quarta-feira, 13 de junho de 2012

O Timbu desencantou. Sobrou para o Botafogo.

Chegou o dia. O tão esperado dia de comemorar a primeira vitória. Uma primeira vitória que seria dupla, pois seria a primeira vitória do Náutico no campeonato e também a primeira vitória comemorada pela torcida no novo bar. Era domingo, 10 de junho.

- E aí galera, é hoje?
- Claro! Com "cerveja" tem que ser hoje. O adversário é o Botafogo. Então tem que ser hoje.
- Olha ele entrando aí em campo.
- Olha a escalação... Fábio Ferreira, Márcio Azevedo, Maicosuel, Renato, Andrezinho, Herrera... Huummmmm...sei não, hein?
- Oxê! Tudo banco se estivesse no Náutico. A gente hoje tem Souza e Rhayner.

Confiança total da galera no bar. Era a segunda partida em casa no campeonato e a boa impressão deixada após o primeiro jogo deixava a torcida esperançosa. O time parece que sentiu o bom ambiente e entrou bem. O Botafogo começou buscando o ataque, mas era o Náutico quem levava mais perigo, nas investidas rápidas de contra-ataque. Contrariando a tudo, foi justamente o Botafogo que quase abriu o placar num contra-ataque.

- Herrera sozinho. Derruba!
- Sai goleiro!
- Feliiiiiipeeeeee!
- Tentou a cavadinha, esse nojento. Mas Felipe estava atento.
- Que vacilo, deixaram o cara sozinho.

O jogo era lá e cá. Souza, Rhayner, Martinez e Araújo tabelavam com eficiência. Elicarlos teve boa chance de fora da área. Para fora. Mas depois não teve jeito.

- Agora, faz!
- Gooooollll!
- Golaaaaaço, meu velho!
- Araújo!!!! Desencantou.

E que golaço! Tabelinha bem feita de Souza para Araújo, para Souza, de volta para Araújo, corte no zagueiro e toquinho no cantinho, na saída do goleiro. O estádio explodiu. O bar incendiou. E o Naútico melhorou. Como fez bem fazer o gol. As investidas do Botafogo já não ameaçavam tanto. A defesa pegou confiança e o time cresceu ainda mais. Pouco depois, outro gol trabalhado:

- Vai, Auremir. Passa!
- Que passe!
- Vai, Rhayner!
- Olha o penalte! Olha o penalte!
- Passou!
- Gooooollllllll!
- Gooooollllllll!
- Gooooooooooooooooollllllllllllllllllllllllllllll!
- Foi de Lúciooooooo!
- Eneeeeeeeee....!
- A-u-tê-i-cê-ó!
- Ene-a-u-tê-i-cê-ó!
- Ene-a-u-tê-i-cê-ó!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
- E o resto ....

Placar de sonho: 2 a 0 ainda no primeiro tempo. A torcida já dizia "Acaba juíz!" ou até mesmo "poderia ter só 45 minutos". Mas torcida escaldada tem medo de água fria. Também já começavam os comentários de alerta:

- O perigo é o intervalo! É Gallo mandar recuar.
- Recuar num jogo desse, jogando bem, não existe.
- Tem que prender Gallo e não deixar ele ir pros vestiários no intervalo.

Não deu outra. O time voltou a campo para o segundo tempo para jogar recuado e só contra-atacar. Ainda com dois minutos, a bola cruzada rasteira achou Márcio Azevedo, sozinho. Gol do Botafogo: 2 x 1. Pronto! o placar tranquilo já ficava perigoso muito cedo. O time ficou nervoso e o Botafogo cresceu. Aos 10 minutos, após erro de passe, Márcio Rosário, último homem da defesa, faz falta "salvadora" na meia-lua e é expulso. Pronto, o empate era questão de tempo.

- Isso é uma vergonha.
- O placar fácil do primeiro tempo está indo pro brejo.

Todos rezaram e a falta, na meia-lua, foi na barreira. A pressão continuava. O time não saia da defesa e só dava Botafogo. Cesar Marques entrou às pressas para recompor a defesa e, no seu primeiro lance.... gol de empate.

- Essa defesa não marca ninguém.
- Era Cesar Marques que estava marcando e deixou Fábio Ferreira cabecear.
- Olha o replay. Foi não. Foi gol-contra dele.
- Miserável!
- Olha ... de novo.
- Vai sair o terceiro! Tiraaaa!
- Quase.
- Meu irmão, a gente vai perder esse jogo.

Ninguém conseguia acreditar, mas o jogo tinha mesmo mudado completamente. O Botafogo era dono das ações, tinha um jogador a mais e chegava com perigo constantemente. Mas o jogo voltou a equiibrar, graças à justa expulsão de Márcio Azevedo, aos 25 minutos. O jogo, de novo, agora eram de 10 contra 10. Isso fez toda a diferença. Depois, nenhum perigo mais do Botafogo.

- Vai entrar Siloé.
- Vamos ver se agora vamos para cima.
- Pelo menos a pressão diminuiu.
- Agora vai entrar Romêro.

O time acordou. Começou a sair da defesa e o jogo ficou truncado no meio. Foi justamente aí que surgiu o lance decisivo.

- Bora, marca.
- Boa, meu zagueiro. Agora lança.
- Ahhh! Para ninguém. De presente para defesa deles.
- Eita, falhou!
- Vai, Derley!
- Faaaazzzzz!
- Gooolllllll!
- Goooooooooooolllllll!
- GoOoOolLlLlLlLlLlLl!
- GOOOOOOLLLL!
- Drible da vacaaaaa!!!!

Festa no Bar do Náutico! Timbu na frente novamente: 3x2.

- Ainda não acredito! Foi Derley mesmo que fez aquilo?
- Pode acreditar. Olha o replay aí!
- É um craque! É melhor que Messi!

Ainda eram 36 minutos, mas até os 48 do segundo, nenhum perigo. Fim de jogo e primeira vitória do novo Náutico.

- Alô, Thomas, por favor!
- Alô, sou eu mesmo.
- Escuta aí!
- Eneeeeeeeee....!
- A-u-tê-i-cê-ó!
- Ene-a-u-tê-i-cê-ó!
- Ene-a-u-tê-i-cê-ó!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!



Uma vitória com a cara do Náutico. Série A é isso. Que seja a primeira de muitas outras vitórias. Que venham as próximas!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

No Rio de Janeiro, deu Vasco. Justo!

Era noite de quarta-feira, dia 06 de junho. O jogo cedinho, as 19h30. O trânsito era pesado, mas a torcida chegou. Em cima da hora, mas chegou.

- E aí, pessoal? Dá para ganhar hoje?
- Ganhar vai ser muito difícil, mas pelo um empate eu tenho fé.
- Derrota hoje é resultado normal. Time feito em cima da hora, enfrentando um time certinho como o Vasco...
- Que nada! Eu estou confiante. Até fiz uma aposta com minha esposa. Se o Náutico ganhar, vou tomar todas e, quando chegar em casa de madrugada, ainda vou lavar o banheiro.
- KKKK.
- Ah, então já entendi. Tu fizeste essa aposta porque não tá nem querendo lavar o banheiro. Por que não fez num jogo mais fácil?
- KKKKK.

A torcida tinha esperança, compareceu acreditando na possibilidade de um resultado positivo, mas estava ciente de que o adversário era favorito. Quando o jogo começou, os primeiros dez minutos aumentaram ainda mais a confiança.

- Boa noite, pessoal! Quanto tá o jogo?
- Um a zero Náutico!
- Deixa de mentira. Estou vendo o placar aqui no zero a zero. Mas está jogaando bem?
- Surpreendentemente, nestes primeiros 10 minutos, o Náutico está encarando o Vasco de frente. Está até com mais posse de bola.
- Sério?
- Está tocando bem a bola. Já chutou mais vezes a gol. O Vasco está meio devagar.
- Bora ganhar esse negócio!
- Agora, vai Kim! Uhuuuuuu!
- Boa jogada!

O tempo foi passando. Aos poucos a empolgação do Náutico começava a esfriar. O Vasco, que até então errava passes e só olhava o jogo, começou a marcar a saída de bola. O jogo foi mudando e o Vasco em pouco tempo já era mais perigoso.

- Que moleza essa marcação!
- Lúcio e Martinez estão perdidos.
- Estavam dizendo que Martinez estava comendo a bola nos treinos.
- Tem que botar Souza neste time. Nao existe ele ser banco.
- Olha para aí, tira essa bola, Ronaldo.
- Outra falta. Olha que perigo!
- Falta de Martinez de novo.
- Tirou! Boa, zagueiro!
- Lá vem de novo. Penalte.
- Penalte não. Se jogou.
- Devia ter levado amarelo esse Diego Souza.

O jogo começava a ficar perigoso. A defesa falhava na marcação e não tinha saída de bola. E foi num lance bobo que a derrota começou a se desenhar. Ronaldo Alves, sem opção de jogo, entrega para Derley, no fogo, de costas. Falha bizarra da dupla. Éder Luis roubou e tocou para Alecsandro, livre, tocar no cantinho: Vasco 1 x 0.

- Acabou-se o meio de campo.
- É, parece que o banheiro da casa de Fernando vai continuar sujo hoje a noite.
- Eita! Ninguém vai marcar não!
- Golaço do Vasco!
- Golaço nada. Frango de Gideão.

Era o segundo gol. Felipe de fora da área, dando um corte fácil em Kim e temdo "300 anos" sem marcação. Deu para ajeitar, pensar e mandar a bomba de curva. Sem defesa para Gideão. Até o final do primeiro tempo, só o Vasco jogou.

No segundo tempo, Gallo teve seu momento de lucidez: Souza, finalmente, entrava no time e, com ele, também Rhayner no ataque.

- Rhayner! Que grata surpresa. Está jogando melhor do que Kim.
- E Souza também entrou bem. Como pode ser banco nesse time?

Com a mudanças, o Náutico parecia outro time no segundo tempo. Toque de bola voltou a funcionar e as chances começavam a aparecer. Souza distribuía bem o jogo e Rhayner se movimentava com velocidade.

- Olha a mensagem que acabei de receber no celular: "Esse Souza é muito ruim".
- Oxe! O cara entrou muito bem.
- Olha que boa jogada!
- Cruza, Lúcio!
- Agora!
- Pegaaaaaaaa!
- Uhuuuuu!
- Que defesa de Fernando Prass!
- Foi Rhayner que cabeceou.
- Muito azar não fazer esse gol. Iria pôr fogo no jogo.

O segundo tempo realmente estava para o Náutico. Vaias começavam a ser ouvidas em São Januário. As chances começavam a ser criadas, mas faltava justamente a qualidade para botar a bola para dentro. Qualidade de sobrava ao Vasco. Pouco tempo após a chance de gol desperdiçada do Náutico, num dos poucos ataques do Vasco, a chance foi criada e aproveitada com eficiência. Bola de pé em pé: Alecsandro para Diego Souza, este para Juninho e de Juninho para o gol. Belo gol. O Vasco não atacava, mas quando fez, foi mortal: 3x0. Placar que, praticamente, definia a partida.

- Pode pedir outro arrumadinho que agora a coisa está feia.
- Olha aí! Faz, Martinez!
- Goooooll!
- Golaço!
- Que gol arretado!

O Náutico diminuia. Seria até uma maldade, depois do bom futebol do segundo tempo, não fazer pelo menos um gol. Gol de Martinez, que no segundo tempo havia crescido de produção com todo o time.

- Bora que ainda dá tempo até de empatar.
- Tem que permanecer em cima.
- Só não pode vacilar.
- Foi só falar. Olha a merda.
- Juninho perdeu cara a cara.
- Bora, Náutico. Bola para Rhayner.
- Isso!
- Esse é outro que entrou bem.
- Outro passe errado.
- Sai, Gideããão!
- Gol do Vasco.
- É brincadeira, hein?

O Vasco fazia 4x1 e voltava a tranquilizar o jogo e a vitória. A partir daí, o Vasco valorizava a posse de bola. O Náutico seguia tentando e levando contra-ataques. Duas grandes chances surgiram. Ambas com Araújo, que, assim como nos jogos passados, as desperdiçava. De tanto insistir, Araújo, recebendo passe de Rhayner, finalmente (ALELUIA! ALELUIA!), driblou o goleiro e deu números finais a partida: 4x2.

- É Gol! Agora sim. Pelo menos não é mais goleada.
- Se considerar que essa derrota era normal, pelo menos foi de 2 gols apenas.
- Eita! Que torcedor conformado é esse?
- Não é conformado, não. É a realidade. As contratações foram boas, mas os jogadores contratados chegaram tudo agora. Vai demorar ainda para esse time engrenar.
- Acabou. Pensando dessa forma, perder de 4x2 é melhor do que 2x0.
- Sim, mas tem que começar a ganhar, engrenando ou não. Se não, vai ficar difícil.

