quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A verdadeira batalha vencida nos Aflitos

Há 10 anos, o Clube Náutico Capibaribe começava a viver um dos momentos mais marcantes de sua história. Iniciava ali, em 26 de novembro de 2005, a Batalha dos Aflitos. Exatamente. Iniciava. Para os cineastas gaúchos, e para pobres adversários, a Batalha durou apenas um dia. Mero engano. Porque a Batalha durou quase um ano e só terminou mesmo em 18 de novembro de 2006, com um final feliz.

Normal que os gaúchos pensassem assim. Afinal, eles foram meros atores coadjuvantes. Já o ator principal (o Náutico) sempre participa da epopeias do começo ao fim. Em 2005, o sonho de voltar à Primeira Divisão após onze anos foi interrompida de forma trágica. Trágica, mas não definitiva. Definitiva se fossem com um clube qualquer, com uma torcida de modinha qualquer. Não definitiva para um clube maior que qualquer derrota e não definitiva para uma torcida apaixonada que sempre está com seu clube nos bons e nos maus momentos. Qual torcida permaneceria junto com o clube após uma derrota marcante? Poucas. Afinal, encher estádio nas vitórias é fácil. Mas ter uma torcida que está com o time em todos os momentos, é para poucos. E o Náutico é um desses poucos.

Após a derrota no início da Batalha, o Náutico mostrou que não é um clube qualquer. A torcida não se afastou. O clube se reergueu, levantou a cabeça e continuou a Batalha. Remontou o time. A torcida, ferida, lavou a camisa e voltou a vesti-la. O Náutico e sua torcida foram em frente. A batalha ainda não estava perdida. O sonho da volta à Primeira Divisão permanecia vivo. O primeiro degrau foi estrear no Arruda, de portões fechados, como punição injusta pela confusão causada pelos gaúchos no primeiro dia da batalha. Logo com quinze minutos, dois a zero para o Brasiliense. Resultado final: 3x2 para o Náutico. Já na primeira partida, o Náutico mostrava que aquele seria o ano da virada e mostrava que estava ali para vencer a batalha. E foi assim até o final do ano. O Náutico entrou no G4 na oitava rodada e dele não saiu mais. Os Aflitos, famoso por dar nome a Batalha, foi um aliado excepcional. Foram 15 vitórias em 18 jogos e apenas 1 derrota.


Foi quando chegou o dia 18 de novembro de 2006. No mesmo estádio dos Aflitos. A mesma torcida (aquela que nunca o abandonou) estava lá para superar seus traumas e ver a batalha ser vencida. Com um 2x0 no adversário vermelho e preto, vencemos a batalha. Exorcizamos os nossos fantasmas. O Náutico estava de volta à primeira divisão após 12 anos. A espera terminou e aquele 26/11/2005, no final das contas, foi apenas um adiamento. Serviu apenas para mostrar que, em menos de um ano, teríamos força e capacidade de nos recuperar. A verdadeira Batalha dos Aflitos foi vencida de forma brilhante. E no final virou filme, cujo trailler está acima. Como diz o filme: "Ali onde eu chorei qualquer um choraria. A volta por cima que eu dei, quero ver quem daria."

domingo, 3 de maio de 2015

Um Dia no CT


No sábado, 02 de maio, o Náutico realizou o primeiro passeio da promoção Um Dia no CT. Vinte e cinco sócios foram contemplados com um tour guiado pelas dependências do Centro de Treinamento Wilson Campos, na Guabiraba. Eu fui um dos sorteados e fiz questão de ir acompanhado pelo filhão.

O passeio começou com a saída da sede do clube, nos Aflitos, às 9 da manhã. O trajeto até o CT foi feito no TimBus, o ônibus oficial do clube. 



Quando chegamos ao Centro de Treinamento, o ônibus passou bem ao lado do campo onde o elenco profissional realizava um treinamento. O ônibus seguiu direto para o hotel, que serve de concentração para elenco profissional e das divisões de base. Lá, fomos recebidos pelo Superintendente do CT, Daniel Hazin, acompanhado do pessoal da Náutico TV, que filmou todo o nosso passeio. Logo na recepção, todos os sócios participantes da promoção ganharam um boné como brinde.


Em seguida, todos seguiram para conhecer a estrutura do hotel. Passamos pelo setor da academia de musculação e vestiários dos atletas. O famoso roupeiro Araponga estava por lá também. Conhecemos a sala onde os números e patrocínios são prensados nas camisas.







Seguindo a programação, fomos ao primeiro andar, onde foram apresentados os quartos dos jogadores e o salão de jogos. Todos quartos duplos, com TV e ar-condicionado. As camas muito bem forradas com lençóis estampados pelo símbolo do clube. Bem bacana.

O salão de jogos estava equipado com mesas de ping-pong, sinuca e totó. Esse foi um dos locais preferidos pelas crianças. Nem precisa perguntar o porquê.
Ainda no primeiro andar, conhecemos a sala onde os dirigentes se reúnem para tratar de diversos assuntos referentes ao elenco, como contratações, entre outros. Lá, o grupo foi apresentado ao vice-presidente executivo operacional, Durval Valença Filho. Depois conhecemos a sala onde fica o departamento responsável por catalogar estatísticas e o desempenho dos atletas.

O próximo local conhecido foi o refeitório dos jogadores, onde um lanchinho estava nos esperando. Lá conhecemos a nutricionista responsável pela alimentação de todo o elenco de profissionais. As cozinheiras já estavam preparando o almoço dos jogadores, que estavam prestes a terminar o treinamento da manhã.



Após o lanche, conhecemos a sala onde ficam armazenadas as gravações dos jogos. Em seguida, fomos os auditório, onde diretores do CT e responsáveis pelo marketing do clube bateram um papo com todos os presentes. Os diretores contaram rapidamente a evolução do CT, desde os tempos em que o terreno era apenas um monte de mato e barro, passando pela dedicação de abnegados até se transformar no que é hoje. Também falaram sobre o custo de manter todo a infra-estrutura, que é bem cara, mas que tem sido integralmente custeada através de repasses mensais de 50% da receita do Conselho do Clube (definido em regimento) e, principalmente, das escolinhas. 


Sobre o hotel, os diretores explicaram que sua conclusão coincidiu com o início da gestão atual. Uma vez que o prédio era novo, faltava mobiliá-lo. O grande desafio desta gestão foi equipá-lo para dar condições de uso, como hoje está. Sobre as escolinhas, foi comentado que elas são uma grande fonte de receita. Hoje a mensalidade é a maior dos três clubes da capital, porém com quantidade de inscritos bem superior. 

Os sócios fizeram diversas perguntas sobre o CT, os planos para futuro e sobre o clube de forma geral. Os diretores contaram que o CT possui um plano diretor com os indicativos do que ainda falta ser construído. Hoje, o CT, além do hotel, conta com cinco campos para treinamento do elenco profissional, das categorias de base e das escolinhas. Ainda estão previstos mais dois campos oficiais e também a construção de uma infraestrutura para lazer dos sócios, como um clube de campo, com piscinas, quadras de tênis e minicampos.

Foi um papo bem proveitoso, tanto que até se estendeu além do previsto, diante de tantas perguntas e da interação geral. A demora além da conta foi até boa, pois alguns jogadores, após o treinamento, apareceram no auditório para nos saudar. Acompanhados por Kuki, chegaram o goleiro Júlio César e os recém-contratados Fabiano Eller e Ronaldo Alves. Neste momento, foram feitos sorteios de brindes e meu filho, inclusive, foi contemplado com uma bola entregue por Fabiano Eller. 

É claro que não faltaria a sessão de fotos no final. 



Após o encerramento, o tour seguiu para a área externa. Fomos caminhando, a partir do hotel, até os campos de treinamento. Pudemos passar por todos e paramos no campo principal, o mais usado pelos profissionais. Foi o momento de pisar no gramado, o mesmo usado na Arena, e também poder bater uma bolinha.


   


   

Esta foi a primeira edição do Um Dia no CT. Outras estão previstas nos próximos meses. Muito além de um simples evento, iniciativas como estas precisam ser realizadas com mais frequência para poder atrair novos sócios e incentivá-los a continuar ajudando o clube. Não se pode depender apenas da boa vontade e da paixão do torcedor ou dos resultados dentro de campo. É preciso uma contrapartida. É preciso poder usufruir do clube. É preciso sentir que o clube lembra de você e proporciona momentos como este, onde abre suas portas para recebê-lo, e onde você possa se sentir em casa.

Tomara que os dirigentes do futebol e do marketing continuem criando iniciativas como esta. Neste dia, pudemos ver senhores, adultos, jovens e crianças todos juntos, vivenciando o Clube Náutico Capibaribe. O futuro do clube depende de cuidar de seu maior patrimônio: sua torcida.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Nosso futebol buscando e perdendo dinheiro

A polêmica da pré-temporada no futebol pernambucano foi a questão do mando de campo na Arena Pernambuco. Mas se engana quem acha que o assunto a ser comentado será este. Existe algo por trás dessa polêmica que chama a atenção, apesar de não ter sido debatido na mídia esportiva: a questão do dinheiro. Por trás de toda argumentação e dos questionamentos dos clubes, pareceres favoráveis e protestos, estava o olho grande no dinheiro. A questão técnica ficou em segundo plano.



Em Pernambuco, os principais clubes têm seus próprios estádios e, jogando em casa, é onde conseguem seus melhores resultados, mas os dois principais adversários do Náutico abriram mão de jogar nas suas casas, onde tenderiam a conseguir melhores resultados, para jogar na Arena do Governo. Por que? Pelo dinheiro.

