domingo, 7 de agosto de 2011

Náutico faz 1 x 0 no ASA com golaço de Derley

- Trimmm! Trimmmm!
- Alô!
- Júnior!
- Eneeeeee...aaaa...
- Ganhamos de novo.
- Estou sabendo. Esse time não perde mais não, é?
- Só faltou você aqui.
- Eu estou chegando. Estou no trânsito.
- Ah, estás vindo? Está todo mundo aqui no bar.
- Em cinco minutos eu chego.

Cinco minutos depois...

- Oi, pessoal.
- Garçom, mais um copo.
- Rapaz, você perdeu a vitória de hoje.
- Eu estava dando aula até 10 da noite.
- Hoje foi uma vitória convincente.
- Foi bem os dois tempos?
- Foi sim, principalmente porque a defesa agora está muito segura. Não fica dando aqueles sustos. O perigo ficou só no final quando se fechou para segurar o resultado.
- Eu fiquei acompanhando o resultado só pelo celular. Foi gol de Derley, não foi?
- Foi um golaço. Tu vais ver daqui a pouco.
- Foi de fora da área?
- Nada! Ele pegou no meio o campo, arrancou feito um touro, deu um drible da vaca no zagueiro e tocou na saída do goleiro.
- Caramba! Derley fazendo isso é porque a coisa está boa mesmo pro lado do timbu.
- Rapaz, o gol levantou o bar inteiro. Até o "amariocas" lá do fundão aplaudiram.
- Garçom, mais uma rodada.
- E os outros resultados?
- Deu tudo certo, o Paraná levou de 3 em casa. Agora somos terceiros com um jogo a menos. E mesmo perdendo o próximo jogo, ninguém tira do G4.
- Que perder o que, rapaz! Vamos ganhar lá dentro da Ilha.
- Claro! Sóm uma suposição. E o público?
- Hoje foi 16 mil pessoas.
- Foi o último jogo de Adley em Recife. Terça-feira ele já vai assistir jogo aqui no bar.
- Quem jogou muita bola hoje foi Jeff Silva.
- E Kiesa?
- Kiesa hoje não jogou bem e ainda saiu mais cedo com um fisgada.
- Eita! Será que ele joga o clássico?
- Tem quatro dias para se recuperar.
- Hoje, no lugar dele, entrou aquele Alexandro. Uma desgraça!
- Aquilo já era para ter sido dispensado. Joga nada!
- Mas se Kiesa não jogar quem entra é Moisés, o Neymar do Norte!
- Ele estreou bem hoje?
- Eu gostei dele. Jogou bem, mas saiu cansado no intervalo.
- E como é o estilo dele? É mais de jogar na área ou pelas pontas.
- Joga mais feito Rogério.
- Garçom, mais outra.
- Esse DVD de Zé Ramalho é bom demais. Foi gravado em São Paulo.
- Verdade. Amanhã, eu vou secar a coisa e dar outra lapada na terça.
- Todos nós! kkkkkk.
- E terça?
- Terça é bar lotado. Todo mundo aqui.
- Até quem nunca vem, vai aparecer. Clássico é clássico.
- Ih, esses pés-de-rádio dão um azar arretado.
- Hahahahahahaha.
- Só sei que terça é bar lotado!
- Garçom, a parcial!
- Alguém levou terceiro cartão amarelo.
- Não sei. Quem levou cartão foi Jeff e Phillip.
- Então foi o terceiro de Phillip.
- Chegou a conta.
- Para ficar melhor, vamos pedir a saidera para ficar tudo certo.
- É! Se o Náutico venceu, vamos comemorar!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Náutico 2 x 0 Vitória: timbu entra no G4!

26 de julho de 2011. É terça-feira. É dia de mais um jogo do embalado timbuzinho.

- Fala, chefe.
- Cadê a bandeira?
- Está aqui. Pode hasteá-la no lugar de sempre.
- Oi, Júnior. Cadê o jogo da coisa?
- Acabou. Quando eu saí de casa estava 2 x 1.
- Perdeu mesmo.
- Olha, Alexandre aí.
- Bora, Timbu!
- Hoje o estádio enche.

E o estádio encheu mesmo. Era a volta do Náutico ao Todos com a Nota. Era o Náutico vindo de cinco jogos invicto. Era jogo contra um adversário tradicional. Todos os ingredientes que fizeram a torcida voltar a comparacer em massa.

- O time começou bem, com posse de bola.
- Olha o contra-ataque.
- Pô, Derley. Para quê carrinho desse, na lateral?
- Escapou de levar amarelo. E ainda deu uma falta para eles.
- Lá vai a cobrança.
- Sai Gideãããão.
- Ufa! Que defesa!
- Agora é nossa vez.
- Cruza! Agoraaaaa!
- Gol!
- Na traaaave! Foi Éverton que chutou.
- Agora é contra-ataque.

De repente alguém grita:

- Penalte!

E todos olham para trás.

- Ih, rapaz. Tem um cara torcendo pro Vitória ali atrás.
- Tranquilo. Aqui é tudo em paz.
- Mas penalte, claro que não foi...kkkkkk
- Olha lá!
- Gooooolll.
- Goooollll.
- Kiesa! Sempre ele.
- E olha a deixada de Éverton. Esse gol lembrou a deixava de Rivaldo para Ronaldo em 2002.
- Foi um golaço!

E assim terminou o primeiro tempo: 1 x 0.

- Bora fazer logo o segundo para matar o jogo que o Vitória agora vem para cima.
- Bom contra-ataque. Para Rogério.
- Opaaaa!
- Já tem cartão! Já tem cartão!
- Tá expulsooooo.
- Agora tem que ganhar. Um a mais em campo.
- Bora, Rogério. Cruza!
- Muito forte.
- Kiesa conseguiu pegar. Para cima dele garoto!
- Penalte!
- Penalteeeeee!
- Aê!
- É agora!
- Kiesa na bola. Vamos garoto!
- Roberto, num tá nem olhando a cobrança...kkkkk..
- É goooollll!
- Goooollll!
- Gooolllll!
- Éééééé... Kiesa de novo. Agora está garantido!

2 x 0, jogando bem e sem levar sufoco do adversário. Era uma das melhores apresentações do Náutico no campeonato. Até o fim da partida, o panorama foi o mesmo. Timbu com posse de bola, atacando o adversário, criando boas chances e sem dar brechas na defesa.

- Vai entrar Phillip.
- Eduardo Ramos também está morto.
- Ué? Vai tirar Rogério? Waldemar tem medo de Eduardo Ramos é?
- Ele tira o moleque jogando bem e deixa Eduardo Ramos nitidamente cansado.
- 3 minutos.
- Acabooouuu! Estamos no G4!
- Eneeee...
- AAAAA-UUU-TÊEE-IIII-CÊÊÊÊ-ÓÓÓÓ
- ENEEE-AAAAA-UUU-TÊEE-IIII-CÊÊÊÊ-ÓÓÓÓ
- ENEEE-AAAAA-UUU-TÊEE-IIII-CÊÊÊÊ-ÓÓÓÓ
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!