Terminava a terceira partida do Náutico com Brasileirão. A segunda derrota. Agora serão duas partidas seguidas em casa. Domingo já tem o Botafogo. É hora de começar a vencer. Se a primeira vitória virá domingo, não sabemos. O certo é que o Bar do Náutico estará cheio novamente. Aliás, como sempre!

domingo, 27 de maio de 2012

Timbu joga bem, mas fica no 0x0 com o Cruzeiro

26 de maio de 2012, noite de sábado, segundo jogo do timba no Brasileirão e a torcida chegando.

- Saudações alvirrubras!
- Olha a hora, Júnior!
- Pensando que eu não vinha? Eu quero saber do inimigo!
- Que inimigo?
- O cruzeirense que Ádley iria trazer.
- Ele disse que vinha. Acho que daqui a pouco chega.
- Ele ficou foi com medo de vir. Tu disseste que galera era braba. Que tinha um tal de Fernando meio esquentado...
- Hahahahahaha!
- E aí, Thomas?
- Ele não pode falar. Está ocupado comendo o arrumadinho.
- Hahahahaha...
- Deixa um pouco para gente aí, Thomas!
- Esse Júnior já chega fazendo graça. Pega logo a cerveja aí para gente.
- Pega duas.
- Brahma ou Skol, Alexandre?
- A que estiver mais gelada.



A turma se divertindo e tudo rolando muito bem. Mais alvirrubros chegando e começando a encher o bar, quando surge o primeiro momento de tensão.

- Ei, cadê o jogo? Já está na hora.
- Pronto, já está no canal.
- E cadê o sinal?
- Tenta o mosaico!
- Olha aí, começou o jogo pelo mosaico e não está passando no canal.
- Deixa no mosaico mesmo.
- Olha a recuada pro goleiro. Tomou. Faaaaazzzzzz.
- Perdeu!!!
- Quem foi?
- Cleverson que tomou do goleiro e se enrolou.
- Ver nesse mosaico é ruim demais.

Estava difícil ver o jogo, mas a solução do problema estava chegando.

- Boa noite! N-A-U-T-I-C-O!
- Fala, Roberto!
- Ué, cadê o jogo?
- Está assim hoje. Passando só no mosaico.
- Bora para a outra TV, que lá deve estar passando.
- Tem isso não. É uma assinatura só. Se não passa aqui, também não passa lá.
- Então tá.
- Olha o jogo!
- Boa jogada de Auremir! Toca! Toca!
- Cruza, Cleverson!
- Agorrraaaaa!
- Goool!
- Não! Para foraaaaaa!
- Era só parar a bola.
- Chegou Eduardo. Olha a hora Eduardo!
- Boa noite. Está tendo algum problema na TV?
- Hoje está passando só no mosaico.

Quando, de repende, o segundo momento de tensão.

- Eita, apagou o mosaico.
- É porque o mosaico só fica alguns minutos.
- Ferrou!
- Liga para a NET! Liga para a NET!
- Eu já falei. Bora testar a outra TV.
- Tem nada a ver não, mas só por desencargo de consciência... Liga a outra TV aí, Gustavo.
- Está passando aqui!
- Eu não falei! Eu não falei!
- Esse Roberto entende das coisas mesmo.
- Bora todo mundo levar as mesas para o outro salão.
- Não esqueçam as cervejas!

Todo mundo correndo para o outro salão, onde o jogo passava perfeitamente. Eram vinte minutos de jogo e bastante equilíbrio. Muitos erros de passe dos dois lados. Jogo feio, mas nem por isso, sem emoção. Era lá e cá. O Náutico já havia criado suas chances e o Cruzeiro marcava a saída de bola.

- Bora, Ronaldo Alves, não brinca!
- Olha que bola osso!
- Lá vem o Cruzeiro!
- É nossa.
- Não! Deixou ele passar.
- Ficou com Glaydson.
- O que é isso? Nããããooo.
- Defesaça de Gideão!
- Isso é uma irresponsabilidade! Como é que Glaydson corta uma bola dessa para frente da área?!
- Deu uma passe para Sousa.
- Sorte que ele bateu fraco.

Fim do primeiro tempo. Destaque do primeiro tempo: Derley, que completava 150 jogos no Timbu e anulava Montillo com eficiência. Voltando ao bar, a galera aproveitou o intervalo e começou a operação "levar tudo de volta". Mesas, cervejas, tira-gostos... tudo voltando para o salão oficial do Bar do Náutico, mas, desta vez, levando também o decoder que estava funcionando. Todo mundo reacomodado. Começou o segudo tempo.

- Entrou alguém?
- Sim. Sousa e Rainer.
- No primeiro tempo só faltou um matador, faltou um "Kiesa".
- Seria um bom ataque: Araújo e Kiesa.
- Já vamos ter um parecido: Araújo e Kim.
- Hahahahahaha.
- Quem é Kim?
- Um que foi contratado hoje.
- Ah, tá.
- Bola parada para gente!
- Vai sair o gol agora!
- Bora, Marlon, faz o teu de cabeça!
- Gooolll... para foooora!
- Caramba! Como perde um gol desse.
- Foi Araújo, S-O-Z-I-N-H-O!
- Esse Araújo é bom. Indiscutivelmente um bom reforço, mas perde muito gol.

O segundo tempo foi bem diferente do primeiro. Diferente para melhor. O Cruzeiro já não marcava tanto a saída de bola. Recuou e ficava só esperando o contra-ataque. O Náutico dominava o meio de campo, mantinha a posse de bola e, dentro de suas limitações, criava (e perdia) as melhores chances.

- Faltaaaaaaaa! Essa é para Sousa.
- Vamos, garoto! Bota no ângulo!
- Uhuhuuuuu!
- Quaaaaaase!
- Grande defesa do goleiro! Se fosse um pouco mais para o canto entraria!
- É escanteio agora.
- Cortou a defesa.

O Cruzeiro se segurava como podia. Roth fez alterações para colocar o time mais à frente, mas a defesa do Náutico não passava sustos. O Náutico ja merecia o gol, mas faltava quem botasse a bola para dentro.

- É agora!
- Araújo!
- Perdeu! De novo, velho!
- Olha a sobra!
- Faz, Derley!
- Furou!!!


O Náutico era valente. Tentava de todas as formas, mas a bola não entrava. E assim terminava o segundo jogo do Náutico no Campeonato Brasileiro, o primeiro em casa: 0x0. Poderia ter vencido, mas pontuar neste momento em que o time ainda está sendo montado é fundamental. Então dos males o menor. Para quem estava pessimista, ficou claro que aquele Náutico de pouca técnica de um ou dois meses atrás, já não existe mais. O time mudou muito (para melhor), só falta entrosar mais.

Já, no bar, o de sempre: galera entrosada, sempre animada e sem querer ir embora. Cerveja, tira-gosto, bate-papo e muita descontração. Que venha o Vasco, pois a turma estará no bar novamente.



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Obrigado, João!

Sexta-feira, 18 de maio de 2012.

- Triimmm! Trrimmm!
- Alô.
- Oi, Júnior. É o João.
- Fala, grande João!
- Amanhã já começa o campeonato. Vocês vem para cá?
- Eita, João, nem te liguei antes, ó. Tenho más notícias.
- Jura?
- É o seguinte. A torcida cresceu muito no último ano e já está crescendo este ano. O espaço ficou pequeno e a gente acabou montando uma nova sede. A galera já está combinando de assistir os jogos lá.
- Pôxa. Eu gostaria muito que vocês continuassem aqui. Foi alguma coisa que eu fiz de mal ou tenha ofendido vocês?
- Não, João. De forma alguma. O Bar do João foi um local onde fomos muito bem recebidos. A mudança é mais em função do crescimento da torcida. O espaço já estava ficando pequeno e a galera já comentava que seria importante um pouco mais de conforto para poder levar as esposas e filhos, mais opções no cardápio, privacidade... Essas coisas.
- Onde vocês vão assistir o campeonato?
- A torcida do vai se reunir no Recanto Baiano, já batizado de Recanto Alvirrubro.
- Tudo bem. Fico triste, pois gostava de vocês aqui, mas entendo.
- De certa forma, nós também. Não fique chateado, pois, como disse, a mudança é consequencia do natural do crescimento mesmo. Nada pessoal.
- Entendo. Qualquer coisa, então, é só lembrar do seu amigo João. Estarei aqui.
- Obrigado por tudo.
- Tchau!
- Tchau!

Um ciclo se encerrava. O Bar do João, durante os anos de 2010 e 2011, e mais o início de 2012, foi a casa de todos os alvirrubros em Manaus. Um local simples, mas que sempre esteve de portas abertos para a torcida timbu.


No do Bar do João não tinha tempo feio. O Náutico podia jogar as 21h00 de uma terça-feira, as 15h de um sábado, as 19h30 de uma sexta-feira ou, até mesmo, as 20h de um sábado chuvoso que, mesmo assim, o bar abria e o telão era nosso. Até mesmo quando um "almoço-festa" de confraternização de uma empresa que lotava o bar se estendia até a hora do jogo do timbu, nosso cantinho no bar estava reservado.


Lá torcemos, gritamos, xingamos e comemoramos muitos gols. Foram muitas vitórias e algumas derrotas. Muitas e muitas alegrias, mas foi lá, principalmente que a torcida timbu se encontrou. Foi lá que Manáutico começou e que muitos novos amigos alvirrubros se conheceram e se juntaram, formando um grupo mais do que forte e consolidado.


Por isso, João, não fique triste! Somos muitos gratos a você. Você faz parte da história da nossa torcida. Muito obrigado por tudo!

domingo, 13 de maio de 2012

O dia do aniversário

"O dia do aniversário"


O Sport não perdeu nenhum clássico este ano.
Perdeu hoje, no dia do aniversário.

O Sport tinha o artilheiro do campeonato.
Não tem mais, no dia do aniversário.

O Sport não perdia finais em casa há 25 anos.
Perdeu hoje, no dia do aniversário.

A torcida passou a semana fazendo festa.
Parou de fazer, no dia do aniversário.

Vai ter festa hoje na Ilha?
Não vai mais, no dia do aniversário.

O Sport nunca foi campeão no dia do aniversário.
Continua não sendo hoje, o dia do aniversário.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O milagre não veio, mas o bar estava cheio

29/04/2012: fim da linha para o Timbuzinho no campeonato estadual. Final oficialmente, porque, na realidade, o campeonato havia acabado para muitos há uma semana atrás. Tudo começou no domingo passado quando Ricardo (Ladrão) Tavares apitou o fim do primeiro jogo da semi-final:

- Terminou.
- Perdemos em casa por 2x1. Vamos ter que ganhar fora.
- Dá não. Domingo a gente vem de novo pro bar, né?
- Venho nada.
- Também venho não.
- Eu venho.
- Eu me junto a vocês e não venho. Acabou para mim também.
- Eu não acredito na virada, mas venho.
- Eu não vou.
- Pelo jeito vai ter só uns gatos pingados no bar no próximo domingo.

A semana foi passando. A turma foi trocando e-mails e o que se viam eram poucas confirmações. Fracasso certo de público no Bar do Náutico.

Chegou o domingo, o dia do juízo final para o timbuzinho abandonado à própria sorte por sua torcida. Chegam os primeiros torcedores:

- Saudações alvirr... O que? O que estás fazendo aqui, rapaz?
- Eu não vinha, mas não consegui ficar em casa.

E quem disse que a torcida conseguia ficar em casa. E foi chegando mais gente. Quem disse que não iria comaparecer, apareceu. Depois chegou outro e mais outro. Pronto! Bar do Náutico de novo cheio. Essa torcida do Náutico é realmente apaixonada demais. Até quando ninguém mais acredita no time, até quando os torcedores dizem que não querem mais saber, a paixão fala mais alto.

A torcida chegou com 1% de esperança. Depois da segunda cerveja, a esperança já era de 30%. Quando o juíz apitou o início do jogo, o time já era o melhor do mundo.

- Bora, timbu!
- Aperta, aperta.
- Isso, Derley.
- Agoraaaa! Quaaaaase!

Primeiro lance de perigo, com um minuto de jogo. Náutico jogando no campo do adversário que só se defendia, confiando na larga vantagem. Uma chance, duas, três... todas desperdiçadas.

