Até que um lance mudou todo o jogo.
- Não deixa cruzar!
- Bola alta, para fora.
- Deu penalte?!
- Penalte? Onde?
- Se jogou não houve nada.
- Juíz ladrão!
- Glédson vai pegar.
- Penalte mal marcado não entra.
- Vai, Glédson!
- Gol.
Silêncio no bar. O árbitro "inventou" um penalte quando o timbu melhorava em campo e destruiu o esquema defensivo do timbu. Agora tinha que mudar tudo e partir para cima. O time continuou com quatro volantes, mas foi à frente, e teve até boas chances para empatar. O Vitória recuou e passou buscar os contra-ataques. Faltava só o timbu caprichar mais nos passes e nas conclusões. O time estava bem, mas precisava ser mais agressivo.
No segundo tempo, Waldemar mudou o esquema. Rogério entrou de Nilson. Um atacante no lugar de um volante.
- Um minuto! Vai, Rogério! Mostra a que veio!
- Isso! Chuta! Chuta!
- Assim nããããoooo!
- O cara joga bem, mas não aprende a chutar.
- Agora, de novo Rogério!
- Agora vai! Olha o gol!
- Pra fooorra!
- 3 minutos. Duas chances já!
Rogério realmente entrou bem. Sua entrada mudou a forma de jogar e não demorou para o resultado prático chegar:
- Boa, Éverton. Cruza logo!
- Cruzou! Vaaaai!
- Gooooollllllllllll!!!!!!
- É gooooollllllllllll!!!!!!
- É Rogério, de cabeça!
- Ele é ruim para chutar, mas sabe cabecear!!
O gol saiu cedo, com seis minutos de pressão, o Náutico chegava ao empate. Naquele momento, um resultado precioso por todas as circunstâncias da partida e da rodada. A questão agora seria: continuar no ataque ou segurar o resultado? Na dúvida, o timbu não fez nem um, nem outro. O time ficou aberto e acabou tomando gols por afrouxar a marcação.
O segundo gol, surgiu as 15. Cruzamento da esquerda e apenas um atacante do Vitória na área, porém marcado a distância por Phillip, lateral esquerdo. Onde estavam nossos zagueiros? Não se sabe. O que vimos foi que Phillip marcou à distância e deixou Marquinhos receber, limpar bonito e fazer um golaço.
- Que bobeira. Não poderia ter tomado este gol.
- Bora, Kiesa! É falta!
- Quem bate?
- Eduardo Ramos.
- Então não tem nem perigo.
- Só lembro do gol de falta dele contra o Santa Cruz. Foi daí mesmo.
- Bora, Eduardo.
- Bosta! Na barreira!
- Lá vem contra-ataque. Tudo aberto.
- Olha as costas, Peter!
- Pra Marquinhos. Não deixa chutar.
- Putz! Gol do Vitória.
- E que golaço! Gledson adiantado como sempre.
- Agora já era.
Naquele momento, eram 20 minutos do segundo tempo. O timbu fez o mais difícil, que era conseguir o empate, e não soube segurar. Daí para frente, o jogo ficou fácil para o Vitória, que passou a tocar mais a bola. A força ofensiva do Náutico já não era mais a mesma do início do segundo tempo.
- Eduardo Ramos cansou. Só toca de lado e fica andando.
- Não tem ninguém para entrar no lugar dele, não?
- Não. Já foram 3 substituições.
- Agora é rezar pro Sport não fazer um gol, que ainda tá 0x0 lá.
- Pois é. Aqui o jogo está resolvido.
Pelo andar da carroagem, estava resolvido mesmo, mas no final dois lances levantaram a torcida alvirrubra no bar:
- Agora! Kiesa!
- Goooollllllll!
- Goooolllllllll! Foi Rogério de novo!
- São 42 do segundo tempo. Ainda dá tempo!
- 43 minutos.
- 44 minutos.
- 4 de acréscimo.
- 45 minutos.
- Expulso! Vitória com um a menos.
- 46 minutos.
- Pô! 47 minutos e o cara expulso ainda não saiu de campo.
- Vai gastar todo tempo em campo.
- Eita! Gol do Goiás!!!!
- Sério! Estou vendo aqui na Twitter.
- Hahahahahaha!
- Toma, coisa!
- Pintou a bolinha na TV. Vai anunciar.
- Gol do Goiás!!!!!!!! Hahahahahaha!
- Se ferrou a coisa!
- Dentro a Ilha. Resultado espetacular para a gente!
- 49 minutos. Acabou!
- Mesmo com a derrota aqui. Temos que comemorar. Essa derrota da coisa tirou três pontos certos deles.
- Rapaz, se ganhar sábado o clássico, a gente elimina eles.
- Sensacional!
E os alvirrubros tinham razão mesmo em comemorar. Mesmo com a derrota, a rodada foi excelente para o Náutico. Derrotas do Boa, do Sport e do Americana, todos jogando em casa, deixaram a tabela de classificação sem mudança. Melhor que isso: o Náutico foi o único a jogar fora de casa. Agora todos terão 3 jogos em casa e 3 fora até o final.
E no próximo sábado, hein? Náutico x Sport nos Aflitos. Confronto direto contra o porteiro do G-4. O bar vai ficar pequeno!
- Fala, Thomas.
- Olá.
- Cedinho hoje, hein?
- Olha o garçon com a camisa do Náutico, aí!
- Agora ele vai vestir essa camisa até o fim do campeonato.
- Phillip está escalado. Waldemar tirou Rogério.
- Vai o mesmo esquema do jogo em Americana: cinco no meio, então.
- Ele vai botar Phillip de lateral esquerdo.
- E Jeff? Não vai no lugar de Airton não?
- Jeff ainda está machucado.
- Começou!
- Bora timbu. Segura isso aí!
- Oi, pessoal.
- Chegaram Fernando e André.
- Como está aí.
- É a maior retranca do Brasil. Agora que vocês chegaram vamos ver se o Náutico passa do meio de campo.
- Olha aí! Passooouu!
- Lá vem contra-ataque. Falta para eles.
- Marca esse grandão. Marca esse grandão.
- Na trave! É hoje, hein?
- Vai ser muita pressão.
Apesar de um início de pressão do adversário, dificuldade em tocar a bola e até bola na trave, o timbu foi se encaixando em campo. Bem plantado na defesa e segurando a bola, o timbu cozinhava bem a partida. Até que um lance mudou todo o jogo.
- Não deixa cruzar!
- Bola alta, para fora.
- Deu penalte?!
- Penalte? Onde?
- Se jogou não houve nada.
- Juíz ladrão!
- Glédson vai pegar.
- Penalte mal marcado não entra.
- Vai, Glédson!
- Gol.
Silêncio no bar. O árbitro "inventou" um penalte quando o timbu melhorava em campo e destruiu o esquema defensivo do timbu. Agora tinha que mudar tudo e partir para cima. O time continuou com quatro volantes, mas foi à frente, e teve até boas chances para empatar. O Vitória recuou e passou buscar os contra-ataques. Faltava só o timbu caprichar mais nos passes e nas conclusões. O time estava bem, mas precisava ser mais agressivo.
No segundo tempo, Waldemar mudou o esquema. Rogério entrou de Nilson. Um atacante no lugar de um volante.
- Um minuto! Vai, Rogério! Mostra a que veio!
- Isso! Chuta! Chuta!
- Assim nããããoooo!
- O cara joga bem, mas não aprende a chutar.
- Agora, de novo Rogério!
- Agora vai! Olha o gol!
- Pra fooorra!
- 3 minutos. Duas chances já!
Rogério realmente entrou bem. Sua entrada mudou a forma de jogar e não demorou para o resultado prático chegar:
- Boa, Éverton. Cruza logo!
- Cruzou! Vaaaai!
- Gooooollllllllllll!!!!!!
- É gooooollllllllllll!!!!!!
- É Rogério, de cabeça!
- Ele é ruim para chutar, mas sabe cabecear!!
O gol saiu cedo, com seis minutos de pressão, o Náutico chegava ao empate. Naquele momento, um resultado precioso por todas as circunstâncias da partida e da rodada. A questão agora seria: continuar no ataque ou segurar o resultado? Na dúvida, o timbu não fez nem um, nem outro. O time ficou aberto e acabou tomando gols por afrouxar a marcação.
O segundo gol, surgiu as 15. Cruzamento da esquerda e apenas um atacante do Vitória na área, porém marcado a distância por Phillip, lateral esquerdo. Onde estavam nossos zagueiros? Não se sabe. O que vimos foi que Phillip marcou à distância e deixou Marquinhos receber, limpar bonito e fazer um golaço.
- Que bobeira. Não poderia ter tomado este gol.
- Bora, Kiesa! É falta!
- Quem bate?
- Eduardo Ramos.
- Então não tem nem perigo.
- Só lembro do gol de falta dele contra o Santa Cruz. Foi daí mesmo.
- Bora, Eduardo.
- Bosta! Na barreira!
- Lá vem contra-ataque. Tudo aberto.
- Olha as costas, Peter!
- Pra Marquinhos. Não deixa chutar.
- Putz! Gol do Vitória.
- E que golaço! Gledson adiantado como sempre.
- Agora já era.
Naquele momento, eram 20 minutos do segundo tempo. O timbu fez o mais difícil, que era conseguir o empate, e não soube segurar. Daí para frente, o jogo ficou fácil para o Vitória, que passou a tocar mais a bola. A força ofensiva do Náutico já não era mais a mesma do início do segundo tempo.
- Eduardo Ramos cansou. Só toca de lado e fica andando.
- Não tem ninguém para entrar no lugar dele, não?
- Não. Já foram 3 substituições.
- Agora é rezar pro Sport não fazer um gol, que ainda tá 0x0 lá.
- Pois é. Aqui o jogo está resolvido.
Pelo andar da carroagem, estava resolvido mesmo, mas no final dois lances levantaram a torcida alvirrubra no bar:
- Agora! Kiesa!
- Goooollllllll!
- Goooolllllllll! Foi Rogério de novo!
- São 42 do segundo tempo. Ainda dá tempo!
- 43 minutos.
- 44 minutos.
- 4 de acréscimo.
- 45 minutos.
- Expulso! Vitória com um a menos.
- 46 minutos.
- Pô! 47 minutos e o cara expulso ainda não saiu de campo.
- Vai gastar todo tempo em campo.
- Eita! Gol do Goiás!!!!
- Sério! Estou vendo aqui na Twitter.
- Hahahahahaha!
- Toma, coisa!
- Pintou a bolinha na TV. Vai anunciar.
- Gol do Goiás!!!!!!!! Hahahahahaha!
- Se ferrou a coisa!
- Dentro a Ilha. Resultado espetacular para a gente!
- 49 minutos. Acabou!
- Mesmo com a derrota aqui. Temos que comemorar. Essa derrota da coisa tirou três pontos certos deles.
- Rapaz, se ganhar sábado o clássico, a gente elimina eles.
- Sensacional!
E os alvirrubros tinham razão mesmo em comemorar. Mesmo com a derrota, a rodada foi excelente para o Náutico. Derrotas do Boa, do Sport e do Americana, todos jogando em casa, deixaram a tabela de classificação sem mudança. Melhor que isso: o Náutico foi o único a jogar fora de casa. Agora todos terão 3 jogos em casa e 3 fora até o final.
E no próximo sábado, hein? Náutico x Sport nos Aflitos. Confronto direto contra o porteiro do G-4. O bar vai ficar pequeno!
Timbu vence o Vila na estréia do mascote timbuzinho
Terça-feira, 18 de outubro de 2011. Náutico x Vila Nova, nos Aflitos. Já era segundo tempo do jogo:
- Oi, pessoal.
- Rapaz, tu é um pé-frio. O Vila acabou de fazer um gol e diminuir.
- Ora! Se o gol saiu antes de eu chegar, então o pé-frio são vocês .... kkkkk!
- Tá 3 x 2. O time fez 3 x 1 no primeiro tempo, jogando bem. Cada golaço!
- E esse timbuzinho aí:
- Hahahahaha. É o mascote que Thomas trouxe.
- E o primeiro tempo, como foi?
- Nããoooo!
- Ufa! Quase o Vila empata.
- Mas diz aí, como foi o primeiro tempo?
- O Vila Nova fez 1 x 0. Gol de Roni. Depois o Náutico foi para cima. O jogo estava duro mas viramos em 2 gols seguidos. Aos 24, cruzamento na área, Peter matou no peito e marcou de voleio.
- De voleio? Logo Peter?
- Pois é. Depois, numa falta, Airton rolou e Eduardo Ramos acertou um bomba de fora da área.
- Então Kiesa não está fazendo falta?
- Pelo menos hoje não. Rogério está jogando muito. O terceiro gol foi jogada dele. Pegou quase no escanteio, partiu para cima, passou pelo zagueiro e cruzou para Derley que chegou batendo de primeira. Gol da porra!
- Aí, agora o Vila descontou, então.
- Foi! Um minuto antes de tu chegares.
- Agora tem que ganhar.
- Vai entrar Moisés.
- Fiquemos felizes. Neste momento, poderia estar entrando Alexandro.
- Nos livramos daquela desgraça.
- Olha ele aí.
- Moisés já entrou fazendo besteira
- Lá vai Rogério. Boa!
- Cruza, meu filho!
- Ah! Aprende a cruzar nojento!
- Falta perto da lateral.
- Tá acabando o jogo. Tem que ser inteligente e não cruzar essa bola. Tem que segurar a posse de bola.
- Ó praí. Vai cruzar, pra quê? Pra quê?
- Sobrou! GOOOOLLLLL!
- GOOOOLLLLL! GOOOOLLLLL!
- GOOLLLLLLLL! GOOOOOOLL!
- GOOOOOOOLL! GOOLLLLLLL!
- Derley de novo! É um craque!
- Eneeeee!
- A-U-Tê-I-Cê-O
- ENE-A-U-Tê-I-Cê-O
- ENE-A-U-Tê-I-Cê-O
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
Era o gol da vitória. 21 dias depois, o timbu voltava a vencer. E, com a derrota do Americana, tomou o terceiro lugar, abrindo três pontos de vantagem para o quarto colocado. Ruim apenas o fato de que o próximo confronto é contra o Vitória, na Bahia, sem quatro titulares: Gideão, Elicarlos, Derley e Airton. É bronca! É nessa hora que o timbu tem que ser forte. Vamos lá! Faltam só sete jogos!
- Oi, pessoal.
- Rapaz, tu é um pé-frio. O Vila acabou de fazer um gol e diminuir.
- Ora! Se o gol saiu antes de eu chegar, então o pé-frio são vocês .... kkkkk!
- Tá 3 x 2. O time fez 3 x 1 no primeiro tempo, jogando bem. Cada golaço!
- E esse timbuzinho aí:
- Hahahahaha. É o mascote que Thomas trouxe.
- E o primeiro tempo, como foi?
- Nããoooo!
- Ufa! Quase o Vila empata.
- Mas diz aí, como foi o primeiro tempo?
- O Vila Nova fez 1 x 0. Gol de Roni. Depois o Náutico foi para cima. O jogo estava duro mas viramos em 2 gols seguidos. Aos 24, cruzamento na área, Peter matou no peito e marcou de voleio.
- De voleio? Logo Peter?
- Pois é. Depois, numa falta, Airton rolou e Eduardo Ramos acertou um bomba de fora da área.
- Então Kiesa não está fazendo falta?
- Pelo menos hoje não. Rogério está jogando muito. O terceiro gol foi jogada dele. Pegou quase no escanteio, partiu para cima, passou pelo zagueiro e cruzou para Derley que chegou batendo de primeira. Gol da porra!
- Aí, agora o Vila descontou, então.
- Foi! Um minuto antes de tu chegares.
- Agora tem que ganhar.
- Vai entrar Moisés.
- Fiquemos felizes. Neste momento, poderia estar entrando Alexandro.
- Nos livramos daquela desgraça.
- Olha ele aí.
- Moisés já entrou fazendo besteira
- Lá vai Rogério. Boa!
- Cruza, meu filho!
- Ah! Aprende a cruzar nojento!
- Falta perto da lateral.
- Tá acabando o jogo. Tem que ser inteligente e não cruzar essa bola. Tem que segurar a posse de bola.
- Ó praí. Vai cruzar, pra quê? Pra quê?
- Sobrou! GOOOOLLLLL!
- GOOOOLLLLL! GOOOOLLLLL!
- GOOLLLLLLLL! GOOOOOOLL!
- GOOOOOOOLL! GOOLLLLLLL!
- Derley de novo! É um craque!
- Eneeeee!
- A-U-Tê-I-Cê-O
- ENE-A-U-Tê-I-Cê-O
- ENE-A-U-Tê-I-Cê-O
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
Era o gol da vitória. 21 dias depois, o timbu voltava a vencer. E, com a derrota do Americana, tomou o terceiro lugar, abrindo três pontos de vantagem para o quarto colocado. Ruim apenas o fato de que o próximo confronto é contra o Vitória, na Bahia, sem quatro titulares: Gideão, Elicarlos, Derley e Airton. É bronca! É nessa hora que o timbu tem que ser forte. Vamos lá! Faltam só sete jogos!
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Ótimo empate no dia do apagão
11 de outubro de 2011. Terça-feira, 18:40. Preparação para sair para o bar e acompanhar mais um jogo do timbu. Chuva forte despencando do céu manauara. Ops! Apagou tudo. A tempestade, com raios e trovões, fez cair a energia do bairro. Bar do Náutico às escuras. E agora? O tempo passa: 19h, 19h15, 19h30. Pronto começou o jogo e nada de energia. Todos correm: uns vão para casa, outros para outros bares em outros bairros para poder a companhar o timbu. Foi o dia em que a Amazonas Energia apagou o Bar do Náutico.