O jogo terminou com uma grande partida do Náutico. Uma das melhores até o momento, consolidando a boa fase: seis jogos de invencibilidade e pela primeira vez no G4. Consolidando também a grande fase do nosso artilheiro Kiesa, que chegou ao oitavo gol no campeonato (mais de 50% dos gols do time). Que venham as próximas vitórias!

domingo, 24 de julho de 2011

Gideão segura o Vila em Goiânia

23 de julho de 2011.

- Garçon! Aquela mais gelada!
- É para já!
- Oi, Júnior!
- Fala, Edmilson. Viajando muito?
- Cheguei ontem. Nem consegui ver o jogo terça passada. Estava em São Gabriel da Cachoeira.
- Terça o jogo foi bom.
- Vamos ver hoje que é fora de casa.
- Olha a escalação!
- Alex Fraga se contundiu no último treino. Desfalque hoje.
- Vai Diego Bispo no lugar dele.

Começa a o jogo.

- Bora! Cruza!
- Gooo.. Não, no travessão!
- Foi de letra!
- Olha o replay!
- Caramba, Rogério de letra no travessão.
- Essa bola era para ter entrado.

Aos poucos o calor vai tomando conta do jogo e o Vila vai tendo mais posse de bola.

- O Vila está dominando, mas até agora não ameaça tanto.
- É, mais o Náutico agora parece estar sentindo o calor. Já não ataca tanto como no começo do jogo.
- Olha o perigo!
- Grande defesa de Gideão!
- Perigo, hein?
- Olha de novo!
- Gideão, tira mais uma.

Acaba o primeiro tempo.

- Olha só. Os jogadores tudo morto para dar entrevista.
- É. Nessa época é muito seco no Centro-Oeste.
- Mas o time se defendeu bem. A defesa está muito bem postada. Só algumas poucas chances pro Vila.
- Agora eles vão descansar para poder voltar melhor no segundo tempo.

O segundo tempo recomeça, mas a esperança de melhora não se confirmou.

- Eita que nesse segundo tempo, a defesa está tomando sufoco.
- O Vila voltou com tudo.
- Bora zagueiro tiiiiiraaa!
- Gideãããããão!
- Temos goleiro, rapaz.
- Já perdeu a bola de novo.
- Gideãããããão, pega tudo!
- Está duro este segundo tempo, hein?

Mas o timbu não se limitou a só defender:

- Agora, contra-ataque. Na esquerda, Eduardo! Na esquerda, Eduardo!
- Cortou para dentro.
- Perdeu! Como perde um gol desses!?
- Era para ter tocado no meio.
- E agora, o olha o contra-ataque!
- Gideããããão de novo!
- Rapaz, todo ataque do Vila agora é perigo.
- Mais uma vez... Impedido! Impedido!
- Gol!
- Não! Anulou! Eu disse na hora que era impedimento.
- Ainda bem!
- Bora Kiesa! Passou por ele. Vai-te embora!
- Chuta!
- Cruza!
- Ah, cruzou nas costas de Rogério e forte demais.
- Era para dar rasteiro!
- Nada! Era para ter chutado!
- 45 minutos agora!
- Isso o time toca a bola no ataque. É assim que se faz.
- Olha praí! Para que chutar em gol de tão longe? O jogo quase no fim. Segura a bola que o jogo acaba!
- Só fez dar uma nova chance pro Vila.
- E lá vem eles.
- Nããããooo!
- Gideãããããão de novo!
- Salvou mais uma vez!
- Acabou!
- EêÊÊêÊÊêêÊ!

Foi duro, mas o timbu segurou a pressão em Goiânia: 0 x 0 com sabor de vitória. E grande destaque para a atuação do goleiro Gideão. Nosso reserva deu conta do recado e Glédson vai ter dificuldade para voltar à titularidade agora. Timbu somou mais um ponto e fica a um ponto do G4.

A noite de Kiesa

Noite de 12 de julho de 2011, são 18 horas, e o telefone toca:

- Alô!
- Júnior?
- Fala, grande Roberto!
- E o jogo hoje, que horas vai ser?
- É as 20 horas, horário de Manaus. Dá tempo?
- Ôxe! Está ótimo. 19 horas chego lá no Bar. Vou direto do trabalho para lá.
- A gente se vê lá.
- Tchau! Até mais!
- Tchau!

Era noite do timbu enfrentar o Americana, até então, um dos co-líderes da Série B. O Náutico vinha embalado por duas vitórias seguidas. No começo do jogo, o timbu toma a iniciativa e o Americana joga fechadinho saindo sempre que roubava a bola. Náutico tinha dificuldade para criar jogadas e, mesmo com mais posse de bola, era o Americana que criava as chances mais perigosas. E de tanto ameaçar, o gol saio. Numa sobra de bola, aos 15 minutos, atacante do Americana ganhou da zaga, passou pelo último zagueiro e tocou na saída de Gideão: 1 x 0 Americana.

O gol não abalou o time e servio para acordar a estrela da noite. 5 minutos depois, com o Náutico na pressão, Kiesa recebeu na área, dominou já ajeitando e fuzilou o goleiro. Gooooollll! Era o empate timbu. O jogo continuou aberto. Com o Náutico mais animado pelo empate e o Americana tocando bem a bola e sempre perigoso.

Mas ele estava em campo. Aos 35 minutos, lançamento na esquerda para Kiesa. Ele domina, passa como quer pelo zagueiro, ajeita o corpo e desloca o goleiro batendo no canto direito baixo. Virada timbu no caldeirao: 2 x 1. Mas nem deu tempo para comemorar, 2 minutos depois o Americana se aventura no ataque, o atacante tenta invadir a área marcado por Derley. Ele tenta passar e cai, mas só o árbitro vê penalte. Na cobrança perfeita, bola para um lado, goleiro pro outro: 2 x 2. Dois minutos depois, quase a virada do Americana: um chutaço da entrada da área para grande defesa de Gideão. E assim terminou esse ótimo primeiro tempo.

No segundo tempo, o Náutico começou melhor. Partiu para cima e começou a criar boas chances. O Americana já não se defendia tão bem, mas continuava perigoso no contra-ataque. Logo aos 11 minutos um lance capital: bola área alvirrubra, sobra para o atacante que poderia chutar, mas prefere o drible e é derrubado. Penalte claro, mas dessa vez o juíz não deu (para compensar o penalte mal marcado no primeiro tempo). Neste lance, o Americana perdeu um jogador por expulsão após reclamar muito com o árbitro.

Agora o Náutico tinha 35 minutos para jogar com um a mais e vencer a partida. A tônica até o fim do jogo foi essa. Americana todo atrás e o Náutico em cima. Pressão total. As chances iam sendo criadas, e nada da bola entrar. Entra Ricardo Xavier, entra Philip. O tempo vai passando e nada da bola entrar. Mas ele estava lá novamente: o herói da noite. Cruzamento na área e Kiesa, de cabeça, manda para as redes marcando seu terceiro gol na partida. Festa da torcida no estádio.

Aos 45 minutos um grande susto. Numa das poucas avançadas do Americana, numa bola quase perdida, vem um cruzamento para área, nas costas de Everton, na cabeça do atacante que vinha entrando nas costas da zaga. Ele cabeceia no contra-pé do goleiro. Silêncio no estádio e .... a bola vai para fooooora!!!! Era o último lance do jogo e o timbu vence por 3 x 2, a terceira vitória consecutiva.