Ambos escolheram, inclusive, mandar seus jogos contra o Náutico, na Arena, que é onde o Náutico manda seus jogos. Na teoria, ótimo para o Náutico que, apesar da torcida adversária estar em maioria, já que o mando é dos adversários, teria os jogos realizados no campo onde joga e está mais acostumado. Mas a questão técnica ficou de lado. O Náutico protestou, bateu o pé e não aceitou. Por que? Mais uma vez pelo dinheiro. O clube votou contra apenas para pleitear uma melhoria nos valores do seu contrato com o Consórcio Arena Pernambucano.

E a Federação Pernambucana? Convocou um Conselho Arbitral para decidir a questão, mas, diante de um resultado desfavorável, deu uma "canetada" e passou por cima da decisão do Conselho. Por que? Mais uma vez para ganhar mais dinheiro, já que jogos na Arena têm rendas maiores e, consequentemente, maior valor no percentual que cabe à Federação.

Arena Pernambuco: onde todos querem jogar por dinheiro
É fato que o produto futebol, a cada ano, tem se tornado cada vez mais caro. Salários de jogadores cada vez maiores, taxas de regularização de jogadores, desconto das Federações nas rendas dos jogos, taxas de arbitragem, impostos, entre outros, fazem com que os clubes façam malabarismos para manter as contas em dia. Não é de espantar que clubes abram mão de jogar em casa para jogar onde consigam melhores condições financeiras. No Brasileirão, não faltaram clubes levando jogos para Brasília, Cuiabá e Manaus, por exemplo. Por que? Única e exclusivamente por mais dinheiro.

É algo inevitável, mas, neste novo contexto do "vale tudo por dinheiro", também chama a atenção uma regrinha que faz os clubes perderem dinheiro: a regra da cota mínima de ingressos para visitantes. Parece um contrassenso, quando os clubes mais precisam de dinheiro, os regulamentos das competições limitam a presença de uma torcida adversária a uma pequena quantidade. Ora, se os clubes querem dinheiro, por que jogar o Campeonato Pernambucano com apenas 20% dos ingressos para visitantes? Na prática, impedem que um público consumidor possa frequentar seu evento. É perder dinheiro. Nesta situação é impossível não recordar do futebol até a década de 90.

Foi naquela época que comecei a frequentar estádios de futebol. Na grande maioria das vezes, só ia para os clássicos, não importava em que estádio. Não exista a regra do 80% para o mandante e 20% para o visitante. Na verdade, nem existia ingressos por torcida. Os ingressos ficavam a venda e quem comprasse iria pro jogo. Era bonito ver os clássicos com duas torcidas dividindo o estádio praticamente ao meio. O mandante só tinha mais torcida por causa das sociais e das cadeiras, mas os demais setores ficavam repletos por duas torcidas. Tenho uma teoria que a presença das torcidas em praticamente igual quantidade era uma das causas de existir menos brigas naquela época, mas isso será tema para outro artigo. Aqui, o que é relevante é pensar: por que esta restrição de 80-20 foi criada? Por causa da violência? Mas a violência começou (ou só aumentou) somente após esta restrição. Não é contraditório e anticomercial, ou seja, perder dinheiro?

Enquanto as respostas não chegam, a indagação deve perdurar. Dessa forma continuaremos convivendo com esta contradição por bastante tempo: clubes mudando seu mando campo para ganhar mais dinheiro ao mesmo tempo que perdem dinheiro ao limitar a presença de torcedores.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Bar do Náutico agora é FuTimBlog!

Um novo tempo, um novo nome, um novo blog. O blog Bar do Náutico agora é FuTimBlog. Uma nova temática será abordada no blog. Saem as histórias do meio fictício, meio real, Bar do Náutico, e entram as opiniões e histórias relacionadas ao Náutico e ao futebol em geral, com foco no futebol pernambucano, isto é, no futebol em torno do Timbu.


As histórias do Bar do Náutico continuam registradas no bar. A partir de agora, uma nova fase começa a ser contada. Aguardem!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Fechado para balanço

2013 não foi um ano bom. Ainda estamos em setembro, mas o ano do Náutico já acabou faz tempo. Os reflexos disso estão sendo sentidos no Bar do Náutico. O público sumiu, o lucro caiu e até assunto faltou para contar.


Por isso, o Bar do Náutico fechará para balanço e voltará quando este Campeonato Brasileiro acabar. Voltaremos em 2014 com modificações. A temática será a mesma, mas a abordagem será diferente. Mais opiniões, mais estatísticas, mas sempre comentando o Clube Náutico Capibaribe. O próximo ano certamente será melhor para o Náutico e para o bar. Continuaremos a beber juntos.

Que venha 2014! E venha logo!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Eu vi. Tu "vice"?


Homenagem ao tri-vice pernambucano:


EU VI. TU "VICE"?

Riste de mim antes da hora.
Esta foi tua maior tolice.
Tua torcida agora chora.
E nós que rimos do tri-vice.

Achava o time uma maravilha.
E que sairia vitorioso.
E mais uma vez dentro da ilha.
Acabou vice de novo!

Disseste que ganharia o pernambucano.
Mas o que foi que eu te disse?
Entra ano e passa ano.
Todos sabem quem é o vice.

Se o campeonato eu não ganhei.
No final continuo contente.
Ano passado te rebaixei.
E hoje és vice novamente.

E como tudo pode piorar.
Muita raiva ainda vais ter.
Vais me invejar na Série A.
Enquanto jogarás a Série B.

Para terminar a gozação.
Ainda tem mais uma rima.
Vamos todos rir do leão.
Porque ser vice é sua sina.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Cordel ao Secador

CORDEL AO SECADOR

Na última Copa do Brasil.
Perdeu para o Paysandu.
Goleado dentro do seu canil.
Até com gol de Pikachu.

No último campeonato estadual.
Aí é que foi hilário.
Dentro de casa, perdeu a final.
Bem no dia do aniversário.

No último Campeonato Brasileiro.
Foi um sofrimento arretado.
Ficou na zona o campeonato inteiro.
E terminou mesmo foi rebaixado.

E na Copa do Nordeste.
Nem assim, o time vence.
Eliminado dentro de casa.
Por um tal de Campinense.

Resta-lhes chorar na cama.
E me invejar o ano inteiro.
Vou jogar Sul-Americana.
E Série A do Brasileiro.

E para começar bem ano.
Até secando, estão sem graça.
Pois no 1º turno do pernambucano.
O timbu já levou a taça.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Perder pela Sul-Americana. Vale?

Não era dia de jogo, mas era dia de amigos se reunirem para tomar uma (ou duas, ou três, ...) e bater um bom papo. Papo sobre o timbu, é claro! Enquanto a galera ia chegando, dois alvirrubros já iniciavam os trabalhos.

- Saiu a tabela da Copa do Brasil 2013, você viu?
- Vi sim, Júnior. Pegaremos o CRAC. Passando, tem o vencedor de Bangu x Betim e, depois, provavelmente o Santos.
- Contra o Santos é a última fase antes das oitavas. Se passar, não joga a Copa Sul-Americana. Se for eliminado até o jogo do Santos, vai para a Sul-Americana.
- É só abrir pro Santos então.
- Pô, cara, mas torcer para o time perder só para jogar a Sula? Não consigo torcer contra.
- Mas, pela Copa Sul-Americana, vale a pena.
- Por mim, quero ver ganhar sempre, mesmo que não jogue esta competição.
- Que nada! É uma competição internacional. Há muito tempo não jogamos uma competição assim. Além do mais, Copa do Brasil tem todo ano.
- Sim. E Copa Sul-Americana também não tem todo ano?
- Tem. Mas para chegar nela é mais difícil.
- Para mim, toda competição é importante. Ir bem ou ganhar a Copa do Brasil é tão ou mais importante que ir bem ou ganhar a Sul-Americana. Se fosse para jogar a Libertadores, talvez desse para discutir, mas Sul-Americana...
- Ôxe! Copa Sul-Americana é internacional. Vai divulgar ainda mais o nome do nosso time no cenário internacional. Além do mais, seremos o primeiro time do estado a jogar esta competição. Poderemos zoar nossos rivais. Pode esquecer a Copa do Brasil.
- Grande coisa! Se for por reconhecimento, ganhar a Copa do Brasil dá um reconhecimento muito melhor. Ganharemos espaço no noticiário "nacional sulista" da mesma forma. Na Sul-Americana vamos aparecer nos jornais de onde? Do Peru, da Venezuela?
- Nem se compara, pô, Copa do Brasil com Sul-Americana!
- Claro que a Copa Sul-Americana é um título continental, mas ter que perder para poder jogá-la é o cúmulo. Com esse novo regulamento classificatório, jogá-la é como se fosse um consolo para perdedor. Se fosse como antigamente, seria diferente, tinha que lutar para entrar. Antes iriam os grandes times. Agora, os grandes do Brasil estarão na Copa do Brasil, o que a torna muito mais valorizada. Enquanto isso, a Sul-Americana fica com os perdedores, perdendo assim grande parte do seu valor. Imagina que reconhecimento teremos de ganhar uma competição onde só participam os perdedores do Brasil.
- Não! Não! Mas a Sula não é só feita de times do Brasil. Tem os times de todos os outros nove países que formam a Conmebol. Continua sendo importante.
- Nada. Para mim, a Sul-Americana sempre foi uma "Série B" da Libertadores. Agora, será a "Série B" da Copa do Brasil também. Para jogá-la, tem que ser "rebaixado" na Copa do Brasil. Tem atrativo nenhum isso.
- Bicho! Não concordo contigo.
- Eu realmente não sei o porquê de ter tanta gente na nossa torcida tão empolgado com esta competição.
- Eu já te falei e vou repetir. É uma competição internacional, que nunca participamos. Isso já é motivação demais.
- Já pensaste na vergonha que nosso time pode passar nacionalmente ao entrar em campo para perder do Santos, só para entrar na Sul-Americana?
- Vergonha por quê?
- Por que nenhum time grande faria isso. O Santos mesmo, certamente, vai querer nos vencer para continuar na Copa do Brasil. Essa Sul-Americana é uma competição em que, ao longo do anos, muitos times brasileiros botaram times reservas para priorizar o Brasileirão...
- Não! Isso aconteceu sim. Mas só no começo. Quando passam de fases, logo começam a botar os times principais.
- Imagina a situação: a gente vai bem na Copa do Brasil, aí perde de propósito para o Santos, vai para Sul-Americana e é eliminado na primeira fase. Que grande bosta!
- Aí faz parte! Futebol é uma competição. Vencer ou perder fazem parte do jogo.
- Mas voltemos ao principal. Nenhum time grande do Brasil vai perder de propósito para jogar uma competição desta. Acho vergonhoso.
- Por mim, o Náutico poderia jogar toda a Copa do Brasil com o time Sub-20. Jogaria para "ganhar", já sabendo que vai perder. Seria bom para os garotos também pegarem mais experiência.
- Aí não dá mesmo. É melhor nem entrar deste jeito.
- E jogar logo a Sula, né?
- Se a ideia for jogar a Sula, sim, seria melhor nem entrar na Copa do Brasil. Mas, se vai entrar, vamos jogar sério e encarar com vontade para ir até o mais longe possível. Quero ver meu time jogando para vencer. Que se dane a Sul-Americana.
- Bicho, que se dane a Copa do Brasil. Isso tem todo ano. A gente batalhou muito ano passado no Brasileirão para se classificar. Agora vai jogar tudo pro ar?
- Com esse novo regulamento, entrar na Sul-Americana agora será a coisa mais fácil do mundo. A partir de agora, Copa Sul-Americana para gente também vai ser praticamente todo ano. Acabou o "grande mérito" de classificar-se. É a Série B da Copa do Brasil.
- Tu estás em doido!
- Só você que não vê isso.
- Só você que pensa diferente. Toda nossa torcida pensa como eu.
- Acho que não chegaremos a um consenso hoje.
- Quanto a esse assunto, também acho. Mas para concordarmos em alguma coisa hoje, vamos lá: cerveja quente ou gelada!
- Gelada, claro!
- Eu também. Pronto, concordamos!
- Só assim, mesmo.
- Sua vez. Pega a cerveja lá! Aliás pega duas!
- Não. Pega você!
- E viva a Copa Sul-Americana!
- Copa do Brasil!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Virada espetacular: 3x2 no Figueirense