Fui para o bar Gargalo Sports Beer, comecei assistir o jogo a partir das 15 minutos de jogo. Levei um susto ao ver Lenon campo. No lugar de quem ele teria entrado? Será que Éverton, Derley ou Elicarlos se machucaram? Que nada! Lenon foi escalado no lugar de Rogério. Foi opção tática mesmo. Waldemar resolveu apelar: escalou quatro volantes, um meia e só um atacante. Sendo sincero, Waldemar reconheceu à moleza do time nos últimos jogos fora e resolveu que o objetivo naquela noite era o empate. O time jogou para isso e o primeiro tempo foi todo com posse bola do Americana e muita marcação do Náutico. Resultado: poucos lances de perigo do adversário e alguns contra-ataques mixuricas do timbu. Zero a zero justo no primeiro tempo.
- Alô!
- Júnior!
- Oi, Edmilson. Acabou o primeiro tempo agora.
- Cheguei aqui no bar. Está tudo apagado.
- Está faltando energia desde as 18:40. Estou vendo o jogo no Gargalo. Vem para cá!
- Em 10 minutos em chego aí.
Começou o segundo tempo.
- Cheguei.
- Recomeçou agora. Náutico está com quatro volantes. Lenon em campo e Rogério no banco.
- Eita!
- Olha o replay do gol que Derley perdeu.
- Poxa! Dava para ter feito o gol.
- O time está todo atrás, querendo só o empate. E para piorar, Kiesa tomou o terceiro amarelo no primeiro tempo.
A história do segundo tempo não foi muito diferente da do primeiro. Até mesmo quando Elicarlos se machucou, aos 15 minutos, Waldemar colocou outro volante: Nilson. A posse de bola continuava com o Americana, mas poucos lances de perigo. Na única chance clara de gol, Gideão, cara-a-cara com o adversário, salvou.
- Vai entrar Rogério!
- Será que ele tira um dos volantes?
- Olha aí. Vai sair Eduardo Ramos. Ele não abre mão do esquema de jeito nenhum.
O tempo ia passando, nada de ataque timbu e Americana começando a ficar perigoso. Felizmente, a defesa estava segura.
- 40 minutos já. Agora tem mais é que segurar.
- Tira, Airton! Tira!
- Isso! Vai te embora! Vai te embora!
- Cruzaaaa!
- Nããããoooo, Rogério! Perdeu a melhor chance.
- Rogério é muito ruim para fazer gol. Essa bola, se cai no pé de Kiesa....
E acabou o jogo: 0x0. Ponto comemorado pelo time e pela torcida no bar. No dia do apagão, o timbu acendeu a esperança da torcida novamente. Jogou dentro de suas limitações e com o regulamento debaixo do braço. Mais importante: jogou com raça desde o primeiro minuto. Agora é manter a pegada e voltar a vencer em casa. Mas no próximo jogo, torçamos: nada de apagão! Amém!
Fui para o bar Gargalo Sports Beer, comecei assistir o jogo a partir das 15 minutos de jogo. Levei um susto ao ver Lenon campo. No lugar de quem ele teria entrado? Será que Éverton, Derley ou Elicarlos se machucaram? Que nada! Lenon foi escalado no lugar de Rogério. Foi opção tática mesmo. Waldemar resolveu apelar: escalou quatro volantes, um meia e só um atacante. Sendo sincero, Waldemar reconheceu à moleza do time nos últimos jogos fora e resolveu que o objetivo naquela noite era o empate. O time jogou para isso e o primeiro tempo foi todo com posse bola do Americana e muita marcação do Náutico. Resultado: poucos lances de perigo do adversário e alguns contra-ataques mixuricas do timbu. Zero a zero justo no primeiro tempo.
- Alô!
- Júnior!
- Oi, Edmilson. Acabou o primeiro tempo agora.
- Cheguei aqui no bar. Está tudo apagado.
- Está faltando energia desde as 18:40. Estou vendo o jogo no Gargalo. Vem para cá!
- Em 10 minutos em chego aí.
Começou o segundo tempo.
- Cheguei.
- Recomeçou agora. Náutico está com quatro volantes. Lenon em campo e Rogério no banco.
- Eita!
- Olha o replay do gol que Derley perdeu.
- Poxa! Dava para ter feito o gol.
- O time está todo atrás, querendo só o empate. E para piorar, Kiesa tomou o terceiro amarelo no primeiro tempo.
A história do segundo tempo não foi muito diferente da do primeiro. Até mesmo quando Elicarlos se machucou, aos 15 minutos, Waldemar colocou outro volante: Nilson. A posse de bola continuava com o Americana, mas poucos lances de perigo. Na única chance clara de gol, Gideão, cara-a-cara com o adversário, salvou.
- Vai entrar Rogério!
- Será que ele tira um dos volantes?
- Olha aí. Vai sair Eduardo Ramos. Ele não abre mão do esquema de jeito nenhum.
O tempo ia passando, nada de ataque timbu e Americana começando a ficar perigoso. Felizmente, a defesa estava segura.
- 40 minutos já. Agora tem mais é que segurar.
- Tira, Airton! Tira!
- Isso! Vai te embora! Vai te embora!
- Cruzaaaa!
- Nããããoooo, Rogério! Perdeu a melhor chance.
- Rogério é muito ruim para fazer gol. Essa bola, se cai no pé de Kiesa....
E acabou o jogo: 0x0. Ponto comemorado pelo time e pela torcida no bar. No dia do apagão, o timbu acendeu a esperança da torcida novamente. Jogou dentro de suas limitações e com o regulamento debaixo do braço. Mais importante: jogou com raça desde o primeiro minuto. Agora é manter a pegada e voltar a vencer em casa. Mas no próximo jogo, torçamos: nada de apagão! Amém!
domingo, 9 de outubro de 2011
Não vencemos o Icasa. Ainda dá para acreditar?
Em 08 de outubro de 2011, o Náutico voltava a sua casa para apagar a má impressão dos últimos jogos. O adversário era o Icasa, que entrara na zona de rebaixamento com os resultados do dia anterior. Time que quer subir não pode dar sopa, ainda mais contra um adversário nesta situação.
"Venha minha cachorra ....Vivo para beber e bebo para viver... Meu pai paga minha faculdade, não quero estudar só nasci para vadiar..."
- Fala, Júnior.
- Que é isso aí, Adley?
- Rapaz, está tendo uma festa hoje aqui no bar. Tá um forrozão da muléstia.
- Vixe. Bem na hora do jogo.
- Bora arrumar uma mesa no cantinho para gente então. Vai começar jogo.
- Foda vai ser o barulho desse forró no ouvido.
- Vai começar.
- Começou.
- Goooollllll!
- Goooollllll!
- Kiesa, já! Não deu nem tempo de pisca!
- 22 segundos de jogo. Já começou bem.
- Olha o pessoal chegando ali: Fernando e André estacionando.
- Olá.
- Olha aí, Jerônimo e Edmilson também.
- Eita! Já está 1 x 0?
- Já! Vocês atrasaram 1 minuto já perderam o gol.
- De quem?
- Kiesa.
- Vão se arrumando por aí que hoje o bar está apertado.
- Oi, pessoal!
- Olha aí. Thomas estreando no bar. Achou fácil chegar aqui?
- Confundi o local e parei do outro lado da rua. Eita, já 1 x 0. Quem fez o gol?
- Kiesa, sempre ele.
- A festa acabou. Massa!
- Chefe ajeita aqui o som. Tira o forró e deixa só no som do jogo!
- Isso! Agora sim.
- Eita, quase gol do Icasa. Gideão defendeu.
- Bora, Eduardo, cruza!
- Penalte!
- É PENALTEEEE!
- Vamos subir, porra!
- Vai, Kiesa! Vai, Kiesa! Vai, Kiesa! Gooolll!
- Gooooolooolllll!
- Gooollllllllllll!
- Gooooolllllllll!
- Gooooooooollll!
- Ene-a-ú-tê-i-cê-ó!
- Ene-a-ú-tê-i-cê-ó!
- Ene-a-ú-tê-i-cê-ó!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
- 2 x 0 no primeiro tempo. Tá bom demais.
- Nããão! Gol.
- Gol do Icasa!
- Juiz ladrão! Tava impedido.
- Tava não. Olha o replay aí. Pô, mas foi falta clara!
- De qualquer jeito, o gol foi irregular.
Fim do primeiro tempo. Timbu na frente com 2 x 1 no placar. Era a vitória que precisávamos. A galera, no bar (veja foto abaixo), continua animada, aguardando o segundo tempo:
Era só manter a pegada e não recuar. Era....de novo era... mas não foi!
- Olha que perigo! O time tá todo atrás.
- Jogar recuado, em casa, contra esse time?
- Vamos Eduardo. Aprende a cruzar!
- Bora, Derley. Uhuuuu!
- Se ele cruza, ao invés de chutar...
- E lá vem Icasa de novo. Falta!
- Quase na lateral, pra que isso?
- Tudo que eles querem. Lá vem bola na área.
- Nãããoo!
- Nossa Senhora. Quase!
- O gol está ficando maduro.
- Lá vem de novo. Gideããããoo!
- Foi Gideão não. Foi na trave.
- O praí!
- Vai entrar Lenon. Acho que vai tirar Rogério.
- Vai nada. Vai tirar Neno. Quer ver?
- Isso mesmo. Sai logo, nojento.
- 15 minutos para o fim.
O tempo ia passando devagar e aquilo, que estava se desenhando, estava cada vez mais nítido. Aos 35 minutos do segundo tempo, não teve jeito:
- Naãõoo.
- Gol, Não acredito!
- Leva gol de um time safado desse. Dentro de casa.
- Agora ferrou.
- E vai entrar Alexandro.
- Já era. Desse jeito sobe não.
10 minutos se passaram, mais os acréscimos, e nada de ameaçar o adversário. O time já estava com postura defensiva e não tinha mais jeito de ir para cima. O Icasa, ao contrário, continuou atacando, buscando a vitória. Empate, para a gente, com sabor de derrota.
- E agora, quando será o próximo?
- Terça-feira, contra o Americana, FORA!
- Vixe. Jogando esse futebol aí, sai do G4 na próxima rodada.
- Sai não. Mesmo que perca, o Boa teria que vencer a Portuguesa em São Paulo.
- Mas mesmo assim. Com esse futebol não sobe não.
- Perdemos muitos pontos agora para times fracos. Vai tirar ponto de quem?
- Só resta torcer mesmo, porque está difícil acreditar agora.
"Venha minha cachorra ....Vivo para beber e bebo para viver... Meu pai paga minha faculdade, não quero estudar só nasci para vadiar..."
- Fala, Júnior.
- Que é isso aí, Adley?
- Rapaz, está tendo uma festa hoje aqui no bar. Tá um forrozão da muléstia.
- Vixe. Bem na hora do jogo.
- Bora arrumar uma mesa no cantinho para gente então. Vai começar jogo.
- Foda vai ser o barulho desse forró no ouvido.
- Vai começar.
- Começou.
- Goooollllll!
- Goooollllll!
- Kiesa, já! Não deu nem tempo de pisca!
- 22 segundos de jogo. Já começou bem.
- Olha o pessoal chegando ali: Fernando e André estacionando.
- Olá.
- Olha aí, Jerônimo e Edmilson também.
- Eita! Já está 1 x 0?
- Já! Vocês atrasaram 1 minuto já perderam o gol.
- De quem?
- Kiesa.
- Vão se arrumando por aí que hoje o bar está apertado.
- Oi, pessoal!
- Olha aí. Thomas estreando no bar. Achou fácil chegar aqui?
- Confundi o local e parei do outro lado da rua. Eita, já 1 x 0. Quem fez o gol?
- Kiesa, sempre ele.
- A festa acabou. Massa!
- Chefe ajeita aqui o som. Tira o forró e deixa só no som do jogo!
- Isso! Agora sim.
- Eita, quase gol do Icasa. Gideão defendeu.
- Bora, Eduardo, cruza!
- Penalte!
- É PENALTEEEE!
- Vamos subir, porra!
- Vai, Kiesa! Vai, Kiesa! Vai, Kiesa! Gooolll!
- Gooooolooolllll!
- Gooollllllllllll!
- Gooooolllllllll!
- Gooooooooollll!
- Ene-a-ú-tê-i-cê-ó!
- Ene-a-ú-tê-i-cê-ó!
- Ene-a-ú-tê-i-cê-ó!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
- 2 x 0 no primeiro tempo. Tá bom demais.
- Nããão! Gol.
- Gol do Icasa!
- Juiz ladrão! Tava impedido.
- Tava não. Olha o replay aí. Pô, mas foi falta clara!
- De qualquer jeito, o gol foi irregular.
Fim do primeiro tempo. Timbu na frente com 2 x 1 no placar. Era a vitória que precisávamos. A galera, no bar (veja foto abaixo), continua animada, aguardando o segundo tempo:
Era só manter a pegada e não recuar. Era....de novo era... mas não foi!
- Olha que perigo! O time tá todo atrás.
- Jogar recuado, em casa, contra esse time?
- Vamos Eduardo. Aprende a cruzar!
- Bora, Derley. Uhuuuu!
- Se ele cruza, ao invés de chutar...
- E lá vem Icasa de novo. Falta!
- Quase na lateral, pra que isso?
- Tudo que eles querem. Lá vem bola na área.
- Nãããoo!
- Nossa Senhora. Quase!
- O gol está ficando maduro.
- Lá vem de novo. Gideããããoo!
- Foi Gideão não. Foi na trave.
- O praí!
- Vai entrar Lenon. Acho que vai tirar Rogério.
- Vai nada. Vai tirar Neno. Quer ver?
- Isso mesmo. Sai logo, nojento.
- 15 minutos para o fim.
O tempo ia passando devagar e aquilo, que estava se desenhando, estava cada vez mais nítido. Aos 35 minutos do segundo tempo, não teve jeito:
- Naãõoo.
- Gol, Não acredito!
- Leva gol de um time safado desse. Dentro de casa.
- Agora ferrou.
- E vai entrar Alexandro.
- Já era. Desse jeito sobe não.
10 minutos se passaram, mais os acréscimos, e nada de ameaçar o adversário. O time já estava com postura defensiva e não tinha mais jeito de ir para cima. O Icasa, ao contrário, continuou atacando, buscando a vitória. Empate, para a gente, com sabor de derrota.
- E agora, quando será o próximo?
- Terça-feira, contra o Americana, FORA!
- Vixe. Jogando esse futebol aí, sai do G4 na próxima rodada.
- Sai não. Mesmo que perca, o Boa teria que vencer a Portuguesa em São Paulo.
- Mas mesmo assim. Com esse futebol não sobe não.
- Perdemos muitos pontos agora para times fracos. Vai tirar ponto de quem?
- Só resta torcer mesmo, porque está difícil acreditar agora.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Timbu afrouxa em Campinas e leva virada
Terça-feira, 04/10, 11:30 da manhã:
- Trim! Trim!
- Alô!
- Alô! Aqui é da escola. Seu filho está com febre, precisa levar ele ao médico.
- Já chego aí.
18:30:
- Buá! Buá!
- Vamos filhinho, tem que comer para ficar bem.
- Comeu tudo?
- Nada, só comeu uma parte.
19:00:
- Hora do banho, filho.
19:30: Começa o jogo, TV ligado no Sportv. Transmissão de Goiás x Ponte.
- Tem que nebulizar antes de dormir.
- Buááá.
- Devagar filhinho, vai ficar melhor.
20:05: Narrador do Sportv anuncia: "Kiesa abre o placar para o Náutico em Campinas". Um grito gol fica contido na garganta para o filho não acordar.
20:10:
- Ele dormiu.
- Estou indo pro bar, querida. Até mais!
20:20:
- Fala, galera!
- Isso é hora de chegar no bar? Está acabando o primeiro tempo!
- Estava botando o bebê para dormir.
- Terminou o primeiro. Está ganhando de 1 x 0. Está dando tudo certo, melhor tu ir para casa.
- KKKKKKKKK.
- O Náutico jogou muito bem. Criou várias chances.
- Vai passar os melhores momentos agora.
- Eita, só teve lance do Náutico.
Estava tudo dando certo na rodada. Náutico ganhando e os demais resultados ajudando. Mas o jogos só acabam quando realmente terminam. O time do primeiro tempo foi dormir junto com meu filho e o segundo tempo lembrou filmes de terror:
- 10 minutos ainda e o time todo atrás.
- Tem que segurar.
- Olha o escanteio.
- Nããão.
- Gol.
- Que gol safado! A defesa só olhando.
- É muita leseira. Estava jogando bem.
- Agora é escanteio para gente.
- Vai Bispoooo!!!
- Goool!
- Quaaaaase!
- Eu vi dentro essa bola.
- Chuta direito, nojento!
- Lá vai contra-ataque.
- Vai deixar passar assim?
- Porra!
- Que gol fácil! Virada em 15 minutos.
- Mexe no time Waldemar.
- Melhor não, hein! Botar quem?
Rapidamente, o Guarani virou. Nao criou muitas chances, mas a defesa timbu ajudou. Bastou chegar de frente pro gol. O time naquela altura amoleceu na defesa e também no ataque. Nem ameaçava o goleiro bugrino e o tempo ia passando.
- Lá vem Alexandro e Philip.