- Está faltando atacante, Velho! Depender de Siloé para fazer gol é pau!
- De que adianta, criar tanta chance e não fazer.
- Uma coisa é certa. Mesmo se não ganhar, o time já parece ser outro com Gallo.
- Para mim, a melhor mudança não foi mérito de Gallo, foi a saída do cachaceiro-sanguessuga do Eduardo Ramos.
- É verdade.
- Agoooorra. O zagueiro caiu. Faaaaaaaz!
- Chuta, po!
- Uhuuuuuu!
- De novo!
- Po... Filha da p...! Acerta esse pé.

O primeiro tempo terminou com domínio territorial do Náutico e algumas chances claras de gol. O adversário o tempo todo retrancado com três zagueiros e três volantes, confiado na ineficiência do ataque alvirrubro. Se por um lado, o time atacava com a maior vontade do mundo, de igual tamanho era a dificuldade para finalizar, tabelar e envolver o adversário.

- Gostei do primeiro tempo.
- Perdemos chance demais. De que adianta?
- O que eu mais gostei do primeiro tempo foi desse sarapatel!
- Hahahahahaha!
- Aí é unamidade!
- Hahahahahaha!

No primeiro tempo foram sete escanteios a favor e nenhum contra. O Náutico chegava ao seu limite técnico. Esperar mais do que aquilo, era saber que o futebol sempre podia pregar surpresas. Essa era a esperança. Mas o segundo tempo não foi como o primeiro. O domínio não foi mais o mesmo. E o adversário, coitado, que só não era tão ruim porque o Náutico conseguia ser ainda mais, até saiu para o ataque, marcou a saída de bola e acabou com o jogo do Timbu. Gallo ainda resolveu "colaborar" tirando o único meia de ofício do time. Daí para frente, o jogo passou a ser de chutão para frente. Do goleiro para o zagueiro e, deste, lançamento direto para Dorielton matar de canela.

- Dá não, veio. Com esse toque de bola triste, pode jogar até amanhã que não faz gol.
- Se brincar, vai acabar tomando um de contra-ataque.
- Duvido que a gente faça um gol.
- Agooooorrra.
- Vai.
- Chutaaaa!
- Goooooooooolllllllllll!
- Goooooolllllllllllllllllllllll!
- Gol de Souza!!!!
- É Gooooooooooollllll!
- Anulou!
- Não acredito!
- Táquipariu!
- Olha o replay!
- Gol legítimo! Bando de ladrão!

O tempo passou, o time lutou, mas o gol não saiu. E tinha que ter saído pelo menos dois. Não deu. Fim de jogo.

- A gente já esperava. Eu só vim para poder tomar uma com os amigos.
- O time fez o que podia fazer. Lutou até o fim.
- Mas não dava para jogar mais do que isso. A gente até torceu, mas o time é esse aí. Tem que mudar muita coisa para o Brasileirão. Por mim só fica Gideão e Derley.
- E Souza também.
- E os zagueiros.
- E Elicarlos, não?
- E só. Pode mudar o resto tudinho.
- Só não pode mudar uma coisa: essa nossa torcida.
- Falou e disse.
- Quando começa o Brasileirão mesmo?
- Dia 19, sábado, 8 da noite, horário de Manaus: Figueirense x Náutico.
- Já está mais do que confirmado.

domingo, 22 de abril de 2012

Podia ter sido melhor: 1x2

22 de abril, descobrimento do Brasil e início das semi-finais do Campeonato. Nos últimos quarenta dias, o Náutico havia feito três gols pelo Campeonato Pernambucano. Nos últimos trinta dias o Náutico havia vencido apenas um jogo no campeonato. Neste mesmo campeonato, iniciado em janeiro, o Náutico, time que vai disputar a Série A do Campeonato Brasileiro, não venceu nenhum time que esteja acima da Série D, isto é, nenhuma vitória contra times de Série C ou A. Quatro clássicos foram disputados e nenhum vencido. Se considerar o Salgueiro, este ano, também como clássico, então, foram seis clássicos, quatro derrotas e dois empates.

Diante de tudo isso, dava para sonhar com alguma coisa na semi-final do campeonato? Sendo racional, não! Mas torcedor de verdade pode ser tudo, menos racional. E por isso mesmo nós estavamos lá. Bar do Náutico mais uma vez cheio. Era bonito de ver. Amigos, esposas, filhos, todo mundo no bar reunido para torcer, mesmo que o time não desse tantas esperanças. Mas só a presença da galera já parecia mudar o clima, e, de repente, a desconfiança deu lugar a esperança.

Começou o jogo. O líder da primeira fase jogava atrás e o timbuzinho, jogando em casa, era que buscava o jogo.

- O time aprendeu a jogar bola de uma hora pra outra foi?
- Não é possível que Gallo tenha feito tanta diferença.

Uma chance perdida. Outra. E mais outra.

- Está faltando um cara para botar essa bola para dentro.
- Calma que esse gol vai sair.
- Nãããoooo! Deixou Jael sozinho!
- Sai Gideão! Sai Gideão!
- Gideãããããããoooo!
- Goleiro arretado!
- Jael tocou certinho, no canto e rasteiro e o goleiro voou certo.
- Vamos ganhar essa p...a!
- É só marcar direi,.... Putz!
- Gol da coisa.
- Que merda. Como deixa Marcelinho receber na cara do goleiro?

Era metade do primeiro tempo e a velha máxima do futebol: quem não faz leva. E agora? Tinha que virar o jogo, pois nem o empate interessava. Veio logo em mente a campanha dos últimos jogos. Daria? A história começou a dizer que sim.

- É falta. Tem que cruzar essa bola direito.
- É Souza.
- É goooollll!
- Goooolll!
- Gooolllllll!

Era Ronaldo Alves empatando de cabeça. Tudo igual. Mas não deu tempo nem de comemorar. Um minuto depois.... penalte. E lá ia o artilheiro do campeonato para a cobrança. E agora?

- Manda o gandula esperar a bola lá no Country.
- Essa vai longe. Vai longe!
- AêEêÊêÊê!
- Gideãããããooooo!
- Goleiro da gota serena!

Gideão defendia o penalte com pé. O bar explode novamente. O Náutico escapava. Acabara de empatar e o adversário perdia um penalte. Era ter os nervos no lugar. Chegava o último minuto do primeiro tempo. Bolaça de Ramón para Tiuí e falta na meia-lua. Souza na cobrança!

- É agora. Vou já preparar a musiquinha!
- Vai Souza!
- Goooolllll!
- Não!
- Não?
- Bateu na trave e rolou em cima da linha.
- Goleiro cagado! A bola ainda passou atrás dele.
- Se ele se mexe, a bola batia nele e entrava.

Fim do primeiro tempo. Pausa para mais uma cerveja. Para mais outra cerveja... Está bom, para muitas cervejas mesmo. As crianças brincavam, as esposas conversavam e os pais... os país vocês já sabem. O Náutico jovaga um futebol que não víamos desde o começo do ano. Parecia que era dia.

Começou o segundo tempo da mesma forma como terminou o primeiro. O adversário buscava somente o contra-ataque e timbu em cima. Em um desses contra-ataques, o lance que mudou o jogo. Elicarlos derruba o adversário e mata contra-ataque no meio de campo. O juíz dá a falta e mostra amarelo, o segundo amarelo. Elicarlos expulso.

- Que juíz ladrão! O primeiro amarelo ele deu no lance do primeiro tempo em que foi penalte e ele deu simulação.
- Roubo descarado.
- Agora complicou. Tem 35 minutos de jogo ainda.

Com um a menos, o timbu não parou de atacar e criou duas chances seguidas. Uma delas defendida no susto pelo goleiro. Mas a pressão só durou 10 minutos. Com um menos e correndo muito em busca do ataque, o time começou a cansar e o adversário a ter mais posse de bola. Aos poucos se via o adversário saindo da defesa, tocando a bola e chegando ao ataque. O Náutico, aos 20 minutos, parecia pregado, só dando chutão e afrouxando a marcação.

- Caramba! O time pregou!
- Jogar com um a menos, tendo que vencer é dose.
- Olha para aí que espaço.
- Vai deixar chutar?
- Tira essa bola!

Perto dos trinta minutos, os comentários já era de que o empate estava de bom tamanho.

- Desse jeito vai acabar tomando o gol.
- Tira essa bola!
- Que defesaça de Gideão.
- Cara, tem que voltar a atacar.
- Não dá. O time já está morto.
- Penalte!
- Foi não.
- Penalte claro.

Sem pernas para correr e forças para atacar, o time cometeu mais um penalte. Aí querer que Gideão pegasse de novo era sonhar demais. Mas ele quase pegou. Marcelinho bateu forte, Gideão tocou nela, que bateu caprichosamente na trave e entrou.

Pronto. Era 2x1, no dia em que o time voltou a jogar bola, a expulsão e o mal preparo físico falaram mais alto. Daí para frente, o tempo foi passando e nada de mais aconteceu.

Fim de jogo. Clima de decepção. Sim, o sentimento era de que dava para ter sido melhor. Não esperávamos muito antes, mas, durante a partida, percebeu-se que o time lutou, foi guerreiro e teve muita chance de vencer, principalmente no primeiro tempo..

- E agora? 2x0 na ilha?
- Dá não.
- Não ganhou em casa, vai ganhar lá, e de 2x0?
- Não dá. Perdemos, mas nem por isso vamos ficar em casa.
- É mesmo. Vai ter cerveja aqui domingo?
- Vai.
- Então estaremos aqui. Não somos ratos, somos timbus!
- É isso aÊÊêÊÊêÊÊ!
- Eneee.....
- ...A-U-T-I-C-O!
- N-A-U-T-I-C-O!- N-Á-U-T-I-C-O!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!

Isso que é uma torcida.

domingo, 8 de abril de 2012

Aniversário do Timbu e Bar do Náutico de casa nova

07/04/2012, através da parceria entre a Confraria Manáutico e o Recanto Baiano, o Bar do Náutico agora mudava oficialmente de endereço. A partir desta data, o cantinho mais baiano de Manaus (Bar Recanto Baiano), passou a ser também o recanto de todos os alvirrubros. A inauguração foi planejada há dois meses, não por coincidência, para o dia de aniversário do Náutico. Nada melhor que fazer uma festa para comemorar a inauguração do novo bar, exatamente no dia do aniversário do clube, assistindo a mais um jogo do timbu.

Bolo vermelho e branco em alusão aos 111 anos
A fase do time não empolgava, mas a torcida compareceu em peso para a festa de inauguração. No cardápio, arrumadinho de charque, acarajé, cerveja gelada do tipo "canela de pedreiro" e bolo vermelho e branco com as velinhas de 111 anos. O adversário, o Serra Talhada. Um time do sertão que iria ao Recife, em condições normais, apenas para ser coadjuvante na festa. Iria...

- Esse é jogo para voltar a vencer.
- É para vencer bem e começar uma nova fase em busca do título.

Antes do jogo, os comentários da torcida já denunciavam a má fase técnica e tática do time, ao mesmo tempo que demonstravam a confiança no reencontro com as vitórias. Ninguém se importava "tanto" com a derrota no evento de pré-inauguração (1x0 para o Santa Cruz), realizado no domingo anterior. Afinal, o dia era de festa.

Pré-inauguração do novo Bar do Náutico, no domingo, 1º de abril
 E o jogo começou bem. Logo de cara, duas boas chances.

- Olha o gol. Olha o gol de Siloé!
- Para foooora!
- Acerta esse pé!
- Agora, é para fazer!
- Perdeu!
- Quem chutou?
- Eduardo Ramos.

Foram sete minutos de pressão e bom futebol. E só!

Aos oito minutos, gol do Serra Talhada. Stanley, de cabeça, completando a tabelinha de cabeça dentro da pequena área. Depois disso, o que se viu foi um futebol bizarro. Um time perdido, sem criatividade, errando passes de meio metro. Até o fim do primeiro tempo, as boas chances de gol foram todas (pásmem!) do Serra Talhada.

- É rapaz! É com esse time que vamos jogar a Série A?
- Exatamente. E falta só um mês e meio para a estréia.
- Mas o que é isso?
- Gol do Serra Talhada!
- Não acredito! Gol contra de Gideão!
- Não é possível.

E fim do primeiro tempo. No estádio, ecoavam as vaias, e, em Manaus, a torcida já nem acreditava no que via. Ainda esperávamos a virada no segundo tempo, mas, bastaram oito primeiros minutos do segundo tempo para que galera começasse a ficar mais preocupada com o arrumadinho de charque do que com o jogo em si. Todo lance era uma piada

- Boa bola, vai Léo!
- Kakakaka, a bola saiu pela lateral!
- Waldemar vai mudar, vai entrar Phillip!
- Hahahahahaha! Agora é que a gante ganha!
- Esse time do Serra Talhada é ruim demais. Está ganhando só de dois.