- Alô!
- É vitóriaaaaa!
- Que susto, hein?
- Ganhamos. Não deu para vir pro bar não?
- Deu não. Eu estava para ir, mas tive que ver em casa.
- Eu vi aqui no Bar do Náutico.
- No próximo jogo eu comparecerei.
- Rumo a Série A!
- Até a próxima!
- Tchau!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Virada alvirrubra em Juazeiro

Sábado, 09 de julho. Dia de jogo da seleção. A amarela fez a preliminar à tarde na TV para o jogo principal à noite. Jogo as 8 da noite, menos gente no bar, mas, como sempre, torcida alvirrubra presente.

Apita o árbitro. Bola rolando. Jogo estudado de ambos os lados, truncado no meio de campo.

- Oi, Júnior.
- Quaaaase!
- Gol?
- Não, mas quase do Icasa. Você ia chegar trazendo o gol para eles.
- Mas está jogando bem?
- Está equilibrado.
- Olha aí! Gol do Icasa.
- O goleiro espalmou, mas foi muito devagar pro lance.
- Vamos ver no replay.
- Nada. A bola ficou distante dele.
- Olha agora o empate! Chuta!
- Uhuu!
- Era para Eduardo Ramos ter parado a bola.
- Nada! Fez certo! O goleiro fora do gol, tinha que chutar de primeira mesmo.

E fim do primeiro tempo. Jogo muito pegado e poucas chances de gol. Na volta do segundo tempo, Phillip em campo.

- Vamos ver se melhora.

Nos primeiros 10 minutos do segundo tempo, o time volta batendo cabeça e o Icasa dominando.

- O time voltou doido. Piorou em campo.
- Pois é. Phillip piorou o time.

De repente, o Náutico acorda e põe a bola no chão. Aos poucos vai rondado a área do Icasa, fazendo cruzamentos. Só faltava o último passe. O Icasa começou a parar as jogadas com falta. Foram várias seguidas próximas à lateral da área. Todas não aproveitadas.

- Olha aí! Mais uma falta.
- Hoje está difícil, se não for de bola parada hoje o gol não sai.
- Vai, cruza direito agora. Tudo sem perigo até agora.
- Vamos ver se acerta agora.
- Ah, para tua mãe! Aprendei a bater direito na bola.
- Deu escanteio, houve desvio.
- Umas cinco faltas dessas já e ninguém consegue fazer um cruzamento de perigo.
- Jeff vai cobrar o escanteio.
- Goooollllll. AÊÊÊ!
- Gooolllll. Finalmente!
- Hoje tinha que ser de bola parada mesmo.

Após o gol o Náutico cresceu ainda mais. O Icasa se desesperou e tentou o ataque de qualquer jeito, dando brechas ao Náutico que foi sendo mais perigoso. As oportunidades foram surgindo até que, numa jogada despretenciosa, a zaga do Icasa bate cabeça. Phillip dominou, tentou o drible dentro da área e foi derrubado. O Juíz não deu nada, mas o zagueiro Icasiano tentou cortar e chutou contra o corpo do companheiro, sobrando de presente para Kiesa:

- Sobrou! Chuta!
- Agoraaaaaa!
- Goooollll! Foi de Rogério!

Kiesa tentou o chute, que acabou saindo como um cruzamento certeiro na direção de Rogério, quase na marca do Penalte, sem marcação, só ter o trabalho de chutar para as redes sem goleiro. Era a virada timbu no segundo tempo.

A partir daí o Icasa entrou em parafuso. O Náutico recuou para sair nos contra-ataques e foi se dando bem. Com o adversário desestabilizado, as maiores chances de aumentar foram todas do timbu.

No fim jogo, podemos comemorar:

- Vitória!!! A segunda seguida!
- E fora de casa e de virada é mais gostoso!
- Garçon! Bote mais uma para comemorar. E pode ligar o som que a noite é nossa (de novo).

domingo, 3 de julho de 2011

O Timbu voltou e o Guarani dançou

02 de julho de 2011. Sábado sem sol em Manaus, clima ameno e com mais um jogo do super timba.

- Júnior, cadê vocês?
- Pensou que eu não vinha? Chego em cima da hora, mas não falho.
- Hoje veio menos gente, né?
- É, mês de julho alguns tiraram férias e outros estão viajando a trabalho. Adley está lá nos Aflitos hoje.
- Legal.
- Olha Edmilson aí.
- Oi, João.
- Bem na hora. Começou o jogo.

E começou muito bem. Nos primeiros minutos, o Náutico parte para cima, pressiona o Guarani e já acha o gol.

- Olha lá! Goooolll!
- Derleeey!
- Esse gol foi fácil. Olha só! Os zagueiros deixaram a bola para ele de cara pro gol.
- Começamos bem!

Guarani sufocado e mais chances vão sendo criadas.

- Rapaz, nem parece o time que jogou terça passada.
- Eu estava viajando. Nem vi o jogo. Jogou mal mesmo, foi?
- Foi horrível, mas hoje parece que o time se acertou.
- Isso, Kiesa. Toca, para Rogério!
- Ah, vai "matar" o goleiro com essa força toda!
- João, bota aquele tira-gosto que o timbu hoje está jogando!

O tempo vai passando e o panorama começa a mudar. O Náutico diminui o ritmo e passa a esperar o Guarani em seu campo para explorar os contra-ataques. A estratégia não se mostrou muito eficiente naquele momento, mas serviu para descansar um pouco mais os jogadores, depois de um começo de muita correria.

- O Guarani está saindo pro jogo e a gente não está encaixando nenhum contra-ataque.
- Só estamos dando campo e isso é perigoso.
- Olha aí a bobeira. Nããão.
- Vixe, perdeu. Só não fez o gol de empate porque o atacante cabeceou mal.
- Tinha todo o gol só para escolher.
- Tem que parar com esse recuo e voltar a pressionar.

O primeiro tempo termina dessa forma, com apalusos da torcida no estádio e no bar. Era o Náutico voltando a jogar bem, mas cedendo espaços no final. No segundo começou da mesma forma que o primeiro, o Náutico partindo para cima e encurralando o Guarani. Uma chance, duas, três, tudo em menos de 10 minutos.

- O gol está maduro. Só falta um matador para botar a bola para dentro.
- Alguém com mais calma. As chances estão sendo criadas e desperdiçadas. Assim o jogo acaba ficando perigoso.
- É agoraaaa!
- Penalte!
- Não deu!
- Pô, foi penalte claro. O zagueiro só chutou o pé de Rogério. Nem na bola tocou!
- Agora vai! Faz, Kiesa! Faz!
- Goooollll!
- Goooollll!
- Agora sim!

De fato, agora sim, veio o segundo gol para dar mais tranquilidade no jogo. Com 2 x 0 no placar, não sobrou outra coisa ao Guarani a não ser se abrir todo, mas, diferentemente do primeiro tempo, o Náutico estava mais acesso e vários contra-ataques puxados por Kiesa, Rogério, Eduardo Ramos e Cia, sempre levaram perigo ao gol do Guarani. Na melhor delas, uma grande jogada de Kiesa e Rogério:

- Agora, Kiesa. Para cima dele.
- Drible da vaca! Cruzaaaa!
- Agoraaa de cabeça! Gooool!
- Nãããooo. Em cima da linha.
- Essa bola entrou, não?
- Vamos ver o replay.
- Entrou não. Rogério cabeceou na pequena área e o goleiro tirou no susto quase em cima da linha.
- Que chance!
- Eita, Gledson caiu de mal jeito agora.
- Vai ser substituito. Vai entrar Gideão.