29 de agosto de 2012. Clima de despedida no Bar do Náutico para mim, prestes a passar um tempo ausente. Naquela noite, Náutico e Figueirense abriam o segundo turno do Campeonato Brasileiro. A galera foi chegando cedo.

A galera em mais um jogo do Timba!
- Hoje vai ser 3x0. É pau no lanterninha do campeonato.
- Para mim é 2x0.
- Vai ser 4x0. Dois gols de Kim. KKKK
- Esse jogo tem cara de 3x2.
- Pô, Júnior. Que pessimismo! É o lanterna.
- Nada. Esses jogos assim, com cara de fácil, o Náutico adora complicar.
- Coisa nenhuma. É 5x0.

Quando o jogo começou, o pessoal ainda discutia quando Kim foi derrubado na área. Penalti!

- Penalti!!!
- Penalti?
- Olha ali o pessoal chegando. Corre que vocês ainda conseguem ver o gol!

O pessoal que chegava atrasado correu para ver a cobrança, mas Araújo tratou de decepcionar a todos. O goleiro Wilson defendeu.

- Vai te lascar. Perder um pênalti com 2 minutos de jogo.

A galera revoltada no bar e o time nervoso no campo. Dez minutos depois, Marlon e Gideão não se entenderam e entregaram um gol de graça para Caio. 1x0 Figueirense.

- Que falha de Gideão.
- A culpa foi de Marlon. Saltou e fez um corta-luz em cima do goleiro.
- E tudo isso por causa do pênalti perdido.

O time continuava nervoso e não se encontrava. O Figueirense tocava melhor e bola e envolvia fácil nossa defesa. Alguns minutos depois, após ótima troca de passes, o Figueirense fazia o segundo. Aloísio. 2x0. Até o fim do primeiro tempo, o panorama continuou o mesmo, com o Figueira ainda perdendo chances de ampliar a vantagem.

- Não acredito no que estou vendo. Um time bosta desse vencendo fácil na nossa casa.
- E a gente falando em goleada...
- Quem vai entrar neste segundo tempo?
- Rogerinho e Lúcio no lugar de Kim e Douglas Santos.
- Vamos ver no que dá.

No segundo tempo, a história foi outra. As modificações surtiram efeito e o time cresceu demais. O Figueirense foi encurralado e a pressão era toda do Timbuzinho. Com menos de 10 minutos, Elicarlos trazia de volta a alegria ao bar:

- Gooooolllllllllll.
- É gooollllllll, baralho!
- Gol, pombas!
- Goooooooollllllllllllllllllllllllll!

A confiança voltou à torcida. O jogo agora era nosso. Gideão virara mero espectador e só o Náutico jogava. Alguns minutos depois, o bar veio abaixo.

- Agoraaaa.... Fazzz!
- Goooolllllllll!!!!!!
- GGGGOOOOOOLLLLLL!
- GGGGOOOOOOLLLLLL!

Era o gol de empate. Elicarlos de novo. Logo ele, que, naquela noite, jogava com a camisa 150, em alusão a sua centésima-quinquagésima partida.

- Desce a grade que agora eu vou tomar todas.
- Desce duas. Esse timbu é demais. Pra mim era jogo perdido.
- E agora, que empatou cedo, vamos para a viradaaaaa!

Timbuzinho tomando todas
Os alvirrubros estavam eufóricos. O timbuzinho, como se vê acima, já tomava todas. As chances da virada foram se sucedendo. O goleiro do Figueirense salvava o time. Na melhor chance, salvou o chute no cantinho de Martinez. Faltava pouco para virada. E ela veio.

- É falta agora.
- Lúcio vai cruzar.
- ...
- Impedido.
- Tá valendo, meu!
- Gooooolllllllllll!
- Foi gol?
- Posição legal! É golllllllll!
- Gol!
- GOOOOOOOOOOOLLLLLL!
- GGGOOOOLLLLLLLLLLLLLL!
- Eneeeeeeeeeee!
- A!
- UH!
- Tê!
- I!
- Cê!
- Ó!
- Ene! A! UH! Tê! I! Cê! Ó!
- Ene! A! UH! Tê! I! Cê! Ó!

- NÁUTICO! NÁUTICO! NÁUTICO!

E que virada! Eram só 23 minutos. Souza, em posição legal, recebeu e fuzilou. Até quem estava no bar teve dúvidas, mas era o terceiro e legítimo gol do Timba. Virada espetacular. Até o fim do jogo, a galera estava em êxtase com o grande segundo tempo. Destaque para a grande partida dos reservas que entraram no segundo tempo: Lúcio e Rogerinho. E também para o homenageado da noite, com dois gols no jogo: Elicarlos.

Fim de jogo e já dá para imaginar a festa que foi no bar.

Resultado do jogo explícito nesta mesa
- Eu falei que iria ser 3x2, lembram?
- Pior que falou mesmo. Que jogo meu velho!
- E não esperava nem mais o empate depois daquele primeiro tempo.
- Agora são 12 pontos na frente da coisa.
- Cadê a cerveja! Cadê a cerveja!

Uma vitória espetacular naquela noite. Depois do jogo, ninguém queria mais ir para casa. A noite foi pequena, mas a cachaça foi grande.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Empate na Ilha e um estranho no bar

No dia 26 de agosto de 2012, chegava ao fim o primeiro turno do Campeonato Brasileiro. E esta rodada ficou reservada para o clássico contra o time tricolor da ilha. Não tinha como o Bar do Náutico não encher. Mas a discussão da semana era: podia ou não levar um amigo rubro-negro-amarelo.

- Não, ele é rubro-negro. Tem que ter cuidado com este tipo de gente!
- Mas ele é meu amigo de infância.
- Se ele for eu não vou. O bar é do Náutico. Vai ter confusão.
- Ele veio me visitar e está em Manaus na minha casa. Não dá para ir e deixá-lo de fora.
- Tua casa de pay-per-view. Ele assiste lá só.
- Levar rubro-negro-amarelo dá um azar arretado.
- Eu já disse a ele que será preciso se comportar e ficar caladinho.
- Duvido ele ficar calado. Melhor tu também não ir.
- Gente deixem de confusão. Fernando, tu vai ver o jogo com a gente e vai levar ele sim. Mas avisa que ele tem que ficar calado, sentado na última cadeira e não pode vibrar. Ah, e tem que ficar servindo nossa cerveja.
- Beleza.Vou avisá-lo.
- Ó, mas nada de camisa vermelha, preta e amarela!

Alvirrubros e intruso rubro-negro-amarelo à esquerda
A discussão foi grande, mas, no final, o intruso foi aceito. Com restrições, mas foi. No dia do jogo, ele chegou desconfiado, quietinho. Como tinha que ser. Se era minoria no bar, o adversário tinha maioria da torcida no estádio, pois jogava em casa.

- Vamos vencer hoje lá dentro e quebrar o tabu.
- Vai ser 3x0. 3 de Kiesa.

