2013 não foi um ano bom. Ainda estamos em setembro, mas o ano do Náutico já acabou faz tempo. Os reflexos disso estão sendo sentidos no Bar do Náutico. O público sumiu, o lucro caiu e até assunto faltou para contar.
Por isso, o Bar do Náutico fechará para balanço e voltará quando este Campeonato Brasileiro acabar. Voltaremos em 2014 com modificações. A temática será a mesma, mas a abordagem será diferente. Mais opiniões, mais estatísticas, mas sempre comentando o Clube Náutico Capibaribe. O próximo ano certamente será melhor para o Náutico e para o bar. Continuaremos a beber juntos.
Que venha 2014! E venha logo!
terça-feira, 24 de setembro de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Eu vi. Tu "vice"?
Homenagem ao tri-vice pernambucano:
EU VI. TU "VICE"?
Riste de mim antes da hora.
Esta foi tua maior tolice.
Tua torcida agora chora.
E nós que rimos do tri-vice.
Achava o time uma maravilha.
E que sairia vitorioso.
E mais uma vez dentro da ilha.
Acabou vice de novo!
Disseste que ganharia o pernambucano.
Mas o que foi que eu te disse?
Entra ano e passa ano.
Todos sabem quem é o vice.
Se o campeonato eu não ganhei.
No final continuo contente.
Ano passado te rebaixei.
E hoje és vice novamente.
E como tudo pode piorar.
Muita raiva ainda vais ter.
Vais me invejar na Série A.
Enquanto jogarás a Série B.
Para terminar a gozação.
Ainda tem mais uma rima.
Vamos todos rir do leão.
Porque ser vice é sua sina.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Cordel ao Secador
CORDEL AO SECADOR
Na última Copa do Brasil.
Perdeu para o Paysandu.
Goleado dentro do seu canil.
Até com gol de Pikachu.
No último campeonato estadual.
Aí é que foi hilário.
Dentro de casa, perdeu a final.
Bem no dia do aniversário.
No último Campeonato Brasileiro.
Foi um sofrimento arretado.
Ficou na zona o campeonato inteiro.
E terminou mesmo foi rebaixado.
E na Copa do Nordeste.
Nem assim, o time vence.
Eliminado dentro de casa.
Por um tal de Campinense.
Resta-lhes chorar na cama.
E me invejar o ano inteiro.
Vou jogar Sul-Americana.
E Série A do Brasileiro.
E para começar bem ano.
Até secando, estão sem graça.
Pois no 1º turno do pernambucano.
O timbu já levou a taça.
Na última Copa do Brasil.
Perdeu para o Paysandu.
Goleado dentro do seu canil.
Até com gol de Pikachu.
No último campeonato estadual.
Aí é que foi hilário.
Dentro de casa, perdeu a final.
Bem no dia do aniversário.
No último Campeonato Brasileiro.
Foi um sofrimento arretado.
Ficou na zona o campeonato inteiro.
E terminou mesmo foi rebaixado.
E na Copa do Nordeste.
Nem assim, o time vence.
Eliminado dentro de casa.
Por um tal de Campinense.
Resta-lhes chorar na cama.
E me invejar o ano inteiro.
Vou jogar Sul-Americana.
E Série A do Brasileiro.
E para começar bem ano.
Até secando, estão sem graça.
Pois no 1º turno do pernambucano.
O timbu já levou a taça.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Perder pela Sul-Americana. Vale?
Não era dia de jogo, mas era dia de amigos se reunirem para tomar uma (ou duas, ou três, ...) e bater um bom papo. Papo sobre o timbu, é claro! Enquanto a galera ia chegando, dois alvirrubros já iniciavam os trabalhos.
- Saiu a tabela da Copa do Brasil 2013, você viu?
- Vi sim, Júnior. Pegaremos o CRAC. Passando, tem o vencedor de Bangu x Betim e, depois, provavelmente o Santos.
- Contra o Santos é a última fase antes das oitavas. Se passar, não joga a Copa Sul-Americana. Se for eliminado até o jogo do Santos, vai para a Sul-Americana.
- É só abrir pro Santos então.
- Pô, cara, mas torcer para o time perder só para jogar a Sula? Não consigo torcer contra.
- Mas, pela Copa Sul-Americana, vale a pena.
- Por mim, quero ver ganhar sempre, mesmo que não jogue esta competição.
- Que nada! É uma competição internacional. Há muito tempo não jogamos uma competição assim. Além do mais, Copa do Brasil tem todo ano.
- Sim. E Copa Sul-Americana também não tem todo ano?
- Tem. Mas para chegar nela é mais difícil.