O tempo vai passando e a vitória cada vez mais consolidada.

- Vai acabar o jogo daqui a pouco e Gideão jogou 20 minutos só para bater tiro de meta.
- Verdade. O Guarani nem ameaça. A defesa também hoje foi muito bem. Pouquíssimas falhas.
- Acaboooou. Mais três pontinhos.

Fim de jogo. O Náutico voltava a vencer em casa. Melhor ainda, jogando bem e acabando o jogo sob aplausos. Um novo alento para apagar a má impressão do último jogo.

- João, mais uma gelada que o timbu merece!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O pior Náutico do ano

28 de junho de 2011. Estamos nós reunidos de novo para mais um jogo do "timba". Segundo jogo seguido fora de casa. Mas essa era a noite de enfrentear o lanterna Duque de Caxias, time de tinha apenas dois pontos no campeonato e que não vencia uma partida havia dois meses.

- Hoje ganha?
- Hoje é com o lanterna, né? Temos que ganhar e se recuperar.
- Olha só as arquibancadas! Tem ninguém no estádio.
- É, tem mais gente aqui no bar que no estádio... hahahahah
- Esses que estão no estádio devem tudo ser torcedores do Náutico.

Estava tudo muito bem, mas a descontração da galera foi passando assim que a bola rolou.

- Rapaz, o time está dormindo é?
- Pô, não acerta três passes.
- Contra a ABC, sábado passado, que é 1000 vezes melhor que esse Duque, o time jogou até direitinho, mas hoje está horrível.
- A sorte é que esse Duque de Caxias também é horrível, visse?
- Jogando desse jeito, se o adversário fosse só um pouquinho melhor, já era para estar perdendo.

Não dava para acreditar. O time estava entregue, sem vontade. Não trocava passes 3 passes seguidos. Errava bolas fáceis. Tiro de meta era batido só com chutões. Mas uma chance surgiu.

- Agora!
- Eduardo Ramos, chutaaaa!
- Ah, chute fraco da gota!

E só. O Náutico inexistiu. Nunca presenciamos um futebol tão fraco do Náutico neste ano como neste jogo. Até mesmo o comentarista da TV observou: "O Náutico tem muita diiculdades para atacar. E não leva perigo, nem de bola parada." Pior que isso, o Duque foi se criando no ataque, sempre pelo lado esquerdo da nossa defesa. Mesmo com toda sua fragilidade, o Duque de Caxias deitava e rolava pelas costas de Airton.

- Tem que tirar Airton. Pelo amor de Deus!
- É uma avenida.
- Tem que torcer para acabar logo esse primeiro tempo.

Intervalo de jogo.

- Vai ver o segundo tempo, Fernando? Ou já vai para aula?
- Eu iria para a aula, mas liguei para várias pessoas agora. Não vai ter aula.
- Então fica aqui mesmo que no segundo tempo vão sair os gols do Náutico.
- Alô, Roberto?
- Tô chegando já aí.
- Chegue logo para ver se melhora que o negócio está feio.
- Não acredito! Está perdendo?
- Não, mas jogou para perder.
- Em 2 minutos estou aí.
- ...
- Cheguei!
- Pronto agora vai melhorar.

Na volta do intervalo, novidade:

- Vai entrar Jeff Silva no lugar de Airton.
- Pior do que Airton jogou, com certeza ele não será.

Antes do recomeço chamou a atenção a entrevista de Eduardo Ramos.

- O que o treinador pediu para vocês?
- Não tinha muito o que falar não. Temos que acertar mais o passes...blá, bla, blá.
- Pessoal, olha só a cara desmotivação de Eduardo Ramos na entrevista.
- E, parece que não tá nem aí pro jogo. O semblante dele já explica o que o Náutico está jogando.
- Isso deve ser o salário atrasado. Só pode!
- Ou voltou foi para a cachaça.

A verdade é que no segundo tempo, o Náutico melhorou, saiu do horrível para o sofrível. As mesmas dificuldades pata atacar. Muitos erros de passes. Muita lentidão. Mas pelo menos o time começou a atacar e a criar chances na mesma proporção em que o adversário atacava. As facilidades pelo lado esquerdo da nossa zaga já não tinham mais. O jogo equilibrou. Mesmo assim, quem perdeu as melhores chances ainda foi o Duque, com Somália, num lance em que recebeu na área, cara-a-cara com Glédson, mas, para nossa sorte chutou fraco, facilitando a defesa.

- Entrou Alexandro!
- Não! Esse é outro horrível.
- Olhei ele com a bola. Dribla! ....Caiu!
- O Juíz deu falta. Ainda bem.
- Olha no replay. Que bela falta de "ginga". É incapaz de dar um drible.

E foi só. O placar de 0 x 0 terminou sendo uma nota para esse jogo.

- Não era a despedida que eu queria (Adley).
- Vai para Recife?
- Sim, passar um mês. Em agosto estarei de volta. Sábado vou estar no estádio, assistindo in-loco.
- Bota uma faixa dando alô para a gente aqui do bar do Náutico em Manaus.
- Hahahahaha.

Só a turma mesmo para fazer graça nesta noite. O jogo não animou e o futebol apresentado foi preocupante. Era como se o time tive involuído. Sabemos que o time joga muito mais que isso. Já jogou mais que isso. Qual seria a causa desse futebol horrível de hoje? Cansaço? Atraso salarial? Insatisfação com o técnico? Ou apenas uma noite ruim? Torçamos para que seja este último, caso contrário nosso destino no campeonato não será nada bom.

domingo, 26 de junho de 2011

Não deu para o Timbuzinho em Natal

Sábado, 25 de junho. O jogo agora era contra o ABC, único invicto da Série B, e na casa deles. Um empate já era tido como bom resultado. Vencer então seria excelente. E pensar que, há alguns anos, o Náutico vencer o times de Natal era obrigação. Mas os tempos mudaram.

O sol em Manaus deu um trégua e a tarde estava bem agradável. A torcida foi chegando no bar, na esperança de ver uma nova vitória:

- Boa tarde, saudações alvirrubras.
- N-A-U-T-I-C-O!
- Olha só quem está aqui: Gerônimo. Apareceu de novo no bar.
- Consegui trazê-lo a força!
- KKKKKKKKK!
- E tem estréia hoje, ó: Fernando, do blog Vermelho de Luta.
- Então, se o Náutico perder o "pé-frio" é ele.

Começa o jogo.

- Eu esperava mais do ABC.
- O jogo está equilibrado, só falta mais competência do ataque do Náutico.
- E! Pode ser agora!
- Chuta! Chuta! Ah, Eduardo! Demorou muito!

Eduardo Ramos acabara de receber boa bola e chutou travado pela zaga.

- Garçon! Bota aquele tira-gosto de calabresa e file!

ABC começa a pressionar, mas sem muitos perigos, exceto nas bobeiras da zaga.

