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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Inter 0x0 Náutico e mais um pontinho na conta

- Trim! Triim!
- Alô!
- Ádley! Cadê, você?
- Estou no trânsito, já chego!
- Corre! Vai começar o jogo.

Era quarta-feira, dia 8 de agosto. Correria dos alvirrubros em Manaus para chegar logo no bar, pois o jogo contra o Inter era cedinho, as 18:30, no horário do maior trânsito na cidade. O jogo começou e a torcida foi chegando já com a bola rolando. A cada minuto chegava mais um.

- Cheguei! Quanto tá o jogo?
- 0x0, Roberto!
- Boa noite, já está 3x0 para gente?
- Não, 0x0, Eduardo!
- Cheguei, gente! Como está o jogo?
- 0x0, Edmilson!
- Olha, Alemão em campo.
- Vai parar Forlan hoje. O gringo não tocou na bola ainda.
- 15 minutos e o time está muito bem.

Nos primeiros quinze minutos, a marcação do Náutico era forte. O time se portava bem e segurava o ímpeto do Internacional. Além da boa marcação a saída para os contra-ataques era rápida e assustava os gaúchos. Mas, depois do 20 minutos, o Internacional cresceu.

- Tira, Gideão!
- Que perigo, hein, Thomas?
- O jogo começou a ficar perigoso. Olha a falha.
- Não!
- Eu vi a bola dentro agora.
- Quem foi que perdeu a bola?
- Foi Patric.
- Quase dava o gol para este Forlán velho.
- Ainda bem que temos goleiro!

Próximo do final do primeiro tempo, o jogo voltou a equilibrar. 

- Escanteio pro Náutico. É agora!
- Falta! Bora, Souza!
- Segura o contra-ataque deles agora!
- Aleeemãããão! É pau meu velho. Esse zagueiro está muito bem. Vai ganhar a vaga de titular.

Terminava o primeiro tempo. 0x0 era o placar que só interessava ao Náutico. Era preciso segurar no segundo tempo.

- Começou o segundo tempo. Garçon, mais uma cerveja!
- Agora tem que segurar a pressão dos primeiros 15 minutos.
- Olha aí. Quem começou atacando foi o Náutico. Melhor forma de segurar a pressão é atacando mesmo.
- E agora? Olha a falha. Tiiiiraaaa!
- Quase gol dele, hein?
- Lá vai o timba de novo.
- Agoraaaa! Chuta!
- Vai!
- Goooolllllll!!!!
- Goooolllllll!!!! Goooolllllll!!!!
- Goooolllllll!!!! Goooolllllll!!!! Goooolllllll!!!! Goooolllllll!!!!
- Foi de Araújo!
- Anulou!
- Anulou!
- Peraê, deu impedimento!
- Vamos ver o replay.
- Olha aí, tava não! Posição legal.
- Bandeirinha ladrão. Quase um metro em posição legal.
- Esse gol anulado pode fazer falta.

O Náutico realmente voltou bem para o segundo tempo. E felizmente, o gol mal anulado não fez falta. O Inter partiu para a pressão, mas a defesa estava inspirada, naquela noite fria de Porto Alegre. Além disso, o meio-campo e os atacantes conseguiam sair nos contra-ataques, aliviando a defesa, e dificultando as ações para o Inter. Nos minutos finais, a tradicional pressão dos donos da casa ocorreu sem sucesso.

- Apita, juíz!
- Vai acabar!
- Segura mais essa!
- Acaboooouuuuu!
- Boa, Timbu!
- Grande resultado. Pontinho importante fora de casa.
- Era para terem sido três. Fomos roubados com o gol anulado.
- Bem lembrado, Gustavo.
- Mesmo assim, empatar no Beira-Rio não é fácil.
- Então, bora comemorar?
- Desce a grade, timbuzada!

O placar foi muito comemorado. Era mais um pontinho conquistado fora de casa, após o time já vir de vitória na partida anterior. O time se firmava na parte do meio da tabela e já demonstrava um futebol consistente para eliminar qualquer desconfiança da torcida quanto ao futuro da equipe no campeonato. Naquela noite, os alvirrubros puderam dormir (e beber) satisfeitos.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

E terminou no empate o "Clássico das Confusões"

O dia é 4 fevereiro de 2012. Dia de Náutico x Santa Cruz pelo Campeonato Pernambucano com transmissão na TV para todo o Brasil. Então, como não poderia deixar de ser, o Bar do Náutico voltou a abrir as portas para a torcida alvirrubra em Manaus.

- Chicooooooo! Tudo bem.
- Oi, Júnior! Já vai começar o jogo?
- Exato, daqui a pouco começa.
- Vou logo colocando o telão, então.
- Antes disso, desce a primeira, por favor!
- Skol ou Brahma?
- A mais gelada.