- Não!!
- Vamos embora. Não empata mais não.
- Rapaz, por que não bota Moisés? O cara jogou bem no jogo passado.
- O que esse Alexandro faz para sempre entrar no jogos? É um triste!
- Bora, agora é Philip.
- Ah!
- Taí, esse é Philip fazendo besteira.
- Lá vem contra-ataque.
- Corta!!
- Gol de novo.
- Vai te danar! Que facilidade danada!
- E só jogar para área, é?
- Culpa de Philip, que deu a bola para ninguém no ataque.
Mais uma noite em que o Náutico decepcionou: 3 x 1 de virada. A terceira derrota seguida fora de casa. Um time em cada tempo. Começa a preocupar o comportamento do time nas últimas rodadas, principalmente porque agora é o momento decisivo do campeonato. Derrota sempre é ruim, mas pelo menos a rodada ajudou com derrotas do Ponte Preta e Sport e empate do Americana. Caímos para quarto, mas os adversários não cresceram muito. É levantar a cabeça porque sábado é no Aflitos, onde temos a obrigação de que ganhar sempre.
- Trim! Trim!
- Alô!
- Alô! Aqui é da escola. Seu filho está com febre, precisa levar ele ao médico.
- Já chego aí.
18:30:
- Buá! Buá!
- Vamos filhinho, tem que comer para ficar bem.
- Comeu tudo?
- Nada, só comeu uma parte.
19:00:
- Hora do banho, filho.
19:30: Começa o jogo, TV ligado no Sportv. Transmissão de Goiás x Ponte.
- Tem que nebulizar antes de dormir.
- Buááá.
- Devagar filhinho, vai ficar melhor.
20:05: Narrador do Sportv anuncia: "Kiesa abre o placar para o Náutico em Campinas". Um grito gol fica contido na garganta para o filho não acordar.
20:10:
- Ele dormiu.
- Estou indo pro bar, querida. Até mais!
20:20:
- Fala, galera!
- Isso é hora de chegar no bar? Está acabando o primeiro tempo!
- Estava botando o bebê para dormir.
- Terminou o primeiro. Está ganhando de 1 x 0. Está dando tudo certo, melhor tu ir para casa.
- KKKKKKKKK.
- O Náutico jogou muito bem. Criou várias chances.
- Vai passar os melhores momentos agora.
- Eita, só teve lance do Náutico.
Estava tudo dando certo na rodada. Náutico ganhando e os demais resultados ajudando. Mas o jogos só acabam quando realmente terminam. O time do primeiro tempo foi dormir junto com meu filho e o segundo tempo lembrou filmes de terror:
- 10 minutos ainda e o time todo atrás.
- Tem que segurar.
- Olha o escanteio.
- Nããão.
- Gol.
- Que gol safado! A defesa só olhando.
- É muita leseira. Estava jogando bem.
- Agora é escanteio para gente.
- Vai Bispoooo!!!
- Goool!
- Quaaaaase!
- Eu vi dentro essa bola.
- Chuta direito, nojento!
- Lá vai contra-ataque.
- Vai deixar passar assim?
- Porra!
- Que gol fácil! Virada em 15 minutos.
- Mexe no time Waldemar.
- Melhor não, hein! Botar quem?
Rapidamente, o Guarani virou. Nao criou muitas chances, mas a defesa timbu ajudou. Bastou chegar de frente pro gol. O time naquela altura amoleceu na defesa e também no ataque. Nem ameaçava o goleiro bugrino e o tempo ia passando.
- Lá vem Alexandro e Philip.
- Não!!
- Vamos embora. Não empata mais não.
- Rapaz, por que não bota Moisés? O cara jogou bem no jogo passado.
- O que esse Alexandro faz para sempre entrar no jogos? É um triste!
- Bora, agora é Philip.
- Ah!
- Taí, esse é Philip fazendo besteira.
- Lá vem contra-ataque.
- Corta!!
- Gol de novo.
- Vai te danar! Que facilidade danada!
- E só jogar para área, é?
- Culpa de Philip, que deu a bola para ninguém no ataque.
Mais uma noite em que o Náutico decepcionou: 3 x 1 de virada. A terceira derrota seguida fora de casa. Um time em cada tempo. Começa a preocupar o comportamento do time nas últimas rodadas, principalmente porque agora é o momento decisivo do campeonato. Derrota sempre é ruim, mas pelo menos a rodada ajudou com derrotas do Ponte Preta e Sport e empate do Americana. Caímos para quarto, mas os adversários não cresceram muito. É levantar a cabeça porque sábado é no Aflitos, onde temos a obrigação de que ganhar sempre.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O Duque foi Caxias
- Cheguei!
- Olha a hora!
- O juíz estava só esperando eu chegar para começar.
- Vamos para mais uma vitória.
A torcida estava para lá de confiante naquela noite. Era o último dia de setembro e o timbu vice líder, com 47 pontos tinha pela frente o lanterna, Duque de Caxias com 10 pontos. Era jogo para se consolidar de vez na vice-liderança. Era jogo para o nosso ataque deslanchar e melhorar o saldo de gols, possível critério de desempate. Era jogo para nossa defesa, um dos pontos fortes do time, passar mais uma rodada sem tomar gols. Era jogo para a torcida fazer festa. Era para ser tranquilo. Era.... Tudo ficou no "era".
O começo do jogo até que parecia animador:
- A bola é nossa. Vamos pressionar.
- Bora para cima. Isso! Marcação pressão.
- Bola só no ataque.
Aos poucos o domínio territorial foi se mostrando inofensivo, com poucas chances de gols e muitos, mas muitos passes errados.
- Vai, Rogério!
- O que é isso Rogério? Não ganha uma desse lateral.
- Bora, Derley. A bola está queimando é?
- Vai, Eduardo Ramos, caçamba! Pára de ficar pedindo falta.
- Rogério está irreconhecível hoje.
- Pois é. E olhe que jogou muito no último jogo.
A coisa não ia bem. E aos poucos o Duque de Caxias até ia ao ataque de forma consciente, jogando bem a vontade. A torcida já começava a ficar impaciente.
- Faltaaaa!
- Agora vai!
- E tem quem bata?
- É Eduardo Ramos.
- Uhuuuuu! Passou perto.
- Opa, roubamos a bola.... outro passe errado.
O tempo passava e as poucas chances não resultavam em gol. Foi entao que o Duque resolveu mostrar que não estava morto. Uma boa jogada de Erick Flores, se livrou da marcação e serviu o companheiro livre na quina da pequena área. Ele e Glédson. Todos já esperavam o gol, mas aconteceu o melhor lance da noite. Uma furada espetacular, digna dos maiores pernas de pau da história. Foi o lance que tirou as caras amarradas de todos no bar para uma grande gargalhada, logo seguida de reclamação:
- Hahahahahaha!
- KKKKKK!
- Meu Deus! O que foi isto?
- Eu estava procurando a bola dentro do gol.
- Só faltava tomar um gol agora para complicar ainda mais um jogo desse, que era para ser fácil.
- 40 minutos já!
- Agora! Boa Eduardo! Faz alguma coisa!
- Grande toque de Kiesa.
- Vaaaaaaiii!
- Defendeu o goleiro.
- Foi boa a jogada. Kiesa resolveu aparecer também. Quando ele participa sai alguma coisa boa.
Foi só para o primeiro tempo. Durante o intervalo a preocupação já aparecia.
- Gols em quase todos os jogos e a gente se enrolando com um time desses.
- Este jogo está igual a Náutico x Salgueiro.
- Se pelo menos terminar igual está bom.
Começa o segundo tempo. O timbu voltou mais ligado no jogo e resolveu partir para cima. Logo no começo, uma sequencia de escanteios, encurralando o adversário. A torcida cresceu junto com o time na expectativa do gol, mas a pressão não durou muito. Sucessivos passes errados e o adversário começando a contra-atacar deixavam o jogo cada vez mais tenso.
- Que doidice arretada, véi.
- Bota a bola no chão!
- Substituição agora. Logo duas.
- Alexandro e...
- NNÃÃÃOOOOO!
- Sim, ele mesmo e Moisés. Sai Peter e Rogério.
- Olha, Moisés aí! Que boa jogada, garoto! Cruzaaaa!
- Escanteio de novo.
- Esse Moisés é bom. Não sei porque ele nunca entra.
- Olha aí. Outro escanteio agora.
- Vamos, Ronaldo! É tua essa.
- Vaaaaiiiiii!
- Goooollll!
- Gol! Gol! Gol! Gol!
- Goooollll!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O!
- Náutico! Náutico! Náutico!
- Foi Kiesa! Sempre ele!
- Eita! Impedidaço!
- Tava não. O juíz nunca erra a favor. Então não tava.
- Finalmente. Já pode botar Diego Bispo, hahahahaha!
Depois do gol o adversário tentou o empate de todo jeito. Afinal, faltavam apenas 15 minutos. Abriu a defesa e o Náutico teve campo para matar o jogo. Vários contra-ataques surgiram com Kiesa, Moisés e Alexandro não concluindo bem as jogadas. O final do jogo se aproximava e, a essa altura, o Náutico começava a se preparar para fechar a defesa. Aos 45 minutos, chute do adversário de fora da área desvia na zaga e vai para escanteio.
- É só marcar certinho e acabar o jogo.
- Bateu o escanteio rápido. Ninguém vai marcar não?
- Vai deixar cruzar?
- Atenção minha zaga... Na mão do goleiro.
- Nããããoooo!
- Gol.
- Putaqueupariu!
Inacreditável! Escanteio batido rápido e todos os jogadores do Náutico dentro da área. Ninguém marcando o jogador livre perto da lateral da área, que recebeu livre o passe do escanteio e cruzou. Na área estavam apenas 3 jogadores do Duque contra 6 mais o goleiro do Náutico. O cruzamento foi ruim, na direção de nenhum atacante. O zagueiro Ronaldo Alves se preparava para saltar e fazer o corte. Eis que, todo atabalhoado, sai Glédson do gol e, ao tentar socar a bola, atropela nosso zagueirão dando um tapa de moça na bola que cai para o adversário na marca do penalte. Este, de costas, dá uma puxeta e joga a bola por cima da defesa para dentro do gol.
Frustração! Decepção! Raiva! Todos oa adjetivos nos cabiam naquela sexta-feira. O certo é que todos estavam putos com o que viram. Numa tremenda bobeira, contra um pato morto, deixamos de fazer 3 pontos certos em casa e, de quebra, perdemos a segunda posição. Fim de semana estragado já na sexta-feira.
- Garçon, fecha a conta!
- Olha a hora!
- O juíz estava só esperando eu chegar para começar.
- Vamos para mais uma vitória.
A torcida estava para lá de confiante naquela noite. Era o último dia de setembro e o timbu vice líder, com 47 pontos tinha pela frente o lanterna, Duque de Caxias com 10 pontos. Era jogo para se consolidar de vez na vice-liderança. Era jogo para o nosso ataque deslanchar e melhorar o saldo de gols, possível critério de desempate. Era jogo para nossa defesa, um dos pontos fortes do time, passar mais uma rodada sem tomar gols. Era jogo para a torcida fazer festa. Era para ser tranquilo. Era.... Tudo ficou no "era".
O começo do jogo até que parecia animador:
- A bola é nossa. Vamos pressionar.
- Bora para cima. Isso! Marcação pressão.
- Bola só no ataque.
Aos poucos o domínio territorial foi se mostrando inofensivo, com poucas chances de gols e muitos, mas muitos passes errados.
- Vai, Rogério!
- O que é isso Rogério? Não ganha uma desse lateral.
- Bora, Derley. A bola está queimando é?
- Vai, Eduardo Ramos, caçamba! Pára de ficar pedindo falta.
- Rogério está irreconhecível hoje.
- Pois é. E olhe que jogou muito no último jogo.
A coisa não ia bem. E aos poucos o Duque de Caxias até ia ao ataque de forma consciente, jogando bem a vontade. A torcida já começava a ficar impaciente.
- Faltaaaa!
- Agora vai!
- E tem quem bata?
- É Eduardo Ramos.
- Uhuuuuu! Passou perto.
- Opa, roubamos a bola.... outro passe errado.
O tempo passava e as poucas chances não resultavam em gol. Foi entao que o Duque resolveu mostrar que não estava morto. Uma boa jogada de Erick Flores, se livrou da marcação e serviu o companheiro livre na quina da pequena área. Ele e Glédson. Todos já esperavam o gol, mas aconteceu o melhor lance da noite. Uma furada espetacular, digna dos maiores pernas de pau da história. Foi o lance que tirou as caras amarradas de todos no bar para uma grande gargalhada, logo seguida de reclamação:
- Hahahahahaha!
- KKKKKK!
- Meu Deus! O que foi isto?
- Eu estava procurando a bola dentro do gol.
- Só faltava tomar um gol agora para complicar ainda mais um jogo desse, que era para ser fácil.
- 40 minutos já!
- Agora! Boa Eduardo! Faz alguma coisa!
- Grande toque de Kiesa.
- Vaaaaaaiii!
- Defendeu o goleiro.
- Foi boa a jogada. Kiesa resolveu aparecer também. Quando ele participa sai alguma coisa boa.
Foi só para o primeiro tempo. Durante o intervalo a preocupação já aparecia.
- Gols em quase todos os jogos e a gente se enrolando com um time desses.
- Este jogo está igual a Náutico x Salgueiro.
- Se pelo menos terminar igual está bom.
Começa o segundo tempo. O timbu voltou mais ligado no jogo e resolveu partir para cima. Logo no começo, uma sequencia de escanteios, encurralando o adversário. A torcida cresceu junto com o time na expectativa do gol, mas a pressão não durou muito. Sucessivos passes errados e o adversário começando a contra-atacar deixavam o jogo cada vez mais tenso.
- Que doidice arretada, véi.
- Bota a bola no chão!
- Substituição agora. Logo duas.
- Alexandro e...
- NNÃÃÃOOOOO!
- Sim, ele mesmo e Moisés. Sai Peter e Rogério.
- Olha, Moisés aí! Que boa jogada, garoto! Cruzaaaa!
- Escanteio de novo.
- Esse Moisés é bom. Não sei porque ele nunca entra.
- Olha aí. Outro escanteio agora.
- Vamos, Ronaldo! É tua essa.
- Vaaaaiiiiii!
- Goooollll!
- Gol! Gol! Gol! Gol!
- Goooollll!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O!
- Náutico! Náutico! Náutico!
- Foi Kiesa! Sempre ele!
- Eita! Impedidaço!
- Tava não. O juíz nunca erra a favor. Então não tava.
- Finalmente. Já pode botar Diego Bispo, hahahahaha!
Depois do gol o adversário tentou o empate de todo jeito. Afinal, faltavam apenas 15 minutos. Abriu a defesa e o Náutico teve campo para matar o jogo. Vários contra-ataques surgiram com Kiesa, Moisés e Alexandro não concluindo bem as jogadas. O final do jogo se aproximava e, a essa altura, o Náutico começava a se preparar para fechar a defesa. Aos 45 minutos, chute do adversário de fora da área desvia na zaga e vai para escanteio.
- É só marcar certinho e acabar o jogo.
- Bateu o escanteio rápido. Ninguém vai marcar não?
- Vai deixar cruzar?
- Atenção minha zaga... Na mão do goleiro.
- Nããããoooo!
- Gol.
- Putaqueupariu!
Inacreditável! Escanteio batido rápido e todos os jogadores do Náutico dentro da área. Ninguém marcando o jogador livre perto da lateral da área, que recebeu livre o passe do escanteio e cruzou. Na área estavam apenas 3 jogadores do Duque contra 6 mais o goleiro do Náutico. O cruzamento foi ruim, na direção de nenhum atacante. O zagueiro Ronaldo Alves se preparava para saltar e fazer o corte. Eis que, todo atabalhoado, sai Glédson do gol e, ao tentar socar a bola, atropela nosso zagueirão dando um tapa de moça na bola que cai para o adversário na marca do penalte. Este, de costas, dá uma puxeta e joga a bola por cima da defesa para dentro do gol.
Frustração! Decepção! Raiva! Todos oa adjetivos nos cabiam naquela sexta-feira. O certo é que todos estavam putos com o que viram. Numa tremenda bobeira, contra um pato morto, deixamos de fazer 3 pontos certos em casa e, de quebra, perdemos a segunda posição. Fim de semana estragado já na sexta-feira.
- Garçon, fecha a conta!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
A-B-C: Náutico fez o dever de casa
Noite de 27 de setembro de 2011. 19 horas. Todos correm pro Bar. É jogo do Náutico na luta para permanecer no G4.
- E hoje, ganha?
- É ganhar ou ganhar.
- Garçon, a mais gelada!
- Duas!
- Começou!
- Vamos para cima.
- (...)
- O time hoje começou mordendo.
- É mesmo, nem parece o mesmo time de sexta-feira.
- Isso, tomou. Vai, Derley!
- Boa, para fora, mas tem que chutar mesmo.
- (...)
- Tomamos mais uma, cruza!
- Assim não!
- Desviou. É escanteio.
- É agora!
- Vaaaaiii!Gool!
- Que defesa!
- A queima roupa.
- Lá vem Surubim falar besteira de novo. Fala até do gramado.
- Isso é um rubro-negro desgraçado.
- Bora, contra-ataque!
- Vai, Kiesa!
- Agoooraa!
- Uhhhh!
- Que goleiro miserável esse do ABC.
- Lá vem o ABC.
- Para fora.
- Boa noite, pessoal.
- Olha a hora, Fernando!