- Olha que buraco! Vai deixar chutar?
- Nããããoo!
- Rapaz, essa passou perto.
- O cara recebe, pára, ajeita e ninguém chega.
- O Náutico está jogando bem, mas o jogo está muito brigado no meio. Vai se decidir nos detalhes.

E foi o que aconteceu.

- Errou Eduardo Ramos, deu contra-ataque.
- IMPEDIDO!
- Não, está valendo.
- Marca, caramba! Gol do ABC.
- Não estava impedido não, o primeiro passe?
- Vamos ver o Replay.
- Taí, para mim posição legal. Por muito pouco.
- Olha o empate!!
- Agoraaaaa! Não, Derley!

Era mais uma boa chance de gol, com o chute travado pela zaga.

- Falta!
- Deixa Eduardo Ramos bater.
- Airton bola.
- Não, tira Airton daí! Tira ele daí!
- Olha para aí. Que bosta! Ele sabe lá bater falta!

E assim foi até o fim do primeiro tmpo. A tônica era o ABC buscando o ataque e encontrando a zaga do Náutico bem postada, buscando os contra-ataques. Postura que só mudou após o gol. Com o resultado adverso, o Náutico saiu mais para o jogo e o ABC passou contra-atacar com perigo.

No segundo tempo, o Náutico voltou com Ricardo Xavier, que volta de contusão, no lugar de Phillip. Ricardo, mesmo estando sem jogar há dois meses, ainda permanece com artilheiro do time no ano.

- Bora, timbu!
- Voltou bem melhor neste segundo tempo!
- Agora. Faz! Faz!
- Uhhhh!
- Pô, Kiesa! Chuta com força!
- Mas foi no canto. O goleiro deles salvou.
- Olha outra chance!
- É Ricardo. Pro GOOO.... Não!
- Foi puxado, mas seguiu no lance e a bola passou perto.
- Pior que se fosse Meneghel, ele cairia ao invés de chutar.
- Poderia até ser penalte.

O tempo ia passando, o gol de empate não saía e o Náutico se abrindo mais na defesa. Waldemar resolve arriscar tirando Airton e colocando Elton. A mudança pouca diferença ofensiva resultou, porém possibilitou alguns contra-ataques ao adversário que não foi competente o suficiente para aproveitar. No melhor deles, um dos atacantes furou quase na pequena área, após cruzamento da esquerda.

Aos 34 minutos, o ABC perde um jogador por expulsão. Justamente o artilheiro  do time: Elionar Bombinha. Pressão total! Entra Heffner no lugar do fraco Neno. A essa altura, o ABC todo recuado e ameçando nos contra-ataques. O Náutico com posse de bola no ataque, mas já não consegue criar boas jogadas, se abre todo na defesa e vai se salvando na defesa. Aos 43 minutos, para matar um desses contra-ataques, Everton apela e é expulso. Agora é tudo ou nada.

Chegamos ao 45 minutos. Falta na intermediária. Todo mundo para área.

- Vamos bater essa falta direito!
- É a última chance!
- GOOOLLLL! GOOOLLL!
- GOOOLLL!
- Anulou!
- Não é possível!
- Três impedidos.
- Justamente, Elton, que fez o gol, era o mais adiantado.

E acaba o jogo. Timbu volta a perder após cinco jogos de invencibilidade. Não dá para dizer que a derrota foi injusta, mas o time até que buscou o jogo e poderia ter obtido pelo menos o empate. Com o resultado, o G4 ficou mais distante, já são 5 pontos. Temos que voltar a vencer e a vitória tem que aparecer logo nesta terça contra o lanterna Duque de Caxias. Nós, como sempre, estaremos no bar apoiando.

- Garçon, a saidera!

domingo, 19 de junho de 2011

1 x 1 justo contra o Paraná

Sábado, 18 de junho. Estamos nós reunidos para mais uma partida do timbu. Torcida chegou cedo, hasteou as bandeiras já demarcando território.

- Vão querer um copinho (perguntava João)?
- Claaaaro. Bote a mais gelada que o jogo hoje é difícil.

Dois casais chegam, de passagem pelo bar, e vendo aquelas camisas e  bandeiras:

- Vai ter jogo?
- Vai sim. Esse é o pessoal do Náutico.
- Vocês Náutico mesmo?
- Sim. É que o pessoal de Pernambuco torce mesmo pros seus times.
- Então é igual o pessoal de Goiás. O pessoal torce mesmo pro Vila, pro Atlético pro Goiás. Que diferença daqui de Manaus. Aqui nosso futebol está falido.
- Você é goiana?
- Sou!
- É nada! Ela é amazonense, mas morou em Goiás e só vive falando como se fosse de lá.
- Hahahahahaha.

Então começa o jogo. E esse pessoal, que chegou depois, decide ficar conosco vendo o jogo.

- Eu vou torcer pro Náutico, mesmo sendo Santa Cruz.
- Você é de Pernanbuco também?
- Não. É que já morei lá.
- Dos males o menor. Pelo menos não é Sport.
- Vai ser 1 x 0...
- Nada vai ser 2 x 1...
- O placar de que vocês chutarem, sendo vitória está ótimo.
- Eitaaaaa! Não!

Glédson acabava de salvar o Náutico, no comecinho do jogo, após lançamento longo nas costas da zaga. O jogo era duro. O domínio era do Náutico devido à estratégia do Paraná, que recuava todo e marcava muito bem, impedindo que o Náutico criasse jogadas. Ao recuperar a bola, o Paraná mostrava um bom toque de bola, deixando claro que o jogo era difícil.

Mesmo com dificuldades, algumas chances apareceram: primeiro com Elton, chutando desequilibrado, depois com Kiesa, que errou no domínio e parou pedindo penalte. Chances desperdiçadas. E assim foi a tônica do primeiro: Náutico com a bola, sem poder de penetração no bloqueio do Paraná e muitos passes errados. Quando a torcida começava a esboçar as primeiras vaias:

- Agora! Passa por ele!
- Penalteeeee!
- Claríssimo.
- Acho que ele se jogou.

Todo mundo achou penalte. Só um discordou. E Eduardo Ramos foi para a bola:

- Terça-feira ele bateu no canto esquerdo do goleiro.
- Atenção!
- Ah! Putz!
- Defendeu!
- Muito mal.
- Bateu igualzinho à terça-feira, só que mais fraco.

O penalte defendido deu novo ânimo aos paranistas, que começaram a tocar mais a bola no campo de ataque. Já Eduardo Ramos pareceu ter desanimado e pouco produziu no resto do primeiro tempo.

O narrador então anuncia:

- Tem gol em Paulista. E é do Salgueiro.
- Hehehehehe.
- Ei, Goiana! Nada contra você, mas tá Salgueiro um, Goiás zero.

Começa o segundo tempo e logo aos quatro minutos:

- Tira! Peeeega Glédson!
- Não! Não!

Um golaço de bicicleta do Paraná. A partir de daí, o Paraná se fecha ainda mais e o Náutico se mostra nervoso e desarrumado, tentando o empate de qualquer forma. Neste momento, ficou mais evidente o bom toque de bola e o equilíbrio tático do adversário. Na base do "bumba-meu-boi", o Náutico foi criando algumas chances, mas todas desperdiçadas. Foi aí que Phillip, que entrou no meio do segundo tempo, lança Kiesa. Este domina, entra na área e sobre novo penalte.