O timbu tinha nove pontos de vantagem. O adversário estava na zona de rebaixamento. Tudo conspirava  para mais uma vitória, mas, já dizia o ditado: clássico é clássico. O que se viu foi um começo de jogo equilibrado e, depois, um domínio maior do Sport.

- Caramba. Estamos só levando pressão.
- Ó praí! Caramba. Na trave!

A pressão aumentava.

- Eita, pô. Não!
- Gideãããõooooo!
- Isso é que é um goleiro.
- Que defesa extraordinária.

Zero a zero foi lucro no primeiro tempo. No segundo tempo, o panorama não mudou. De novo um começo equilibrado logo seguido por domínio do adversário.

- Droga. Perdemos Kiesa machucado.
- Agora vai ficar difícil. Vai entrar Kim.
- Vamos rezar para acabar logo.
- Eita! Não!
- Na trave de novo!

O tempo foi passando e, apesar da pressão, o jogo ficou mesmo no zero a zero. O jogo do Timbu não encaixou, mas a fase do adversário não era das melhores. Foi apenas o terceiro jogo em que o Timbu conseguia pontuar fora de casa. Ponto para a gente e azar deles. Bem feito.

No final, nem a gente nem o amigo (???) rubro-negro saíram comemorando nem chorando. Tudo acabou em paz. Ainda bem. O cara era gente boa, apesar de torcer para o time errado.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Martinez é o nome do golaço! Náutico 1x0 Bahia

Chegou 18 de agosto, dia de encarar o Bahia, times "dos donos" do Bar do Náutico. É, mas se o bar era um recanto tipicamente baiano, o que não faltava era alvirrubro.

- Será que os baianos virão?
- Se vierem vai super lotar.
- Por via das dúvidas, vou logo é tratar de pegar meu lugarzinho aqui perto da TV.
- Hahahaha. Pois eu prefiro é ficar aqui perto do freezer...



A possibilidade de duas torcidas no dia do jogo existia, mas só deu alvirrubro mesmo. Essa galera aí invadiu o bar e até a estátua baiana teve que se vestir com nossa cor vermelha de luta.


O jogo foi duro. Amarrado. Truncado. No primeiro tempo, foram poucas as chances de gol.

- Está difícil este jogo.
- Mas também, com o Náutico desfalcado, né?
- Mas tanto Dadá quanto Rogerinho estão dando conta do recado.
- Olha agora. Vai, Rhayner!
- Uhuuuuu. Quaaaase!
- Tem que aproveitar melhor estas chances. Estamos jogando melhor.

Apesar da forte marcação o Náutico jogava com mais perigo. Mas, no primeiro tempo, a defesa do Bahia foi mais eficiente e o jogo foi para o intervalo no 0x0 mesmo. Veio o segundo tempo e o Bahia resolveu querer jogar e ameaçou bastante, principalmente na bola parada.

- Outra falta.
- Essas bolinhas na área são um Deus-nos-acuda!
- A defesa é uma mãe. Nunca tira.
- Olha aí!
- Gideeeeããããooo!
- Isso é que é um goleiro. Que defesa arretada.

O Bahia começava a crescer no início do segundo tempo. O Náutico demorou quase 20 minutos para "voltar para o segundo tempo". A partir daí a pressão voltou ao nosso lado.

- Peraê que esse jogo está muito difícil. Deixa eu colocar o Timbuzinho aqui junto do santuário para resolver.


O Timbuzinho deu sorte. O Náutico voltou a comandar o jogo. A pressão aumentava. O Bahia já não ia tanto ao ataque e o Náutico pressionava. Pressionava, pressionava, mas o gol não saia.

- O Bahia vai botar Ciro.
- Oxe... essa bicha não faz nada não.
- Olha o cabelinho da moça.... Hahahaha.

De fato, Ciro não tocou na bola. O jogo caminhava para o final e nada de gol. As chances iam aparecendo e sendo desperdiçadas. Foi aí que surgiu o lance genial da partida. Coube ao maestro Martinez, num lance de rara genialidade, decidir a partida. Já eram 43 minutos dos segundo tempo. O capitão recebeu na intermediária, avançou dando duas ajeitadinhas na bola, o olhou para o gol e soltou um limão, indefensável, na gaveta. Golaço!

- GOOOOOOOOLLLLLLLL!

O bar veio abaixo. Chute na veia. No fim do jogo. Onde o goleiro nunca pegaria. Era o gol da vitória. A segunda consecutiva. Aí só restava comemorar. O timbu já atingia sua melhor pontuação no primeiro turno da era dos pontos corridos na Série A. E ainda faltava um jogo. O time que era apontado como mais forte candidato ao rebaixamento mostrava que era muito forte nos Aflitos. Já chegava a quatro vitórias seguidas em casa e ainda mais sem tomar gols. O Timbu estava forte e nós orgulhosos. Que viesse o Sport no próximo jogo!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Terceiro 3x0. A vítima agora foi o São Paulo

Noite de 15 de agosto de 2012. O encontro de alvirrubros, desta vez, era para encarar o tricolor paulista.

- Eu não admito perder hoje. Já fiquei muito p.... com a derrota pro Fla.
- Hoje é tranquilo. São Paulo de Muricy sempre perde da gente nos Aflitos.
- Que Muricy o que, rapaz!? Muricy é do Santos!
- Mas passou muito tempo lá.
- Hahahaha. O jogo nem começou e parece que tu já bebesse todas.
- Olha os alvirrubros chegando aí: Ádley, Gustavo, Thomas, Roberto, Edmilson, Alexandre, André, Júnior, Cabral, Eduardo, Léo, Jerônimo, ...
- Hoje o bar está enchendo.

Naquela noite, o timbu queria a recuperação, pois vinha de dois jogos fora, sendo um empate contra o Inter e uma derrota para o Flamengo. Nada melhor que voltar a vencer diante da torcida. No Bar do Náutico, esta galera aí embaixo estava confiante.

A turma porreta que encheu o bar para torcer por mais uma vitória Timbu.

- Bora, Timbu. Para cima deles!
- Que jogada arretada! É agora!
- Faz!
- Agora!!!!
- Nããããããooooooo!
- Caramba! Como é que Araújo perde um gol feito desses, debaixo da barra.
- Rogério também fez um milagrezinho no primeiro chute, né?
- Sim! Mas a bola sobrou na pequena área. Era só dar um toquinho e ele foi tentar estufar a rede... jogou  a bola no Country Club.
- O problema foi que caiu no pé direito. É uma bola difícil mesmo de chutar.
- Paraê, velho. Era gol feito.

O gol perdido, logo no começo, mostrava que o Náutico havia começado com tudo e que a noite não seria boa para os sanpaulinos. Poucos minutos depois a vitória começou a se desenhar. Penalti!

- Foi com a mão! Foi com a mão!
- É penalti!!!

Após outra boa jogada, a bola sobrou para Kiesa que dominou e bateu rápido. Seria gol, mas Tolói evitou com o braço aberto.

- Bora, Kiesa! Vai meu filho!
- GOOOOOLLLL!
- GOOOOOOOOLLLLLLL!
- GGGGGOOOOOOLLLLLLL!

Era o primeiro da noite. Timbu saia na frente e, agora, se apenas se defendia, o adversário teria que sair para o jogo. O São Paulo realmente tentou. Casemiro entrou logo no primeiro tempo e fez o time começar a tocar mais a bola no campo de ataque. Mas, com a noite inspirada em que o Náutico estava, sair o jogo foi fatal.

- Toca a bola rápido, meu velho!
- Eita! Rhayner ganhou a dividida.
- Vai! Faz! Faz!
- Defend..... GOOOOOLLLLLLL!
- GOOOOLLLL! GGGGOOOOLLLLLL!
- GOOOOLLLL! GGGGOOOOLLLLLL!
- GOOOOLLLL! GGGGOOOOLLLLLL!
- Foi Araújo, P.....!
- Eneeeeeee! Aaaaaaaa....!

2x0 já no primeiro tempo. Avassalador. O time todo jogando bola.

- Tem que terminar o primeiro tempo assim, para dar tranquilidade e garantir a vitória.
- 45 minutos já.
- O praí! Que merda! Falta na meia-lua. Não pode tomar gol agora não!
- E lá vai Rogério Ceni!
- Caramba! Gol.
- Foi nããããoooo.
- Não?
- Foi por fora! Na rede pelo lado de fora.
- Acabou o primeiro tempo.

Depois do susto, a tranquilidade. 2x0 no intervalo era ótimo.

- Vira dois termina quatro!
- Vamos com calma que 2x0 é bom, mas é um placar traiçoeiro.
- Eu quero é golear.
- Então, bota cerveja aí que meu copo parece que está furado.
- Enche o copo do Timbuzinho também que o bichinho gosta de beber.

Timbuzinho "bebemorando" a vitória
Começou o segundo tempo e o panorama do jogo não mudou. Era o São Paulo tentando se encontrar e o Náutico matando a pau, logo na saída de bola.

- Olha Fernando chegando aí atrasado.
- Pô, Fernando, tu dá um azar arretado. Sem tu já tá 2x0!
- Peraê, pô! Estava fazendo prova.
- Jogou muito no primeiro tempo. Foi assim...
- Espera, daqui a pouco tu contas, olha esta falta.
- Uhhhhhhhhhhh! Quase Souza de falta!
- Espera este escanteio agora.
- Sem perigo... Eita... GGGGGOOOOLLLLLLLLL!!!
- GGGGGOOOOLLLLLLLLL!!!  GGGGGOOOOLLLLLLLLL!!!
- GGGGGGGGGOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLL!!!
- Que gol foi esse meu, velho!
- Foi gol-contra de Rogério! Hahahahahahah!