E quando nnguém mais esperava...

- Penalte!
- Foi não. Foi na bola.
- Pára com isso. O juiz marcou.
- Para mim foi na bola.
- Não. Foi no pé dele. Penalte claro.
- E agora? O cobrador oficial é Souza, que não está em campo.
- Eduardo Ramos ou Siloé que vai bater?
- Eita. É Marlon. Meu Deus do Céu!
- Goooooollllll!
- É isso aí!
- É goooolll. Vai começar a virada. Tem 15 minutos ainda.

Era o primeiro gol do Náutico depois de quatro jogos sem marcar. Talvez, por isso, era sábado de aleluia. Havia tempo para virada, mas a tão esperada pressão foi inócua. Nenhuma grande defesa do goleiro adversário até que o juíz apitou o fim de jogo. 2x1.

- Estamos mal.
- Hoje foi teu fim Waldemar.
- Depois de hoje tem que cair mesmo. Tem jeito não.

Não foi a festa que torcida queria. Então, por isso, não faltavam motivos para afogar as mágoas. Televisão desligada para esquecer o jogo e outra cerveja gelada na mesa...  depois outra... depois outra e mais outras.

- Júnior, bota um frevo aí!
- É pra já!
- Só a nata do frevo!
- Mais um arrumadinho de charque aqui na mesa.
- Ei, vamos cortar o bolo, pessoal!
- Oba, vamos sim! Mas sem parabéns, por favor!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

E terminou no empate o "Clássico das Confusões"

O dia é 4 fevereiro de 2012. Dia de Náutico x Santa Cruz pelo Campeonato Pernambucano com transmissão na TV para todo o Brasil. Então, como não poderia deixar de ser, o Bar do Náutico voltou a abrir as portas para a torcida alvirrubra em Manaus.

- Chicooooooo! Tudo bem.
- Oi, Júnior! Já vai começar o jogo?
- Exato, daqui a pouco começa.
- Vou logo colocando o telão, então.
- Antes disso, desce a primeira, por favor!
- Skol ou Brahma?
- A mais gelada.

Tudo voltando ao normal. Após alguns meses de "recesso", nada melhor que um clássico para retomar os "trabalhos" dos alvirrubros no bar. O jogo começou com domínio total do Náutico. Boas jogadas no ataque e um caminhão de gols perdidos. A vitória no primeiro tempo só não veio devido à atuação do árbitro, que prejudicou o Náutico nitidamente dando um gol de presente ao adversário. Mesmo assim, ao final do primeiro tempo, o placar de 1x1 acabou sendo pouco para a boa atuação do Timbu.

- Cheguei!
- Oi, Edmilson! Chegando no intervalo, rapaz!?
- Pois é! Na hora que iria sair de casa deu um previsto. Como está o jogo?
- Está 1x1. O Náutico mandou no jogo, mas perdeu muitos gols. Logo no começo foi Diego Bispo, na entrada da pequena área, que perdeu um gol feito. Depois tiveram logo duas faltas batidas por Souza que o goleiro salvou.
- Pôxa! E mesmo assim ainda tomou um gol.
- Sim, isso tudo em menos de 10 minutos. Aí num contra-ataque rápido, Cascata tocou para Souza que recebeu na entrada área e foi derrubado, mas o juíz não deu a falta e considerou que Souza deu passe de volta para Cascata. Marcou impedimento dele.
- Uma falta logo na entrada da área, com a fase em que Souza está, seria praticamente um penalte.
- O pior não foi nem isso. O juíz marcou impedimento e o time todo correu para cima dele. Nisso, o Santa fez a cobrança rápida enquanto o time falava com o juíz, pegou a defesa toda aberta e acabou fazendo o gol.
- Aí é para arrombar. Não deu a falta e ainda levou o gol.
- Depois, Cascata recebeu de Jeferson na área e girou bonito. Um golaço, no cantinho.
- Gosto do futebol dele.
- Ele jogou bem, mas depois perdeu dois gols incríveis. Um, numa jogada pela esquerda. Ele recebeu na pequena área, mas a bola escapou e acabou ficando nas mãos do goleiro que já estava caído. E o segundo, num cruzamento da direita que Eduardo Arroz foi cortar e acabou dando um presente para ele, na marca do penalte, sozinho. Ele foi bater de primeira e jogou por cima.
- Vai começar o segundo tempo agora. Se continuar jogando assim, ganha.
- Vamos torcer.
- Chico, mais outra gelada!

A boa atuação do primeiro tempo deixou a torcida esperançosa por uma vitória. Mas o jogo, no segundo tempo, foi bem diferente. O adversário voltou do mesmo jeito, jogando no contra-ataque, porém o Náutico, apesar de tomar a iniciativa do jogo, já não tinha mais a mesma desenvoltura no ataque e as boas jogadas custavam a sair. Foram 15 minutos buscando o gol e esbarrando na boa marcação do Santa Cruz, até que a defesa, de novo, foi pega de surpresa.

- Olha para aí!
- Tudo aberto.
- Tira! Tira!
- Gol do Santa Cruz.
- Gol contra de Elicarlos.
- Não tinha muito o que fazer. Ele foi tentar cortar e acabou botando para dentro.

A situação ficava complicada. Eram 20 minutos do segundo tempo e tendo que correr de novo atrás do placar, já sem a mesma força do primeiro tempo. Mesmo assim, as chances do empate apareceram. Siloé teve sua chance de cabeça, mas perdeu. Depois Derley, da entrada da área, recebendo bom passe de Eduardo Ramos e bateu para fora. E, na melhor de todas as chances, cobrança de escanteio pela esquerda, a zaga não cortou e a bola sobrou para Derley que encheu o pé. A bola bateu nas costas de Léo, dentro da pequena area, desviou e bateu no travessão.

- É, Edmilson, a coisa está feia.
- Vamos perder a invencibilidade.
- Se considerar só o Santa Cruz, a última derrota em casa foi em 2005.
- 47 minutos já. Faltam 2 só.
- Bola para área.
- Droga!
- Deu penalte!!!!
- Penalte!
- Olha o replay.
- Para mim não foi nada.
- Isso foi para compensar o roubo do primeiro tempo.
- Vai, Souza! Vai, Souza! Vai, Souza!
- GGGGOOOOOOOLLLLL!
- GGGGOOOOOOOLLLLL!
- GGGGOOOOOOOLLLLL!
- Acabou o jogo. Bem na hora!
- E agora tome confusão, ó! Jogadores do Santa revoltados. Torcida do Náutico insatisfeita. Jogadores discutindo com a torcida.
- Eita, até Waldemar discutindo no alambrado.

Foi por pouco. Dos males o menor. Apesar de escapar da derrota no fim, o empate trouxe uma sensação amarga de que a vitória poderia ter vindo, principalmente pela atuação do primeiro tempo. Valeu pela manutenção da invencibilidade nos Aflitos e, principalmente, pelo reencontro com os amigos no Bar do Náutico. E como é bom poder voltar a dizer:

- Chico, bota mais uma gelada!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Manáutico no encontro das confrarias com o presidente eleito

No último dia 26 de novembro, representantes de quatro grupos de torcedores do Náutico espalhados pelo Brasil se reuniram, na sede do clube, com o presidente eleito Paulo Wanderley, com o vice eleito Toninho Monteiro e com o diretor de relacionamento Toninho Feitosa. Um destes quatro grupos era justamente o nosso grupo do Bar do Náutico, a Manáutico. Olha como estamos ficando importantes!


A notícia foi publicada no site do Náutico: http://www.nautico-pe.com.br/NoticiaCompleta.asp?codigo=925. Nosso amigo Adley (o mais à esquerda) foi o representante da Manáutico no encontro, que na prática representou todos os alvirrubros residentes em Manaus. Além da Manáutico, estavam também presentes a Timbumac (Alagoas), a Timbu da Garoa (São Paulo) e a Confraria do Timbu (Brasília). Outras torcidas parceiras, espalhadas pelo Brasil, mesmo não podendo enviar representantes, se mostraram favoráveis ao encontro.

O objetivo principal da reunião foi reinvindicar à direção a oficialização desses diversos grupos de apaixonados pelo Timbu como sendo um braço oficial do clube fora do estado. Em outras palavras, que o Náutico passe a apoiar e institucionalizar essas torcidas, fazendo nosso clube crescer além das fronteiras de Pernambuco.

No encontro, os futuros dirigentes se mostraram interessados na ideia e prometeram total apoio institucional para fortalecer as torcidas e buscar mais sócios para o clube. Vamos torcer para que a semente plantada nesta reunião não vire apenas promessa de ano novo e, sim, que tenhamos boas novidades nos próximos meses.

Ei, você aí de Manaus, que ainda não foi ao Bar do Náutico confraternizar conosco. Junte-se a nós!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Despedida de 2011 e comemoração no Bar do Náutico

O dia 26 de novembro de 2011 marcou um momento histórico no Bar do Náutico. Era o último jogo do ano do timbuzinho. Era um confronto direto contra a Ponte Preta pelo vice-campeonato da Série B e a defesa da invencibilidade em casa. Mais do que isso, era um jogo de festa em comemoração à volta do Náutico à Serie A.

Neste dia, se o estádio, em Recife, estava lotado, da mesma forma estava o Bar do Náutico, em Manaus, que recebeu seu maior público do ano. Praticamente todos os amigos que formam a Manáutico comparecem e até caras novas pintaram por lá pela primeira vez. Nem parecia dia de um simples jogo "amistoso", tamanha era animação da galera. No cardápio do bar: língua, sururu e cerveja. O que todos queriam mesmo era comemorar e confraternizar.


- Olá, pessoal. Cheguei!
- Ooooooopa, Júnior. Tudo bem? Trouxe o mascote?
- É, hoje é dia festa. Trouxe meu herdeiro, já torcedor do Náutico, para a comemoração.
- Qual o nome dele?
- É Carlos Eduardo.
- Tudo bom, Cadoca? Todo Carlos Eduardo é Cadoca, né?
- Não, esse é Cadu.
- Vai pegando a cadeira, mais para dentro do bar, para ficar mais tranquilo para ele.
- Ei, Roberto! Fechou a clínica hoje?
- Hoje mandei avisar que não atendo ninguém.
- Vai deixar os cachorros tudo morrendo.
- Hahahaha.

Era dia de bar cheio. Todos em festa, tomando uma gelada e jogando papo fora. As atenções mudaram de direção quando o jogo começou. Todos de olho no Timbu. Empurrado pela torcida, o Náutico começou indo para cima, mas o clima de festa parecia ter contagiado os jogadores que erravam muitos passes. E foi num vacilo da defesa que a Ponte Preta fez um a zero, após cobrança de escanteio.

- Garçon, mais um cerveja para o Náutico empatar.
- E pode ser agora.
- Bora, Timbu!
- Olha o gol!
- Vai, Kiesa!
- Gooooollll!
- Não, pra fora!
- Perdeu? Como?
- A bola estava quase dentro do gol. Ele perdeu sem goleiro.
- Inacreditável Futebol Clube.
- Parece que agora o time acordou, foi só tomar um gol.
- Faaaaaltaaaa!
- Ele marcou. Ele marcou.
- Olha aí, olha o gol agora.
- É gooooooollll!
- Gooooooollllllllll!
- Goooollllllllllllllllll!
- Foi de Marlon!
- Eneeeeeee!
- A-U-Tê-I-Cê-O!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O!
- Náutico! Náutico! Náutico!

Era o empate. Era festa no bar. O resultado que deixava o timbu com o vice-campeonato. E foi assim que o primeiro tempo acabou. Veio o segundo tempo e torcida queria a virada. O time foi para cima, mas a Ponte Preta começou também a buscar a vitória. Era jogo lá e cá, até que, perto do 15 minutos, a Ponte ficou com um jogador a menos. O Náutico foi ao ataque e aos 23 minutos, o bar explodiu novamente:

- Goooollll!!!!!
- Goooollll!!!!!
- Goooollll!!!!!
- Goooollll!!!!!

Lenon fazia o segundo e virava o jogo. A torcida não parava de cantar e o time de atacar. Aos 30 minutos, após receber passe em impedimento, Kiesa finaliza para o gol e é expulso. 10 contra 10 era o que o adversário precisava para voltar para o jogo. Entram dois atacantes e a Ponte vem para cima. O Náutico recua e passa a aguardar o fim de jogo. Antes disso, em novo contra-ataque, o timbu consegue uma falta e Eduardo Ramos acerta a trave.