- Para mim, toda competição é importante. Ir bem ou ganhar a Copa do Brasil é tão ou mais importante que ir bem ou ganhar a Sul-Americana. Se fosse para jogar a Libertadores, talvez desse para discutir, mas Sul-Americana...
- Ôxe! Copa Sul-Americana é internacional. Vai divulgar ainda mais o nome do nosso time no cenário internacional. Além do mais, seremos o primeiro time do estado a jogar esta competição. Poderemos zoar nossos rivais. Pode esquecer a Copa do Brasil.
- Grande coisa! Se for por reconhecimento, ganhar a Copa do Brasil dá um reconhecimento muito melhor. Ganharemos espaço no noticiário "nacional sulista" da mesma forma. Na Sul-Americana vamos aparecer nos jornais de onde? Do Peru, da Venezuela?
- Nem se compara, pô, Copa do Brasil com Sul-Americana!
- Claro que a Copa Sul-Americana é um título continental, mas ter que perder para poder jogá-la é o cúmulo. Com esse novo regulamento classificatório, jogá-la é como se fosse um consolo para perdedor. Se fosse como antigamente, seria diferente, tinha que lutar para entrar. Antes iriam os grandes times. Agora, os grandes do Brasil estarão na Copa do Brasil, o que a torna muito mais valorizada. Enquanto isso, a Sul-Americana fica com os perdedores, perdendo assim grande parte do seu valor. Imagina que reconhecimento teremos de ganhar uma competição onde só participam os perdedores do Brasil.
- Não! Não! Mas a Sula não é só feita de times do Brasil. Tem os times de todos os outros nove países que formam a Conmebol. Continua sendo importante.
- Nada. Para mim, a Sul-Americana sempre foi uma "Série B" da Libertadores. Agora, será a "Série B" da Copa do Brasil também. Para jogá-la, tem que ser "rebaixado" na Copa do Brasil. Tem atrativo nenhum isso.
- Bicho! Não concordo contigo.
- Eu realmente não sei o porquê de ter tanta gente na nossa torcida tão empolgado com esta competição.
- Eu já te falei e vou repetir. É uma competição internacional, que nunca participamos. Isso já é motivação demais.
- Já pensaste na vergonha que nosso time pode passar nacionalmente ao entrar em campo para perder do Santos, só para entrar na Sul-Americana?
- Vergonha por quê?
- Por que nenhum time grande faria isso. O Santos mesmo, certamente, vai querer nos vencer para continuar na Copa do Brasil. Essa Sul-Americana é uma competição em que, ao longo do anos, muitos times brasileiros botaram times reservas para priorizar o Brasileirão...
- Não! Isso aconteceu sim. Mas só no começo. Quando passam de fases, logo começam a botar os times principais.
- Imagina a situação: a gente vai bem na Copa do Brasil, aí perde de propósito para o Santos, vai para Sul-Americana e é eliminado na primeira fase. Que grande bosta!
- Aí faz parte! Futebol é uma competição. Vencer ou perder fazem parte do jogo.
- Mas voltemos ao principal. Nenhum time grande do Brasil vai perder de propósito para jogar uma competição desta. Acho vergonhoso.
- Por mim, o Náutico poderia jogar toda a Copa do Brasil com o time Sub-20. Jogaria para "ganhar", já sabendo que vai perder. Seria bom para os garotos também pegarem mais experiência.
- Aí não dá mesmo. É melhor nem entrar deste jeito.
- E jogar logo a Sula, né?
- Se a ideia for jogar a Sula, sim, seria melhor nem entrar na Copa do Brasil. Mas, se vai entrar, vamos jogar sério e encarar com vontade para ir até o mais longe possível. Quero ver meu time jogando para vencer. Que se dane a Sul-Americana.
- Bicho, que se dane a Copa do Brasil. Isso tem todo ano. A gente batalhou muito ano passado no Brasileirão para se classificar. Agora vai jogar tudo pro ar?
- Com esse novo regulamento, entrar na Sul-Americana agora será a coisa mais fácil do mundo. A partir de agora, Copa Sul-Americana para gente também vai ser praticamente todo ano. Acabou o "grande mérito" de classificar-se. É a Série B da Copa do Brasil.
- Tu estás em doido!
- Só você que não vê isso.
- Só você que pensa diferente. Toda nossa torcida pensa como eu.
- Acho que não chegaremos a um consenso hoje.
- Quanto a esse assunto, também acho. Mas para concordarmos em alguma coisa hoje, vamos lá: cerveja quente ou gelada!
- Gelada, claro!
- Eu também. Pronto, concordamos!
- Só assim, mesmo.
- Sua vez. Pega a cerveja lá! Aliás pega duas!