3x0 já para começar o segundo o tempo. Aí foi só administrar e jogar no contra-ataque. Enquanto o São Paulo substituia jogadores e colocava atacantes em campo, o Náutico contra-atacava com mais perigo. Rogério Ceni, mesmo envergonhado pelo gol-contra, ainda se redimiu fazendo uma grande defesa na cabeçada de Araújo. E o jogo ficou nisso: 3x0. Por coincidência, a terceira vitória seguida do Náutico nos Aflitos por 3x0. E todas contra times paulistas (Ponte, Santos e São Paulo).

Foi uma grande vitória. Uma noite memorável. Seria difícil mandar a galera embora, como de fato foi. Enquanto houvesse cerveja, os timbus estariam lá comemorando. Merecido!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Timbu mantém freguesia ao Fla


11 de agosto de 2012. Pela décima sexta rodada do campeonato, o Náutico tinha uma difícil missão. Encarar o Flamengo no interior do Rio.

- E hoje, a vitória é de quanto?
- Hoje vai ser difícil, não pelo time do Flamengo, mais pela tradição e pelo apito-amigo.
- É mesmo, Edmilson. Hoje é a gente contra a CBF, Manaus, a Globo ... Tudo contra.
- Mas a gente vai ganhar de um a zero, lá dentro, se não não me chamo Roberto.
- Pois eu não gosto de perder para rubro-negro nem de outro estado.
- Sei não. Se tem um time que o Náutico é freguês é esse tal de Flamengo. Pense num urubu chato arretado.
- Senta aí que já vai começar. Abre mais uma cerveja, Eduardo!

O jogo era em Volta Redonda. O Náutico jogava de branco e sem tremer diante da camisa flamenguista.

- O time está jogando bem. Vamos fazer um gol já já.
- É isso aí, Gustavo. Só falta acertar o passe.
- É agora. Nãããããoooo.
- Não pode perder gol assim.

O Timbu jogava bem nos contra-ataques, mas o Flamengo era mais perigoso. A defesa rebatia os ataques e fazia ligação direta para velocidade dos nossos atacantes. Mas contra time grande não pode vacilar. Em um lance de lateral, a bola foi lançada para Vagner Love. Ronaldo Alves foi mole no lance e caiu pedindo falta que não houve. Love invadiu a área e adiantou a bola. Foi a vez de Marlon também ir mole na jogava e perder a dividida. Love não perdoou. Gol do Flamengo.

- Que moleza da gota!
- Pé de moça de Marlon. Joga feito homem, caramba!
- Foi falta em Ronaldo, não?
- Foi nada! Ele que perdeu no corpo.
- E tava jogando tão bem. Tinha que a zaga entregar.

Depois do gol, a coisa piorou. O Flamengo cresceu e a torcida acordou. Aumentava a pressão.

- Gideãããããããooooooo!
- Que defesa da pleura!
- Está vendo, Ádley. A gente tem goleiro.
- Eu sempre disse isso.

Gideão ia salvando o timbu, mas no finalzinho do primeiro. A zaga entrega de novo.

- O Flamengo está marcando a saída de bola em cima. Assim, o time só consegue sair no chutão.
- Ei, pô. Vai driblar aí não, caramba!
- Fila da mãe.
- Na trave!
- Voltou. Tiraa!
- Gol.
- Que merda. Vai tentar driblar Vagner Love na frente da área.
- Foi Ronaldo Alves, pensando que era craque. 
- E que bicho cagado, esse Vagner Love. A bola bate na trave e ainda volta para ele.
- E a zaga que não tirou a bola?

Fim do primeiro tempo. 2x0 complicava demais para o Náutico.

- E agora? Tem jeito no segundo tempo, Fernando?
- Eu já tô arretado aqui.
- Então bora beber para tu ficar mais calmo.
- Hahahahahaha.

No segundo tempo o jogo esfriou. O Flamengo foi que passou a jogar no contra-ataque. Já o Náutico era aquele marasmo dos jogos fora de casa. Adversário recuado, o time com a posse de bola e sem conseguir entrar na área.

- Agora lá vem Kim.
- Vixe, Maria. É assim que a gente quer empatar o jogo é?
- Kim é o matador, Alexandre. Vai fazer outro daquele contra o Santos.

O jogo já passava dos trinta do segundo tempo, já sem muita emoção. Foi aí que a zaga do Flamengo resolveu retribuir a gentileza da zaga alvirrubra do primeiro tempo. Foi brincar e Kim ganhou a dividida. O zagueiro caiu e a bola ficou limpinha para Kim, na meia-lua de área, ele o goleiro, era só fazer e ....

- Agora, pô.
- Olha o gol! Olha o gol!
- Nããããoooo!
- Miserável!
- Chuta na casa do tua mãe!

Horrível! Livre, livre. Kim teve tempo de parar, pensar e resolveu chutar. Conseguiu chutar nas nuvens. Era para acabar de vez com as esperanças. Até o fim do jogo, o Flamengo ainda criou algumas chances de ampliar, mas o resultado já estava definido. Era mais uma derrota alvirrubra fora de casa.

- Perdemos. Ainda bem que amanhã é domingo e não vou ver os flamenguistas do trabalho.
- Hahaha. Relaxa, Gustavo. O que não falta é flamenguista em Manaus. Não é não Thomas?
- Rapaz, estou até agora pensando no gol que Kim perdeu.
- Esquece. Toma mais uma que passa. E vamos para a próxima

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Inter 0x0 Náutico e mais um pontinho na conta

- Trim! Triim!
- Alô!
- Ádley! Cadê, você?
- Estou no trânsito, já chego!
- Corre! Vai começar o jogo.

Era quarta-feira, dia 8 de agosto. Correria dos alvirrubros em Manaus para chegar logo no bar, pois o jogo contra o Inter era cedinho, as 18:30, no horário do maior trânsito na cidade. O jogo começou e a torcida foi chegando já com a bola rolando. A cada minuto chegava mais um.

- Cheguei! Quanto tá o jogo?
- 0x0, Roberto!
- Boa noite, já está 3x0 para gente?
- Não, 0x0, Eduardo!
- Cheguei, gente! Como está o jogo?
- 0x0, Edmilson!
- Olha, Alemão em campo.
- Vai parar Forlan hoje. O gringo não tocou na bola ainda.
- 15 minutos e o time está muito bem.

Nos primeiros quinze minutos, a marcação do Náutico era forte. O time se portava bem e segurava o ímpeto do Internacional. Além da boa marcação a saída para os contra-ataques era rápida e assustava os gaúchos. Mas, depois do 20 minutos, o Internacional cresceu.

- Tira, Gideão!
- Que perigo, hein, Thomas?
- O jogo começou a ficar perigoso. Olha a falha.
- Não!
- Eu vi a bola dentro agora.
- Quem foi que perdeu a bola?
- Foi Patric.
- Quase dava o gol para este Forlán velho.
- Ainda bem que temos goleiro!

Próximo do final do primeiro tempo, o jogo voltou a equilibrar. 

- Escanteio pro Náutico. É agora!
- Falta! Bora, Souza!
- Segura o contra-ataque deles agora!
- Aleeemãããão! É pau meu velho. Esse zagueiro está muito bem. Vai ganhar a vaga de titular.

Terminava o primeiro tempo. 0x0 era o placar que só interessava ao Náutico. Era preciso segurar no segundo tempo.

- Começou o segundo tempo. Garçon, mais uma cerveja!
- Agora tem que segurar a pressão dos primeiros 15 minutos.
- Olha aí. Quem começou atacando foi o Náutico. Melhor forma de segurar a pressão é atacando mesmo.
- E agora? Olha a falha. Tiiiiraaaa!
- Quase gol dele, hein?
- Lá vai o timba de novo.
- Agoraaaa! Chuta!
- Vai!
- Goooolllllll!!!!
- Goooolllllll!!!! Goooolllllll!!!!
- Goooolllllll!!!! Goooolllllll!!!! Goooolllllll!!!! Goooolllllll!!!!
- Foi de Araújo!
- Anulou!
- Anulou!
- Peraê, deu impedimento!
- Vamos ver o replay.
- Olha aí, tava não! Posição legal.
- Bandeirinha ladrão. Quase um metro em posição legal.
- Esse gol anulado pode fazer falta.

O Náutico realmente voltou bem para o segundo tempo. E felizmente, o gol mal anulado não fez falta. O Inter partiu para a pressão, mas a defesa estava inspirada, naquela noite fria de Porto Alegre. Além disso, o meio-campo e os atacantes conseguiam sair nos contra-ataques, aliviando a defesa, e dificultando as ações para o Inter. Nos minutos finais, a tradicional pressão dos donos da casa ocorreu sem sucesso.

- Apita, juíz!
- Vai acabar!
- Segura mais essa!
- Acaboooouuuuu!
- Boa, Timbu!
- Grande resultado. Pontinho importante fora de casa.
- Era para terem sido três. Fomos roubados com o gol anulado.
- Bem lembrado, Gustavo.
- Mesmo assim, empatar no Beira-Rio não é fácil.
- Então, bora comemorar?
- Desce a grade, timbuzada!

O placar foi muito comemorado. Era mais um pontinho conquistado fora de casa, após o time já vir de vitória na partida anterior. O time se firmava na parte do meio da tabela e já demonstrava um futebol consistente para eliminar qualquer desconfiança da torcida quanto ao futuro da equipe no campeonato. Naquela noite, os alvirrubros puderam dormir (e beber) satisfeitos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Baixou o santo em Kim

Domingo, cinco de agosto de 2012. O dia em que baixou um santo. E, curiosamente, baixou justamente contra o Santos. Só isso pode explicar o momento de rara genialidade do até então muito criticado atacante Kim.