- Gooolll!
- Uhu!!!!
- Quase! Foi na trave, lá onde a coruja dorme.

Foi o último lance de Eduardo Ramos. Depois daí, só deu Ponte Preta, buscando pelo menos o empate. Naquele momento, o  nome do jogo passava ser o goleiro Gideão pegando tudo. A torcida comemorava e o time só aguardava o fim do jogo para participar da festa. Naquela altura, o vice-campeonato já era nosso. Nem o empate da Ponte Preta, no último lance do jogo, mudou a situação. O jogo acabou: 2 x 2. Invencibilidade e vice-campeonato garantidos. Adeus Série B. Agora o timbu so joga na Série A.

Eram cinco horas da tarde, mas quem queria ir embora? Se no estádio, o Náutico preparou um show ao vivo no gramado, após o jogo, em Manaus, o pessoal também não parava de festejar.

- Bota o CD Júnior.
- Pôxa, hoje não trouxe.
- Fernando trouxe!
- Pega lá, então e bota o hino para tocar!

Pronto! Amigos confraternizando, músicas do Náutico tocando e muita cerveja para todos. A festa entrou pela noite no bar. Nem sabemos a hora que o último alvirrubro foi para casa. Ele também não lembra.
E assim foi a despedida da galera alvirrubra do Bar do Náutico em 2011. Que seja sempre assim! 2012 tem mais!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Boa 2x1 Náutico. Que felicidade!

19 de novembro de 2011. Penúltima rodada do campeonato.

- Saudações alvirrubras!
- Fala, galera!
- É hoje?
- Tem que ser hoje. Já estamos há muito tempo naquela de "subiu, mas não matematicamente".
- Pois é. Até porque deixar para últma rodada vai ser tenso, né?
- Garçon! Bota a cerveja que vai começar.

O Náutico enfrentava o Boa Esporte em Varginha. O empate classificava o Náutico para Série A. Mas isso nem precisava: bastava que Vitória ou Bragantino não vencessem seus jogos. A galera no bar secava esses times? De forma alguma, todos queriam que esses times vencessem para deixar o time do mangue na Série B.

O Náutico começou bem, pressionando desde o começo, mas foi o Boa que abriu o placar. Quando o pessoal no bar já começava a ficar apreensivo, eis que o artilheiro entra em ação.

- Goooooolllll.
- Pegaaaaaa!
- É gol de Kiesa!

O Náutico empatava no primeiro tempo. Esse resultado já bastava. No outro jogo, o ASA fazia 1x0 no Bragantino.

- Gol do Náutico e gol do ASA.
- Pronto! Já subimos. Garçon, desce a grade!
- Calma, está só no primeiro tempo.
- Nada. Já pode comemorar. Ih, olha André chegando, aí?
- Oi, pessoal.
- Você chegou e o Náutico acabou de empatar.

O primeiro tempo acabou. Hora de começar a comemoração.

- Garçon, bota o CD do Náutico para a gente bebemorar!
- "Da união de duas cores mágicas...."
- "É o timbu! É o timbu coroado!..."
- Rapaz, esse CD é muito bom. Tem até gols narrados por Adilson Couto.

O segundo começou. O Náutico voltou em ritmo de comemoração. Time tocando bola, deixando o Boa atacar e só esperando fim do jogo. Bem diferente do primeiro tempo. Durante todo o segundo tempo, só alguns contra-ataques e só o Boa atacava.

- 35 minutos! Faltam só 10 para Série A.
- Olha o gol. Vai, Rogério!
- Para fora! Como perde um gol desses?
- ÔôÔô! Vamos subir Náuticoooo!
- 40 minutos, acaba juíz!
- Gol do São Caetano. Empatou com o Vitória no Barradão!
- Agora não tem mais jeito. Todos os resultados classificam o Náutico.
- Ih. Gol do Boa.
- Que merda!
- Mas esse gol não muda nada. É Série A, amigão.
- Olha Derley, no banco de reservas, já comemorando.
- Vai acabar! Vai acabar!
- Acabouuuuuu!
- Eneeeee...
- A! Ú! Tê! I! Cê! Ó!
- Ene! A! Ú! Tê! I! Cê! Ó!
- Ene! A! Ú! Tê! I! Cê! Ó!
- Náutico! Náutico! Náutico!

O Timbu subiu! Perdeu o jogo, mas foi premiado pelo que fez em toda a competição. Pontos corridos é isso. A regularidade é premiada no final. Para o matemáticos, o Náutico conquistava, naquele jogo, o acesso à Série A, porque, para a torcida, o acesso veio desde o jogo com o Barueri, há duas rodadas. Agora era só cumprir tabela e festejar.

- Garçon! Cerveja!!!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Contra o São Caetano, a buchada é que foi de primeira

12 de novembro de 2011, tarde de sábado. A torcida Manáutico já comemorava o "acesso" quase matemático do Timbuzinho obtido na terça-feira. É verdade que faltava pouco, mas a festa já estava garantida no bar com uma buchada legitimamente pernambucana.
- Saudações alvirrubras, Thomas!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-Ó. A buchada já está no fogão.
- Oba. Vamos ver se essa é da boa.
- Bora ver o jogo agora que o intervalo vai ser bom.

O jogo agora era contra o São Caetano em São Paulo. O timbu com oito pontos de vantagem sobre o quinto colocado jogava com o regulamento de baixo do braço, em busca dos últimos pontinhos para garantir a volta à Série A. O São Caetano jogava pressionado para se distanciar do Z4 e buscava o ataque desesperadamente. Já o Náutico atacava só na boa.

- É agora! Kiesa! Vai!
- Faaaaalta!
- Era o último homem.
- O que é isso? Deu só amarelo para esse Domingos.
- Era para expulsar.
- Pode sair o gol agora nesta falta.
- Bateu para fora.

A iniciativa do jogo continuava com o Sao Caetano, mas os contra-ataques do Náutico eram perigosos. O jogo foi ficando neste ritmo até a segunda metade do primeiro tempo quando Artur foi expulso. Com um a mais, o Náutico passou buscar mais o ataque, mas o São Caetano não se intimidou continuou no ataque. Na melhor chance deles, o bar tirou a bola com o olhos.

- Essa falta é o último lance do primeiro tempo.
- Bora tirar zaga!
- Não!! Gideããão salvou!
- Na trave!
- Eita! Na trave de novo!

Foi um susto, mas o primeiro tempo acabou no 0x0. Com o empate e os resultados da outras partidas, o timbu ainda não se garantia matematicamente, mas ficava ainda mais perto da Série A.

- Intervalo! Bora encher os pratos de buchada galera.
- Vamos lá, Thomas, Júnior, Edmilson, Eduardo....


- Rapaz, esta buchada está muito boa! Eu vou é me acabar em outro prato.
- Essa foi encomendada do Bar Pernambuco, lá do calçadão da Suframa.
- Me passa o telefone de lá, que vou encomendar uma coisas de lá.

Foi um intervalo de encher o bucho. O segundo tempo recomeçou.

- Garçon, mais cerveja!
- Bora, Náutico.
- Agora o São Caetano cansou, só dá Náutico.
- Também! Eles correram muito no primeiro tempo com um a menos.
- Bora Derley, agora!
- Uhu!!!!
- ....
- Toca, Rogério.
- Driblou! Chutaaaa!
- Quase!
- ...
- Chuta Elicarlos!!!
- Looonge.

O segundo tempo foi de um time só. O timbu mandava no jogo e o São Caetano já passava a jogar segurando o empate. O Náutico jogava com muita tranquilidade. Pressionava, mas parecia que faltava mais vontade para ganhar o jogo. Pela classificação, o empate era um bom resultado, mas a vitória poderia vir a qualquer momento. O gol estava para sair, mas ficou no quase.

O jogo acabou. O timbu fez mais um ponto fora de casa. Se os resultados da rodada não classificaram o Náutico matematicamente, agora o time ficava muito mais próximo do acesso: seis pontos a frente do quinto colocado, faltando duas rodadas.

- Júnior, subiu?
- Ainda não. Agora falta um ponto.
- Pensei que o empate já servisse.
- Serviria, mas a combinação dos outros resultados não foi suficiente.
- É questão de tempo. Vamos comemorar.
- Tem mais buchada?
- Sim, claro. Vamos encher o prato, pessoal!

domingo, 27 de novembro de 2011

ASA e Barueri: as vitórias que nos confirmaram na Série A

Após uma brilhante vitória contra o Sport, por 2x0, todos os torcedores já faziam as contas: faltavam 2 vitórias em 5 jogos para a Série A. Dos 5 jogos, seriam 2 em casa e 3 fora. No sábado, dia 5 de novembro o adversário era o ASA em Arapiraca.

- Triimm.
- Alô.
- Júnior! Aqui é Adley. Já estou no bar!
- Mas já?
- Pensei que o jogo seria as 14h20. Só descobri agora que é as 15h. Já está vindo?
- Não. Estou em casa ainda. Estou fazendo mudança. Mesmo sendo as 15 ou atrasar.
- Ok. Vem logo.

Era jogo decisivo. Um vitória fora, naquele momento seria ótimo. Mas como acompanhar um jogo tão importante sem poder ir pro bar? A mudança de casa, que havia começado pela manhã, se estendera pela tarde? Rádio? Não. Twitter pelo celular.

Pense numa coisa mais agoniante que acompanhar futebol pelo twitter. Muito pior que rádio. A cada tuite novo, um suspense. O jogo rolava aparentemente truncado. Foi quando eu carregava uma TV para o quarto que li: "Gol do Náutico. Kiesa abre o placar." Segurei forte a TV para não deixá-la cair. A vontade era só de comemorar o gol. Em seguida, fui a uma loja que material de construção para comprar parafusos. Quando estava no caixa, os tuites anunciavam o fim do primeiro tempo. Era o placar perfeito.

Cheguei em casa, a mudança terminou. Hora de correr pro bar. No caminho, um olho no trânsito, outro no celular. Os tuites anunciavam forte pressão do ASA.

- "Não pode empatar. Não empatar", pensei.

28 minutos do segundo tempo. Chego ao bar.

- Enneeeee!
- Ei, rapaz, isso é hora!
- Segura timbu.

A pressão continuava, mas o timbu também contra-atacava. Era lá e cá. Em um contra-ataque incrível, grande jogada de Eduardo Ramos, chute forte, cara-a-cara, e três defesas seguidas do goleiro ASA. Não poderia perder um gol desses. Foi então que Timbu decidiu o jogo:

- Bora! É agora.
- Para cima dele.
- É Derley. Toca!
- Chutou!
- É gooooooollll!
- Gooollllll!
- Gol! Gol! Gol!
- Derley é o cara.
- Agora acabou.

Não acabou. 2x0 dava muita tranquilidade, mas o adversário não estava morto. A torcida já comemorava quando o ASA diminuiu as 45 minutos. Apreensão no bar para os minutos de descontos. Tudo sob controle.

- Acabooooouuuu!
- Eneeee-A-U-T-I-C-O!
- Agora é só vencer terça em casa!
- Eu vou estar lá.
- Vai quando, Fernando?
- Viajo hoje e já mandei comprar o ingresso.
- Cara de sorte. Eu nem vou poder vir ao bar: tenho um curso a noite esta semana.

A vitória fora de casa deixou o Náutico numa situação muito tranquila: vice líder, 59 pontos, a 3 pontos da pontuação mágica (62) para a série A e tendo o próximo jogo em casa 3 dias depois.

A terça-feira chegou voando. Neste dia, a torcida invadiu o estádio, em Recife, e o nosso bar, em Manaus. Eu, no entanto, não pude estar lá. Foi entre um assunto e outro da aula que, de novo pelo celular, fiquei acompanhando os detalhes da partida. Quando abri o twitter, lá estava o placar: Náutico 0x1 Barueri.

- Não era possível! Perder a chance de subir logo hoje?

Não foi o aconteceu. O timbu reagiu. Quando voltei a olhar o celular, eram 35 do segundo tempo e o placar já marcava Náutico 2x1. Era justamente o intervalo da aula. Que suspense. E aos 48 minutos, lá estava o tuite: "Acabou nos Aflitos. Náutico já comemora o acesso."

Matematicamente, o Náutico não estava classificado, mas jogadores, torcida e imprensa já cravavam: o Timbu voltou! Todos tínhamos a certeza que com 62 pontos já estávamos na Série A. Agora era só festejar! Náutico na Série A!

domingo, 30 de outubro de 2011

2x0: o Porteiro foi demitido

Manaus, 29 de outubro, 13:50. Faltam 30 minutos para o clássico que poderia deixar o Náutico mais próximo da Série A, mas o bar já começava a ficar cheio: Fernando, André, Adley... já estavam no bar marcando território. Apareceu até torcedor que nunca tinha aparecido no Bar.