- Penalte!
- Agora tem que fazer.
- Quem vai para a bola é Eduardo Ramos de novo?
- Não. Agora é Peter. No estadual ele bateu igual a Eduardo Ramos.
- A-u-t-o-rizooOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLL.
- Bateu muito bem.
- Estava difícil fazer gol hoje. Se não fosse de penalte...
- É, mais ainda faltam 18 minutos, o time pode crescer e virar isso ainda.

E foi o que quase aconteceu. O gol inflamou a torcida no estádio: "ôôÔôôÔô... Vamos virar Náuticoooo". No bar, as esperanças renovaram e, em campo, o Náutico cresceu. Duas boas chances para a virada, primeiro com Phillip cruzando para Kiesa perder e outra com Ronaldo Alves. É, poderiam ter entrado, mas o Paraná continuava perigoso e também quase fez o segundo dele em contra-ataques. No final do jogo, Jeff Silva expulso e Náutico com menos um em campo. Naquela altura, o jogo já estava equilibrado de novo e o empate era o resultado mais justo.

Fim de jogo. Empatamos em casa pela segunda vez. Dos males o menor, pois, agora o adversário, mostrou muita qualidade. Sexta-feira tem mais.

- Garçon! A saidera e a conta!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Timbu reencontra a vitória em Paulista

14 de junho de 2011. O primeiro jogo do Náutico no "meio da semana". O horário, em Manaus, era atípico: 18:30. O povo saindo do trabalho e encarando trânsito congestionado. Nada que afastasse o torcedor alvirrubro do Bar do Náutico.

O jogo já rolando e eles chegando. A medida que o Náutico atacava, uma cerveja era pedida, um outro torcedor chegava.

- Boa noite! Boa Noite!
- Olha aí, Roberto, pelo primeira vez no ano no bar do Náutico.
- Cadê Alexandre?
- Já está vindo. Está fechando a clínica e daqui a pouco chega.
- E o jogo? Está jogando bem?
- Está jogando melhor que o Salgueiro, mas está apanhando do gramado. Está querendo tocar a bola, mas com este gramado não dá.

O Náutico jogava na cidade de Paulista contra o Salgueiro. Duelo local, contra um time intermediário no campeonato estadual, mas que tem jogando bem na Série B. No primeiro tempo, o Náutico tentou se impor e o Salgueiro jogou respeitando, só na marcação e tentando contra-atacar. Domínio maior do Náutico, mas poucas chances claras de gol. Na melhor delas, no final do primeiro tempo, Everton recebe a área e chuta para fora, na rede. E termina a primeira etapa: 0 x 0.

- Olha Alexandre aí. Chegou e ainda vai poder assistir os melhores momentos.
- Olá, e este telão aí? Não sabia que o bar agora estava assim.
- Fica muito bom o telão a noite, né?
- Garçom! A mais gelada, por favor!

No segundo tempo, nenhuma substituição nos dois times. Recomeça o jogo e o Salgueiro volta melhor. Começa a sair pro jogo e o deixa o Náutico com dificuldades para encaixar os ataques.
Após 15 minutos, o Náutico retoma o controle da partida. Chances começam a aparecer.

- Agora Eduardo Ramos, cruza! Cruza!
- É gol! Quaaaaase!
- Iria ser gol contra do zagueiro!

E mais uma.

- Passa lateral, passa.
- Isso! Chuta!
- Agoraaa! Nãããõooo!
- Como perde um gol desse, Kiesa! Goleiro caído. Era só parar a bola e bater do outro lado.

De tanto insistir, o gol sai.

- Que passe de cabeça!
- Faaaaazzz!
- Gooooll! Gooollll!
- Finamente, Kiesaaaa!
- E olha como agora bateu certinho: cruzado, sem chance pro goleiro.

Depois do gol, o Salgueiro se perdeu.

- Agora, Peter. Toca.
- Não! Toca essa bola!
- Deu penalte! Deu penalte!
- Penalteeee!
- Será que foi?
- O que importa é que o juíz marcou.
- Eduardo Ramos na cobrança.
- Vou nem olhar.
- Goooollll!

Agora sim. Com 2 x 0 e o adversário batido, não era possível que o que aconteceu sábado passado fosse se repetir. Agora o time parece ter aprendido a lição: reforça a marcação e sai só contra-ataques. Já nos descontos, penalte para o Salgueiro.

- Pronto! Só para piorar o saldo.
- Vai perder!
- Perdeeeeeuuuu!
- Eu não falei.

Fim de jogo em Paulista. A primeira vitória fora de casa (a primeira derrota do Salgueiro em casa) e a nona posição na tabela, mas só a dois pontinhos do líder. Jogo terminando cedinho, e com vitória, não teve jeito:

- Garçom! Bote várias que hoje é dia de bebemorar!

domingo, 12 de junho de 2011

Empate que não se explica

É a quarta rodada. Alvirrubros mais uma vez invadem o bar. Desta vez, não tinha nenhuma pelada passando nas outras TVs. O bar todo era nosso.

- Vamos sentando.
- Chefe, a primeira cerveja do d.... Goooooolll!

Dessa vez não tivemos nem tempo de aquecer. Com um minuto de jogo, o Náutico já fazia 1 x 0. Com três minutos, boa chance perdida. Com quatro, invade área e erra o passe.

- Nossa! Em cinco minutos, o time já jogou mais que em todo o campeonato.
- É. Hoje vai. Hoje é o dia!

E as chances foram sendo perdidas. O Bragantino mostrava porque estava na vice-lanterna. Fraquíssimo! Porém, o Náutico não conseguia transformar em gols tanta facilidade em campo. O Bragantino, quando saia pro jogo, só ameaça jogando bola para área porque nossa defesa continuava dando susto. O time estava jogando fácil, mas faltou competência para 3 ou 4 gols no primeiro tempo.

Começa o segundo tempo. Náutico volta pressionando. 15 minutos de pressão até que Derley arranca, passa por dois e deixa Kiesa livre. Gooooollll. É o segundo do Náutico.

- Finalmente, né? O Náutico perdendo gols direto. A coisa já podia ficar perigosa.
- Agora com dois a zero, ficamos mais tranquilos.

E as chances se suscendem. Na melhor delas, Eduardo Ramos invade área, o goleiro dá rebote e a bola sobra para Kiesa, na frente do gol, só ele, um zagueiro e a bola. E ele chuta no zagueiro. Não vou transcrever os palavrões que foram ouvidos no bar, nesta hora.

Em seguida, o Bragantino se abre. O técnico coloca atacantes e vai pro desespero, mas nada de ameaçar. Num lance despretencioso, cruzamento para área, o zagueiro Ronaldo Alves corta a bola deixando nos pés de Juninho Quixadá, de frente para gol.

- Naãão! Tiráááááá!

É o gol do Bragantino.

- Lá vai o Náutico complicar um jogo fácil desse.