- Tá jogando bem?
- Já teve duas chances em 10 minutos, maso ABC começou a equilibrar.
- Vamos ganhar esse negócio.
- O perigo é esse aí. Ó, Airton fazendo merda.
- Faz o mais difícil, é horrível.
- Eu tenho medo toda vez que ele pega na bola.
- Quem está jogando muita bola é Rogério.
- Verdade. Hoje ele tá virado.
- Olha ele aí. Boa, Rogério!
- Que passe! Vai Kiesa!
- É gooooll!
- Pegaaaa!
- Goooooll!
- Gooollllllll!
- Gooooooooollllllllllllllllllllllll!
- Kiesaaaaaaa! Sempre ele!
- Mostrou como faz. Só um toquinho no canto do goleiro.
- Na hora certa. Para acabar o primeiro tempo.
Acabou o primeiro tempo. Timbu na frente. Americana ganhando. E os tricolores da Ilha perdendo. Ótimo pro timbu, que vinha se recuperando da derrota e do mal futebol da semana passada.
- Começou.
- (...)
- Eita, cadê Gideão?
- Nem voltou para o segundo tempo.
- Bom que o time voltou igual e não recuou.
- (...)
No segundo tempo, o Náutico continuou atacando. Não se acomodou com o 1x0 no placar. Rogério inspirado, abria espaços na defesa adversária. O ABC até atacava, mas pouco ameaçava o gol de Glédson.E para coroar a bela atuação, mais um gol.
- Boa jogada. Chuta, Evérton!
- Que drible. Vai!
- Gooollllllllllllllllllll!
- Gooollllllllllllllllllll!
- Gooooooollllllllll!
- Foi Marlon! Golaço!
- É isso aí! 2 x 0!
A partir daí, o jogo permaneceu na mesma toada. O ABC até tentava, mas era dia do Timbu. Nesta noite, tudo deu certo. O time engrenou, os gols saíram e mais três pontos contabilizados.
- Acaboooou!
- NNNNNNN
- AAA-UUU-TTT-IIIIII-CCCC-O!
- N-A-U-T-I-C-O!
- N-A-U-T-I-C-O!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
- Agora vamos para o jogo da sexta contra o Duque. Vamos terminar o mês com 50 pontos.
- Cervejaaaaa!!!
- E hoje, ganha?
- É ganhar ou ganhar.
- Garçon, a mais gelada!
- Duas!
- Começou!
- Vamos para cima.
- (...)
- O time hoje começou mordendo.
- É mesmo, nem parece o mesmo time de sexta-feira.
- Isso, tomou. Vai, Derley!
- Boa, para fora, mas tem que chutar mesmo.
- (...)
- Tomamos mais uma, cruza!
- Assim não!
- Desviou. É escanteio.
- É agora!
- Vaaaaiii!Gool!
- Que defesa!
- A queima roupa.
- Lá vem Surubim falar besteira de novo. Fala até do gramado.
- Isso é um rubro-negro desgraçado.
- Bora, contra-ataque!
- Vai, Kiesa!
- Agoooraa!
- Uhhhh!
- Que goleiro miserável esse do ABC.
- Lá vem o ABC.
- Para fora.
- Boa noite, pessoal.
- Olha a hora, Fernando!
- Tá jogando bem?
- Já teve duas chances em 10 minutos, maso ABC começou a equilibrar.
- Vamos ganhar esse negócio.
- O perigo é esse aí. Ó, Airton fazendo merda.
- Faz o mais difícil, é horrível.
- Eu tenho medo toda vez que ele pega na bola.
- Quem está jogando muita bola é Rogério.
- Verdade. Hoje ele tá virado.
- Olha ele aí. Boa, Rogério!
- Que passe! Vai Kiesa!
- É gooooll!
- Pegaaaa!
- Goooooll!
- Gooollllllll!
- Gooooooooollllllllllllllllllllllll!
- Kiesaaaaaaa! Sempre ele!
- Mostrou como faz. Só um toquinho no canto do goleiro.
- Na hora certa. Para acabar o primeiro tempo.
Acabou o primeiro tempo. Timbu na frente. Americana ganhando. E os tricolores da Ilha perdendo. Ótimo pro timbu, que vinha se recuperando da derrota e do mal futebol da semana passada.
- Começou.
- (...)
- Eita, cadê Gideão?
- Nem voltou para o segundo tempo.
- Bom que o time voltou igual e não recuou.
- (...)
No segundo tempo, o Náutico continuou atacando. Não se acomodou com o 1x0 no placar. Rogério inspirado, abria espaços na defesa adversária. O ABC até atacava, mas pouco ameaçava o gol de Glédson.E para coroar a bela atuação, mais um gol.
- Boa jogada. Chuta, Evérton!
- Que drible. Vai!
- Gooollllllllllllllllllll!
- Gooollllllllllllllllllll!
- Gooooooollllllllll!
- Foi Marlon! Golaço!
- É isso aí! 2 x 0!
A partir daí, o jogo permaneceu na mesma toada. O ABC até tentava, mas era dia do Timbu. Nesta noite, tudo deu certo. O time engrenou, os gols saíram e mais três pontos contabilizados.
- Acaboooou!
- NNNNNNN
- AAA-UUU-TTT-IIIIII-CCCC-O!
- N-A-U-T-I-C-O!
- N-A-U-T-I-C-O!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
- Agora vamos para o jogo da sexta contra o Duque. Vamos terminar o mês com 50 pontos.
- Cervejaaaaa!!!
domingo, 25 de setembro de 2011
Voltamos a perder fora, agora para o Paraná
Sexta-feira, 23 de setembro, 19h30. Horário de happy hour e comecinho de fim-de-semana. Tudo perfeito para um Bar do Náutico lotado para mais um jogo do timbu.
- Saudações alvirrubras.
- O time já está em campo. Vamos para guerra.
- Garçon, a mais gelada!
- Duas!
- Começou!
- Bora, Derley! Que passe foi esse?
- Horrível!
- Boa noite! Mesmo time hoje?
- Não. Só Jeff fora.
- Machucado?
- Terceiro amarelo.
- Ei, vai deixar chutar?
- Tá longe. Tá tranqui... putz!
- Gol do Paraná!
- Que frango!
- Primeiro frango de Gideão no Náutico.
- Porra, foi muito de longe.
- Quicou antes, com campo molhado, aí matou.
- 1 a 0, com 7 minutos. Isso mata qualquer esquema.
- Bora jogar!
- É muito passe errado.
- Rogério tocou na bola já? O time está muito lento.
- De novo. Vai deixar chutar?
- Ó praí! Gideão defendeu. O zagueiro foi recuando. Só faltou dizer "chuta".
- Esse time do Paraná está chutando todas.
- Agora é falta.
- Nããão. Gol do Paraná
- Impedido! Anulou! Anulou!
- Vamos ver o replay.
- É, anulou certo. Mesmo assim a zaga falhou de novo.
- Bora jogar, Náutico!
- Agora. Toca!
- Isso, Elicarlos. Chuta!
- Que cafofa!
- Tá bom, pelo menos chutou. Se não chutar não faz.
- Agora. Falta. Boa chance.
- É falta lateral. Tem que saber cruzar.
- Ó, que merda!
- Para tua mãe, Eduardo Ramos!
- Não sabe cruzar. Bate esse balão. Assim não tem nem perigo!
- Outra falta. Quem cruza agora?
- Eduardo Ramos de novo.
- Agora vai... vai ... vai te f%#*$, p#%&*!
- Não bate uma falta direito.
- Tá mal demais. Tem que acabar logo esse primeiro tempo.
- 44 minutos já. 3 de acréscimo.
- Beleza. Faltam 4 minutos para o Náutico entrar em campo.
Acabou o primeiro tempo. O Náutico não existiu. O Paraná, apesar de fraco tecnicamente, foi dono absoluto do jogo e vitória parcial, mais do que merecida. O Náutico, lento, não conseguiu fazer jogadas. Os atacantes ficaram isoladas em emio a um festival de passes errados.
- A culpa é do tira-gosto. Não botou o tira-gosto deu azar.
- Garçon! Aquele tira-gosto, por favor, para vir a virada.
- Olha as estatísticas na tela: 5 finalizações do Paraná e 0 do Náutico.
- Zero!?
- Tá errado. Teve um chute de Elicarlos.
- Mesmo assim. Isso mostra que o time não jogou.
- Agora vai começar o segundo tempo. Vamos jogar. Vamos jogar.
- Começou.
- Parece que já voltou mais acesso.
- Mas continua errando passe.
- Toca essa bola direito!
- Tem ninguém no banco para entrar não?
- Nem me fale deste banco, que dá até pena.
- Outro passe errado.
- Lá vem contra-ataque.
- Vai deixar passar, vai?
- Derruba!
- Gideão, salvou.
- Agora ele se redimiu do frango.
- Mas o cara veio desde o meio- de campo e ninguém parou o cara.
- Hoje está difícil, viu!?
- O praí!
- Caramba, gol do Paraná.
- Estava impedido não?
- Tava não. Olha o replay aí.
- Vai entrar alguém.
- Putz! Diego Bispo no lugar de Airton.
- Waldemar está querendo perder de pouco.
- O Náutico está muito mal. Esse Paraná é tão fraco que não sabe aproveitar.
- Lá vem Alexandro!
- Não. Vou embora. Esse desgraçado não faz nada em campo.
- Vai dar meia-noite e o Náutico não vai fazer gol hoje.
- Vai é levar mais um. Olha aí!
- Vixe. Por pouco!
- Acaba logo juíz.
- Acabou, essa merda.
- A culpa foi de Adley. Trouxe a bandeira e não pendurou. Deu azar!
- Terça eu coloco.
- Terça tem que ganhar.
- Agora tem dois em casa. É terça e sexta da próxima semana.
- Temos que terminar essas duas próximas rodadas com 50 pontos, se não complica.
Terminou o sofrimento: 2 x 0 para eles. Segunda derrota seguida fora de casa. Pior jogo do Náutico no segundo turno. Esperamos que tenha sido apenas um acidente de percurso, pois o time já mostrou que joga mais do isso. Terminamos a rodada em terceiro, mas é preciso abrir o olho porque o campeonato vai entrando na reta final e cada jogo agora vai ser cada vez mais difícil. Reage, Timbu!
- Saudações alvirrubras.
- O time já está em campo. Vamos para guerra.
- Garçon, a mais gelada!
- Duas!
- Começou!
- Bora, Derley! Que passe foi esse?
- Horrível!
- Boa noite! Mesmo time hoje?
- Não. Só Jeff fora.
- Machucado?
- Terceiro amarelo.
- Ei, vai deixar chutar?
- Tá longe. Tá tranqui... putz!
- Gol do Paraná!
- Que frango!
- Primeiro frango de Gideão no Náutico.
- Porra, foi muito de longe.
- Quicou antes, com campo molhado, aí matou.
- 1 a 0, com 7 minutos. Isso mata qualquer esquema.
- Bora jogar!
- É muito passe errado.
- Rogério tocou na bola já? O time está muito lento.
- De novo. Vai deixar chutar?
- Ó praí! Gideão defendeu. O zagueiro foi recuando. Só faltou dizer "chuta".
- Esse time do Paraná está chutando todas.
- Agora é falta.
- Nããão. Gol do Paraná
- Impedido! Anulou! Anulou!
- Vamos ver o replay.
- É, anulou certo. Mesmo assim a zaga falhou de novo.
- Bora jogar, Náutico!
- Agora. Toca!
- Isso, Elicarlos. Chuta!
- Que cafofa!
- Tá bom, pelo menos chutou. Se não chutar não faz.
- Agora. Falta. Boa chance.
- É falta lateral. Tem que saber cruzar.
- Ó, que merda!
- Para tua mãe, Eduardo Ramos!
- Não sabe cruzar. Bate esse balão. Assim não tem nem perigo!
- Outra falta. Quem cruza agora?
- Eduardo Ramos de novo.
- Agora vai... vai ... vai te f%#*$, p#%&*!
- Não bate uma falta direito.
- Tá mal demais. Tem que acabar logo esse primeiro tempo.
- 44 minutos já. 3 de acréscimo.
- Beleza. Faltam 4 minutos para o Náutico entrar em campo.
Acabou o primeiro tempo. O Náutico não existiu. O Paraná, apesar de fraco tecnicamente, foi dono absoluto do jogo e vitória parcial, mais do que merecida. O Náutico, lento, não conseguiu fazer jogadas. Os atacantes ficaram isoladas em emio a um festival de passes errados.
- A culpa é do tira-gosto. Não botou o tira-gosto deu azar.
- Garçon! Aquele tira-gosto, por favor, para vir a virada.
- Olha as estatísticas na tela: 5 finalizações do Paraná e 0 do Náutico.
- Zero!?
- Tá errado. Teve um chute de Elicarlos.
- Mesmo assim. Isso mostra que o time não jogou.
- Agora vai começar o segundo tempo. Vamos jogar. Vamos jogar.
- Começou.
- Parece que já voltou mais acesso.
- Mas continua errando passe.
- Toca essa bola direito!
- Tem ninguém no banco para entrar não?
- Nem me fale deste banco, que dá até pena.
- Outro passe errado.
- Lá vem contra-ataque.
- Vai deixar passar, vai?
- Derruba!
- Gideão, salvou.
- Agora ele se redimiu do frango.
- Mas o cara veio desde o meio- de campo e ninguém parou o cara.
- Hoje está difícil, viu!?
- O praí!
- Caramba, gol do Paraná.
- Estava impedido não?
- Tava não. Olha o replay aí.
- Vai entrar alguém.
- Putz! Diego Bispo no lugar de Airton.
- Waldemar está querendo perder de pouco.
- O Náutico está muito mal. Esse Paraná é tão fraco que não sabe aproveitar.
- Lá vem Alexandro!
- Não. Vou embora. Esse desgraçado não faz nada em campo.
- Vai dar meia-noite e o Náutico não vai fazer gol hoje.
- Vai é levar mais um. Olha aí!
- Vixe. Por pouco!
- Acaba logo juíz.
- Acabou, essa merda.
- A culpa foi de Adley. Trouxe a bandeira e não pendurou. Deu azar!
- Terça eu coloco.
- Terça tem que ganhar.
- Agora tem dois em casa. É terça e sexta da próxima semana.
- Temos que terminar essas duas próximas rodadas com 50 pontos, se não complica.
Terminou o sofrimento: 2 x 0 para eles. Segunda derrota seguida fora de casa. Pior jogo do Náutico no segundo turno. Esperamos que tenha sido apenas um acidente de percurso, pois o time já mostrou que joga mais do isso. Terminamos a rodada em terceiro, mas é preciso abrir o olho porque o campeonato vai entrando na reta final e cada jogo agora vai ser cada vez mais difícil. Reage, Timbu!
domingo, 18 de setembro de 2011
Vencemos o Salgueiro, mas foi suado
Sábado de sol, muito sol mesmo em Manaus. Eram 17 de setembro do ano de 2011 e mais um dia de transmissão de jogo do Náutico no Bar do Náutico.
- E aí, pessoal? Hoje é quanto?
- 4 x 0.
- Vão pensando que vai ser fácil. Hoje estou achando que vamos sofrer um bocado, mas ganharemos.
- Por que, pô?
- Futebol e assim. A partir de agora duvido que teremos jogo fácil. Pode ser contra o líder ou contra o lanterna. Para mim é 2 x 1.
- Nada. É 4 x 0.
- Começou!
A galera estava confiante, mas já tinha gente desconfiada. Quando o jogo começou, a previsão de dificuldade se confirmou.
- O Náutico começou com freio de mão puxado.
- Tá achando que vai ganhar o jogo a qualquer momento.
- Esse Ricardinho do Salgueiro é perigoso.
- Olha ele aí, levando falta.
- Bora, Náutico! Joga bola.
- Vai, Rogério! É tu e o goleiro!
- Carambaaaa! Para fora!
- Como perde um gol desse?
- Faltaaaaa!
- Foi falta, mesmo?
- Se o juíz deu pro Náutico então foi.
- Deixa Elicarlos chutar.
- Vai, Derley!
- Roloooou.
- Goollll!
- Que defesa!
- Eu vi essa bola no gol.
- Foi Elicarlos que chutou.
- Olha o Salgueiro.
- Caramba! No travessão!
- Gideão estava na bola.
- Tem que ter cuidado. O time não está tão bem e se deixar levar um gol, o Salgueiro vai se fechar mais ainda.
- Elton machucou. Vai entra Phillip.
- Vai, Philip! Falta um minuto, dá tempo de sair ganhando primeiro tempo.
- Terminou.
- Tem que jogar mais se quiser ganhar.
O primeiro tempo foi tenso. Salgueiro fazendo cera e Náutico com pouca pressão. O segundo tempo tinha que ser diferente. E foi diferente.
- Recomeçou!
- Bora, timbu!
- Perdeu. Aperta, Rogério!
- Isso! Ganhou a bola. Vai para cima que é penalte.
- Passou! Agoraaaaa!
- Não.
- Bateu na zaga.
- Olha aí. Menos de um minuto e quase gol.
- Escanteio.
- Bora, Náutico.
- Sobrou. Chuta, Evérton.
- De novo!
- Ahhhh! Quase.
- É pressão!
- Não é possível. Será que hoje a bola não entra?
- O tempo está passando.
- É falta. Neno vai levantar na área.
- Vai, Kiesa!
- Golllll!
- Na trave!
- O goleiro desviou a cabeçada no susto e bateu na trave.
- É escanteio então.