- É hoje!
- E não se fala mais em outra coisa hoje em Recife.
- Hoje não, a semana toda.
- Não tem Pan Americano. Não tem Lula doente. Não tem crise mundial. O jogo é esse!

Todo mundo chegando cedo. CD com músicas do Náutico tocando. Quem chegava, já passava na frente do bar buzinando. Dia de clássico é sempre assim e a Torcida Manáutico continuava chegando: Júnior, Jerônimo, Thomas com o inseparável timbuzinho... Faltando 10 minutos, não tinha mais lugar para ninguém.

- Garçon, suspende a música que vai começar!
- Começou!
- Para cima Timbu!
- Isso! Já é falta.
- Cortou a zaga. Sobrou! Derleeeyy!
- Uhhhh! Passou perto.
- Tiro de meta.
- Boa, sobrou para nossa zaga!
- Ei, porra!
- Que merda é essa?
- Na trave!
- Mas quem fez esta besteira?
- Foi Marlon que entregou a bola de graça. A sorte é que foi na trave.
- Iria ser o gol no primeiro toque na bola do Sport.

O jogo começou eletrizante. O Náutico foi para cima logo no começo e, com menos de dois minutos de jogo, quase entrega um gol de graça. A partir daí, os dois times passavam a procurar o gol. O Náutico apostava na velocidade de Rogério, sempre partindo para cima dos marcadores. Já o adversário buscava cavar faltas para tentar o gol na sua única jogada de perigo: as bolas paradas.

- Caramba. Outra falta contra o Náutico.
- Esse juíz tá comprado. Não pode encostar que ele dá falta contra a gente.
- É tudo que eles querem.

Foram quatro faltas perto da área. Todas levantadas na área por Marcelinho. Todas rebatidas pela zaga ou defendidas por Gideão. Nesse meio termo, o Náutico chegava com chutes de Rogério, Derley e Peter.

Aos 23 minutos, Kiesa partiu em velocidade e foi calçado por Marcelinho. Na passada, Hamilton deixou a pé em Kiesa já caído. Confusão formada que terminaria da melhor forma possível:

- Hamilton pisou nele! Eu vi!
- O bandeirinha também viu, mas não falou nada.
- Não deu nem amarelo.
- Quem bate?
- Eduardo Ramos na bola.
- É agora!
- É goooollll!!!!!!
- GGGGOOOOOLLL!
- GGGGOOOOOLLL! GGGGOOOOOLLL!
- GOOOOOLLL! 
- É gol! Levantaram tanta bola na nossa área e quem fez de cabeça foi a gente.
- Foi de Marlooooon.
- Peeeegaaaa, Magrão.
- A agora eles endoidam!

1x0. Timbu na frente, aumentando a vantagem dentro do G4. Resultado que "matava" o adversário. O gol em nada mudou o panorama da partida. Ameaça? Só de bola parada. Nosso meio de campo marcando muito e atacando em bloco. Na demorou muito para pintar a obra de arte do monstro Elicarlos e o bar voltar a festejar.

- Boa, Eli.
- Haha, Marcelinho passou lotado.
- Joga muito!
- Eita, passou por mais dois.
- Chuta! Chuta!
- Outro drible!
- Faz, miserável!
- GOOOOLLLLLL!
- Que golaaaaaaaço!
- GOOOOOOOOOOOLLL!

- GOOOLLLLLLLLLLLLLL!
- GGGGGGGOOOOOOOOLLLLLLLL!

O gol mais bonito da carreira de Elicarlos. O gol mais bonito do Náutico no ano. O gol mais bonito do campeonato. O gol que enterrou o Sport. Humilhante.

- Alô, tio!
- Ei, pô. Desliga esse telefone! Só pode ligar depois do jogo.
- É meu tio alvirrubro.
- Me dá esse telefone, me dá!
- Vai acabar o primeiro tempo. Tem que aproveitar, que eles não estão levando perigo, para fazer mais um.
- Outra falta para eles.
- Bateu longe, tá tranquilo.

Acabou o primeiro tempo e o hino do Náutico voltava a ecoar no bar. "Da união de duas cores mágicas, nasceu a força e a raça ....". Sorriso no rosto de todo mundo e muitos chamadas ao Garçon.

- Garçon, outra cerveja!
- Garçon, mais duas!
- Pô, garçon! Cadê a sua camisa do Náutico?
- Eu usei ontem, tem que lavar ainda.
- Pára com isso. É melhor uma camisa do Náutico suja do que outra limpa.
- Hahahahaha!
- Vou botar no próximo jogo.
- Agora desliga a música que já vai recomeçar.

O segundo tempo começou com uma mudança de postura. O Sport voltou com duas alterações e adiantou o time. Já o Náutico passou a explorar os contra-ataques. Na cabeça de todos passou o filme do empate com o Icasa. Mas dessa vez foi diferente.

- O Náutico está dando muito espaço.
- Mas pelo menos não está levando perigo ...   até agora.
- Lá vem eles de novo.
- Boooaaaa, Rogério. Robou a bola desse Velhinho Paraíba.
- O bom de Rogério é que ele corre muito na frente e ainda volta para ajudar a defesa.
- Ei! Vai deixar chutar?!
- Gideããão! Goleirão! Pega muito!
- Mas não pode dar esse espaço todo. Foi de longe, mas deixaram chutar fácil.

O tempo ia passando. O ímpeto do Sport caindo e nossa marcação "voando baixo". O terceiro gol não saiu no contra-ataque, mas nem precisava. A vitória estava muito bem encaminhada e ficou ainda mais nítida quando Renato foi expulso.

- Ráááá. Agora acabou para eles.
- Cotovelada de graça. Perderam a cabeça.
- Adeus, Coisa!
- Eita, gol do Icasa! Ferrou-se o Bragantino!
- Excelente! Vamos subir!!!
- Outra falta para eles.
- Se roubar essa bola, é fazer o terceiro no contra-ataque.
- Tirou!
- Bora, Elton! Grande jogada!
- Agora! Três contra dois. Três contra dois.
- Pô, Rogério! Errou o passe.
- Dava para ter feito esse.
- Alô, Roberto!
- Deixa acabar, pô.
- Agora tem perigo não. faltam 30 segundos! Já podem telefonar a vontade.
- Acaboooou!!!!
- Enneeeeee.....!
- AAA-úúúú´- TÊ -iiii- CÊ - ó.
- Ene-a-u-tê-i-cê-o!
- Ene-a-u-tê-i-cê-o!
- Náutico! Náutico! Náutico!
- E agora?
- CERVEJAAAAAA!

Fim de jogo. Náutico permanece em terceiro, abrindo seis pontos para o quinto colocado. Duas vitórias (ou menos) separando o Náutico da Série A. Mais que isso: vitória no clássico, convencendo e invencibilidade mantida em casa. E o adversário? Nem mais na portaria está. Porteiro demitido!

domingo, 23 de outubro de 2011

Mistão do timbu cai em Salvador

Sábado, 22 de outubro de 2011. Era comecinho da tarde, pois, sem horário de verão, o jogo do Náutico contra o Vitória começaria as 14h20 de Manaus. O jogo era dificílimo: contra o Vitória, na Bahia, e com 4 desfalques sérios. Na verdade, 3,5 desfalques porque a lateral esquerda é nula no timbu.

- Fala, Thomas.
- Olá.
- Cedinho hoje, hein?
- Olha o garçon com a camisa do Náutico, aí!
- Agora ele vai vestir essa camisa até o fim do campeonato.
- Phillip está escalado. Waldemar tirou Rogério.
- Vai o mesmo esquema do jogo em Americana: cinco no meio, então.
- Ele vai botar Phillip de lateral esquerdo.
- E Jeff? Não vai no lugar de Airton não?
- Jeff ainda está machucado.
- Começou!
- Bora timbu. Segura isso aí!
- Oi, pessoal.
- Chegaram Fernando e André.
- Como está aí.
- É a maior retranca do Brasil. Agora que vocês chegaram vamos ver se o Náutico passa do meio de campo.
- Olha aí! Passooouu!
- Lá vem contra-ataque. Falta para eles.
- Marca esse grandão. Marca esse grandão.
- Na trave! É hoje, hein?
- Vai ser muita pressão.

Apesar de um início de pressão do adversário, dificuldade em tocar a bola e até bola na trave, o timbu foi se encaixando em campo. Bem plantado na defesa e segurando a bola, o timbu cozinhava bem a partida. Até que um lance mudou todo o jogo.

- Não deixa cruzar!
- Bola alta, para fora.
- Deu penalte?!
- Penalte? Onde?
- Se jogou não houve nada.
- Juíz ladrão!
- Glédson vai pegar.
- Penalte mal marcado não entra.
- Vai, Glédson!
- Gol.

Silêncio no bar. O árbitro "inventou" um penalte quando o timbu melhorava em campo e destruiu o esquema defensivo do timbu. Agora tinha que mudar tudo e partir para cima. O time continuou com quatro volantes, mas foi à frente, e teve até boas chances para empatar. O Vitória recuou e passou buscar os contra-ataques. Faltava só o timbu caprichar mais nos passes e nas conclusões. O time estava bem, mas precisava ser mais agressivo.

No segundo tempo, Waldemar mudou o esquema. Rogério entrou de Nilson. Um atacante no lugar de um volante.

- Um minuto! Vai, Rogério! Mostra a que veio!
- Isso! Chuta! Chuta!
- Assim nããããoooo!
- O cara joga bem, mas não aprende a chutar.
- Agora, de novo Rogério!
- Agora vai! Olha o gol!
- Pra fooorra!
- 3 minutos. Duas chances já!

Rogério realmente entrou bem. Sua entrada mudou a forma de jogar e não demorou para o resultado prático chegar:

- Boa, Éverton. Cruza logo!
- Cruzou! Vaaaai!
- Gooooollllllllllll!!!!!!
- É gooooollllllllllll!!!!!!
- É Rogério, de cabeça!
- Ele é ruim para chutar, mas sabe cabecear!!

O gol saiu cedo, com seis minutos de pressão, o Náutico chegava ao empate. Naquele momento, um resultado precioso por todas as circunstâncias da partida e da rodada. A questão agora seria: continuar no ataque ou segurar o resultado? Na dúvida, o timbu não fez nem um, nem outro. O time ficou aberto e acabou tomando gols por afrouxar a marcação.

O segundo gol, surgiu as 15. Cruzamento da esquerda e apenas um atacante do Vitória na área, porém marcado a distância por Phillip, lateral esquerdo. Onde estavam nossos zagueiros? Não se sabe. O que vimos foi que Phillip marcou à distância e deixou Marquinhos receber, limpar bonito e fazer um golaço.

- Que bobeira. Não poderia ter tomado este gol.
- Bora, Kiesa! É falta!
- Quem bate?
- Eduardo Ramos.
- Então não tem nem perigo.
- Só lembro do gol de falta dele contra o Santa Cruz. Foi daí mesmo.
- Bora, Eduardo.
- Bosta! Na barreira!
- Lá vem contra-ataque. Tudo aberto.
- Olha as costas, Peter!
- Pra Marquinhos. Não deixa chutar.
- Putz! Gol do Vitória.
- E que golaço! Gledson adiantado como sempre.
- Agora já era.

Naquele momento, eram 20 minutos do segundo tempo. O timbu fez o mais difícil, que era conseguir o empate, e não soube segurar. Daí para frente, o jogo ficou fácil para o Vitória, que passou a tocar mais a bola. A força ofensiva do Náutico já não era mais a mesma do início do segundo tempo.

- Eduardo Ramos cansou. Só toca de lado e fica andando.
- Não tem ninguém para entrar no lugar dele, não?
- Não. Já foram 3 substituições.
- Agora é rezar pro Sport não fazer um gol, que ainda tá 0x0 lá.
- Pois é. Aqui o jogo está resolvido.

Pelo andar da carroagem, estava resolvido mesmo, mas no final dois lances levantaram a torcida alvirrubra no bar:

- Agora! Kiesa!
- Goooollllllll!
- Goooolllllllll! Foi Rogério de novo!
- São 42 do segundo tempo. Ainda dá tempo!
- 43 minutos.
- 44 minutos.
- 4 de acréscimo.
- 45 minutos.
- Expulso! Vitória com um a menos.
- 46 minutos.
- Pô! 47 minutos e o cara expulso ainda não saiu de campo.
- Vai gastar todo tempo em campo.
- Eita! Gol do Goiás!!!!
- Sério! Estou vendo aqui na Twitter.
- Hahahahahaha!
- Toma, coisa!
- Pintou a bolinha na TV. Vai anunciar.
- Gol do Goiás!!!!!!!! Hahahahahaha!
- Se ferrou a coisa!
- Dentro a Ilha. Resultado espetacular para a gente!
- 49 minutos. Acabou!
- Mesmo com a derrota aqui. Temos que comemorar. Essa derrota da coisa tirou três pontos certos deles.
- Rapaz, se ganhar sábado o clássico, a gente elimina eles.
- Sensacional!