Bragantino pega moral. Vai com tudo para cima e sempre deixando a zaga aberta. Pegamos vários contra-ataques, sem marcação e várias chances de gols incríveis sendo perdidas que não lembro nem quantos foram. Derley chutando cruzado, com a bola passando a um palmo do gol. Rogério limpa jogada, chuta de fora da área, a bola bate na trave, nas costas do goleiro e sai por cima do gol. Depois desse lance pensei que aquilo era um mau sinal. Como se estivesse escrito que nao deveríamos ganhar esse jogo.

Nos minutos finais, o Náutico faz o certo. Mantém a posse de bola no ataque, sem sofrer pressão alguma do Bragantino. Aí, chegamos aos 45 minutos. O Bragantino vai ao ataque, toca a bola e passa para Leonardo, na frente da meia-lua. Ele recebe e gira. Ninguém marca, todo mundo olhando e ele acerta o ângulo.

- PQP!

Era o empate. O jogo "mais ganho" do ano, contra um adversário fraquíssimo. E não ganhamos. Um resultado para desanimar qualquer torcedor.

sábado, 11 de junho de 2011

Empate em Criciúma e nada de gols

04 de junho de 2011. Sábado de sol e jogo da seleção. "Bem amigos da Rede Globo.. Brasil x Holanda jogam em Goiânia...". 

Pronto, a frase acima foi tudo que ouvimos do jogo da subseleção brasileira. Nossa verdadeira seleção estava em Santa Catarina, na Cidade de Cricíúma, para seu terceiro jogo no campeonato e nossa torcida de mais uma vez reunida no Bar.

- Oi, Júnior
- Olá, Edmilson.
- Tanto horário para esse jogo do Brasil, vai ser logo agora?
- Pois é. O telão será novamente nosso e a TVzinha vai ficar nesse joguinho.

O sábado foi de muito sol. Dia da Marcha para Jesus em Manaus. Gente passando a toda hora na frente do Bar.

- Piiii-Biiii!
- E, olha lá! Fernando no carro!
- Ei, vai vir ver o jogo não?
- Hoje não vai dar. Estou indo para aula. Vou ficar só na vontade.

Começa o jogo. Criciúma toma a iniciativa, Náutico bem postado na defesa. Cricíúma tenta, Náutico encaixa bons contra-ataques.

- Boa chance! Olha o gol! Uhuuu!

A cada bom lance do Náutico e grito da torcida, o pessoal que estava indo para a Marcha Para Jesus entrava no Bar.

- Foi gol do Brasil?
- De quem? Hahahhahahah!
- Ah, pensei que era jogo da seleção.
- Mas é. Seleção do Náutico. Quer tomar um copinho, amigo?
- Não. Não bebo.
- Vai com Deus.

E esse diálogo se repetiu até o fim do primeiro tempo. Um primeiro tempo em que o Náutico se preocupou em marcar forte para corrigir seu maior problema, justamente a defesa. E foi muito bem, pois não levou perigo na defesa e teve chance de abrir o placar.

No segundo tempo, o jogo mudou. Criciúma volta melhor, ataca mais e começa a despediçar chances.

- Edmilson, a gente não encaixa mais nenhum contra-cheque.
- Pois é. Eduardo Ramos está sumido.
- Olha, aí! Ele vai ser substituído.Quem vai entrar?
- Elton vai entrar. Agora vão ser quatro volantes para segurar os ataques.

O tempo vai passando, a pressão aumenta. Alguns contra-ataques desperdiçados e Glédson salvando tudo. Já são 40 do segundo tempo.

- Nãããooo!
- Gol do Criciúma. Que falha do zagueiro!
- Anulou! Anulou!
- Cadê o replay?
- Olha aí, o jogador do Criciúma levou a bola com mão.
- Graças a Deus! Pensei que o zagueiro tinha entregue a bola de graça.
- Isso Kiesa! Cruzaaaaa!
- Alexaaaandro, Quaaaaase!
- No finalzinho. Eu vi essa bola dentro. Seria o gol da vitória.

Fim de jogo. Náutico consegue um bom empate fora de casa e, pela primeira vez no ano, fica dois jogos sem tomar gol. Esse fato mostra o quanto a defesa vinha mal e que Waldemar Lemos está trabalhando para melhorar esse fundamento.

- E o jogo do Brasil?
- Vixe! Nem lembrava mais desse jogo.

Sábado tem mais!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Eduardo Ramos Decide

O dia é 28 de maio 2011.

- Alô!
- Oi, Carlos. É Adley!
- N-A-U-T-I-C-O!
- Sempre! Vê só! Vai pro bar hoje?
- Vou! Estou saindo daqui a pouco. Vou mais cedo para ver um pouco daquela pelada que vai ter antes.
- Até lá.

Cheguei no bar, puxei a cadeira. Tinha um pessoal já lá vendo a preliminar. Uma pelada qualquer aí. Um tal "champions sei lá o que". A galera do Náutico também chegou cedo.

- Ei, João. Tá na hora! Bota lá no jogo do Náutico. Bota no telão e deixa a TV neste outro jogo.
- Feito! Fica o Náutico no telão e esse jogo do Barcelona na telinha.
- Rapaz, Waldemar trocou meio time, foi?
- Foi mesmo. Acho que barrou os caras que não estão querendo jogar por causa dos salários atrasados.
- Isso é bom. Só fica quem quer jogar.

E começa o jogo!

- Olha só! O Goiás tocando bola no começo. O Náutico está meio enrolado.
- Só Rogério busca jogo. Esse Rogério é bom. O Náutico já deveria renovar o contrato dele. É jovem e mostra que tem futuro.

O tempo vai passando.

- Agora sim, estamos dominando. Só falta o gol.
- É agora! Vai Kiesa! Uhhhh!
- Quase!
- Já era para ter feito pelo menos um. Perder gol demais é fatal.

Termina o primeiro tempo.

- João outra gelada!
- Eduardo Ramos está no banco, né?
- Está? Será que Waldemar volta com Eduardo Ramos?
- Olha aí! Eduardo Ramos vai entrar no lugar de William.

Começa o segundo tempo.

- Começou! Bora Náutico! Eita! Gooooooolllllll!
- Gooollll!
- Goooolllll!
- Goooooolllllll!
- Foi de Eduardo Ramos. Primeiro toque dele na bola.
- O cara tem estrela mesmo. E olha o replay. Ele tentou cruzar e acertou o ângulo!

O segundo tempo segue e o Náutico continua jogando bem, mas perdendo muito gol. Quando não é um chute errado, é um passe mal-feito na hora de deixar o atacante na cara do gol.

- Agora o jogo está ficando perigoso. 30 minutos e o Goiás resolveu se abrir. Náutico com vários contra-ataques. Já era para ter matado o jogo.
- 40 minutos!
- 44 minutos! Não! Pra que um falta besta dessa. Lá vem bola na área. Era tudo que o Goiás queria.
- Vai. Tiiiiiiira Gledson!
- Acabou! N-A-U-T-I-C-O!

Fim de jogo. E o Náutico consegue sua primeira vitória. O time cheio de caras novas, após a derrota na estréia, mostrou desentrosamento, mas jogou muito bem. Foram muitas chances criadas. Só faltou mais qualidade para botar a bola para dentro. O Goiás, que é um dos favoritos ao acesso, jogou pouco. Foi uma vitória merecida, mas poderia ter sido mais tranquila.