- Bora, vai ser gol de Ronaldo Alves.
- Bate direito, Neno!
- Agoraaaa! Defendeu.
- De novo!
- Não. Defendeu duas vezes.
- A segunda defesa foi sem querer. Bateu na cabeça do goleiro.
- Velho, que pressão!
- Já são 25 minutos já. E o gol não sai.
- Agoraaaa!
- Goooollll!
- É goooollll. Porra!
- Goolllllllll!
- Gooooollll!
- Pegaaaa!!!
- Finalmente! Que alívio!
- Já vai entrar Diego Bispo.
- Agora Waldemar não vai querer mais arriscar.
O gol saiu as 26 minutos. Depois do gol, o Náutico não deu chance para o azar. Reforçou a marcação e passou a segurar o resultado, só saindo nos contra-ataques. O Salgueiro buscou o ataque, mas a defesa estava segura como sempre. O jogo acabou e a torcida comemorou no bar.
Como dito no começo, o jogo foi mais difícil do que parecia ser. Será assim até o fim do campeonato e olhe que faltam ainda 14 partidas.
- E aí, pessoal? Hoje é quanto?
- 4 x 0.
- Vão pensando que vai ser fácil. Hoje estou achando que vamos sofrer um bocado, mas ganharemos.
- Por que, pô?
- Futebol e assim. A partir de agora duvido que teremos jogo fácil. Pode ser contra o líder ou contra o lanterna. Para mim é 2 x 1.
- Nada. É 4 x 0.
- Começou!
A galera estava confiante, mas já tinha gente desconfiada. Quando o jogo começou, a previsão de dificuldade se confirmou.
- O Náutico começou com freio de mão puxado.
- Tá achando que vai ganhar o jogo a qualquer momento.
- Esse Ricardinho do Salgueiro é perigoso.
- Olha ele aí, levando falta.
- Bora, Náutico! Joga bola.
- Vai, Rogério! É tu e o goleiro!
- Carambaaaa! Para fora!
- Como perde um gol desse?
- Faltaaaaa!
- Foi falta, mesmo?
- Se o juíz deu pro Náutico então foi.
- Deixa Elicarlos chutar.
- Vai, Derley!
- Roloooou.
- Goollll!
- Que defesa!
- Eu vi essa bola no gol.
- Foi Elicarlos que chutou.
- Olha o Salgueiro.
- Caramba! No travessão!
- Gideão estava na bola.
- Tem que ter cuidado. O time não está tão bem e se deixar levar um gol, o Salgueiro vai se fechar mais ainda.
- Elton machucou. Vai entra Phillip.
- Vai, Philip! Falta um minuto, dá tempo de sair ganhando primeiro tempo.
- Terminou.
- Tem que jogar mais se quiser ganhar.
O primeiro tempo foi tenso. Salgueiro fazendo cera e Náutico com pouca pressão. O segundo tempo tinha que ser diferente. E foi diferente.
- Recomeçou!
- Bora, timbu!
- Perdeu. Aperta, Rogério!
- Isso! Ganhou a bola. Vai para cima que é penalte.
- Passou! Agoraaaaa!
- Não.
- Bateu na zaga.
- Olha aí. Menos de um minuto e quase gol.
- Escanteio.
- Bora, Náutico.
- Sobrou. Chuta, Evérton.
- De novo!
- Ahhhh! Quase.
- É pressão!
- Não é possível. Será que hoje a bola não entra?
- O tempo está passando.
- É falta. Neno vai levantar na área.
- Vai, Kiesa!
- Golllll!
- Na trave!
- O goleiro desviou a cabeçada no susto e bateu na trave.
- É escanteio então.
- Bora, vai ser gol de Ronaldo Alves.
- Bate direito, Neno!
- Agoraaaa! Defendeu.
- De novo!
- Não. Defendeu duas vezes.
- A segunda defesa foi sem querer. Bateu na cabeça do goleiro.
- Velho, que pressão!
- Já são 25 minutos já. E o gol não sai.
- Agoraaaa!
- Goooollll!
- É goooollll. Porra!
- Goolllllllll!
- Gooooollll!
- Pegaaaa!!!
- Finalmente! Que alívio!
- Já vai entrar Diego Bispo.
- Agora Waldemar não vai querer mais arriscar.
O gol saiu as 26 minutos. Depois do gol, o Náutico não deu chance para o azar. Reforçou a marcação e passou a segurar o resultado, só saindo nos contra-ataques. O Salgueiro buscou o ataque, mas a defesa estava segura como sempre. O jogo acabou e a torcida comemorou no bar.
Como dito no começo, o jogo foi mais difícil do que parecia ser. Será assim até o fim do campeonato e olhe que faltam ainda 14 partidas.
Bragantino venceu, mas foi suspeito
Na terça-feira, 13 de setembro, compromissos me impediram de comparecer ao Bar para assistir Bragantino 2 x 1 Náutico e, por isso, pouco tenho a comentar.
Do que pode ser dito deste jogo, destaco três fatos:
1) O gol sofrido pela Náutico aos 46 segundos de jogo => Isso quebrou todo o esquema do time, que vinha conseguindo bons resultados fora de casa sempre jogando no erro do adversário.
2) Em seguida, o segundo gol do Bragantino em completo impedimento => No dia seguinte, a imprensa noticia que a bandeirinha era irmã de um zagueiro do adversário. Pisada de bola da CBF, que deixou sem credibilidade toda a arbitragem.
3) A falta de criatividade do Náutico para furar retrancas => O adversário teve um jogador expulso no final do primeiro tempo. O Náutico jogou todo o segundo tempo no campo do adversário, mas pouco ameaçou. Perto do fim, ainda diminuiu o placar, numa falha do goleiro adversário. Foi pouco.
Derrotado após um mês de invencibilidade, resta levantar a cabeça e voltar a vencer na próxima rodada.
Do que pode ser dito deste jogo, destaco três fatos:
1) O gol sofrido pela Náutico aos 46 segundos de jogo => Isso quebrou todo o esquema do time, que vinha conseguindo bons resultados fora de casa sempre jogando no erro do adversário.
2) Em seguida, o segundo gol do Bragantino em completo impedimento => No dia seguinte, a imprensa noticia que a bandeirinha era irmã de um zagueiro do adversário. Pisada de bola da CBF, que deixou sem credibilidade toda a arbitragem.
3) A falta de criatividade do Náutico para furar retrancas => O adversário teve um jogador expulso no final do primeiro tempo. O Náutico jogou todo o segundo tempo no campo do adversário, mas pouco ameaçou. Perto do fim, ainda diminuiu o placar, numa falha do goleiro adversário. Foi pouco.
Derrotado após um mês de invencibilidade, resta levantar a cabeça e voltar a vencer na próxima rodada.
Passamos pelo Criciúma
O dia 10 de setembro de 2011 foi histórico no Bar do Náutico: o dia que em o hino do Náutico começou a rolar solto no Amazonas:
- Cheguei, João!
- Chegou cedo, hein?
- Claro. Como prometido, cheguei cedo com o CD do Náutico. Bota aí o hino para tocar!
- É pra já!
- Mas antes coloca um copo e a mais gelada no frezzer.
- Ih! O rádio está cuspindo o CD.
- Não brinca. Tenta de novo.
- Agora foi.
E começamos a ouvir "Come-Dorme" enquanto aguardávamos o jogo contra o Criciúma. Em seguida, chegou Fernando.
- Eita, agora estou me sentindo nos Aflitos.
- Tem mais de 15 músicas neste CD.
- E esse hino não tem letra não?
- Come-Dorme e só instrumental, João, mas as outras tem. Bota na número 5.
- Tá.
"Da união de duas cores mágicas, nasceu a força e raaaaaça..."
- Agora sim!
"O nosso bloco é mesmo enfezado. É o Timbu, é o Timbu Coroado...."
- Eita, porra! Curti muito isso na infância.
- João, desliga o som que vai começar o jogo!
E o jogo começou. Era o timbu tentando vencer o Criciúma para assumir a vice-liderança. O adversário, logo no começo, não ficou atrás e tentou jogar agredindo o Náutico. O jogo estava equilibrado e nosso time parecia meio preguiçoso.
- O Náutico está meio devagar hoje. Errando muito passe.
- O jogo está duro.
Aos poucos, o Timba foi colocando ordem no jogo e saindo da letargia. O Criciúma já não ameaça mais e começava apenas a se defender. O gol não saia e parecia que o primeiro tempo ficaria no zero-a-zero, até que Kiesa entrou em ação. Falta cobrada da esquerda por Peter e o matador desviou de cabeça, de costas para o gol.
-Goooooolllllll
Explosão no Bar do Náutico. Era o 13º gol de Kiesa, agora empatando na artilharia do campeonato. E foi este gol que encerrou o primeiro tempo.
- Atenção! O Náutico está ganhando. Nada de telefonar para rubro-negro, nem para outros alvirrubros que sabemos que dá azar.
- Pois é! Todos proibidos.
A galera estava vacinada. Jogo do Náutico só se comemora vitória quando o jogo termina. Das últimas que alguém resolveu telefonar ou atender ligação para comemorar deu azar. O segundo tempo começou e o Timbu adotou a postura de esperar e sair nos contra-ataques. O Criciúma adiantou o time e começou a ter mais posse de bola. A defesa estava sólida e, mesmo com mais domínio territorial, o adversário não levava tanto perigo. O Náutico só queria robar uma bola para matar o jogo:
- Contra-ataque!
- Toca! Toca!
- Toca para Peter!
- Isso!
- Vai Jeff! Chuta!
- Cruzou!
- Golllll!
- É goooollll!
- Gooooollllll!
- De quem foi?
- Foi de Peter!
- Foi de Peter para Jeff, de Jeff para Peter!
- De lateral para lateral!
- 2 x 0! É isso aí!
- Agora é só "cozinhar" o jogo.
2 x 0. Vitória praticamente garantida.
- Alô! Esse é o timba!
- Ei, pô! Não telefona não!
- Estou falando com um alvirrubro que está nos Aflitos!
- Pelo menos está ligando aos 45 minutos o segundo tempo.
Um minuto depois:
- Gol do Criciúma.
- Está vendo. Foi culpa de Gerônimo.
- Acabooooouuu!
- Mais uma vitória!
2 x 1. Pela primeira vez no campeonato, o timbu chega a vice-liderança. Um jogo a menos na caminhada para a Série A.
- Desce outra, Garçon.
- Cheguei, João!
- Chegou cedo, hein?
- Claro. Como prometido, cheguei cedo com o CD do Náutico. Bota aí o hino para tocar!
- É pra já!
- Mas antes coloca um copo e a mais gelada no frezzer.
- Ih! O rádio está cuspindo o CD.
- Não brinca. Tenta de novo.
- Agora foi.
E começamos a ouvir "Come-Dorme" enquanto aguardávamos o jogo contra o Criciúma. Em seguida, chegou Fernando.
- Eita, agora estou me sentindo nos Aflitos.
- Tem mais de 15 músicas neste CD.
- E esse hino não tem letra não?
- Come-Dorme e só instrumental, João, mas as outras tem. Bota na número 5.
- Tá.
"Da união de duas cores mágicas, nasceu a força e raaaaaça..."
- Agora sim!
"O nosso bloco é mesmo enfezado. É o Timbu, é o Timbu Coroado...."
- Eita, porra! Curti muito isso na infância.
- João, desliga o som que vai começar o jogo!
E o jogo começou. Era o timbu tentando vencer o Criciúma para assumir a vice-liderança. O adversário, logo no começo, não ficou atrás e tentou jogar agredindo o Náutico. O jogo estava equilibrado e nosso time parecia meio preguiçoso.
- O Náutico está meio devagar hoje. Errando muito passe.
- O jogo está duro.
Aos poucos, o Timba foi colocando ordem no jogo e saindo da letargia. O Criciúma já não ameaça mais e começava apenas a se defender. O gol não saia e parecia que o primeiro tempo ficaria no zero-a-zero, até que Kiesa entrou em ação. Falta cobrada da esquerda por Peter e o matador desviou de cabeça, de costas para o gol.
-Goooooolllllll
Explosão no Bar do Náutico. Era o 13º gol de Kiesa, agora empatando na artilharia do campeonato. E foi este gol que encerrou o primeiro tempo.
- Atenção! O Náutico está ganhando. Nada de telefonar para rubro-negro, nem para outros alvirrubros que sabemos que dá azar.
- Pois é! Todos proibidos.
A galera estava vacinada. Jogo do Náutico só se comemora vitória quando o jogo termina. Das últimas que alguém resolveu telefonar ou atender ligação para comemorar deu azar. O segundo tempo começou e o Timbu adotou a postura de esperar e sair nos contra-ataques. O Criciúma adiantou o time e começou a ter mais posse de bola. A defesa estava sólida e, mesmo com mais domínio territorial, o adversário não levava tanto perigo. O Náutico só queria robar uma bola para matar o jogo:
- Contra-ataque!
- Toca! Toca!
- Toca para Peter!
- Isso!
- Vai Jeff! Chuta!
- Cruzou!
- Golllll!
- É goooollll!
- Gooooollllll!
- De quem foi?
- Foi de Peter!
- Foi de Peter para Jeff, de Jeff para Peter!
- De lateral para lateral!
- 2 x 0! É isso aí!
- Agora é só "cozinhar" o jogo.
2 x 0. Vitória praticamente garantida.
- Alô! Esse é o timba!
- Ei, pô! Não telefona não!
- Estou falando com um alvirrubro que está nos Aflitos!
- Pelo menos está ligando aos 45 minutos o segundo tempo.
Um minuto depois:
- Gol do Criciúma.
- Está vendo. Foi culpa de Gerônimo.
- Acabooooouuu!
- Mais uma vitória!
2 x 1. Pela primeira vez no campeonato, o timbu chega a vice-liderança. Um jogo a menos na caminhada para a Série A.
- Desce outra, Garçon.
sábado, 3 de setembro de 2011
Timbu arretado: 2 x 1 para cima do Goiás
Setembro começou do mesmo jeito que os demais meses. Com o timbuzinho nas cabeças. Era sexta-feira, dia 02 de setembro de 2011, a torcida foi chegando ao bar desconfiada depois do último "tropeço". Pois é, na fase atual do Náutico, empate é considerado tropeço.
- Contra o Goiás, fora, é jogo duro.
- Hoje um empate é um grande resultado.
- Só não pode expulsar ninguém do Goiás. kkkkkk!
- E essa história de crise?
- Rapaz, a imprensa está inventando problema onde não tem.
- Né, mesmo? Por causa de um empate e uma discussãozinha com um torcedor, já estão falando de crise.
- Bora pro jogo!
Se a torcida estava desconfiada, o time entrou em campo disposto a mostrar que crise passa bem longe. O Náutico mostrou uma tranquilidade impressionante. Tanta tranquilidade que chegava a irritar a própria torcida. O time marcava forte no começo do jogo e só saía na boa. E quando saia valorizava bastante a posse de bola, chegando ao ponto de levar a bola ao ataque e voltar para os zagueiros, dos zagueiros para os laterais, destes para os volantes, pros atacantes e recuar de novo.
- Bora para cima, caçamba!
- O Náutico parece que não quer ganhar.
- Mas tem que ver que não tá levando pressão.
- É mas parece que quer empatar de novo.
- Agora vai! Bora, Rogério. Cruza! Cruza!
- Está todo mundo marcado.
- Recuou para Jeff.
- Porra! Recuou pra Ronaldo Alves.
- Só falta recuar pro goleiro agora!
- Impressionante! Da linha de fundo, no ataque, voltamos a bola até a defesa.
- Olha a a falha..... Gideãããoooo.
- Isso que é um goleiro.
- Ele nem está tocando na bola, mas quando precisou, está lá ele, fazendo um defesaça.
- Agora é contra-ataque.
- Vai Kiesa!
- Para Elton! Faz! Faz!
- Como perde um gol desse!
- Quaseee!
E acabou o primeiro tempo. Vaias da torcida goiana para a atuação do Goiás.
- Ei, chegou o projetor novo. Posso colocar o telão?
- Pode, claro!
- Agora vai. O problema do Náutico é a televisão.
- É mesmo. Esse telão da sorte.
- Olha só a imagem. Esse telão é melhor que o outro.
- É porque é novo. Está estreando hoje.
- Agora a gente não perde mais.
Com telão novo no bar, o segundo tempo recomeçou como o primeiro. Muita marcação do Náutico, muita posse de bola e irritação da torcida do Goiás com seu time. Como não poderia deixar de ser, o time foi para cima do Náutico. Até os 10 minutos tomamos dois sustos:
- Marca, Jeff!
- Ó praí, foi driblado.
- Nãããoooo.
- Cabeçada passou perto.
- Eu vi essa bola dentro.
- Outro ataque deles agora.
- Cortaaaaaa!
- Deu penalte.
- Ferrou!
- Deu não, deu tiro de meta.
- Eu vi ele apontando para área, jurava que era penalte.
De fato, o Goiás resolveu ir com tudo, deixando espaços na defesa. Era exatamente o que o Náutico queria:
- Agora.
- Tudo aberto! Tudo aberto!
- Cinco contra três.
- Vai, Peter. Chuta. Chuta.
- Goooolllll!
- Goooolllll!
- Goooolllll Kiesaaaaaaa!
- Quem não faz leva.
- Agora vai ser ferrolho na defesa.
- Vamos ganhar este negócio!
A estratégia do Náutico saiu conforme planejado. Atraiu o Goiás e matou o jogo no contra-ataque. Jogo de xadrez, jogo de paciência.