E os alvirrubros tinham razão mesmo em comemorar. Mesmo com a derrota, a rodada foi excelente para o Náutico. Derrotas do Boa, do Sport e do Americana, todos jogando em casa, deixaram a tabela de classificação sem mudança. Melhor que isso: o Náutico foi o único a jogar fora de casa. Agora todos terão 3 jogos em casa e 3 fora até o final.

E no próximo sábado, hein? Náutico x Sport nos Aflitos. Confronto direto contra o porteiro do G-4. O bar vai ficar pequeno!

Timbu vence o Vila na estréia do mascote timbuzinho

Terça-feira, 18 de outubro de 2011. Náutico x Vila Nova, nos Aflitos. Já era segundo tempo do jogo:

- Oi, pessoal.
- Rapaz, tu é um pé-frio. O Vila acabou de fazer um gol e diminuir.
- Ora! Se o gol saiu antes de eu chegar, então o pé-frio são vocês .... kkkkk!
- Tá 3 x 2. O time fez 3 x 1 no primeiro tempo, jogando bem. Cada golaço!
- E esse timbuzinho aí:


- Hahahahaha. É o mascote que Thomas trouxe.
- E o primeiro tempo, como foi?
- Nããoooo!
- Ufa! Quase o Vila empata.
- Mas diz aí, como foi o primeiro tempo?
- O Vila Nova fez 1 x 0. Gol de Roni. Depois o Náutico foi para cima. O jogo estava duro mas viramos em 2 gols seguidos. Aos 24, cruzamento na área, Peter matou no peito e marcou de voleio.
- De voleio? Logo Peter?
- Pois é. Depois, numa falta, Airton rolou e Eduardo Ramos acertou um bomba de fora da área.
- Então Kiesa não está fazendo falta?
- Pelo menos hoje não. Rogério está jogando muito. O terceiro gol foi jogada dele. Pegou quase no escanteio, partiu para cima, passou pelo zagueiro e cruzou para Derley que chegou batendo de primeira. Gol da porra!
- Aí, agora o Vila descontou, então.
- Foi! Um minuto antes de tu chegares.
- Agora tem que ganhar.
- Vai entrar Moisés.
- Fiquemos felizes. Neste momento, poderia estar entrando Alexandro.
- Nos livramos daquela desgraça.
- Olha ele aí.
- Moisés já entrou fazendo besteira
- Lá vai Rogério. Boa!
- Cruza, meu filho!
- Ah! Aprende a cruzar nojento!
- Falta perto da lateral.
- Tá acabando o jogo. Tem que ser inteligente e não cruzar essa bola. Tem que segurar a posse de bola.
- Ó praí. Vai cruzar, pra quê? Pra quê?
- Sobrou! GOOOOLLLLL!
- GOOOOLLLLL! GOOOOLLLLL!
- GOOLLLLLLLL! GOOOOOOLL!
- GOOOOOOOLL! GOOLLLLLLL!
- Derley de novo! É um craque!
- Eneeeee!
- A-U-Tê-I-Cê-O
- ENE-A-U-Tê-I-Cê-O
- ENE-A-U-Tê-I-Cê-O
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!

Era o gol da vitória. 21 dias depois, o timbu voltava a vencer. E, com a derrota do Americana, tomou o terceiro lugar, abrindo três pontos de vantagem para o quarto colocado. Ruim apenas o fato de que o próximo confronto é contra o Vitória, na Bahia, sem quatro titulares: Gideão, Elicarlos, Derley e Airton. É bronca! É nessa hora que o timbu tem que ser forte. Vamos lá! Faltam só sete jogos!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ótimo empate no dia do apagão

11 de outubro de 2011. Terça-feira, 18:40. Preparação para sair para o bar e acompanhar mais um jogo do timbu. Chuva forte despencando do céu manauara. Ops! Apagou tudo. A tempestade, com raios e trovões, fez cair a energia do bairro. Bar do Náutico às escuras. E agora? O tempo passa: 19h, 19h15, 19h30. Pronto começou o jogo e nada de energia. Todos correm: uns vão para casa, outros para outros bares em outros bairros para poder a companhar o timbu. Foi o dia em que a Amazonas Energia apagou o Bar do Náutico.

Fui para o bar Gargalo Sports Beer, comecei assistir o jogo a partir das 15 minutos de jogo. Levei um susto ao ver Lenon campo. No lugar de quem ele teria entrado? Será que Éverton, Derley ou Elicarlos se machucaram? Que nada! Lenon foi escalado no lugar de Rogério. Foi opção tática mesmo. Waldemar resolveu apelar: escalou quatro volantes, um meia e só um atacante. Sendo sincero, Waldemar reconheceu à moleza do time nos últimos jogos fora e resolveu que o objetivo naquela noite era o empate. O time jogou  para isso e o primeiro tempo foi todo com posse bola do Americana e muita marcação do Náutico. Resultado: poucos lances de perigo do adversário e alguns contra-ataques mixuricas do timbu. Zero a zero justo no primeiro tempo.

- Alô!
- Júnior!
- Oi, Edmilson. Acabou o primeiro tempo agora.
- Cheguei aqui no bar. Está tudo apagado.
- Está faltando energia desde as 18:40. Estou vendo o jogo no Gargalo. Vem para cá!
- Em 10 minutos em chego aí.

Começou o segundo tempo.

- Cheguei.
- Recomeçou agora. Náutico está com quatro volantes. Lenon em campo e Rogério no banco.
- Eita!
- Olha o replay do gol que Derley perdeu.
- Poxa! Dava para ter feito o gol.
- O time está todo atrás, querendo só o empate. E para piorar, Kiesa tomou o terceiro amarelo no primeiro tempo.

A história do segundo tempo não foi muito diferente da do primeiro. Até mesmo quando Elicarlos se machucou, aos 15 minutos, Waldemar colocou outro volante: Nilson. A posse de bola continuava com o Americana, mas poucos lances de perigo. Na única chance clara de gol, Gideão, cara-a-cara com o adversário, salvou.

- Vai entrar Rogério!
- Será que ele tira um dos volantes?
- Olha aí. Vai sair Eduardo Ramos. Ele não abre mão do esquema de jeito nenhum.

O tempo ia passando, nada de  ataque timbu e Americana começando a ficar perigoso. Felizmente, a defesa estava segura.

- 40 minutos já. Agora tem mais é que segurar.
- Tira, Airton! Tira!
- Isso! Vai te embora! Vai te embora!
- Cruzaaaa!
- Nããããoooo, Rogério! Perdeu a melhor chance.
- Rogério é muito ruim para fazer gol. Essa bola, se cai no pé de Kiesa....

E acabou o jogo: 0x0. Ponto comemorado pelo time e pela torcida no bar. No dia do apagão, o timbu acendeu a esperança da torcida novamente. Jogou dentro de suas limitações e com o regulamento debaixo do braço. Mais importante: jogou com raça desde o primeiro minuto. Agora é manter a pegada e voltar a vencer em casa. Mas no próximo jogo, torçamos: nada de apagão! Amém!

domingo, 9 de outubro de 2011

Não vencemos o Icasa. Ainda dá para acreditar?

Em 08 de outubro de 2011, o Náutico voltava a sua casa para apagar a má impressão dos últimos jogos. O adversário era o Icasa, que entrara na zona de rebaixamento com os resultados do dia anterior. Time que quer subir não pode dar sopa, ainda mais contra um adversário nesta situação.

"Venha minha cachorra ....Vivo para beber e bebo para viver... Meu pai paga minha faculdade, não quero estudar só nasci para vadiar..."

- Fala, Júnior.
- Que é isso aí, Adley?
- Rapaz, está tendo uma festa hoje aqui no bar. Tá um forrozão da muléstia.
- Vixe. Bem na hora do jogo.
- Bora arrumar uma mesa no cantinho para gente então. Vai começar jogo.
- Foda vai ser o barulho desse forró no ouvido.
- Vai começar.
- Começou.
- Goooollllll!
- Goooollllll!
- Kiesa, já! Não deu nem tempo de pisca!
- 22 segundos de jogo. Já começou bem.
- Olha o pessoal chegando ali: Fernando e André estacionando.
- Olá.
- Olha aí, Jerônimo e Edmilson também.
- Eita! Já está 1 x 0?
- Já! Vocês atrasaram 1 minuto já perderam o gol.
- De quem?
- Kiesa.
- Vão se arrumando por aí que hoje o bar está apertado.
- Oi, pessoal!
- Olha aí. Thomas estreando no bar. Achou fácil chegar aqui?
- Confundi o local e parei do outro lado da rua. Eita, já 1 x 0. Quem fez o gol?
- Kiesa, sempre ele.
- A festa acabou. Massa!
- Chefe ajeita aqui o som. Tira o forró e deixa só no som do jogo!
- Isso! Agora sim.
- Eita, quase gol do Icasa. Gideão defendeu.
- Bora, Eduardo, cruza!
- Penalte!
- É PENALTEEEE!
- Vamos subir, porra!
- Vai, Kiesa! Vai, Kiesa! Vai, Kiesa! Gooolll!
- Gooooolooolllll!
- Gooollllllllllll!
- Gooooolllllllll!
- Gooooooooollll!
- Ene-a-ú-tê-i-cê-ó!
- Ene-a-ú-tê-i-cê-ó!
- Ene-a-ú-tê-i-cê-ó!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!
- 2 x 0 no primeiro tempo. Tá bom demais.
- Nããão! Gol.
- Gol do Icasa!
- Juiz ladrão! Tava impedido.
- Tava não. Olha o replay aí. Pô, mas foi falta clara!
- De qualquer jeito, o gol foi irregular.

Fim do primeiro tempo. Timbu na frente com 2 x 1 no placar. Era a vitória que precisávamos. A galera, no bar (veja foto abaixo), continua animada, aguardando o segundo tempo:


Era só manter a pegada e não recuar. Era....de novo era... mas não foi!

- Olha que perigo! O time tá todo atrás.
- Jogar recuado, em casa, contra esse time?
- Vamos Eduardo. Aprende a cruzar!
- Bora, Derley. Uhuuuu!
- Se ele cruza, ao invés de chutar...
- E lá vem Icasa de novo. Falta!
- Quase na lateral, pra que isso?
- Tudo que eles querem. Lá vem bola na área.
- Nãããoo!
- Nossa Senhora. Quase!
- O gol está ficando maduro.
- Lá vem de novo. Gideããããoo!
- Foi Gideão não. Foi na trave.
- O praí!
- Vai entrar Lenon. Acho que vai tirar Rogério.
- Vai nada. Vai tirar Neno. Quer ver?
- Isso mesmo. Sai logo, nojento.
- 15 minutos para o fim.

O tempo ia passando devagar e aquilo, que estava se desenhando, estava cada vez mais nítido. Aos 35 minutos do segundo tempo, não teve jeito:

- Naãõoo.
- Gol, Não acredito!
- Leva gol de um time safado desse. Dentro de casa.
- Agora ferrou.
- E vai entrar Alexandro.
- Já era. Desse jeito sobe não.

10 minutos se passaram, mais os acréscimos, e nada de ameaçar o adversário. O time já estava com postura defensiva e não tinha mais jeito de ir para cima. O Icasa, ao contrário, continuou atacando, buscando a vitória. Empate, para a gente, com sabor de derrota.

- E agora, quando será o próximo?
- Terça-feira, contra o Americana, FORA!
- Vixe. Jogando esse futebol aí, sai do G4 na próxima rodada.
- Sai não. Mesmo que perca, o Boa teria que vencer a Portuguesa em São Paulo.
- Mas mesmo assim. Com esse futebol não sobe não.
- Perdemos muitos pontos agora para times fracos. Vai tirar ponto de quem?
- Só resta torcer mesmo, porque está difícil acreditar agora.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Timbu afrouxa em Campinas e leva virada

Terça-feira, 04/10, 11:30 da manhã:
- Trim! Trim!
- Alô!
- Alô! Aqui é da escola. Seu filho está com febre, precisa levar ele ao médico.
- Já chego aí.

18:30:
- Buá! Buá!
- Vamos filhinho, tem que comer para ficar bem.
- Comeu tudo?
- Nada, só comeu uma parte.