- Não. Pega você!
- E viva a Copa Sul-Americana!
- Copa do Brasil!
- Saiu a tabela da Copa do Brasil 2013, você viu?
- Vi sim, Júnior. Pegaremos o CRAC. Passando, tem o vencedor de Bangu x Betim e, depois, provavelmente o Santos.
- Contra o Santos é a última fase antes das oitavas. Se passar, não joga a Copa Sul-Americana. Se for eliminado até o jogo do Santos, vai para a Sul-Americana.
- É só abrir pro Santos então.
- Pô, cara, mas torcer para o time perder só para jogar a Sula? Não consigo torcer contra.
- Mas, pela Copa Sul-Americana, vale a pena.
- Por mim, quero ver ganhar sempre, mesmo que não jogue esta competição.
- Que nada! É uma competição internacional. Há muito tempo não jogamos uma competição assim. Além do mais, Copa do Brasil tem todo ano.
- Sim. E Copa Sul-Americana também não tem todo ano?
- Tem. Mas para chegar nela é mais difícil.
- Para mim, toda competição é importante. Ir bem ou ganhar a Copa do Brasil é tão ou mais importante que ir bem ou ganhar a Sul-Americana. Se fosse para jogar a Libertadores, talvez desse para discutir, mas Sul-Americana...
- Ôxe! Copa Sul-Americana é internacional. Vai divulgar ainda mais o nome do nosso time no cenário internacional. Além do mais, seremos o primeiro time do estado a jogar esta competição. Poderemos zoar nossos rivais. Pode esquecer a Copa do Brasil.
- Grande coisa! Se for por reconhecimento, ganhar a Copa do Brasil dá um reconhecimento muito melhor. Ganharemos espaço no noticiário "nacional sulista" da mesma forma. Na Sul-Americana vamos aparecer nos jornais de onde? Do Peru, da Venezuela?
- Nem se compara, pô, Copa do Brasil com Sul-Americana!
- Claro que a Copa Sul-Americana é um título continental, mas ter que perder para poder jogá-la é o cúmulo. Com esse novo regulamento classificatório, jogá-la é como se fosse um consolo para perdedor. Se fosse como antigamente, seria diferente, tinha que lutar para entrar. Antes iriam os grandes times. Agora, os grandes do Brasil estarão na Copa do Brasil, o que a torna muito mais valorizada. Enquanto isso, a Sul-Americana fica com os perdedores, perdendo assim grande parte do seu valor. Imagina que reconhecimento teremos de ganhar uma competição onde só participam os perdedores do Brasil.
- Não! Não! Mas a Sula não é só feita de times do Brasil. Tem os times de todos os outros nove países que formam a Conmebol. Continua sendo importante.
- Nada. Para mim, a Sul-Americana sempre foi uma "Série B" da Libertadores. Agora, será a "Série B" da Copa do Brasil também. Para jogá-la, tem que ser "rebaixado" na Copa do Brasil. Tem atrativo nenhum isso.
- Bicho! Não concordo contigo.
- Eu realmente não sei o porquê de ter tanta gente na nossa torcida tão empolgado com esta competição.
- Eu já te falei e vou repetir. É uma competição internacional, que nunca participamos. Isso já é motivação demais.
- Já pensaste na vergonha que nosso time pode passar nacionalmente ao entrar em campo para perder do Santos, só para entrar na Sul-Americana?
- Vergonha por quê?
- Por que nenhum time grande faria isso. O Santos mesmo, certamente, vai querer nos vencer para continuar na Copa do Brasil. Essa Sul-Americana é uma competição em que, ao longo do anos, muitos times brasileiros botaram times reservas para priorizar o Brasileirão...
- Não! Isso aconteceu sim. Mas só no começo. Quando passam de fases, logo começam a botar os times principais.
- Imagina a situação: a gente vai bem na Copa do Brasil, aí perde de propósito para o Santos, vai para Sul-Americana e é eliminado na primeira fase. Que grande bosta!
- Aí faz parte! Futebol é uma competição. Vencer ou perder fazem parte do jogo.
- Mas voltemos ao principal. Nenhum time grande do Brasil vai perder de propósito para jogar uma competição desta. Acho vergonhoso.
- Por mim, o Náutico poderia jogar toda a Copa do Brasil com o time Sub-20. Jogaria para "ganhar", já sabendo que vai perder. Seria bom para os garotos também pegarem mais experiência.
- Aí não dá mesmo. É melhor nem entrar deste jeito.
- E jogar logo a Sula, né?