- Roubou Eduardo Ramos!
- Está sozinho! Está sozinho!
- Faz! Faz!
- Goooolllll!
- Pegaaaaaal!
- Goooollll!
- Olha o replay. Que pique arretado!
- Corre atrás dele, Marcinho! kkkkkkkkk!
- Hoje é dia!
Dois a zero no placar e meio tempo ainda por jogar. A história do jogo contra a Ponte, desta vez, não se repetiu. O time estava com a defesa sólida demais. As entradas de Bispo, Elton e Lenon não comprometeram em nada o time. Até o fim de jogo, foi só manter a posse de bola e marcar forte na defesa. Mas só para dar um pouco de emoção, no fimzinho do jogo:
- 46 minutos!
- Só faltam 2!
- Acaba juíz.
- Ih! Gol do Goiás.
- Não é possível. Sempre tem que tomar um golzinho, né?
- Agora, 48!
- Acabooooouu!!
- Eneeeeee!
- AAAA! UUU! TÊ! I! CÊ! Ó!
- ENE-A! U! TÊ! I! CÊ! Ó!
- ENE-A! U! TÊ! I! CÊ! Ó!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
Que vitória! Era o que o time precisava para devolver a confiança à torcida. Sexta-feira, começo de feriado, vitória fora de casa:
- Garçon! Desce a gradeeeee!
- E bota o hino do Náutico também!
- Só não tem o hino!
- Tem não? Então vamos resolver isso no próximo jogo. Aguarde!
- É sábado contra o Criciúma.
- Tem muito tempo ainda. Vamos beber em homenagem ao timbu!
- Contra o Goiás, fora, é jogo duro.
- Hoje um empate é um grande resultado.
- Só não pode expulsar ninguém do Goiás. kkkkkk!
- E essa história de crise?
- Rapaz, a imprensa está inventando problema onde não tem.
- Né, mesmo? Por causa de um empate e uma discussãozinha com um torcedor, já estão falando de crise.
- Bora pro jogo!
Se a torcida estava desconfiada, o time entrou em campo disposto a mostrar que crise passa bem longe. O Náutico mostrou uma tranquilidade impressionante. Tanta tranquilidade que chegava a irritar a própria torcida. O time marcava forte no começo do jogo e só saía na boa. E quando saia valorizava bastante a posse de bola, chegando ao ponto de levar a bola ao ataque e voltar para os zagueiros, dos zagueiros para os laterais, destes para os volantes, pros atacantes e recuar de novo.
- Bora para cima, caçamba!
- O Náutico parece que não quer ganhar.
- Mas tem que ver que não tá levando pressão.
- É mas parece que quer empatar de novo.
- Agora vai! Bora, Rogério. Cruza! Cruza!
- Está todo mundo marcado.
- Recuou para Jeff.
- Porra! Recuou pra Ronaldo Alves.
- Só falta recuar pro goleiro agora!
- Impressionante! Da linha de fundo, no ataque, voltamos a bola até a defesa.
- Olha a a falha..... Gideãããoooo.
- Isso que é um goleiro.
- Ele nem está tocando na bola, mas quando precisou, está lá ele, fazendo um defesaça.
- Agora é contra-ataque.
- Vai Kiesa!
- Para Elton! Faz! Faz!
- Como perde um gol desse!
- Quaseee!
E acabou o primeiro tempo. Vaias da torcida goiana para a atuação do Goiás.
- Ei, chegou o projetor novo. Posso colocar o telão?
- Pode, claro!
- Agora vai. O problema do Náutico é a televisão.
- É mesmo. Esse telão da sorte.
- Olha só a imagem. Esse telão é melhor que o outro.
- É porque é novo. Está estreando hoje.
- Agora a gente não perde mais.
Com telão novo no bar, o segundo tempo recomeçou como o primeiro. Muita marcação do Náutico, muita posse de bola e irritação da torcida do Goiás com seu time. Como não poderia deixar de ser, o time foi para cima do Náutico. Até os 10 minutos tomamos dois sustos:
- Marca, Jeff!
- Ó praí, foi driblado.
- Nãããoooo.
- Cabeçada passou perto.
- Eu vi essa bola dentro.
- Outro ataque deles agora.
- Cortaaaaaa!
- Deu penalte.
- Ferrou!
- Deu não, deu tiro de meta.
- Eu vi ele apontando para área, jurava que era penalte.
De fato, o Goiás resolveu ir com tudo, deixando espaços na defesa. Era exatamente o que o Náutico queria:
- Agora.
- Tudo aberto! Tudo aberto!
- Cinco contra três.
- Vai, Peter. Chuta. Chuta.
- Goooolllll!
- Goooolllll!
- Goooolllll Kiesaaaaaaa!
- Quem não faz leva.
- Agora vai ser ferrolho na defesa.
- Vamos ganhar este negócio!
A estratégia do Náutico saiu conforme planejado. Atraiu o Goiás e matou o jogo no contra-ataque. Jogo de xadrez, jogo de paciência.
- Roubou Eduardo Ramos!
- Está sozinho! Está sozinho!
- Faz! Faz!
- Goooolllll!
- Pegaaaaaal!
- Goooollll!
- Olha o replay. Que pique arretado!
- Corre atrás dele, Marcinho! kkkkkkkkk!
- Hoje é dia!
Dois a zero no placar e meio tempo ainda por jogar. A história do jogo contra a Ponte, desta vez, não se repetiu. O time estava com a defesa sólida demais. As entradas de Bispo, Elton e Lenon não comprometeram em nada o time. Até o fim de jogo, foi só manter a posse de bola e marcar forte na defesa. Mas só para dar um pouco de emoção, no fimzinho do jogo:
- 46 minutos!
- Só faltam 2!
- Acaba juíz.
- Ih! Gol do Goiás.
- Não é possível. Sempre tem que tomar um golzinho, né?
- Agora, 48!
- Acabooooouu!!
- Eneeeeee!
- AAAA! UUU! TÊ! I! CÊ! Ó!
- ENE-A! U! TÊ! I! CÊ! Ó!
- ENE-A! U! TÊ! I! CÊ! Ó!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
Que vitória! Era o que o time precisava para devolver a confiança à torcida. Sexta-feira, começo de feriado, vitória fora de casa:
- Garçon! Desce a gradeeeee!
- E bota o hino do Náutico também!
- Só não tem o hino!
- Tem não? Então vamos resolver isso no próximo jogo. Aguarde!
- É sábado contra o Criciúma.
- Tem muito tempo ainda. Vamos beber em homenagem ao timbu!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Náutico "derrotado" pela Lusa por 0 x 0
Terça-feira, 30 de agosto. O jogo mais esperado da rodada. O timbu invicto em casa e na terceira posição contra a líder do campeonato, a Portuguesa.
- Olá, boa noite.
- Ué, cadê o telão?
- Queimou. Está no conserto.
- Então vamos na TV mesmo.
- E como vamos! Hoje é clássico meu velho.
- Vamos devolver os 4 x 0.
- Só quero meio a zero.
- Começou!
- Garçon, mais um copo e mais uma cerveja.
- Faltaaaaa!
- Bora, Eduardo Ramos! Faz igual a sábado, manda no ângulo!
- Huuuu!
- Passou perto.
- A torcida do outro lado gritou até gol.
- Olha a bobeira. Agora é falta para eles.
- Marco Antônio é sempre perigoso de falta.
- Tira, goleiro! Tira, goleiro!
- Ui. Na trave!
- Quase, hein?
- Rapaz, esse time da Portuguesa é bom.
- É mesmo e marca em cima. É jogo duro.
O tempo vai passando e o jogo, que começou a mil, começou a mudar. Os dois times diminuíram o ritmo, a Portuguesa recuou e a bola passou a ser só do Náutico. Domínio total, mas difculdade para criar jogadas.
- Tem que tocar melhor essa bola. O time deles está fechadinho.
- Peter tá livre. Vira! Vira!
- Toca logo!
- Que drible!
- Cruza direito.
- Agoraaaa!
- Uhhuuuuu. Que defesa do goleiro, com os pés.
- Foi Eduardo Ramos que cabeceou.
- Eu jurava que essa bola, ele não alcançaria.
- É pressão. É pressão!
- Caramba, zagueiro! Que passe bosta.
- Olha o contra-ataque.
- Deu em nada.
- Tem que ter calma. A bola parece que está queimando.
- Pois é. O time deles está todo atrás, mas quando toma a bola vem sempre com perigo.
- E o Náutico fica errando esses passes de graça no meio.
- Olha aí, falta para eles de novo.
- Tirou a zaga.
- Bora, Kiesa! Bora!
- Faltaaaaaa!
- Tem cartão!
- Vermelhooooo!
- Está expulso, meu velho!
- Agora vai!
- Expulsou o técnico agora.
- O técnico não, foi outro jogador!
- Foi?
- Marcelo Cordeiro! Expulsou dois mesmo.
- Meu irmão, agora vai!
- Vamos ganhar esse negócio.
- Agora ataque contra defesa.
- Bora! Bora!
- Acabou o primeiro tempo.
- Agora é voltar pro segundo tempo, com calma.
- É, tem que tirar um volante e ir para cima.
- É 5 x 0 hoje!
Era o Náutico com a faca, o queijo, o revolver e tudo mais na mão. Estávamos todos na espera do segundo tempo. Naquele momento, ninguém mais pensava em outro resultado que não a vitória. Mas como sempre, nada parece ser fácil para o Náutico. E o segundo tempo virou um verdadeiro ataque contra defesa, ou melhor, ataque incompetente contra defesa.
- Ó praí. 10 minutos já. Tem que ter calma!
- Entra Philip no lugar de Derley.
- Está certo. Tem que ir pro ataque e Derley tem cartão. o Juíz está doido para expulsar um e compensar.
- Está dando raiva já!
- Outro passe errado. Não acredito no que estou vendo.
E o bar se transfomou em um show de palavrões. A cada passe errado, a cada chute bizonho, a cada cruzamento para fora, a paciência já se esgotava.
- Toca essa bola, caçamba!
- Para tua mãe, pô!
- Meu amigo, que vergonha! Era melhor quando tava 11 contra 11.
- Agora, chuta Philip!
- NO TRAVESSÃO!
- Não acredito.
- Agora vai Joelson no lugar de Peter.
- Está certo por tirar um lateral, mas era para tirar Jeff!
- Peter estava até bem.
- Olha, agora. Acerta o cruzamento nojento!
- Meu amigo, o que é isso!?
- Oi, pessoal! Cheguei. 0 x 0 ainda?
- Isso é hora, Edmilson? Rapaz, o Náutico está com 2 a mais desde o final do primeiro tempo e não consegue fazer esse gol.
- Dois a mais?! Já são 30 do segundo tempo.
- Agora vai sair Jeff, finalmente, para entrar Airton.
E o tempo passando... passando... passando...
- 37 já.
- Agora. Bolão!
- Faz Kiesaaaaaa!
- Pegou o goleiro.
- Cara-a-cara! Que time largo essa Portuguesa.
- Hoje não é dia. Não é possível.
- ...
- ...
- ...
- O juíz anunciou só 2 minutos, mesmo com essa cera toda feita pela Portuguesa.
- Bora, dá tempo. Dá tempo.
- Falta!
- É o ultimo lance do jogo.
- Nas mãos do goleiro.
- Acabou!
E choveram vaias no Aflitos. Nós, no bar, não tínhamos mais palavras. Nem mesmo para xingar. Um 0 x 0 que mais parecia uma derrota, que, na verdade, pelas circunstância, foi uma derrota. Saímos derrotados por 0 x 0. Prejuízo pro dono do bar: sem ter o que comemorar, a galera pediu a conta mais cedo. Bola para frente!
- Olá, boa noite.
- Ué, cadê o telão?
- Queimou. Está no conserto.
- Então vamos na TV mesmo.
- E como vamos! Hoje é clássico meu velho.
- Vamos devolver os 4 x 0.
- Só quero meio a zero.
- Começou!
- Garçon, mais um copo e mais uma cerveja.
- Faltaaaaa!
- Bora, Eduardo Ramos! Faz igual a sábado, manda no ângulo!
- Huuuu!
- Passou perto.
- A torcida do outro lado gritou até gol.
- Olha a bobeira. Agora é falta para eles.
- Marco Antônio é sempre perigoso de falta.
- Tira, goleiro! Tira, goleiro!
- Ui. Na trave!
- Quase, hein?
- Rapaz, esse time da Portuguesa é bom.
- É mesmo e marca em cima. É jogo duro.
O tempo vai passando e o jogo, que começou a mil, começou a mudar. Os dois times diminuíram o ritmo, a Portuguesa recuou e a bola passou a ser só do Náutico. Domínio total, mas difculdade para criar jogadas.
- Tem que tocar melhor essa bola. O time deles está fechadinho.
- Peter tá livre. Vira! Vira!
- Toca logo!
- Que drible!
- Cruza direito.
- Agoraaaa!
- Uhhuuuuu. Que defesa do goleiro, com os pés.
- Foi Eduardo Ramos que cabeceou.
- Eu jurava que essa bola, ele não alcançaria.
- É pressão. É pressão!
- Caramba, zagueiro! Que passe bosta.
- Olha o contra-ataque.
- Deu em nada.
- Tem que ter calma. A bola parece que está queimando.
- Pois é. O time deles está todo atrás, mas quando toma a bola vem sempre com perigo.
- E o Náutico fica errando esses passes de graça no meio.
- Olha aí, falta para eles de novo.
- Tirou a zaga.
- Bora, Kiesa! Bora!
- Faltaaaaaa!
- Tem cartão!
- Vermelhooooo!
- Está expulso, meu velho!
- Agora vai!
- Expulsou o técnico agora.
- O técnico não, foi outro jogador!
- Foi?
- Marcelo Cordeiro! Expulsou dois mesmo.
- Meu irmão, agora vai!
- Vamos ganhar esse negócio.
- Agora ataque contra defesa.
- Bora! Bora!
- Acabou o primeiro tempo.
- Agora é voltar pro segundo tempo, com calma.
- É, tem que tirar um volante e ir para cima.
- É 5 x 0 hoje!
Era o Náutico com a faca, o queijo, o revolver e tudo mais na mão. Estávamos todos na espera do segundo tempo. Naquele momento, ninguém mais pensava em outro resultado que não a vitória. Mas como sempre, nada parece ser fácil para o Náutico. E o segundo tempo virou um verdadeiro ataque contra defesa, ou melhor, ataque incompetente contra defesa.
- Ó praí. 10 minutos já. Tem que ter calma!
- Entra Philip no lugar de Derley.
- Está certo. Tem que ir pro ataque e Derley tem cartão. o Juíz está doido para expulsar um e compensar.
- Está dando raiva já!
- Outro passe errado. Não acredito no que estou vendo.
E o bar se transfomou em um show de palavrões. A cada passe errado, a cada chute bizonho, a cada cruzamento para fora, a paciência já se esgotava.
- Toca essa bola, caçamba!
- Para tua mãe, pô!
- Meu amigo, que vergonha! Era melhor quando tava 11 contra 11.
- Agora, chuta Philip!
- NO TRAVESSÃO!
- Não acredito.
- Agora vai Joelson no lugar de Peter.
- Está certo por tirar um lateral, mas era para tirar Jeff!
- Peter estava até bem.
- Olha, agora. Acerta o cruzamento nojento!
- Meu amigo, o que é isso!?
- Oi, pessoal! Cheguei. 0 x 0 ainda?
- Isso é hora, Edmilson? Rapaz, o Náutico está com 2 a mais desde o final do primeiro tempo e não consegue fazer esse gol.
- Dois a mais?! Já são 30 do segundo tempo.
- Agora vai sair Jeff, finalmente, para entrar Airton.
E o tempo passando... passando... passando...
- 37 já.
- Agora. Bolão!
- Faz Kiesaaaaaa!
- Pegou o goleiro.
- Cara-a-cara! Que time largo essa Portuguesa.
- Hoje não é dia. Não é possível.
- ...
- ...
- ...
- O juíz anunciou só 2 minutos, mesmo com essa cera toda feita pela Portuguesa.
- Bora, dá tempo. Dá tempo.
- Falta!
- É o ultimo lance do jogo.
- Nas mãos do goleiro.
- Acabou!
E choveram vaias no Aflitos. Nós, no bar, não tínhamos mais palavras. Nem mesmo para xingar. Um 0 x 0 que mais parecia uma derrota, que, na verdade, pelas circunstância, foi uma derrota. Saímos derrotados por 0 x 0. Prejuízo pro dono do bar: sem ter o que comemorar, a galera pediu a conta mais cedo. Bola para frente!
domingo, 28 de agosto de 2011
Só golaços em Araraquara: Ponte 3 x 3 Náutico
- Olha aí, chegou a diretoria!
- Grande, João!
- Estava esperando vocês.
- Você sabe que a gente atrasa mas nunca falta.
Era sábado, 27 de agosto de 2011. Confronto de seis pontos: Náutico em terceiro com 33 pontos enfrentando a vice líder, Ponte Preta, em São Paulo.
- Olá.
- Chegou André! Olha aí, João. Mais um que estreou no bar com vitória semana passada.
- Bora que o jogo começou.
- Vamos timbu!
- Boa tarde.
- Eita, Gerônimo por aqui!
- Agora vou aparecer mais vezes.
- Gol da Ponte Preta.
- O problema sou eu mesmo, vou embora.
- Calma que o time está jogando bem.
- Oi, pessoal.
- Chegou Adley.