Tudo voltando ao normal. Após alguns meses de "recesso", nada melhor que um clássico para retomar os "trabalhos" dos alvirrubros no bar. O jogo começou com domínio total do Náutico. Boas jogadas no ataque e um caminhão de gols perdidos. A vitória no primeiro tempo só não veio devido à atuação do árbitro, que prejudicou o Náutico nitidamente dando um gol de presente ao adversário. Mesmo assim, ao final do primeiro tempo, o placar de 1x1 acabou sendo pouco para a boa atuação do Timbu.

- Cheguei!
- Oi, Edmilson! Chegando no intervalo, rapaz!?
- Pois é! Na hora que iria sair de casa deu um previsto. Como está o jogo?
- Está 1x1. O Náutico mandou no jogo, mas perdeu muitos gols. Logo no começo foi Diego Bispo, na entrada da pequena área, que perdeu um gol feito. Depois tiveram logo duas faltas batidas por Souza que o goleiro salvou.
- Pôxa! E mesmo assim ainda tomou um gol.
- Sim, isso tudo em menos de 10 minutos. Aí num contra-ataque rápido, Cascata tocou para Souza que recebeu na entrada área e foi derrubado, mas o juíz não deu a falta e considerou que Souza deu passe de volta para Cascata. Marcou impedimento dele.
- Uma falta logo na entrada da área, com a fase em que Souza está, seria praticamente um penalte.
- O pior não foi nem isso. O juíz marcou impedimento e o time todo correu para cima dele. Nisso, o Santa fez a cobrança rápida enquanto o time falava com o juíz, pegou a defesa toda aberta e acabou fazendo o gol.
- Aí é para arrombar. Não deu a falta e ainda levou o gol.
- Depois, Cascata recebeu de Jeferson na área e girou bonito. Um golaço, no cantinho.
- Gosto do futebol dele.
- Ele jogou bem, mas depois perdeu dois gols incríveis. Um, numa jogada pela esquerda. Ele recebeu na pequena área, mas a bola escapou e acabou ficando nas mãos do goleiro que já estava caído. E o segundo, num cruzamento da direita que Eduardo Arroz foi cortar e acabou dando um presente para ele, na marca do penalte, sozinho. Ele foi bater de primeira e jogou por cima.
- Vai começar o segundo tempo agora. Se continuar jogando assim, ganha.
- Vamos torcer.
- Chico, mais outra gelada!

A boa atuação do primeiro tempo deixou a torcida esperançosa por uma vitória. Mas o jogo, no segundo tempo, foi bem diferente. O adversário voltou do mesmo jeito, jogando no contra-ataque, porém o Náutico, apesar de tomar a iniciativa do jogo, já não tinha mais a mesma desenvoltura no ataque e as boas jogadas custavam a sair. Foram 15 minutos buscando o gol e esbarrando na boa marcação do Santa Cruz, até que a defesa, de novo, foi pega de surpresa.

- Olha para aí!
- Tudo aberto.
- Tira! Tira!
- Gol do Santa Cruz.
- Gol contra de Elicarlos.
- Não tinha muito o que fazer. Ele foi tentar cortar e acabou botando para dentro.

A situação ficava complicada. Eram 20 minutos do segundo tempo e tendo que correr de novo atrás do placar, já sem a mesma força do primeiro tempo. Mesmo assim, as chances do empate apareceram. Siloé teve sua chance de cabeça, mas perdeu. Depois Derley, da entrada da área, recebendo bom passe de Eduardo Ramos e bateu para fora. E, na melhor de todas as chances, cobrança de escanteio pela esquerda, a zaga não cortou e a bola sobrou para Derley que encheu o pé. A bola bateu nas costas de Léo, dentro da pequena area, desviou e bateu no travessão.

- É, Edmilson, a coisa está feia.
- Vamos perder a invencibilidade.
- Se considerar só o Santa Cruz, a última derrota em casa foi em 2005.
- 47 minutos já. Faltam 2 só.
- Bola para área.
- Droga!
- Deu penalte!!!!
- Penalte!
- Olha o replay.
- Para mim não foi nada.
- Isso foi para compensar o roubo do primeiro tempo.
- Vai, Souza! Vai, Souza! Vai, Souza!
- GGGGOOOOOOOLLLLL!
- GGGGOOOOOOOLLLLL!
- GGGGOOOOOOOLLLLL!
- Acabou o jogo. Bem na hora!
- E agora tome confusão, ó! Jogadores do Santa revoltados. Torcida do Náutico insatisfeita. Jogadores discutindo com a torcida.
- Eita, até Waldemar discutindo no alambrado.

Foi por pouco. Dos males o menor. Apesar de escapar da derrota no fim, o empate trouxe uma sensação amarga de que a vitória poderia ter vindo, principalmente pela atuação do primeiro tempo. Valeu pela manutenção da invencibilidade nos Aflitos e, principalmente, pelo reencontro com os amigos no Bar do Náutico. E como é bom poder voltar a dizer:

- Chico, bota mais uma gelada!