- Se a ideia for jogar a Sula, sim, seria melhor nem entrar na Copa do Brasil. Mas, se vai entrar, vamos jogar sério e encarar com vontade para ir até o mais longe possível. Quero ver meu time jogando para vencer. Que se dane a Sul-Americana.
- Bicho, que se dane a Copa do Brasil. Isso tem todo ano. A gente batalhou muito ano passado no Brasileirão para se classificar. Agora vai jogar tudo pro ar?
- Com esse novo regulamento, entrar na Sul-Americana agora será a coisa mais fácil do mundo. A partir de agora, Copa Sul-Americana para gente também vai ser praticamente todo ano. Acabou o "grande mérito" de classificar-se. É a Série B da Copa do Brasil.
- Tu estás em doido!
- Só você que não vê isso.
- Só você que pensa diferente. Toda nossa torcida pensa como eu.
- Acho que não chegaremos a um consenso hoje.
- Quanto a esse assunto, também acho. Mas para concordarmos em alguma coisa hoje, vamos lá: cerveja quente ou gelada!
- Gelada, claro!
- Eu também. Pronto, concordamos!
- Só assim, mesmo.
- Sua vez. Pega a cerveja lá! Aliás pega duas!
- Não. Pega você!
- E viva a Copa Sul-Americana!
- Copa do Brasil!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Virada espetacular: 3x2 no Figueirense
29 de agosto de 2012. Clima de despedida no Bar do Náutico para mim, prestes a passar um tempo ausente. Naquela noite, Náutico e Figueirense abriam o segundo turno do Campeonato Brasileiro. A galera foi chegando cedo.
- Hoje vai ser 3x0. É pau no lanterninha do campeonato.
- Para mim é 2x0.
- Vai ser 4x0. Dois gols de Kim. KKKK
- Esse jogo tem cara de 3x2.
- Pô, Júnior. Que pessimismo! É o lanterna.
- Nada. Esses jogos assim, com cara de fácil, o Náutico adora complicar.
- Coisa nenhuma. É 5x0.
Quando o jogo começou, o pessoal ainda discutia quando Kim foi derrubado na área. Penalti!
- Penalti!!!
- Penalti?
- Olha ali o pessoal chegando. Corre que vocês ainda conseguem ver o gol!
O pessoal que chegava atrasado correu para ver a cobrança, mas Araújo tratou de decepcionar a todos. O goleiro Wilson defendeu.
- Vai te lascar. Perder um pênalti com 2 minutos de jogo.
A galera revoltada no bar e o time nervoso no campo. Dez minutos depois, Marlon e Gideão não se entenderam e entregaram um gol de graça para Caio. 1x0 Figueirense.
- Que falha de Gideão.
- A culpa foi de Marlon. Saltou e fez um corta-luz em cima do goleiro.
- E tudo isso por causa do pênalti perdido.
O time continuava nervoso e não se encontrava. O Figueirense tocava melhor e bola e envolvia fácil nossa defesa. Alguns minutos depois, após ótima troca de passes, o Figueirense fazia o segundo. Aloísio. 2x0. Até o fim do primeiro tempo, o panorama continuou o mesmo, com o Figueira ainda perdendo chances de ampliar a vantagem.
- Não acredito no que estou vendo. Um time bosta desse vencendo fácil na nossa casa.
- E a gente falando em goleada...
- Quem vai entrar neste segundo tempo?
- Rogerinho e Lúcio no lugar de Kim e Douglas Santos.
- Vamos ver no que dá.
No segundo tempo, a história foi outra. As modificações surtiram efeito e o time cresceu demais. O Figueirense foi encurralado e a pressão era toda do Timbuzinho. Com menos de 10 minutos, Elicarlos trazia de volta a alegria ao bar:
- Gooooolllllllllll.
- É gooollllllll, baralho!
- Gol, pombas!
- Goooooooollllllllllllllllllllllllll!
A confiança voltou à torcida. O jogo agora era nosso. Gideão virara mero espectador e só o Náutico jogava. Alguns minutos depois, o bar veio abaixo.
- Agoraaaa.... Fazzz!
- Goooolllllllll!!!!!!
- GGGGOOOOOOLLLLLL!
- GGGGOOOOOOLLLLLL!
Era o gol de empate. Elicarlos de novo. Logo ele, que, naquela noite, jogava com a camisa 150, em alusão a sua centésima-quinquagésima partida.
- Desce a grade que agora eu vou tomar todas.
- Desce duas. Esse timbu é demais. Pra mim era jogo perdido.
- E agora, que empatou cedo, vamos para a viradaaaaa!
Os alvirrubros estavam eufóricos. O timbuzinho, como se vê acima, já tomava todas. As chances da virada foram se sucedendo. O goleiro do Figueirense salvava o time. Na melhor chance, salvou o chute no cantinho de Martinez. Faltava pouco para virada. E ela veio.