Naquele dia, o Náutico enfrentava meio time do Santos (a outra metade, ou seja, Neymar, estava disputando as Olimpíadas de Londres). O primeiro tempo teve domínio total do Náutico, mas sem grandes chances de gol, e zero-a-zero no placar.

- Só faltou o gol, né, Alexandre?
- Foi mesmo, Léo. Tem mexer no time para ver se esse gol sai.
- Mas vai botar quem?
- Bota Kim!
- Péraê, velho. Se botar Kim, eu vou embora!
- Kim é o ídolo de Fernando. Ele sempre diz que Kim é craque.
- Puta "Kim" Pariu. Eu nunca disse isso!

A torcida já criticava antes mesmo de Kim entrar em campo. Já logo no começo do segundo-tempo, o estreante Patric abriu o placar. Com a vantagem no placar, o álcool logo subiu a cabeça e, no momento em que Kim se preparava para entrar, já tinha gente mudando de opinião.

- Agora sim! Kim vai entrar.
- Agora vai ser goleada.
- Vocês estão é bêbados. Se Kim fizer um gol, eu pago a conta!

Alguns minutos depois, aquele santo, acima comentado, baixou sobre Kim, e uma verdadeira pintura, até então inimaginável, foi presenciada.


- Golaaaaçooo!
- Kim na seleção!
- Esse cara é craque, Gustavo!
- Agora, né? Eu falo isso desde o jogo contra o Corinthians!
- O ídolo de Fernando é o cara!
- Eu não disse, Ádley! Está vendo Edmilson?
- Foi sorte!
- Sorte nada, Thomas. Isso "Kim" é jogador!

O dia da redenção de Kim. E para deixar o bar ainda mais feliz, Kiesa (sempre ele) ainda fez o terceiro. Náutico 3x0 Santos. O Timbu voltava a vencer. O bar voltava a sorrir. E "Kim" vitória!

sábado, 20 de outubro de 2012

Lusa aproveita o cabaré e nos impõe outra derrota

- Olha quem chegou!
- Caduuuuuu!!!!!
- Alvirrubro de verdade é alvirrubro desde criancinha. Quantos anos?
- 2 anos. A geração alvirrubra do futuro já está aqui no bar conosco.

Era domingo, 29 de julho de 2012. Com a chegada do ilustre alvirrubrinho, a galera ficava mais animada para o jogo contra a Portuguesa, em São Paulo, após a sequência de duas derrotas.

O jogo começou e o pequeno, ainda assustado com tanta gente, só tirava os olhos da TV para pedir biscoito.

- Esse menino está passando fome. Não é possível.
- É o nervosismo com o jogo.
- Olha lá!
- Gooollllll!!!!!
- Gooollllll!!!!! Gooollllll!!!!!
- Goooooooooooollllllllllllllllll!!!!!
- Kiesa matador!
- Eneeeeeee-aaaaaa-uuuuuu-têÊêÊêÊeee-I-Cê-O!
- Náutico! Náutico! Náutico!

Menos de 10 minutos de jogo e o Náutico abria o placar. Chutaço de Kiesa, no ângulo. O jogo começava muito bem. O esquema de jogo surpreendia a Portuguesa, mas, aos poucos, o time começou a ser dominado e depois dos 30 minutos, a Portuguesa empatava.

- Muito fácil fazer gol no Náutico. O cara recebe, pára, pensa, planeja, desiste, pensa de novo, cruza e ninguém marca.
- E o goleiro? Não havia tocado na bola. A primeira bola que vai entra.
- Mas o placar é justo, gente. O time parou de atacar e só assiste.
- É. Pega outra cerveja aí, que tá difícil.
- E havia começado tão bem. Tocando bola...

Intervalo. Cerveja gelada e aquele arrumadinho caprichado para todos. E Cadu, só no biscoito e na água.

- Eu acho que esse menino é rubro-negro. Está muito calado!
- O que é isso, Thomas. Me xingue de outra coisa, mas não me dê um desgosto desse não.
- Kkkkkkkkkk!
- Começou. Bora ganhar essa!

O segundo tempo começou exatamente como terminou o primeiro: com o domínio da Lusa. Não demorou e Ananias desempatou para os donos da casa.

- Eeeeeeita defesinha.
- A defesa do Náutico é um cabaré!
- É o que, André?
- É um Cabaré!  É só chegar, entrar e se satisfazer.
- Hahahaha. Só esse André mesmo para fazer a gente rir hoje.

Pronto. Com o placar desfavorável, o Timbu teve que ir ao ataque, de qualquer jeito, e desfazer o esquema defensivo. Galo mexeu no time, os volantes avançaram, mas os ataques pouco levaram perigo.

- Esse Breitner não faz nada que preste.
- Não domina, não passa, não chuta!
- Vai ser difícil empatar assim.
- Olha o contra-ataque. 3 contra 2.
- Ufa! Nos salvamos. Ainda bem que errou o cruzamento.
- Caramba a bola não saiu. Vai em cima, pô.
- Gol.
- Caçamba! Vai te danar!
- O cara cruza errado, a bola passa por todo mundo e ainda deixam o outro cara pegar a bola, sozinho do outro lado.
- E a zaga? Com tudo isso, o cara pega o rebote, pára, conta até vinte e cruza de novo sem marcação. Aí é muito fácil.
- E esse goleiro que não faz uma defesa?
- Aí não foi culpa dele não.
- Goleiro que é bom, de vez em quando, faz uns milagres. Esse Felipe não. Toda bola no gol entra.
- Fechou o caixão.

De fato, ao fazer o terceiro gol, já perto dos 40 minutos do segundo tempo, a Portuguesa matava o jogo. O placar final de 3x1 para a Lusa era justo. O Náutico começou muito bem os primeiros 20 minutos, mas depois foi outro time.

- Gente, pede a conta!
- Vamos embora, Cadu?
- Traz ele mais vezes. Na próxima a gente ganha.
- Ele volta, mas para a gente ganhar, tem que melhorar essa defesa.
- Como é mesmo, André?
- Essa defesa é um Cabaré!

O Náutico chegava à terceira derrota consecutiva e se aproximava da zona de rebaixamento. Pela primeira vez, começávamos a nos preocupar com esta aproximação. O time precisava reagir. Estava mais que na hora.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Muitos gols e virada do Coritiba nos Aflitos

25 de julho de 2012. O jogo deste dia era contra o Coritiba, que estava na zona de rebaixamento, mais por conta da priorização à Copa do Brasil do que por outra coisa. Era noite de quarta-feira e jogo cedo, às 19:30. A galera já estava no bar, mas, mais uma vez, seria difícil comparecer. Enquanto o bebê não dormia, o jeito era acompanhar na Internet. Mas como, se a Internet resolveu ficar mais lenta que o habitual logo na hora do jogo? Enquanto a transmissão em vídeo do jogo não carregava, o Twitter me avisava:

"@brenopires: Mas que falha de marcação. Coritiba empata: 1x1".

Pensei: "Já? Não são nem 12 minutos!"

Continuava minha briga para carregar o stream de vídeo e vinha nova informação:

"@jdeandradeneto: Agora sim! Kiesa 2x1. Melhor investimento do ano."

Menos de 20 minutos e o jogo já estava 2x1 pro Timbu. Ótimo, mas eu queria ver o jogo. Com quase 30 minutos, a Internet teve pena de mim.

- Agora sim! Náutico na telinha do notebook.

Até o fim do primeiro tempo, nos 15 minutos de jogo "olhado", deu para ver o Coritiba não era bobo e, por pouco, não empatava o jogo ainda no primeiro tempo. Assim, o Náutico garantiu o resultado no primeiro tempo.

No intervalo, a sogra veio avisar que o bebê acabava de dormir. Então, hora de correr para o bar.

- Boa noite! Cheguei, pessoal.
- Isso é hora? Já está no segundo tempo e a bola já está rolando há um minuto.
- Então deixa eu me acomodar aqui. Alguém me passa um copo.
- Gol do Coritiba.
- Que frango de Felipe! Goleiro bosta!

Mas só deu tempo de sentar. Antes de abrir a primeira cerveja. O Coritiba empatava o jogo novamente.

- Júnior, a culpa é tua. Que pé-frio da cebola!
- Minha não. Com um goleirinho desse, não tem quem tenha pé quente.

Cinco minutos depois.

- Sai, Felipe!
- Vai te danar. Como é que um goleiro sai desse jeito do gol. Quase gol do Coritiba.
- Foi Alessandro quem salvou em cima da linha.
- Outro escanteio.
- De novo, pô!
- Deu penalte!
- Penalte e expulsão.
- Por que?
- Alessandro tirou com a mão. Iria ser gol direto.
- Mas tudo por culpa de Felipe. Outra saída de gol errada.
- Agora é torcer para errar o penalte.
- Vai perder! Vai perder!
- Olha para Roberto. Está nem vendo.
- Pega, Felipe!
- Gol.
- Caramba! Coritiba virou em 9 minutos.

Depois do apagão que o Náutico sofreu no segundo tempo, a única saída era colocar a cabeça no lugar e partir para nova virada. Mas qual? O time se abateu e as tentativas de jogadas ofensivas acabavam nos passes errados que geravam contra-ataques quase mortais. O Coritiba era mais perigoso e contava com a péssima atuação de Felipe. Aos 30 minutos, mais uma saída de gol atabalhoada e, de novo, quase outro gol. Por sorte, a zaga mandou a escanteio. A torcida, no estádio, perdeu a paciência e começava a vaiar Felipe e gritar o nome do reserva Gideão. Em mais um escanteio para o Coritiba, o goleiro, já inseguro, desta vez resolveu não mais sair do gol. Pereira não teve dificuldade para fazer o quarto gol. Virada sensacional do Coxa: 4x2.