- Poxa, já está um a zero. Pensei que ainda tivesse empate.
- O gol foi agora. Não tinha Gideão que pegasse, mas o time estava jogando bem.
- Tem uma chance agora.
- Rola no meio, para Eli!
- Chuuuta!
- Golaaaaççoooo!
- Que gol da porra!
- Gooooollllll!
- Que chutaço, parece que foi meteu com a mão no ângulo.
- Agora vai.
- Corre, Fernando. Corre ainda dá para tu veres o replay.
- Cheguei na hora do gol... kkkk.
O gol deu moral ao time, que encarava a vice-líder de igual para igual. Poucos minutos depois, um dos gols mais bonitos do Náutico no campeonato iria fazer o bar vibrar de novo:
- Bola para Kiesa.
- Para cima dele.
- Ô que drible!
- Chuta!
- Cruzou! Agora, Eduardo!
- Para Rogério!
- Goooooollllll!
- Gooollllllllllll!
- Gooooooolllll!
Fazia tempo que não víamos um gol tão bem trabalhado. Kiesa, por debaixo das pernas do marcador, levanta a cabeça, cruza rasteiro para Eduardo Ramos, que para a bola e rola para Rogério tocar no canto do goleiro. Mesmo com o goleiro tocando na bola, ela entrou lentamente no cantinho.
Na saída de bola, uma bobeira da zaga e a bola sobra para o artilheiro do campeonato, Ricardo Jesus, de cara pro gol, lance semelhante à bola que foi passada para Rogério no gol do Náutico, mas o atacante chutou para longe. E acabou o primeiro tempo.
- Esse segundo tempo não pode recuar.
- A tendência é a Ponte vir com tudo.
- É a aquela famosa questão dos primeiros 15 minutos. Suportar a pressão e fazer mais um.
- Começou!
- A Ponte veio para cima mesmo.
- Caramba Jeff Silva. Joga feito homem!
- Esse caba está matando a defesa.
O tempo pássa, a pressão acontece, mas a barreira dos 15 minutos é vencida e o toque de bola no ataque melhora.
- Tomamos a bola!
- Bora, Eduardo. Bolão para Rogério!
- Ô que drible. Passou lotado!
- Agooorrraaa!
- Gooooollllllllll!
- Gooooollllllllll!e
- Pegaaaaaa!
- Gooooollllllllll!
- Que golaço no ângulo de novo.
- Hoje é só golaço. Três golaços!
- Eu falei, era só passar os primeiros 15 minutos.
- Alô! Roberto! É o melhor time do Brasil!
- Roberto, cadê você? Só faltou você aqui!
A Ponte então partiu pro tudo ou nada e fez logo duas substituições. Começou a verdadeira pressão em cima do timbu. Oito minutos após, gol de Renato Cajá diminuindo.
- Não era para ter levado esse gol.
- Não era para ter telefonado. Vocês sabem que com o Náutico isso dá azar.
- Agora o gol vai dar moral para eles.
- Vai entrar Phillip e Elton no lugar de Rogério e Eduardo.
- Impressionante! Todo jogo Rogério sai com caimbra.
- Olha aí!
- Nããããoooooo!
- Gol da Ponte.
- Caramba empatou.
- Agora vem Auremir no lugar de Kiesa. Retranca total.
Após o gol de empate, o Náutico se descontrolou e o jogo passou a ser de ataque contra defesa. No bar, todos torcendo para o jogo acabar logo. A Ponte cresceu e teve chance até de virar o jogo, mas a defesa segurou o resultado que, se poderia até ter sido melhor, não deixou de ser um grande resultado. Afinal, era jogo de seis pontos, contra o vice-líder e fora de casa. No final 3 x 3 ficou de bom tamanho para os dois times.
Assim, terminamos o turno na terceira posição e em franco crescimento. O desafio agora é manter a regularidade no segundo turno. Terça-feira o jogo contra o líder no Caldeirão dos Aflitos.
- Grande, João!
- Estava esperando vocês.
- Você sabe que a gente atrasa mas nunca falta.
Era sábado, 27 de agosto de 2011. Confronto de seis pontos: Náutico em terceiro com 33 pontos enfrentando a vice líder, Ponte Preta, em São Paulo.
- Olá.
- Chegou André! Olha aí, João. Mais um que estreou no bar com vitória semana passada.
- Bora que o jogo começou.
- Vamos timbu!
- Boa tarde.
- Eita, Gerônimo por aqui!
- Agora vou aparecer mais vezes.
- Gol da Ponte Preta.
- O problema sou eu mesmo, vou embora.
- Calma que o time está jogando bem.
- Oi, pessoal.
- Chegou Adley.
- Poxa, já está um a zero. Pensei que ainda tivesse empate.
- O gol foi agora. Não tinha Gideão que pegasse, mas o time estava jogando bem.
- Tem uma chance agora.
- Rola no meio, para Eli!
- Chuuuta!
- Golaaaaççoooo!
- Que gol da porra!
- Gooooollllll!
- Que chutaço, parece que foi meteu com a mão no ângulo.
- Agora vai.
- Corre, Fernando. Corre ainda dá para tu veres o replay.
- Cheguei na hora do gol... kkkk.
O gol deu moral ao time, que encarava a vice-líder de igual para igual. Poucos minutos depois, um dos gols mais bonitos do Náutico no campeonato iria fazer o bar vibrar de novo:
- Bola para Kiesa.
- Para cima dele.
- Ô que drible!
- Chuta!
- Cruzou! Agora, Eduardo!
- Para Rogério!
- Goooooollllll!
- Gooollllllllllll!
- Gooooooolllll!
Fazia tempo que não víamos um gol tão bem trabalhado. Kiesa, por debaixo das pernas do marcador, levanta a cabeça, cruza rasteiro para Eduardo Ramos, que para a bola e rola para Rogério tocar no canto do goleiro. Mesmo com o goleiro tocando na bola, ela entrou lentamente no cantinho.
Na saída de bola, uma bobeira da zaga e a bola sobra para o artilheiro do campeonato, Ricardo Jesus, de cara pro gol, lance semelhante à bola que foi passada para Rogério no gol do Náutico, mas o atacante chutou para longe. E acabou o primeiro tempo.
- Esse segundo tempo não pode recuar.
- A tendência é a Ponte vir com tudo.
- É a aquela famosa questão dos primeiros 15 minutos. Suportar a pressão e fazer mais um.
- Começou!
- A Ponte veio para cima mesmo.
- Caramba Jeff Silva. Joga feito homem!
- Esse caba está matando a defesa.
O tempo pássa, a pressão acontece, mas a barreira dos 15 minutos é vencida e o toque de bola no ataque melhora.
- Tomamos a bola!
- Bora, Eduardo. Bolão para Rogério!
- Ô que drible. Passou lotado!
- Agooorrraaa!
- Gooooollllllllll!
- Gooooollllllllll!e
- Pegaaaaaa!
- Gooooollllllllll!
- Que golaço no ângulo de novo.
- Hoje é só golaço. Três golaços!
- Eu falei, era só passar os primeiros 15 minutos.
- Alô! Roberto! É o melhor time do Brasil!
- Roberto, cadê você? Só faltou você aqui!
A Ponte então partiu pro tudo ou nada e fez logo duas substituições. Começou a verdadeira pressão em cima do timbu. Oito minutos após, gol de Renato Cajá diminuindo.
- Não era para ter levado esse gol.
- Não era para ter telefonado. Vocês sabem que com o Náutico isso dá azar.
- Agora o gol vai dar moral para eles.
- Vai entrar Phillip e Elton no lugar de Rogério e Eduardo.
- Impressionante! Todo jogo Rogério sai com caimbra.
- Olha aí!
- Nããããoooooo!
- Gol da Ponte.
- Caramba empatou.
- Agora vem Auremir no lugar de Kiesa. Retranca total.
Após o gol de empate, o Náutico se descontrolou e o jogo passou a ser de ataque contra defesa. No bar, todos torcendo para o jogo acabar logo. A Ponte cresceu e teve chance até de virar o jogo, mas a defesa segurou o resultado que, se poderia até ter sido melhor, não deixou de ser um grande resultado. Afinal, era jogo de seis pontos, contra o vice-líder e fora de casa. No final 3 x 3 ficou de bom tamanho para os dois times.
Assim, terminamos o turno na terceira posição e em franco crescimento. O desafio agora é manter a regularidade no segundo turno. Terça-feira o jogo contra o líder no Caldeirão dos Aflitos.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Contra o Boa Esporte, deu Timbu de novo!
19 de agosto de 2011, três dias após a grande vitória do jogo anterior, estávamos de volta ao Bar para o segundo jogo da semana. Era uma sexta-feira e o jogo cedinho (19:30), fatores que aumentaram a presença da torcida no Bar do Náutico.
- Oi!
- Olá!
- Como vão?
- Tudo bem?
- Hoje trouxe mais um alvirrubro, André.
- Boa, Fernando!
- Alvirrubro do Janga.
- Então já o terceiro.
- Legal.
A torcida foi chegando em cima da hora. Começou o jogo! E os atrasados perguntavam:
- O Náutico, hoje todo de vermelho?
- É sim. É a estréia do padrão número 3, todo vermelho.
- Oi, boa noite. Está jogando bem?
- Está equilibrado, mas está bem.
- Bora, timbu!
- Olha o Boa! Para fora, está tranquilo.
- Oxê. O goleiro não é Gideão?
- É não. É Rodrigo Carvalho.
- Gideão vetado em cima da hora com virose.
- E Glédson?
- Está no banco. Esse Rodrigo Carvalho não insira confiança.
- Calma, a gente pensava isso na estréia de Gideão. De repente, aparece um bêbado. Ele pára ao lado do telão, olha para as mesas e pergunta:
- É Náutico, é?
- Sim, claro!
- E esse time faz gol?
- Vai fazer agora nessa falta, rapaz!
E o bêbado vai embora. A falta foi batida com cruzamento na área, a zaga corta e a bola sobra para Kiesa. Ele parte para cima do zagueiro, corta para dentro e bate no canto.
- Goooolllll!
- É goooolll!
- Cadê o bêbado? Eu não disse que era gol nesta falta?
- Cadê ele?
- Ele correu, nem viu a falta!
Eram apenas 10 minutos de jogo. Início perfeito.
- Olha o segundo! Vai Derley!
- No travessão!
- Que chutaço! Merecia o gol. O adversário mostrava qualidade, mas o time estava bem em campo e fazer um gol cedo ajudou. Apenas um único susto no primeiro tempo descrito abaixo:
- Não deixa cruzar!
- Corta, Jeff!
- Que moleza! Tira essa bola, nojento!
- Não!!!
- No travessão! Defesaaaaaça de Rodrigo Carvalho!
- Meu irmão, que besteira de Jeff Silva! A culpa foi toda dele.
- Agora é nossa vez! Olha o gol!
- Perdeu! Não acredito! Kiesa sem goleiro.
- Era para matar o jogo! Fim do primeiro tempo. Garçom, outra cerveja e aquele tira-gosto de carne! Segundo tempo começa.
- Agora o time deles vai sair mais pro jogo.
- Só não pode recuar. 10 minutos do segundo tempo, o bar explode de novo:
- Roubou a bola!
- Na direita para Rogério! Pássa, pássa!
- Chuta, Rogério!
- Gooollll!
- Goooolll!
- Foi de Elicarlos no rebote! Agora o jogo ficava tranquilo. Sem grandes ameaças no Boa e com jogo controlado, o Náutico mantinha o jogo ofensivo, sem descuidar da marcação. Em novo contra-ataque, teve vaga para mais.
- Vai Kiesa! Pênalte!!
- Goolll!
- Goolllllll!
- Derleeeeey!
- Anulou!
- Por que?
- Deu penalte!
- Cadê a vantagem, seu juíz?
- É só para tirar o gol de Derley.
- Vai Kiesa bater, para aumentar a artilharia.
- Gooolllll!
- Goollllll!
- Agora sim!
- Gooooolll!
3 x 0 no placar. Seria a primeira vitória do Náutico por 3 gols de diferença. De fato, seria. Mas não foi: um chute errado de fora da área acabou se transformando em um passe que deixou o atacante do Boa sem marcação, de frente para o gol, e ele não desperdiçou. O placar foi diminuído para 3 x 1, que foi o placar final da partida. Na hora do apito final, a torcida soltou mais uma vez o grito de guerra:
- Eneeeeee!
- AAA-UU-Tê-I-Cê-Ó!
- Ene- A-U-Tê-I-Cê-Ó!
- Ene- A-U-Tê-I-Cê-Ó!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
- Garçom! Bota mais uma e vamos beber, hoje é sexta-feira e o Timba ganhou!
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Vitória na raça contra o azulão
16 de agosto de 2011. Terça-feira, 20:50. Dia de semana e tarde, né? Pois o Bar do Náutico lotou. Não tem tempo ruim para esta torcida do Náutico de Manaus.
- Ei, pessoal. Madrugaram foi?
- Pô, pensei que o jogo era as 20h. Cheguei foi cedo. Já tou bebo.
- Hahahaha.
- Rapaz, hoje veio todo mundo.
- Tem que começar a fazer reserva agora.
- Bora Timbu!
- Para cima deles!
- Olha, Ricardo Xavier! Nããããooo.
- Que defesa de Gideão!
O jogo mal começou e com dois minutos o paredão já trabalhava. Apesar do susto, o Náutico tomou conta do jogo logo nos primeiros minutos. Como nos outros jogos em casa, partiu para cima, acuando o São Caetano. No começo, boas sequencias de chutes de Jeff, Kiesa e Rogério.
- Kiesa está endiabrado.
- Dá para ver que a contusão é passado.
- Agora, Kiesa.
- Pô, esqueceu a bola.
- Foi o gramado.
O São Caetano apesar de jogar na defesa, tocava bem a bola e aos poucos começou a chegar com perigo também. Mas foi num desses ataques do São Caetano que o Náutico tomou a bola e num contra-ataque rápido, Kiesa invadiu a área, passou pela marcação e cruzou rasteiro para Rogério, de letra, abrir o placar.
- Vai! Chuta!
- Gooool!
- Goollll!
- Foi de Kiesa!
- Foi não, foi contra.
- Não, foi Rogério de letraaaaa!
O gol fez o bar explodir, o consumo de cerveja aumentar e a barulheira aumentar. No lance seguinte, o bar quase vem abaixo.
- Vai, Derley!
- Morde ele, Derley!
- Chuta!
- No travessãããão!
Tudo dando certo até que...
- Tiraaa!
- Gol do São Caetano.
- Falha de Jeff Silva. Cabeceou sozinho.
O Náutico sentiu o gol. A pressão diminuiu e o São Caetano passou a levar perigo. No final do primeiro tempo, uma falta para o Náutico na entrada da área. Era a chance de voltar a frente no placar.
- Devia bater Elicarlos.
- Bota Derley!
- Eduardo Ramos.
- Quem quer bater é Jeff.
- Vixe, vai bater na arquibancada.
- Bateeeeeuuu!
- Na barreira. Que bosta de cobrança.
- Bateu no joelho da barreira.
Fim do primeiro tempo: 1 x 1.
No intervalo do jogo, descobrimos que a coisa havia aberto o placar contra o Americana. A responsabilidade pela vitória aumentava. Mas na volta para segundo tempo, o time desandou. O São Caetano voltou bem melhor e o Náutico não tinha o volume de jogo do primeiro tempo. O jogo ficava perigoso e as chances do gol da vitória não apareciam.
- Vai entrar alguém.
- Tomara que seja Joelson.
- É Neno.
- Vixe. Então Peter vai sair.
- Tinha que tirar Eduardo Ramos.
- Tá difícil hoje.
- Olha lá, agora ele sai.
- Vai entrar Elton.
- Elton? Quatro volantes?
- Pois é, perdemos o meio de campo. Waldemar vai pôr outro volante para tentar melhorar o meio.
- A torcida está vaiando no estádio.
Alguns minutos depois...
- Vai!
- Epaaaaaa.
- Falta.
- Deu Penalte!
- Penalteeeee!
- Vou em cima de Elton.
- Entrou um volante e ele ainda sofreu penalte. Waldemar está com estrela.
- Acho que não foi falta.
- O replay mostrou que foi falta, mas fora da área.
- Fora nada! Se é pro Náutico é penalte claríssimo!
- Hahahahahaha!
- Agora, Kiesa!
- Roberto não vai nem ver.
- É goooollll!
- Goooollll!
- É goooollll!
- Goooollll!
- É goooollll!
- Agora é pressão!
- São Caetno vai pro tudo ou nada.
- Tira tuuuudo minha zaga!
E pisca a bolinha de gol na rodada.
- Tem gol na rodada.
- A torcida vibrou no estádio. Deve ser do Americana.
- Será? Será?
- AêêÊÊ!AêêÊÊ!
- AêêÊÊ!
- AêêÊÊ!
- AêêÊÊ!
- Dois gols de Fumagalli!
- Kkkkkkkk!
- 49 minutos juíz!
- Acabooouuuuu!
- Eneeeee!
- AAAAA! UUUUU! TÊ I! Cê! Ó!
- ENE! A! U! TÊ! I! CÊ! Ó!
- ENE! A! U! TÊ! I! CÊ! Ó!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
- Vamos subir!
- Será? Temos que melhorar o banco, mas mesmo assim estamos vencendo.
- A vitória de hoje foi a cara de time que vai subir. Na hora que o time estava mal, arranca o penalte suado.
- Vamos comemorar muito: 30 pontos e terceira colocação.