- É falta agora.
- Lúcio vai cruzar.
- ...
- Impedido.
- Tá valendo, meu!
- Gooooolllllllllll!
- Foi gol?
- Posição legal! É golllllllll!
- Gol!
- GOOOOOOOOOOOLLLLLL!
- GGGOOOOLLLLLLLLLLLLLL!
- Eneeeeeeeeeee!
- A!
- UH!
- Tê!
- I!
- Cê!
- Ó!
- Ene! A! UH! Tê! I! Cê! Ó!
- Ene! A! UH! Tê! I! Cê! Ó!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
E que virada! Eram só 23 minutos. Souza, em posição legal, recebeu e fuzilou. Até quem estava no bar teve dúvidas, mas era o terceiro e legítimo gol do Timba. Virada espetacular. Até o fim do jogo, a galera estava em êxtase com o grande segundo tempo. Destaque para a grande partida dos reservas que entraram no segundo tempo: Lúcio e Rogerinho. E também para o homenageado da noite, com dois gols no jogo: Elicarlos.
Fim de jogo e já dá para imaginar a festa que foi no bar.
- Eu falei que iria ser 3x2, lembram?
- Pior que falou mesmo. Que jogo meu velho!
- E não esperava nem mais o empate depois daquele primeiro tempo.
- Agora são 12 pontos na frente da coisa.
- Cadê a cerveja! Cadê a cerveja!
Uma vitória espetacular naquela noite. Depois do jogo, ninguém queria mais ir para casa. A noite foi pequena, mas a cachaça foi grande.
![]() |
| A galera em mais um jogo do Timba! |
- Para mim é 2x0.
- Vai ser 4x0. Dois gols de Kim. KKKK
- Esse jogo tem cara de 3x2.
- Pô, Júnior. Que pessimismo! É o lanterna.
- Nada. Esses jogos assim, com cara de fácil, o Náutico adora complicar.
- Coisa nenhuma. É 5x0.
Quando o jogo começou, o pessoal ainda discutia quando Kim foi derrubado na área. Penalti!
- Penalti!!!
- Penalti?
- Olha ali o pessoal chegando. Corre que vocês ainda conseguem ver o gol!
O pessoal que chegava atrasado correu para ver a cobrança, mas Araújo tratou de decepcionar a todos. O goleiro Wilson defendeu.
- Vai te lascar. Perder um pênalti com 2 minutos de jogo.
A galera revoltada no bar e o time nervoso no campo. Dez minutos depois, Marlon e Gideão não se entenderam e entregaram um gol de graça para Caio. 1x0 Figueirense.
- Que falha de Gideão.
- A culpa foi de Marlon. Saltou e fez um corta-luz em cima do goleiro.
- E tudo isso por causa do pênalti perdido.
O time continuava nervoso e não se encontrava. O Figueirense tocava melhor e bola e envolvia fácil nossa defesa. Alguns minutos depois, após ótima troca de passes, o Figueirense fazia o segundo. Aloísio. 2x0. Até o fim do primeiro tempo, o panorama continuou o mesmo, com o Figueira ainda perdendo chances de ampliar a vantagem.
- Não acredito no que estou vendo. Um time bosta desse vencendo fácil na nossa casa.
- E a gente falando em goleada...
- Quem vai entrar neste segundo tempo?
- Rogerinho e Lúcio no lugar de Kim e Douglas Santos.
- Vamos ver no que dá.
No segundo tempo, a história foi outra. As modificações surtiram efeito e o time cresceu demais. O Figueirense foi encurralado e a pressão era toda do Timbuzinho. Com menos de 10 minutos, Elicarlos trazia de volta a alegria ao bar:
- Gooooolllllllllll.
- É gooollllllll, baralho!
- Gol, pombas!
- Goooooooollllllllllllllllllllllllll!
A confiança voltou à torcida. O jogo agora era nosso. Gideão virara mero espectador e só o Náutico jogava. Alguns minutos depois, o bar veio abaixo.
- Agoraaaa.... Fazzz!
- Goooolllllllll!!!!!!
- GGGGOOOOOOLLLLLL!
- GGGGOOOOOOLLLLLL!
Era o gol de empate. Elicarlos de novo. Logo ele, que, naquela noite, jogava com a camisa 150, em alusão a sua centésima-quinquagésima partida.
- Desce a grade que agora eu vou tomar todas.
- Desce duas. Esse timbu é demais. Pra mim era jogo perdido.
- E agora, que empatou cedo, vamos para a viradaaaaa!