O time estava entregue. Ninguém esperava esta virada, ainda mais dentro de casa, onde o Náutico sempre comanda as ações.

- Tem mais gol hoje não. Vai ser a segunda derrota em casa.
- Tem tempo ainda, mas jogando assim, errando tudo e com a torcida vaiando, é rezar para acabar logo.
- Olha aíííí!
- Goooolllllll!
- Goooolllllll! Goooolllllll!
- Foi de Rico!
- É 4x3, caramba! Tem sete minutos ainda, dá tempo de empatar.

O Náutico tentou. Partir para o desespero em busca do empate. Mas o Coritiba era um time experiente e soube controlar o jogo. Aos 45 minutos, o Náutico era só chutão para área. Sem perigo. E assim terminou a partida: 4x3 Coritiba.

- Se tivesse mais 5 minutos a gente empatava.
- Perder um jogo em que estava jogando tão bem no primeiro tempo é fogo.
- E o próximo jogo é fora.
- Quando é?
- Domingo.
- Ótimo. Já está marcado.

Não foi a noite do Náutico. O ataque funcionou marcando três gols, mas a defesa (o goleiro) entregou. Agora era buscar a recuperação em São Paulo, contra a Portuguesa.

- Garçom. A saidera e a conta.

domingo, 14 de outubro de 2012

Churrasquinho de porco, mas com água no nosso chopp

A vitória por três a zero, na partida anterior, não poderia ter deixado a galera mais empolgada. No fim-de-semana, domingão de sol, o jogo contra o Palmeiras foi "regado" a churrasquinho. Era domingo, dia 22 julho.

- Olha a picanha! Olha a linguiça!
- E a cerveja?
- Olha a cerveja!
- Olha a buchada!
- O negócio hoje está bom. Tem até buchada.
- Foi Fernando que vez. Vou entregar logo.
- E o pior é que está bom. Hahahahahahaha

Tudo ia muito bem. O almoço estava animado. A comida no ponto. A cerveja, como sempre, geladíssima. Faltava uma hora para o Timbu entrar em campo, na Arena Barueri, para encarar o Porco. Então, Roberto anuncia:

- Trouxe aqui um negócio arretado: costelinha de porco!
- O que? De porco? O jogo é contra o Palmeiras, rapaz!
- Então! Bora comer esse porco!
- Ei, isso vai dar um azar arretado!


O jogo começou pontualmente, as 15 horas. Jogo truncado, que começou equilibrado, mas o Náutico não entrou em campo. Nós que comíamos o churrasco e os jogadores que pareciam ter comido uma feijoada.

- Pessoal, esse aqui que chegou agora é meu filho.

E Gol do Palmeiras... Silêncio. A carne começava a ficar fria, sem sabor.

- Gente, meu outro filho chegou.

E saiu o segundo gol do Palmeiras, ainda no primeiro tempo.

- Roberto, tu não vais trazer teus cinco filhos não, né? Cada vez que chega um, o Palmeiras faz um gol.
- Não, só vem esses dois mesmo.
- A culpa não é dos filhos dele não. A culpa é desta costela de porco que ele trouxe! Deu um azar arretado!
- É, Roberto. Tu é o culpado!
- Vão vocês se lascar tudinho!
- Hahahahahahaha...

Intervalo de jogo. Era hora de voltar a curtir o churrasco porque, com aquele futebol do primeiro tempo, não se esperava coisa melhor no segundo.

- André virou churrasqueiro mesmo. Assumiu a churrasqueira e não larga mais.
- Perder de um time safado desse. Melhor botar essa carne para assar mesmo.
- E ainda tem costela de porco?
- Tem.
- Maldita costela de porco.

O segundo tempo começou, mas em nada melhorou. Para piorar, mais um gol do Palmeiras para terminar com nosso churrasco. Não era o resultado que ninguém esperava : 3x0. Coincidentemente, o mesmo placar da vitória do jogo anterior. O churrasco terminou com chopp aguado. Sempre gelado, mas aguado.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O matador voltou. Azar da Ponte.

Era noite de 18 de julho de 2012. Visita em casa e o bebê que não dormia. Era difícil comparecer ao bar. Nesta situação, o melhor a fazer era ligar o note e acompanhar pela Internet o retorno do matador Kiesa ao Náutico. Azar da Ponte Preta, adversário dessa noite. Coincidentemente, sua última partida, em 2011, havia sido exatamente contra a Ponte Preta. E Ele voltou com o mesmo faro de gol.

Ainda no primeiro tempo, o artilheiro mostrava a que veio. Goooooolllllllll de Kiesa. 1x0. Estranho estar em Manaus e não estar no Bar do Náutico comemorando mais um gol do Timba. Veio o segundo tempo e o Náutico não deu nem chance para a Ponte endurecer o jogo. Goooooollllllllll! Souza, já no começo, fazia 2x0. Daí para frente foi só festa. O adversário foi para o tudo ou nada e aí o jogo ficou do jeito que o Timbuzinho gosta. Um contra-ataque atrás do outro. Para fechar bonito, Kiesa, o matador, fechou a conta: 3x0.


Que reestréia! Que vitória! Não era difícil imaginar a festa que a galera deveria estar fazendo no Bar. A cara de felicidade de cada um, na foto acima, não nega. A noite foi pequena. Eram 21:25 quando o juíz apitou o fim do jogo. As 22:45, o telefone toca:

- Alô!
- Júnior! Eneeeeee!
- Oi, Edmilson!
- Só faltou você. É 3x0!
- Eu vi, mas hoje não deu para ir não.
- Olha o pessoal está combinando aqui para dom...
- O que? Você ainda estão aí?
- Sim. Todo mundo comemorando. Só vamos embora quando terminar a cerveja.... Mas vê só. Domingo é jogo contra o Palmeiras. O pessoal está programando um churrasco de porco antes do jogo.
- Vocês estão empolgadinhos, hein!? Vamos combinar isso aí.
- Saudações, alvirrubras.

Vitória elástica. Volta do artilheiro. Galera empolgada. É, ninguém iria embora mesmo tão cedo. Alguém duvidava?

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Contra o Timão, tinha uma trave no meio do caminho

Sábado, 14 de julho de 2012. A torcida mais apaixonada de Manaus voltava a se reunir no Bar do Náutico para mais um desafio do Timbuzinho. E que desafio! O campeão da Libertadores, em São Paulo, pela primeira vez com o time titular após a conquista do título Sulamericano. Difícil, mas nada que deixasse alvirrubro nenhum em casa.


- Ei, Fernando. Hoje é casa cheia.
- É 1x0, fácil, de novo!
- Olha, André apareceu hoje.
- Éééééé. Nada como uma vitória fora de casa para fazer o pessoal aparecer.
- Claro. Se até Renato, filho de Thomas, apareceu hoje, não tinha como André faltar.
- Né não, Roberto?
- O que eu sei é que esse pessoal sumido quando vem dá um azar arretado!
- Hahahaha!

Era tarde sábado. Não tinha desculpa. Todos estavam lá para o que desse e viesse. Com cinco minutos de jogo, o Timbu parecia em casa.

- Cheguei!
- Isso é hora Edmilson? Já são 5 minutos e seis escanteios para o Náutico.
- Sério! É pressão, é pressão.
- Olha o contra-ataque. Quase gol do Corinthians.
- Tem que ter cuidado.
- Mas o time está jogando bem.
- Que jogada de Kim!
- Caramba! Isso é Kim mesmo? Não acredito.

O Timbu jogava bem e não se intimidava. Aos 15 minutos, foi recompesado pelo bom futebol:

- Gooooolllllll!
- GOOOOOLLLLLLL!
- Golaço de Elicarlos!
- Eu não disse? O time hoje está engrenado!
- Vamos meter 3 hoje!
- E....
- Não, Alessandro! Gol do Corinthians

Silêncio no bar. Não deu nem tempo para comemorar. 1 minutos após abrir o placar, Danilo empatava. Depois do gol o Corinthians cresceu e começou a chegar com mais perigo. O jogo continuava aberto com o dois times no ataque, até o fim do primeiro.

- Acabou. Gostei do time.
- Está jogando melhor do que contra o Atlético semana passada.
- Está mesmo. Está tocando a bola com personalidade e jogando bola.

Recomeçou o jogo. Aquela velha máxima de que tem segurar os primeiros 10 minutos. Não deu. O Corinthians aproveitou e aos 7 minutos desempatou.

- Tira essa bola!
- Trave.
- Gol.
- Eita, merda!
- A bola pedindo! Me chuta zagueiro e ninguém tira.

Um minuto depois:

- Cheguei.
- Agora, Eduardo?
- Vim numa carreira só. Vamos segurar esse empa... Não acredito! Sai de casa e estava 1x1.
- Pois é, saiu o gol agora.
- Vamos empatar.

Galo mexeu no time. Liberou os laterais e partiu para o ataque. E não é que o Corinthians sentiu a pressão? Recuou e partiu para o jogo de contra-ataque. A recuo do adversário dificultou e o Náutico, mesmo em cima, tinha dificuldade para criar chances. Já o Corinthians chegava sempre com perigo.

- 35 minutos. Agora é hora do tudo ou nada.
- Só falta acertar o passe. Estamos bem, dominando o jogo. Tem que definir melhor os lances.

....