- Garçom, muitas cervejas, por favor!
- Ei, pessoal. Madrugaram foi?
- Pô, pensei que o jogo era as 20h. Cheguei foi cedo. Já tou bebo.
- Hahahaha.
- Rapaz, hoje veio todo mundo.
- Tem que começar a fazer reserva agora.
- Bora Timbu!
- Para cima deles!
- Olha, Ricardo Xavier! Nããããooo.
- Que defesa de Gideão!
O jogo mal começou e com dois minutos o paredão já trabalhava. Apesar do susto, o Náutico tomou conta do jogo logo nos primeiros minutos. Como nos outros jogos em casa, partiu para cima, acuando o São Caetano. No começo, boas sequencias de chutes de Jeff, Kiesa e Rogério.
- Kiesa está endiabrado.
- Dá para ver que a contusão é passado.
- Agora, Kiesa.
- Pô, esqueceu a bola.
- Foi o gramado.
O São Caetano apesar de jogar na defesa, tocava bem a bola e aos poucos começou a chegar com perigo também. Mas foi num desses ataques do São Caetano que o Náutico tomou a bola e num contra-ataque rápido, Kiesa invadiu a área, passou pela marcação e cruzou rasteiro para Rogério, de letra, abrir o placar.
- Vai! Chuta!
- Gooool!
- Goollll!
- Foi de Kiesa!
- Foi não, foi contra.
- Não, foi Rogério de letraaaaa!
O gol fez o bar explodir, o consumo de cerveja aumentar e a barulheira aumentar. No lance seguinte, o bar quase vem abaixo.
- Vai, Derley!
- Morde ele, Derley!
- Chuta!
- No travessãããão!
Tudo dando certo até que...
- Tiraaa!
- Gol do São Caetano.
- Falha de Jeff Silva. Cabeceou sozinho.
O Náutico sentiu o gol. A pressão diminuiu e o São Caetano passou a levar perigo. No final do primeiro tempo, uma falta para o Náutico na entrada da área. Era a chance de voltar a frente no placar.
- Devia bater Elicarlos.
- Bota Derley!
- Eduardo Ramos.
- Quem quer bater é Jeff.
- Vixe, vai bater na arquibancada.
- Bateeeeeuuu!
- Na barreira. Que bosta de cobrança.
- Bateu no joelho da barreira.
Fim do primeiro tempo: 1 x 1.
No intervalo do jogo, descobrimos que a coisa havia aberto o placar contra o Americana. A responsabilidade pela vitória aumentava. Mas na volta para segundo tempo, o time desandou. O São Caetano voltou bem melhor e o Náutico não tinha o volume de jogo do primeiro tempo. O jogo ficava perigoso e as chances do gol da vitória não apareciam.
- Vai entrar alguém.
- Tomara que seja Joelson.
- É Neno.
- Vixe. Então Peter vai sair.
- Tinha que tirar Eduardo Ramos.
- Tá difícil hoje.
- Olha lá, agora ele sai.
- Vai entrar Elton.
- Elton? Quatro volantes?
- Pois é, perdemos o meio de campo. Waldemar vai pôr outro volante para tentar melhorar o meio.
- A torcida está vaiando no estádio.
Alguns minutos depois...
- Vai!
- Epaaaaaa.
- Falta.
- Deu Penalte!
- Penalteeeee!
- Vou em cima de Elton.
- Entrou um volante e ele ainda sofreu penalte. Waldemar está com estrela.
- Acho que não foi falta.
- O replay mostrou que foi falta, mas fora da área.
- Fora nada! Se é pro Náutico é penalte claríssimo!
- Hahahahahaha!
- Agora, Kiesa!
- Roberto não vai nem ver.
- É goooollll!
- Goooollll!
- É goooollll!
- Goooollll!
- É goooollll!
- Agora é pressão!
- São Caetno vai pro tudo ou nada.
- Tira tuuuudo minha zaga!
E pisca a bolinha de gol na rodada.
- Tem gol na rodada.
- A torcida vibrou no estádio. Deve ser do Americana.
- Será? Será?
- AêêÊÊ!AêêÊÊ!
- AêêÊÊ!
- AêêÊÊ!
- AêêÊÊ!
- Dois gols de Fumagalli!
- Kkkkkkkk!
- 49 minutos juíz!
- Acabooouuuuu!
- Eneeeee!
- AAAAA! UUUUU! TÊ I! Cê! Ó!
- ENE! A! U! TÊ! I! CÊ! Ó!
- ENE! A! U! TÊ! I! CÊ! Ó!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
- Vamos subir!
- Será? Temos que melhorar o banco, mas mesmo assim estamos vencendo.
- A vitória de hoje foi a cara de time que vai subir. Na hora que o time estava mal, arranca o penalte suado.
- Vamos comemorar muito: 30 pontos e terceira colocação.
- Garçom, muitas cervejas, por favor!
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Em Barueri, mais um 0 x 0
13 de agosto de 2011. É dia de Barueri x Náutico, em São Paulo. O Náutico sem os dois principais jogadores: Eduardo Ramos e Kiesa. E como não tem banco, vai escalado com 4 volantes.
- Olá!
- Eita, já começou?
- Um minuto de jogo só.
- Hoje é melhor defesa do Brasil em campo.
- (...)
- Jogo truncado da gota. Muito travado no meio.
- O Náutico marca muito, mas rouba a bola e não aproveita.
- Garçon, mais uma para melhorar a situação.
- Eita, Alexandro machucou!
- Tira este cabra ruim.
- Aê! Ele vai sair.
- Lá vem Joelson!
- Sem Alexandro estamos reforçados.
- Chuta, Elicarlos!
- Boa! Só ele chuta neste time?
- Agora! Golaço! Quaaaase!
- Pegou o goleiro.
- Rapaz, esse goleiro do Barueri iria aceitando.
- Tem que chutar mais. Ele tá doido para entregar.
- Olha nossa zaga falhando...
- Tem goleiro aqui, rapaz.
O tempo ia passando e até a metade do primeiro tempo, o jogo ia sendo cozinhado em banho-maria como queria o Naútico. Depois dos 30 minutos, sem conseguir entrar na zaga do Náutico, o Barueri resolve mudar sua atitude com mais chutes de fora e cruzamentos perigosos. Na melhor oportunidade, brilhou a estrela do paredão Gideão:
- Tira! Tira!
- Defendeu. Nãããooo!
- Defendeu de novo!
- Fedendeu com o pé! E agora com a mão!
- Corta a zaga!
- Que perigo!
- Três defesas seguidas.
- Olha o replay, o jogador que pegou rebote estava impedido.
- Ele não deu impedimento e ainda deu escanteio.
Mesmo com o erro do juíz, a bola não entrou e não entraria mesmo. A melhor defesa do Brasil continuava se segurando bem. E terminava o primeiro tempo.
- Todos os jogos com gol. Menos neste jogo e na Ilha.
- Em compensação, o jogo do Salgueiro está 3 x 3.
- Garçom, mais uma.
- Vai recomeçar.
Bola rolando no segundo tempo. Náutico volta com o mesmo time.
- Náutico voltou melhor.
- Voltou mesmo. Barueri já não ameaça mais.
- Está na hora de fazer um golzinho.
- Agora, Derley!
- Ah, pô! Chutou para onde o nariz apontou. Era para chutar de esquerda.
- Náutico está chegando mais neste segundo tempo.
- Está bem melhor.
- Falta para o Barueri.
- Lá vem cruzamento na área. Agora eles só chegam assim.
- Eita. Nãããooo!
- Vixe. Gideão tirou no susto.
- Essas faltas são um perigo.
- (...)
- Olha a chance!
- Direita, Joelson. Direita, Joelson!
- Toca para Derley!
- Uh! Chutou em cima do goleiro.
- Grande chance.
- Era para tocar para Derley, livre, livre.
- Vai acabar.
- Acabou.
- Décimo ponto fora de casa.
- E o quarto empate fora. Quarto zero a zero.
E assim, o Timbu perdeu uma posição na tabela e passou a ser quarto colocado, mas atingiu sua meta de sempre pontuar fora de casa. Para este jogo, a proposta de quatro volantes deixou clara que a intenção era o empate. Conseguiu e chegou aos 27 pontos.
- Garçom, a conta!
- Agora só terça.
- Que horas?
- 20:50 (horário de Manaus).
- Todos aqui!
- Olá!
- Eita, já começou?
- Um minuto de jogo só.
- Hoje é melhor defesa do Brasil em campo.
- (...)
- Jogo truncado da gota. Muito travado no meio.
- O Náutico marca muito, mas rouba a bola e não aproveita.
- Garçon, mais uma para melhorar a situação.
- Eita, Alexandro machucou!
- Tira este cabra ruim.
- Aê! Ele vai sair.
- Lá vem Joelson!
- Sem Alexandro estamos reforçados.
- Chuta, Elicarlos!
- Boa! Só ele chuta neste time?
- Agora! Golaço! Quaaaase!
- Pegou o goleiro.
- Rapaz, esse goleiro do Barueri iria aceitando.
- Tem que chutar mais. Ele tá doido para entregar.
- Olha nossa zaga falhando...
- Tem goleiro aqui, rapaz.
O tempo ia passando e até a metade do primeiro tempo, o jogo ia sendo cozinhado em banho-maria como queria o Naútico. Depois dos 30 minutos, sem conseguir entrar na zaga do Náutico, o Barueri resolve mudar sua atitude com mais chutes de fora e cruzamentos perigosos. Na melhor oportunidade, brilhou a estrela do paredão Gideão:
- Tira! Tira!
- Defendeu. Nãããooo!
- Defendeu de novo!
- Fedendeu com o pé! E agora com a mão!
- Corta a zaga!
- Que perigo!
- Três defesas seguidas.
- Olha o replay, o jogador que pegou rebote estava impedido.
- Ele não deu impedimento e ainda deu escanteio.
Mesmo com o erro do juíz, a bola não entrou e não entraria mesmo. A melhor defesa do Brasil continuava se segurando bem. E terminava o primeiro tempo.
- Todos os jogos com gol. Menos neste jogo e na Ilha.
- Em compensação, o jogo do Salgueiro está 3 x 3.
- Garçom, mais uma.
- Vai recomeçar.
Bola rolando no segundo tempo. Náutico volta com o mesmo time.
- Náutico voltou melhor.
- Voltou mesmo. Barueri já não ameaça mais.
- Está na hora de fazer um golzinho.
- Agora, Derley!
- Ah, pô! Chutou para onde o nariz apontou. Era para chutar de esquerda.
- Náutico está chegando mais neste segundo tempo.
- Está bem melhor.
- Falta para o Barueri.
- Lá vem cruzamento na área. Agora eles só chegam assim.
- Eita. Nãããooo!
- Vixe. Gideão tirou no susto.
- Essas faltas são um perigo.
- (...)
- Olha a chance!
- Direita, Joelson. Direita, Joelson!
- Toca para Derley!
- Uh! Chutou em cima do goleiro.
- Grande chance.
- Era para tocar para Derley, livre, livre.
- Vai acabar.
- Acabou.
- Décimo ponto fora de casa.
- E o quarto empate fora. Quarto zero a zero.
E assim, o Timbu perdeu uma posição na tabela e passou a ser quarto colocado, mas atingiu sua meta de sempre pontuar fora de casa. Para este jogo, a proposta de quatro volantes deixou clara que a intenção era o empate. Conseguiu e chegou aos 27 pontos.
- Garçom, a conta!
- Agora só terça.
- Que horas?
- 20:50 (horário de Manaus).
- Todos aqui!
domingo, 14 de agosto de 2011
Caiu a invencibilidade do paredão na Ilha
12 de agosto de 2011. É dia de clássico. É dia de Bar do Náutico lotado. A torcida chega animada pelo bom momento do time e sabendo que o desespero fica só por conta do adversário.
- Olá!
- Oi!
- Como vai?
- Tudo bem?
Todos se cumprimentam e já pedem a geladinha para fazer o aquecimento.
- Hoje é para arrombar.
- Ganhando hoje vai subir de vez na tabela.
- Até um empate, por ser fora, é um bom resultado. Deixa a "coisa" lá em baixo e mantém o Timbu no G4.
- 1 x 0 tá bom demais.
A galera estava animada, mas a bola rola e o otimismo começa a dar lugar à preocupação.
- Pô! Acerta esse passe!
- Eduardo Ramos é um morto. Não tem força nem para cruzar a bola.
- Ai minha zaga!
Logo no começo, o Náutico demonstra que entrou em campo para segurar o empate. Começa recuado e vai cedendo espaços pro adversário ter domínio do jogo. Uma boa estratégia, se o time conseguisse aproveitar os contra-ataques, mas não foi o que aconteceu.
- Aí, meu Deus!
- Tiraaaa!
- Gideãããão! Aqui tem goleiro.
- Olha a sobra!
- Pô, para que fazer uma falta besta na linha da grande área.
- Olha o perigo.
Então o comentarista da TV fala: "Uma falta como esta, se passar por sobre a barreira, não tem goleiro que pegue."
- Que nada! Se passar pela barreira tem Gideão!
- Bateeeeuuu!
- Gideããããããoooo. Isso é que um goleiro!
- Eu falei! Eu falei!
- Toma, Surubim!
E termina o primeiro tempo: 0 x 0. Lucro para o Náutico que segurou o jogo e viu o adversário perdendo gols. Na volta para o segundo tempo, o panorama parece mudar. Náutico começa em cima.
- Boa jogada! Tira a zaga da coisa, por pouco.
- Agoraaa! Chutaaaaa!
- Desviou. É escanteio.
- Agora, outro escanteio.
- Tirou a zaga.
- Olha o contra-ataque.
- Nããão. Vixe essa passou perto. Quase gol deles.
E depois não teve jeito. Durou cinco minutos a pressão timbu, no segundo tempo. O time voltou a recuar e, apesar da zaga jogar bem, tomou um gol espírita: cruzamento rasteiro, ninguém tocou na bola e esta entra direto no canto do goleiro: 1 x 0.
Daí para frente, o time tentou sair pro jogo, mas o banco de reservas não ajudava.
- Vai entrar Alexandro!
- Pela-Mor-Deus!
E não teve jeito. O time, que começou recuado, não teve forças para sair pro jogo. Saiu pro ataque de qualquer forma e acabou tomando o segundo gol aos 36 do segundo tempo. O jogo terminou 2 x 0, sem que o goleiro adversário tivesse qualquer trabalho no segundo tempo. Era o fim, da invencibilidade de Gideão que, desde que entrou na aga de Glédson, não havia perdido uma partida sequer. Ficou a certeza que o time é bom na defesa, mas falta criatividade na frente e banco para mudar um jogo.
- Olá!
- Oi!
- Como vai?
- Tudo bem?
Todos se cumprimentam e já pedem a geladinha para fazer o aquecimento.
- Hoje é para arrombar.
- Ganhando hoje vai subir de vez na tabela.
- Até um empate, por ser fora, é um bom resultado. Deixa a "coisa" lá em baixo e mantém o Timbu no G4.
- 1 x 0 tá bom demais.
A galera estava animada, mas a bola rola e o otimismo começa a dar lugar à preocupação.
- Pô! Acerta esse passe!
- Eduardo Ramos é um morto. Não tem força nem para cruzar a bola.
- Ai minha zaga!
Logo no começo, o Náutico demonstra que entrou em campo para segurar o empate. Começa recuado e vai cedendo espaços pro adversário ter domínio do jogo. Uma boa estratégia, se o time conseguisse aproveitar os contra-ataques, mas não foi o que aconteceu.
- Aí, meu Deus!
- Tiraaaa!
- Gideãããão! Aqui tem goleiro.
- Olha a sobra!
- Pô, para que fazer uma falta besta na linha da grande área.
- Olha o perigo.
Então o comentarista da TV fala: "Uma falta como esta, se passar por sobre a barreira, não tem goleiro que pegue."
- Que nada! Se passar pela barreira tem Gideão!
- Bateeeeuuu!
- Gideããããããoooo. Isso é que um goleiro!
- Eu falei! Eu falei!
- Toma, Surubim!
E termina o primeiro tempo: 0 x 0. Lucro para o Náutico que segurou o jogo e viu o adversário perdendo gols. Na volta para o segundo tempo, o panorama parece mudar. Náutico começa em cima.
- Boa jogada! Tira a zaga da coisa, por pouco.
- Agoraaa! Chutaaaaa!
- Desviou. É escanteio.
- Agora, outro escanteio.
- Tirou a zaga.
- Olha o contra-ataque.
- Nããão. Vixe essa passou perto. Quase gol deles.
E depois não teve jeito. Durou cinco minutos a pressão timbu, no segundo tempo. O time voltou a recuar e, apesar da zaga jogar bem, tomou um gol espírita: cruzamento rasteiro, ninguém tocou na bola e esta entra direto no canto do goleiro: 1 x 0.
Daí para frente, o time tentou sair pro jogo, mas o banco de reservas não ajudava.
- Vai entrar Alexandro!
- Pela-Mor-Deus!
E não teve jeito. O time, que começou recuado, não teve forças para sair pro jogo. Saiu pro ataque de qualquer forma e acabou tomando o segundo gol aos 36 do segundo tempo. O jogo terminou 2 x 0, sem que o goleiro adversário tivesse qualquer trabalho no segundo tempo. Era o fim, da invencibilidade de Gideão que, desde que entrou na aga de Glédson, não havia perdido uma partida sequer. Ficou a certeza que o time é bom na defesa, mas falta criatividade na frente e banco para mudar um jogo.
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