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| Timbuzinho tomando todas |
- É falta agora.
- Lúcio vai cruzar.
- ...
- Impedido.
- Tá valendo, meu!
- Gooooolllllllllll!
- Foi gol?
- Posição legal! É golllllllll!
- Gol!
- GOOOOOOOOOOOLLLLLL!
- GGGOOOOLLLLLLLLLLLLLL!
- Eneeeeeeeeeee!
- A!
- UH!
- Tê!
- I!
- Cê!
- Ó!
- Ene! A! UH! Tê! I! Cê! Ó!
- Ene! A! UH! Tê! I! Cê! Ó!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
E que virada! Eram só 23 minutos. Souza, em posição legal, recebeu e fuzilou. Até quem estava no bar teve dúvidas, mas era o terceiro e legítimo gol do Timba. Virada espetacular. Até o fim do jogo, a galera estava em êxtase com o grande segundo tempo. Destaque para a grande partida dos reservas que entraram no segundo tempo: Lúcio e Rogerinho. E também para o homenageado da noite, com dois gols no jogo: Elicarlos.
Fim de jogo e já dá para imaginar a festa que foi no bar.
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| Resultado do jogo explícito nesta mesa |
- Pior que falou mesmo. Que jogo meu velho!
- E não esperava nem mais o empate depois daquele primeiro tempo.
- Agora são 12 pontos na frente da coisa.
- Cadê a cerveja! Cadê a cerveja!
Uma vitória espetacular naquela noite. Depois do jogo, ninguém queria mais ir para casa. A noite foi pequena, mas a cachaça foi grande.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Empate na Ilha e um estranho no bar
No dia 26 de agosto de 2012, chegava ao fim o primeiro turno do Campeonato Brasileiro. E esta rodada ficou reservada para o clássico contra o time tricolor da ilha. Não tinha como o Bar do Náutico não encher. Mas a discussão da semana era: podia ou não levar um amigo rubro-negro-amarelo.
- Não, ele é rubro-negro. Tem que ter cuidado com este tipo de gente!
- Mas ele é meu amigo de infância.
- Se ele for eu não vou. O bar é do Náutico. Vai ter confusão.
- Ele veio me visitar e está em Manaus na minha casa. Não dá para ir e deixá-lo de fora.
- Tua casa de pay-per-view. Ele assiste lá só.
- Levar rubro-negro-amarelo dá um azar arretado.
- Eu já disse a ele que será preciso se comportar e ficar caladinho.
- Duvido ele ficar calado. Melhor tu também não ir.
- Gente deixem de confusão. Fernando, tu vai ver o jogo com a gente e vai levar ele sim. Mas avisa que ele tem que ficar calado, sentado na última cadeira e não pode vibrar. Ah, e tem que ficar servindo nossa cerveja.
- Beleza.Vou avisá-lo.
- Ó, mas nada de camisa vermelha, preta e amarela!
A discussão foi grande, mas, no final, o intruso foi aceito. Com restrições, mas foi. No dia do jogo, ele chegou desconfiado, quietinho. Como tinha que ser. Se era minoria no bar, o adversário tinha maioria da torcida no estádio, pois jogava em casa.
- Vamos vencer hoje lá dentro e quebrar o tabu.
- Vai ser 3x0. 3 de Kiesa.
O timbu tinha nove pontos de vantagem. O adversário estava na zona de rebaixamento. Tudo conspirava para mais uma vitória, mas, já dizia o ditado: clássico é clássico. O que se viu foi um começo de jogo equilibrado e, depois, um domínio maior do Sport.
- Caramba. Estamos só levando pressão.
- Ó praí! Caramba. Na trave!
A pressão aumentava.
- Eita, pô. Não!
- Gideãããõooooo!
- Isso é que é um goleiro.
- Que defesa extraordinária.
Zero a zero foi lucro no primeiro tempo. No segundo tempo, o panorama não mudou. De novo um começo equilibrado logo seguido por domínio do adversário.
- Droga. Perdemos Kiesa machucado.
- Agora vai ficar difícil. Vai entrar Kim.
- Vamos rezar para acabar logo.
- Eita! Não!
- Na trave de novo!
O tempo foi passando e, apesar da pressão, o jogo ficou mesmo no zero a zero. O jogo do Timbu não encaixou, mas a fase do adversário não era das melhores. Foi apenas o terceiro jogo em que o Timbu conseguia pontuar fora de casa. Ponto para a gente e azar deles. Bem feito.
No final, nem a gente nem o amigo (???) rubro-negro saíram comemorando nem chorando. Tudo acabou em paz. Ainda bem. O cara era gente boa, apesar de torcer para o time errado.