O gol foi de sorte, é verdade, compensou o azar de tantos gols perdidos. E Eduardo Ramos, hein? Voltou ao time já chegou fazendo o gol da vitória no primeiro toque na bola. Mostra o quanto que o Náutico é dependente de seu futebol. Bebemoremos! É a primeira vitória no campeonato!

domingo, 5 de junho de 2011

Estréia com derrota e goleada em São Paulo

21 de maio de 2001, o Náutico estréia na Série B 2011. Era a reestréia também no Bar do Náutico versão de 2011, afinal, pela primeira vez no ano, nossa kombi de alvirrubros de Manaus voltava a se reunir para acompanhar um jogo do timbuzinho.

Cheguei cedo, peguei minha cadeira, coloquei no local já tradicional:

- Oi, João. Hoje começa tudo de novo.
- Opa, tudo certo. Vamos ver se ano esse eu trago mais sorte pra vocês, né? Ano passado, O Náutico começou bem, mais depois foi caindo.
- Vamos torcer. Bota aquela mais gelada!
- Agora!

Começa a transmissão, toca o hino nacional. Começa a partida.

- Júnior, cadê o pessoal?
- Estão tudo atrasado, João, mas já estão chegando... Eita! Olha o gol! ....Aaaaahhh! Filha da mãe esse Deyvid Sacconi.

Pois é o Náutico acabava de perder um gol feito com um minuto de jogo. No minuto seguinte, gol da Portuguesa. "Quem não faz leva." (falou João em seguida). Logo após, foram chegando os alvirrubros atrasados. Edmilson, Adley, cada um que chagava já olhava para TV e dizia "Mas já? 1 x 0?"

Depois do gol, o Náutico sentiu o golpe e foi pressionado nos minutos seguintes. Aos poucos, melhorou em campo, passou a ter posse bola e o jogo ficou equilibrado. Depois dos 25 minutos, passou a dominar o jogo. Várias chances de empatar desperdiçadas.

Acaba o primeiro o tempo e ficou a sensação de dava para ter empatado.

Começa ao segundo tempo e ..... o DESASTRE.

Em 17 minutos 3 gols da Portuguesa. No segundo tempo, o Náutico não existiu. Voltou dormindo, tomou gols bobos e pouco criou no ataque.

Só restava uma coisa a fazer:

- João, desce mais outra gelada para galera aqui (eu).
- Um tira-gosto de calabresa também (Adley)

Vamos beber que hoje não foi o dia do timbu.

sábado, 19 de março de 2011

E assim nascia o Bar do Náutico

- Oi, Silvano!
- Grande, Júnior! Finalmente achei o bar.
- Vamos tomar uma?
- Por que não duas?
- Demorou! Chicooooo!
- Opa!
- Chico, bote daquela mais gelada!
- É para já.
- E então, Silvano. Foi fácil achar o bar?
- Sim, Júnior. Foi fácil. Legal saber que temos um bar para assistir o Náutico aqui em Manaus.
- Verdade.
- E esses outros alvirrubros aqui? Vocês todos já se conheciam desde Recife?
- Não. Nos conhecemos aqui. Na verdade, o Náutico uniu esses conterrâneos.
- Mas como vocês conseguiram se conhecer e fundar o bar?
- É uma longa história. Foi assim...”

01 de agosto de 2004, um alvirrubro de corpo, alma e sangue desembarca em Manaus para viver mais de 5 mil quilômetros longe do timbuzinho. Cidade nova, emprego novo, casa nova... mas o time de coração sempre o mesmo. Uma das primeiras providências: assinar a TV a cabo e comprar o pacote de futebol. Afinal o Náutico acabara de ser campeão pernambucano e liderava a Série B daquele ano e, morando em Manaus, essa seria a única forma de acompanhar o Náutico pela TV.

O Náutico não subiu e, no ano seguinte, 2005, como o Campeonato Pernambucano não passava na TV a cabo, a assinatura de TV representava um custo desnecessário em boa parte do primeiro semestre, pois o Brasileirão só começaria em maio. A esposa reclamava desse custo, mas ver o Náutico por metade do ano não tinha preço. No Brasileirão daquele ano, uma nova boa campanha do Timbu, porém com um desfecho trágico, que representou sua maior derrota. Esse fato reforçou a solicitação da esposa e em dezembro a assinatura de TV foi cancelada.

Em 2006, página virada. O desfecho do ano anterior faz o timbu voltar mais fortalecido. Desse jeito não tem torcedor apaixonado que resista. Às vésperas de começar o campeonato:

- Operadora de TV, bom dia.
- Alô, bom dia, meu nome é Carlos Júnior, quero assinar e comprar o pacote da Série B.
- Pedido realizado. Prazo para instalação é de uma semana.
- Obrigado.

Pedido feito, mas o campeonato já iria começar e a instalação da TV só seria feita após a primeira rodada. Um jogo a menos para acompanhar o timbu na TV. Foi então que a Internet começou a mudar essa história.

No dia seguinte ao telefona para a operadora de TV, através da comunidade Pernambucanos em Manaus, no Orkut, surge a notícia que torcedores pernambucanos iriam se reunir em um bar no Conjunto Tocantins para assistir os jogos de seus times. Então, logicamente, presença confirmada. O jogo foi num sábado à noite. Alvirrubros e torcedores rivais presentes, vitória do timbu e novas amizades firmadas. No dia seguinte:

- Alô, Operadora de TV, bom dia.
- Alô, bom dia, meu nome é Carlos Júnior, quero cancelar o pedido de assinatura. Pode cancelar o agendamento da instalação.

O bar deu muita sorte. Lá foi o ponto de encontro dos alvirrubros de Manaus durante todo o campeonato daquele ano e que terminou com a conquista do acesso à Série A. Existia, porém, um pequeno problema. O bar passava jogos também dos outros times de Pernambuco e, com os vários choques de horários, muitos jogos do Timbu acabavam não passando lá. E assim foi até o fim de 2009, quando os alvirrubros eram unânimes que precisávamos de um lugar próprio.

Foi aí que, em maio de 2010, a história mudou: 

- Olá! Tudo bem aqui passa jogos do Campeonato Brasileiro?
- Passa sim.
- Eu sou torcedor do Náutico e estou procurando um local para assistir os jogos do Náutico com um grupo de amigos, durante todo o ano.
- Aqui passa o Brasileirão.
- Mas vocês têm a Série B no pacote?
- Eu não sei. É melhor você falar com meu irmão que é o dono do bar. Joãããoooo, vem cá.
- Pois não.
- João, estou procurando um local para ver o Náutico na Série B com um grupo de amigos. Aqui você tem a Série B?
- Tenho sim. Aqui meu pacote tem Série A e Série B. Vocês podem vir para cá.
- A gente pode ver todos os jogos? Os jogos são terças, sextas ou sábados, semanalmente.
- Pode vir. Aqui eu passo o Vasco. Eu garanto a prioridade nos jogos do Náutico aqui para vocês nos demais horários.
- Perfeito! Vou chamar o pessoal para cá.
- Fechado! Tirando aqueles do time vermelho e preto, pernambucano é gente boa.

Daquele dia em diante,o Bar do João passaria a ser conhecido como Bar do Náutico!