- 43 minutos!
- Bora, timbu.
- Cruza, meu filho!
- Gol!.... Putz.
- Quase!
- Salvou!
- Ca.... o!
- Era o empate agora, meu velho!
- Deu escanteio ainda.
- É agora.
- Tirou a zaga.
- Chutaaaaa .... P....a!
- Na traaaaave! Não acredito!
- Iria ser um golaço.
- Foi Romero. Toquinho consciente. Olha praí! O goleiro tirou com os olhos.

Era o último lance de perigo do jogo. Após o cruzamento, o Corinthians se salvou como pôde. O goleiro saiu do gol e cortou o cruzamento. No rebote, a bola ficou com Romero, que acabara de entrar no jogo. Ele levantou a cabeça e tentou colocar por cobertura. O goleiro só olhou e a bola bateu no travessão. Merecia o empate o Timbu, mas ele não veio. Derrota por 2x1 em São Paulo, mas com bom futebol e encarando de frente o campeão da América. Ah, mas se não fosse aquela trave. Maldita trave!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Timbu 1x0 Dragão. A primeira vitória fora!

Era noite de julho. Dia 7 de julho. Festas julinas tomavam conta de Manaus. Sábado a noite, quase 20 horas. Será que iria dar quórum?

- Eneeeee!
- Opa, Júnior! Pensei que eu iria ver o jogo sozinho.
- Tu acha que eu vou faltar?
- Cadê o pessoal?
- Chegou ninguém? Daqui a pouco começa a chegar.

Não era o melhor dia nem horário para assistir a uma partida de futebol em um bar. Mas o Bar do Náutico, como sempre, recebia a torcida alvirrubra para ver o Náutico enfrentar o Atlético de Goiás fora de casa. Público menor que o habitual, mas empolgado como sempre.

- Hoje é 2x0! Dois de Araújo.
- Um empate é um bom resultado, afinal o jogo é fora.

Quando o jogo começou, a primeira oportunidade foi do Timba. Alessandro invadia a área e batia para fora, levantando a torcida e aumentando a nossa sede.

- Mais uma cerveja, mais uma cerveja!
- Cadê, o abridor?
- Enche meu copo também.

Aos poucos, o Náutico muda sua postura e passa a aguardar o Atlético para ganhar no contra-ataque. Maior posse de bola para o adversário, mas pouco perigo real.

- Rapaz, esse time do Atlético é ruim, viu? Só falta o Náutico querer jogar mais.

Dois minutos depois, Araaaaaúúúúújooooooooo desencantava e fazia seu quinto gol no campeonato, chegando à artilharia da competição, ao lado de Alessandro do Vasco.

- Goooooollllll!!!
- Goooolllllllllll!!!
- É o cara, sempre ele!

Um a zero após ótimo cruzamento na cabeça do artilheiro. Após o gol, o Atlético entrou "em parafuso". Continuava com posse de bola, mas sem objetividade e errando mais passes. Com isso, o Náutico ia criando chance em cima de chance. Numa dela, quase Araújo marca um gol de placa.

- Toca no meio.
- Pra Araújo!
- Olha o gol. Olha o golaço!
- Quaaaaaaseeeee!
- Iria ser um gol de copa do mundo.
- Era só dar um toquinho.

Fim do primeiro tempo. Náutico muito bem no esquema de contra-ataque. Veio o segundo tempo. O Atlético voltou igual. Mesmo futebolzinho. Quem mudou foi o Náutico, que não repetiu a mesma atuação. Manteve o esquema de contra-ataque, mas já não criava mais nada ofensivamente. A não ser na escapada de Lúcio pela esquerda que cruzou para Rhayner.

- É agoraaaa!
- Perdeu!!!
- Inacreditável! Era para matar o jogo.

Foi só para o timbu no segundo tempo. Muitos erros de passes e a bola o tempo com o Atlético.

- A gente vai tomar um gol daqui a pouco.
- Ninguém consegue trocar três passes.
- A sorte que esse Atlético é horrível.

Todo atabalhoado, o Atlético insistia pelo meio ou no chuveirinho. Numas destas tentativas, falhas da nossa defesa e quase empata. Alessandro salvou em cima da linha a cabeçada após um escanteio.

- 45 minutos, vai acabar!
- 46!
- 47!
- 48!
- Acabou!
- AÊêêêêêÊêêê!
- É vitóriaaaa!
- Sofrida, viu? Esse segundo tempo pediu para perder.
- Araújo no Serra Dourada está em casa. Decidiu.

Era a primeira vitória fora de casa: 1x0. E como comemorar?

- Roberto! Traz mais uma cerveja e um arrumadinho!
- Duas cervejas!
- E depois a saidera e a expulsadera.
- Festa julina hoje é aqui, com a vitória do Timba!

domingo, 22 de julho de 2012

Torcer longe do Bar não dá certo.

23 de junho de 2012, véspera de São João, 21 horas e 5 minutos, horário de Brasília. Há exatos três minutos a bola estava rolando no estádio Independência. Dentro do avião, com destino à capital de todos os alvirrubros, fazendo conexão em Fortaleza. Eram os preciosos 30 minutinhos para acompanhar o Náutico no difícil duelo contra o Galo. Celular ligado e já conectado no Twitter. Logo na primeira mensagem, já era anunciado o gol do Atlético-MG.

É, tomar gol no comecinho, fora de casa, contra um time embalado, não era bom sinal. Mas eis que 10 minutos depois, um novo tuíte anunciava o gol de empate de Araújo. As postagens seguintes mostravam, um Atlético nervoso e um Náutico jogando bem. Seria mesmo? Convenhamos que acompanhar jogo no Twitter é uma coisa tão cega quanto acompanhar num radinho. Tudo parecia bem, mas aos 33 minutos, um penalte foi inventado para o time da casa e eles pularam na frente de novo. Foi o último lance até desligar o celular. O avião decolou em seguida.

Uma hora e alguns minutos depois, o avião chegava em Recife. Celular ligado imediatamente. Os tuítes mostravam 45 minutos do segundo e o placar de 4x1 para o Atlético.

- Trimmm! Trimmm!
- Alô!
- Júnior! É Roberto. E aí?
- Perdeu. Quatro a um.
- Eita. Jogou muito mal mesmo?
- Rapaz, cheguei agora em Recife. Nem vi o jogo.
- Ah, foi. Pensei que estavas no bar. Hoje não pude ir. Tá bom. Boa noite.

Dormimos acreditando nos 4x1. Não sabíamos que os descontos guardavam mais um gol na conta. O placar final terminou 5x1. Derrota acachapante!

Contra o Galo não deu, mas, no sábado seguinte, o jogo era em casa. Era contra o Fluminense, atual campeão fluminense. Mais um jogo longe do bar do Náutico, mas, desta vez, não seria dentro do avião, seria no "Caldeirão". Hora de matar a saudade. A sensação de voltar a entrar no estádio tão antes frequentado na adolescência era maravilhosa. Aquele clima de jogo na cidade, a chegada da torcida, o encontro com os amigos antes do jogo, ... algo difícil de descrever para aqueles que se acostumaram a torcer por "times de televisão".

Iderlan, antigo alvirrubro de Manaus
No dia do jogo, até o amigo Iderlan estava lá. Logo ele, grande alvirrubro e antigo frequentador dos primórdios do Bar do Náutico, em Manaus. Foram muitos jogos e muitas histórias em Manaus. Jogos até na torcida de times adversários como Grêmio, Flamengo e Botafogo. Agora, morando em Recife, o jogo contra o Fluminense era um ótimo motivo para voltar a "tomar uma(s)", botar o papo em dia e, lógico, ver o timbu novamente no estádio.





Murici Ramalho tomando uma fora do Estádio
Do lado de fora do estádio, a galera ia chegando aos montes. Muito bom estar entre alvirrubros novamente. Tudo na maior paz e no maior respeito, até mesmo com paraibanos doutrinados pela Rede Globo e "devotos" do time fluminense, que chegavam meio feito gatos pingados. No espetinho ao nosso lado (quem diria?), Murici Ramalho apareceu para tomar umas cervejas. Ele mesmo! O antigo treinador Timbu, atualmente no Santos. Não. Não era ele. Era o sósia, mas um sósia que era praticamente idêntico.


Torcida alvirrubra enchendo o Caldeirão
Dentro do estádio, a torcida alvirrubra comparecia em peso, como sempre. Estádio cheinho. A torcida estava animada e o time começou jogando bem. Uma chance perdida. Depois outra e mais outra. O time dominava o campeão fluminense, criava chance e parava no goleiro Cavalieri. Dava para imaginar que o castigo viria em seguida. Aconteceu. De tanto perder gols, o adversário conseguiu uma faltinha e nela foi mortal. Deco cruzou e Samuel fez um a zero Flu. Aquela velha lição: contra time grande, se criar chance, tem que aproveitar, porque ele, quando tem, não perdoa. Depois gol do adversário, o panorama da partida permaneceu o mesmo. Náutico perdendo gols e Fluminense controlando o jogo.

O segundo tempo começou da mesma forma. O Náutico abusava de perder gols. A paciência começava a ir embora e o nervosismo passava aos jogadores. O time começou a se desmantelar taticamente e Fluminense já começava a ser mais ofensivo. Resultado: outro gol do Flu. 2x0 foi o placar final, justo, pela eficiência deles e incompetência ofensiva do Náutico.

Foram dois jogos fora do Bar do Náutico. Duas derrotas. Contraste imenso com os dois últimos jogos no Bar, que terminaram com duas vitórias seguidas. Esse negócio de ver jogo em outro local da azar. Lugar de alvirrubro, em Manaus, é no Bar do Náutico.