- Não, ele é rubro-negro. Tem que ter cuidado com este tipo de gente!
- Mas ele é meu amigo de infância.
- Se ele for eu não vou. O bar é do Náutico. Vai ter confusão.
- Ele veio me visitar e está em Manaus na minha casa. Não dá para ir e deixá-lo de fora.
- Tua casa de pay-per-view. Ele assiste lá só.
- Levar rubro-negro-amarelo dá um azar arretado.
- Eu já disse a ele que será preciso se comportar e ficar caladinho.
- Duvido ele ficar calado. Melhor tu também não ir.
- Gente deixem de confusão. Fernando, tu vai ver o jogo com a gente e vai levar ele sim. Mas avisa que ele tem que ficar calado, sentado na última cadeira e não pode vibrar. Ah, e tem que ficar servindo nossa cerveja.
- Beleza.Vou avisá-lo.
- Ó, mas nada de camisa vermelha, preta e amarela!
![]() |
| Alvirrubros e intruso rubro-negro-amarelo à esquerda |
- Vamos vencer hoje lá dentro e quebrar o tabu.
- Vai ser 3x0. 3 de Kiesa.
O timbu tinha nove pontos de vantagem. O adversário estava na zona de rebaixamento. Tudo conspirava para mais uma vitória, mas, já dizia o ditado: clássico é clássico. O que se viu foi um começo de jogo equilibrado e, depois, um domínio maior do Sport.
- Caramba. Estamos só levando pressão.
- Ó praí! Caramba. Na trave!
A pressão aumentava.
- Eita, pô. Não!
- Gideãããõooooo!
- Isso é que é um goleiro.
- Que defesa extraordinária.
Zero a zero foi lucro no primeiro tempo. No segundo tempo, o panorama não mudou. De novo um começo equilibrado logo seguido por domínio do adversário.
- Droga. Perdemos Kiesa machucado.
- Agora vai ficar difícil. Vai entrar Kim.
- Vamos rezar para acabar logo.
- Eita! Não!
- Na trave de novo!
O tempo foi passando e, apesar da pressão, o jogo ficou mesmo no zero a zero. O jogo do Timbu não encaixou, mas a fase do adversário não era das melhores. Foi apenas o terceiro jogo em que o Timbu conseguia pontuar fora de casa. Ponto para a gente e azar deles. Bem feito.
No final, nem a gente nem o amigo (???) rubro-negro saíram comemorando nem chorando. Tudo acabou em paz. Ainda bem. O cara era gente boa, apesar de torcer para o time errado.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Martinez é o nome do golaço! Náutico 1x0 Bahia
Chegou 18 de agosto, dia de encarar o Bahia, times "dos donos" do Bar do Náutico. É, mas se o bar era um recanto tipicamente baiano, o que não faltava era alvirrubro.
- Será que os baianos virão?
- Se vierem vai super lotar.
- Por via das dúvidas, vou logo é tratar de pegar meu lugarzinho aqui perto da TV.
- Hahahaha. Pois eu prefiro é ficar aqui perto do freezer...
A possibilidade de duas torcidas no dia do jogo existia, mas só deu alvirrubro mesmo. Essa galera aí invadiu o bar e até a estátua baiana teve que se vestir com nossa cor vermelha de luta.
O jogo foi duro. Amarrado. Truncado. No primeiro tempo, foram poucas as chances de gol.
- Está difícil este jogo.
- Mas também, com o Náutico desfalcado, né?
- Mas tanto Dadá quanto Rogerinho estão dando conta do recado.
- Olha agora. Vai, Rhayner!
- Uhuuuuu. Quaaaase!
- Tem que aproveitar melhor estas chances. Estamos jogando melhor.
Apesar da forte marcação o Náutico jogava com mais perigo. Mas, no primeiro tempo, a defesa do Bahia foi mais eficiente e o jogo foi para o intervalo no 0x0 mesmo. Veio o segundo tempo e o Bahia resolveu querer jogar e ameaçou bastante, principalmente na bola parada.
- Outra falta.
- Essas bolinhas na área são um Deus-nos-acuda!
- A defesa é uma mãe. Nunca tira.
- Olha aí!
- Gideeeeããããooo!
- Isso é que é um goleiro. Que defesa arretada.
O Bahia começava a crescer no início do segundo tempo. O Náutico demorou quase 20 minutos para "voltar para o segundo tempo". A partir daí a pressão voltou ao nosso lado.
- Peraê que esse jogo está muito difícil. Deixa eu colocar o Timbuzinho aqui junto do santuário para resolver.