19:00:
- Hora do banho, filho.

19:30:  Começa o jogo, TV ligado no Sportv. Transmissão de Goiás x Ponte.
- Tem que nebulizar antes de dormir.
- Buááá.
- Devagar filhinho, vai ficar melhor.

20:05: Narrador do Sportv anuncia: "Kiesa abre o placar para o Náutico em Campinas". Um grito gol fica contido na garganta para o filho não acordar.

20:10:
- Ele dormiu.
- Estou indo pro bar, querida. Até mais!

20:20:
- Fala, galera!
- Isso é hora de chegar no bar? Está acabando o primeiro tempo!
- Estava botando o bebê para dormir.
- Terminou o primeiro. Está ganhando de 1 x 0. Está dando tudo certo, melhor tu ir para casa.
- KKKKKKKKK.
- O Náutico jogou muito bem. Criou várias chances.
- Vai passar os melhores momentos agora.
- Eita, só teve lance do Náutico.

Estava tudo dando certo na rodada. Náutico ganhando e os demais resultados ajudando. Mas o jogos só acabam quando realmente terminam. O time do primeiro tempo foi dormir junto com meu filho e o segundo tempo lembrou filmes de terror:

- 10 minutos ainda e o time todo atrás.
- Tem que segurar.
- Olha o escanteio.
- Nããão.
- Gol.
- Que gol safado! A defesa só olhando.
- É muita leseira. Estava jogando bem.
- Agora é escanteio para gente.
- Vai Bispoooo!!!
- Goool!
- Quaaaaase!
- Eu vi dentro essa bola.
- Chuta direito, nojento!
- Lá vai contra-ataque.
- Vai deixar passar assim?
- Porra!
- Que gol fácil! Virada em 15 minutos.
- Mexe no time Waldemar.
- Melhor não, hein! Botar quem?

Rapidamente, o Guarani virou. Nao criou muitas chances, mas a defesa timbu ajudou. Bastou chegar de frente pro gol. O time naquela altura amoleceu na defesa e também no ataque. Nem ameaçava o goleiro bugrino e o tempo ia passando.

- Lá vem Alexandro e Philip.
- Não!!
- Vamos embora. Não empata mais não.
- Rapaz, por que não bota Moisés? O cara jogou bem no jogo passado.
- O que esse Alexandro faz para sempre entrar no jogos? É um triste!
- Bora, agora é Philip.
- Ah!
- Taí, esse é Philip fazendo besteira.
- Lá vem contra-ataque.
- Corta!!
- Gol de novo.
- Vai te danar! Que facilidade danada!
- E só jogar para área, é?
- Culpa de Philip, que deu a bola para ninguém no ataque.

Mais uma noite em que o Náutico decepcionou: 3 x 1 de virada. A terceira derrota seguida fora de casa. Um time em cada tempo. Começa a preocupar o comportamento do time nas últimas rodadas, principalmente porque agora é o momento decisivo do campeonato. Derrota sempre é ruim, mas pelo menos a rodada ajudou com derrotas do Ponte Preta e Sport e empate do Americana. Caímos para quarto, mas os adversários não cresceram muito. É levantar a cabeça porque sábado é no Aflitos, onde temos a obrigação de que ganhar sempre.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Duque foi Caxias

- Cheguei!
- Olha a hora!
- O juíz estava só esperando eu chegar para começar.
- Vamos para mais uma vitória.

A torcida estava para lá de confiante naquela noite. Era o último dia de setembro e o timbu vice líder, com 47 pontos tinha pela frente o lanterna, Duque de Caxias com 10 pontos. Era jogo para se consolidar de vez na vice-liderança. Era jogo para o nosso ataque deslanchar e melhorar o saldo de gols, possível critério de desempate. Era jogo para nossa defesa, um dos pontos fortes do time, passar mais uma rodada sem tomar gols. Era jogo para a torcida fazer festa. Era para ser tranquilo. Era.... Tudo ficou no "era".

O começo do jogo até que parecia animador:

- A bola é nossa. Vamos pressionar.
- Bora para cima. Isso! Marcação pressão.
- Bola só no ataque.

Aos poucos o domínio territorial foi se mostrando inofensivo, com poucas chances de gols e muitos, mas muitos passes errados.

- Vai, Rogério!
- O que é isso Rogério? Não ganha uma desse lateral.
- Bora, Derley. A bola está queimando é?
- Vai, Eduardo Ramos, caçamba! Pára de ficar pedindo falta.
- Rogério está irreconhecível hoje.
- Pois é. E olhe que jogou muito no último jogo.

A coisa não ia bem. E aos poucos o Duque de Caxias  até ia ao ataque de forma consciente, jogando bem a vontade. A torcida já começava a ficar impaciente.

- Faltaaaa!
- Agora vai!
- E tem quem bata?
- É Eduardo Ramos.
- Uhuuuuu! Passou perto.
- Opa, roubamos a bola.... outro passe errado.

O tempo passava e as poucas chances não resultavam em gol. Foi entao que o Duque resolveu mostrar que não estava morto. Uma boa jogada de Erick Flores, se livrou da marcação e serviu o companheiro livre na quina da pequena área. Ele e Glédson. Todos já esperavam o gol, mas aconteceu o melhor lance da noite. Uma furada espetacular, digna dos maiores pernas de pau da história. Foi o lance que tirou as caras amarradas de todos no bar para uma grande gargalhada, logo seguida de reclamação:

- Hahahahahaha!
- KKKKKK!
- Meu Deus! O que foi isto?
- Eu estava procurando a bola dentro do gol.
- Só faltava tomar um gol agora para complicar ainda mais um jogo desse, que era para ser fácil.
- 40 minutos já!
- Agora! Boa Eduardo! Faz alguma coisa!
- Grande toque de Kiesa.
- Vaaaaaaiii!
- Defendeu o goleiro.
- Foi boa a jogada. Kiesa resolveu aparecer também. Quando ele participa sai alguma coisa boa.

Foi só para o primeiro tempo. Durante o intervalo a preocupação já aparecia.

- Gols em quase todos os jogos e a gente se enrolando com um time desses.
- Este jogo está igual a Náutico x Salgueiro.
- Se pelo menos terminar igual está bom.

Começa o segundo tempo. O timbu voltou mais ligado no jogo e resolveu partir para cima. Logo no começo, uma sequencia de escanteios, encurralando o adversário. A torcida cresceu junto com o time na expectativa do gol, mas a pressão não durou muito. Sucessivos passes errados e o adversário começando a contra-atacar deixavam o jogo cada vez mais tenso.

- Que doidice arretada, véi.
- Bota a bola no chão!
- Substituição agora. Logo duas.
- Alexandro e...
- NNÃÃÃOOOOO!
- Sim, ele mesmo e Moisés. Sai Peter e Rogério.
- Olha, Moisés aí! Que boa jogada, garoto! Cruzaaaa!
- Escanteio de novo.
- Esse Moisés é bom. Não sei porque ele nunca entra.
- Olha aí. Outro escanteio agora.
- Vamos, Ronaldo! É tua essa.
- Vaaaaiiiiii!
- Goooollll!
- Gol! Gol! Gol! Gol!
- Goooollll!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O!
- Ene-A-U-Tê-I-Cê-O! 
- Náutico! Náutico! Náutico!
- Foi Kiesa! Sempre ele!
- Eita! Impedidaço!
- Tava não. O juíz nunca erra a favor. Então não tava.
- Finalmente. Já pode botar Diego Bispo, hahahahaha!

Depois do gol o adversário tentou o empate de todo jeito. Afinal, faltavam apenas 15 minutos. Abriu a defesa e o Náutico teve campo para matar o jogo. Vários contra-ataques surgiram com Kiesa, Moisés e Alexandro não concluindo bem as jogadas. O final do jogo se aproximava e, a essa altura, o Náutico começava a se preparar para fechar a defesa. Aos 45 minutos, chute do adversário de fora da área desvia na zaga e vai para escanteio.

- É só marcar certinho e acabar o jogo.
- Bateu o escanteio rápido. Ninguém vai marcar não?
- Vai deixar cruzar?
- Atenção minha zaga... Na mão do goleiro.
- Nããããoooo!
- Gol.
- Putaqueupariu!

Inacreditável! Escanteio batido rápido e todos os jogadores do Náutico dentro da área. Ninguém marcando o jogador livre perto da lateral da área, que recebeu livre o passe do escanteio e cruzou. Na área estavam apenas 3 jogadores do Duque contra 6 mais o goleiro do Náutico. O cruzamento foi ruim, na direção de nenhum atacante. O zagueiro Ronaldo Alves se preparava para saltar e fazer o corte. Eis que, todo atabalhoado, sai Glédson do gol e, ao tentar socar a bola, atropela nosso zagueirão dando um tapa de moça na bola que cai para o adversário na marca do penalte. Este, de costas, dá uma puxeta e joga a bola por cima da defesa para dentro do gol.

Frustração! Decepção! Raiva! Todos oa adjetivos nos cabiam naquela sexta-feira. O certo é que todos estavam putos com o que viram. Numa tremenda bobeira, contra um pato morto, deixamos de fazer 3 pontos certos em casa e, de quebra, perdemos a segunda posição. Fim de semana estragado já na sexta-feira.

- Garçon, fecha a conta!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A-B-C: Náutico fez o dever de casa

Noite de 27 de setembro de 2011. 19 horas. Todos correm pro Bar. É jogo do Náutico na luta para permanecer no G4.

- E hoje, ganha?
- É ganhar ou ganhar.
- Garçon, a mais gelada!
- Duas!
- Começou!
- Vamos para cima.
- (...)
- O time hoje começou mordendo.
- É mesmo, nem parece o mesmo time de sexta-feira.
- Isso, tomou. Vai, Derley!
- Boa, para fora, mas tem que chutar mesmo.
- (...)
- Tomamos mais uma, cruza!
- Assim não!
- Desviou. É escanteio.
- É agora!
- Vaaaaiii!Gool!
- Que defesa!
- A queima roupa.
- Lá vem Surubim falar besteira de novo. Fala até do gramado.
- Isso é um rubro-negro desgraçado.
- Bora, contra-ataque!
- Vai, Kiesa!
- Agoooraa!
- Uhhhh!
- Que goleiro miserável esse do ABC.
- Lá vem o ABC.
- Para fora.
- Boa noite, pessoal.
- Olha a hora, Fernando!
- Tá jogando bem?
- Já teve duas chances em 10 minutos, maso ABC começou a equilibrar.
- Vamos ganhar esse negócio.
- O perigo é esse aí. Ó, Airton fazendo merda.
- Faz o mais difícil, é horrível.
- Eu tenho medo toda vez que ele pega na bola.
- Quem está jogando muita bola é Rogério.
- Verdade. Hoje ele tá virado.
- Olha ele aí. Boa, Rogério!
- Que passe! Vai Kiesa!
- É gooooll!
- Pegaaaa!
- Goooooll!
- Gooollllllll!
- Gooooooooollllllllllllllllllllllll!
- Kiesaaaaaaa! Sempre ele!
- Mostrou como faz. Só um toquinho no canto do goleiro.
- Na hora certa. Para acabar o primeiro tempo.

Acabou o primeiro tempo. Timbu na frente. Americana ganhando. E os tricolores da Ilha perdendo. Ótimo pro timbu, que vinha se recuperando da derrota e do mal futebol da semana passada.

- Começou.
- (...)
- Eita, cadê Gideão?
- Nem voltou para o segundo tempo.
- Bom que o time voltou igual e não recuou.
- (...)

No segundo tempo, o Náutico continuou atacando. Não se acomodou com o 1x0 no placar. Rogério inspirado, abria espaços na defesa adversária. O ABC até atacava, mas pouco ameaçava o gol de Glédson.E para coroar a bela atuação, mais um gol.

- Boa jogada. Chuta, Evérton!
- Que drible. Vai!
- Gooollllllllllllllllllll!
- Gooollllllllllllllllllll!
- Gooooooollllllllll!
- Foi Marlon! Golaço!
- É isso aí! 2 x 0!

A partir daí, o jogo permaneceu na mesma toada. O ABC até tentava, mas era dia do Timbu. Nesta noite, tudo deu certo. O time engrenou, os gols saíram e mais três pontos contabilizados.

- Acaboooou!
- NNNNNNN
- AAA-UUU-TTT-IIIIII-CCCC-O!
- N-A-U-T-I-C-O!
- N-A-U-T-I-C-O!
- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!

- Agora vamos para o jogo da sexta contra o Duque. Vamos terminar o mês com 50 pontos.
- Cervejaaaaa!!!