O Timbuzinho deu sorte. O Náutico voltou a comandar o jogo. A pressão aumentava. O Bahia já não ia tanto ao ataque e o Náutico pressionava. Pressionava, pressionava, mas o gol não saia.
- O Bahia vai botar Ciro.
- Oxe... essa bicha não faz nada não.
- Olha o cabelinho da moça.... Hahahaha.
De fato, Ciro não tocou na bola. O jogo caminhava para o final e nada de gol. As chances iam aparecendo e sendo desperdiçadas. Foi aí que surgiu o lance genial da partida. Coube ao maestro Martinez, num lance de rara genialidade, decidir a partida. Já eram 43 minutos dos segundo tempo. O capitão recebeu na intermediária, avançou dando duas ajeitadinhas na bola, o olhou para o gol e soltou um limão, indefensável, na gaveta. Golaço!
- GOOOOOOOOLLLLLLLL!
O bar veio abaixo. Chute na veia. No fim do jogo. Onde o goleiro nunca pegaria. Era o gol da vitória. A segunda consecutiva. Aí só restava comemorar. O timbu já atingia sua melhor pontuação no primeiro turno da era dos pontos corridos na Série A. E ainda faltava um jogo. O time que era apontado como mais forte candidato ao rebaixamento mostrava que era muito forte nos Aflitos. Já chegava a quatro vitórias seguidas em casa e ainda mais sem tomar gols. O Timbu estava forte e nós orgulhosos. Que viesse o Sport no próximo jogo!
- Será que os baianos virão?
- Se vierem vai super lotar.
- Por via das dúvidas, vou logo é tratar de pegar meu lugarzinho aqui perto da TV.
- Hahahaha. Pois eu prefiro é ficar aqui perto do freezer...
A possibilidade de duas torcidas no dia do jogo existia, mas só deu alvirrubro mesmo. Essa galera aí invadiu o bar e até a estátua baiana teve que se vestir com nossa cor vermelha de luta.
O jogo foi duro. Amarrado. Truncado. No primeiro tempo, foram poucas as chances de gol.
- Está difícil este jogo.
- Mas também, com o Náutico desfalcado, né?
- Mas tanto Dadá quanto Rogerinho estão dando conta do recado.
- Olha agora. Vai, Rhayner!
- Uhuuuuu. Quaaaase!
- Tem que aproveitar melhor estas chances. Estamos jogando melhor.
Apesar da forte marcação o Náutico jogava com mais perigo. Mas, no primeiro tempo, a defesa do Bahia foi mais eficiente e o jogo foi para o intervalo no 0x0 mesmo. Veio o segundo tempo e o Bahia resolveu querer jogar e ameaçou bastante, principalmente na bola parada.
- Outra falta.
- Essas bolinhas na área são um Deus-nos-acuda!
- A defesa é uma mãe. Nunca tira.
- Olha aí!
- Gideeeeããããooo!
- Isso é que é um goleiro. Que defesa arretada.
O Bahia começava a crescer no início do segundo tempo. O Náutico demorou quase 20 minutos para "voltar para o segundo tempo". A partir daí a pressão voltou ao nosso lado.
- Peraê que esse jogo está muito difícil. Deixa eu colocar o Timbuzinho aqui junto do santuário para resolver.
O Timbuzinho deu sorte. O Náutico voltou a comandar o jogo. A pressão aumentava. O Bahia já não ia tanto ao ataque e o Náutico pressionava. Pressionava, pressionava, mas o gol não saia.
- O Bahia vai botar Ciro.
- Oxe... essa bicha não faz nada não.
- Olha o cabelinho da moça.... Hahahaha.
De fato, Ciro não tocou na bola. O jogo caminhava para o final e nada de gol. As chances iam aparecendo e sendo desperdiçadas. Foi aí que surgiu o lance genial da partida. Coube ao maestro Martinez, num lance de rara genialidade, decidir a partida. Já eram 43 minutos dos segundo tempo. O capitão recebeu na intermediária, avançou dando duas ajeitadinhas na bola, o olhou para o gol e soltou um limão, indefensável, na gaveta. Golaço!
- GOOOOOOOOLLLLLLLL!
O bar veio abaixo. Chute na veia. No fim do jogo. Onde o goleiro nunca pegaria. Era o gol da vitória. A segunda consecutiva. Aí só restava comemorar. O timbu já atingia sua melhor pontuação no primeiro turno da era dos pontos corridos na Série A. E ainda faltava um jogo. O time que era apontado como mais forte candidato ao rebaixamento mostrava que era muito forte nos Aflitos. Já chegava a quatro vitórias seguidas em casa e ainda mais sem tomar gols. O Timbu estava forte e nós orgulhosos. Que viesse o Sport no próximo jogo!
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